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Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

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Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
Ordo Fratrum Minorum Capuccinorum
Brasão da Ordem Franciscana
LemaPAX ET BONUM
Paz e bem
SiglaOFMCap
TipoOrdem religiosa
FundadorMatteo da Bascio
Local e data da fundaçãoItália 1209
AprovaçãoItália 1528
Superior geralFrei Roberto Genuin
Membros10.349 (6.882 sacerdotes) (2020)
SedeVia Piemonte 70, Roma, Itália
Websitewww.ofmcap.org

A Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Ordo Fratrum Minorum Capuccinorum em latim, OFMCap), também conhecidos em português como Barbadinhos ou Barbonos,[1] é uma ordem religiosa da família franciscana, aprovada como um ramo da primeira ordem de São Francisco de Assis em 1528 pelo Papa Clemente.

A reforma dos capuchinhos se deu por volta de 1525, quando Matteo da Bascio, originário da região de Marche, na Itália, um Franciscano Observante, se deu conta de que a regra não estava sendo vivida na radicalidade e que a roupa vestida pelos Franciscanos não era do mesmo tipo que a vestida por São Francisco de Assis. Assim, ele fabricou um capuz pontudo e começou a andar como um itinerante. Logo após se juntaram a ele o frei Ludovico de Fossombrone e seu irmão, frei Rafael Tenaglia. O primeiro era presbítero, e foi quem proporcionou a realização da Reforma. Nessa época a Ordem dos Menores já estava dividida entre Franciscanos Conventuais e Franciscanos Observantes, pela bula "ite vos" do Papa Leão X.

Grupo de frades capuchinhos com os seus hábitos religiosos franciscanos.

Seus superiores tentaram suprimir essas inovações, mas em 1528 conseguiram obter uma bula do Papa Clemente VII. Foi-lhes dada a permissão de viver como eremitas, de vestir-se com o novo hábito, usarem barba, além de gozarem dos mesmos direitos dos camaldulenses. Essas permissões não foram dadas somente a eles, mas também a todos que quisessem se juntar aos mesmos, a fim de restaurarem a obediência à Regra de São Francisco.

Os Franciscanos Observantes se opuseram ao movimento, mas os Conventuais o apoiaram, de modo que os primeiros reformadores capuchinhos se juntaram em um movimento que se intitulou Frades Menores de Vida Eremítica, ligada aos Franciscanos Conventuais, mas com vigário próprio, embora sujeito à jurisdição do Geral dos Conventuais.

O nome popular de Capuchinho deriva do nome do capuz usado por eles (capuccino), no início foi como um apelido depois se tornou o nome oficial da reforma.

Capuchinhos no Brasil

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Os Capuchinhos se instalaram oficialmente no Brasil em 1642, estabelecendo-se primeiramente em Olinda-PE e depois em Recife-PE, onde se encontra o Convento da Penha que é o convento capuchinho mais antigo do Brasil.

Basílica da Penha do Recife, berço da Ordem dos Capuchinhos no Brasil.

Sem considerar na história oficial das missões no Brasil a sua participação, entre 1612 e 1615, na tentativa de criação da França Equinocial, adota-se a data em que foram capturados pelos holandeses em São Tomé (São Tomé e Príncipe) e trazidos para o Brasil, ao território da atual Província dos Capuchinhos do Nordeste, onde Maurício de Nassau, tolerante, lhes permitiu o trabalho missionário. A presença da Ordem teria uma grande influência local. São os capuchinhos os fundadores da aldeia de Nossa Senhora dos Remédios do Rio de Contas (1657), núcleo da atual cidade de Itacaré.

A ordem foi bastante ativa entre 1670 e 1700, como demonstra a relação das aldeias de franciscanos capuchinhos no rio São Francisco e suas missões no curso inferior do rio. Ficaram famosos nomes como o dos frades Martin de Nantes, Bernard de Nantes, François de Domfront, Anastácio de Audierne, José de Chanteugontier ou Chateaugontier, entre outros.

Nas aldeias, as relações entre os índios, os portugueses reinóis e os negros eram complexas, muito mais do que as relações exclusivas entre índios e padres. Em 1740, as aldeias entraram em crise, com fugas e rebeliões indígenas. Já não contavam mais com a proteção da poderosa família de Garcia d´Ávila. Perderam em 1759 definitivamente a administração das aldeias.

Um sacerdote frade capuchinho confessor.

São remanescentes desses trabalhos realizados em terras pernambucanas os frades da Província de Nossa Senhora da Penha do Nordeste do Brasil, que realizaram muitas ações pela população local. Ícone desse apostolado nordestino foi o frei Damião de Bozzano, que pregou incansavelmente Santa Missões nos estados de Pernambuco; Paraíba; Alagoas; Rio Grande do Norte e Ceará.

Os Capuchinhos no Rio Grande do Sul

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No dia 18 de janeiro de 1896, chegaram em Garibaldi os primeiros frades Capuchinhos no Rio Grande do Sul: frei Bruno de Gillonnay e frei Leão de Montsapey. Eram franceses da Sabóia, província restaurada em 30 de janeiro de 1841, após as perseguições da Revolução Francesa. A missão original era atender os imigrantes italianos. O espírito missionário e campo de ação apostólica expandiram-se geograficamente. Em seguida, no dia 18 de junho de 1898, foi aberto o primeiro seminário para acolher vocações nativas.

As missões populares, a ação paroquial, o espírito missionário, a pregação popular, a alegria franciscana, a simplicidade de vida, as devoções religiosas, a disponibilidade contínua para atender as necessidades, desencadearam um movimento multiplicador de vocações e frentes apostólicas. No dia 24 de julho de 1942, tornou-se província, com abrangência no estado do Rio Grande do Sul e pequena parte de Santa Catarina.

A Província Sagrado Coração de Jesus, Rio Grande do Sul, tornou-se numericamente sólida e geograficamente abrangente. Esteve presente em São Paulo, Portugal, África, Nicarágua e França. Fundou a Província Nossa Senhora de Fátima, no Brasil Central. Mantém a Custódia São Francisco de Assis, Brasil Oeste, Mato Grosso e Rondônia, e a Frente Missionária no Haiti, recentemente.

Também no Rio Grande do Sul, os Capuchinhos investiram na comunicação, sensíveis aos apelos dos papas, num movimento de expansão missionária do projeto de evangelização. A ordem fundou a Rádio Difusora em 27 de outubro de 1934, inspirados pela encíclica Rerum eclesiae do Papa Pio XI e a TV Difusora que entrou no ar em 10 de outubro de 1969, inspirados pelas encíclicas Evangelii Praecones do Papa Pio XII e Princeps Pastorum do Papa João XXIII. Ambas as emissoras foram vendidos em 1980 para o Grupo Bandeirantes de Comunicação e são hoje as atuais Rádio Bandeirantes Porto Alegre e TV Bandeirantes Rio Grande do Sul, importantes veículos de comunicação do estado. Os Capuchinhos também possuem duas redes de rádio: a Rede Maisnova FM, com 11 estações de rádio na Serra Gaúcha, e nas regiões norte e zona sul, e a Tua Rádio, com estações na Serra Gaúcha e no norte do estado.[2][3][4]

Bispos pertencentes à Ordem

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Bispos capuchinhos no Brasil

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Santos e beatos

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Benedito 1526/1589 Bernardo da Corleone 1605/1667 Conrado de Parzham 1818/1894
Crispim de Viterbo 1668/1750 Fidélis de Sigmaringa 1578/1622 Félix de Cantalice 1515/1587
Félix de Nicósia 1715/1787 Francesco Maria de Camporosso 1804/1866 Inácio de Laconi 1701/1781
Inácio de Santhià 1686/1770 José de Leonissa 1556/1612 Leopoldo Mandić 1866/1942
Lourenço de Brindes 1559/1619 Luca Antonio Falcone 1669/1739 Pio de Pietrelcina 1887/1968
Serafim de Montegranaro 1540/1604 Verônica Giuliani 1660/1727
Agatângelo de Vendome 1598/1638 Ambrósio de Benaguacil 1870/1936 Ambrósio de Santibànez e 2 companheiros – /1936
Andrea Giacinto Bonaventura Longhin 1863/1936 André de Palazuelo e 31 companheiros – /1936 Ângela Maria Astorch 1592/1665
Aniceto Koplin 1875/1941 Apolinário de Posat 1739/1792 Arsênio de Trigolo 1849/1909
Aurélio de Vinalesa e companheiros 1896/1936 Benedita Bianchi Porro 1936/1964 Bento de Santa Coloma de Gramenet e 2 companheiros 1892/1936
Bento de Urbino 1560/1625 Berardo de Lugar Nuevo de Fenollet 1867/1936 Bernardo de Offida 1604/1694
Boaventura de Puzol 1897/1936 Cassiano de Nantes 1607/1638 Diogo José de Cádiz 1743/1801
Fidélis Chojnacki 1906/1942 Fidélis de Puzol 1856/1936 Floriano Stepniak 1912/1942
Flórida Cevoli 1685/1767 Francisco Solano Casey 1870/1957 Germano de Carcagente 1895/1936
Henrique de Almazora 1913/1936 Henrique Krzysztofk 1908/1942 Honorato Kozminski de Biala 1829/1916
Inocêncio de Berzo 1844/1890 Isabel Calduch Rovira 1882/1936 Jeremias de Valacchia 1556/1625
João Luís Loir de Besançon 1720/1794 Joaquim de Albocácer 1879/1936 José (Tous y Soler) de Igualada 1811/1871
Leopoldo de Alpandeire 1866/1956 Marcos de Aviano 1631/1699 Maria Costança Panas 1896/1963
Maria Felícia Masiá Ferragut 1890/1936 Maria Jesus Masiá Ferragut 1882/1936 Maria Lourença Longo 1463/1542
Maria Maddalena Martinengo 1687/1737 Maria Rosa Pellesi 1917/1972 Maria Teresa Kowalska 1902/1941
Maria Verônica Masiá Ferragut 1884/1936 Milagres Ortells Gimeno 1882/1936 Modesto de Albocácer 1880/1936
Nicolau de Gesturi 1882/1958 Pacífico de Valência 1874/1936 Pedro de Benisa 1876/1936
Protásio Bourdon de Seéz 1747/1794 Raniero de Borgo San Sepolcro 1511/1589 Sebastião Francisco de Nancy 1749/1794
Santiago de Rafelbuñol 1909/1936 Sinforiano Ducki 1888/1942 Tiago de Ghazir 1875/1954
Tommaso da Olera 1563/1631

Causas em andamento

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Venerável Alexandre Labaka Ugarte 1920/1987 Venerável Aloísio Amigo y Ferrer 1854/1934 Venerável Anastasius Hartmann 1803/1866
Venerável André de Burgio 1705/1772 Ângelo de Canete e 6 companheiros – /1936 Berardo de Visantona e 6 companheiros – /1936
Venerável Angélico de None 1875/1953 Angélico Lipani 1842/1920 Venerável Antônio Maria de Lavaur 1855/1907
Antônio de Olivadi 1653/1720 Bento de Beaucaire e 4 companheiro 1730/1790] Venerável Boaventura Barberini 1674/1743
Carlos de Abbiategrasso 1825/1859 Venerável Cecílio Maria da Costa Serina 1885/1984 Cirilo João Zorhabian 1881/1972
Venerável Concetta Bertoli 1908/1956 Venerável Consolata Betrone 1903/1946 Venerável Daniel de Torricella 1867/1945
Venerável Daniel de Samarate 1876/1929 Elísio de Orhuela e 2 companheiros – /1936 Venerável Estêvão de Adoain 1808/1880
Estêvão de Dublin 1869/1923 Félix de Marola 1713/1787 Fortunato Bakalski 1916/1952
Venerável Francisca do Espírito Santo (Carolina Baron) 1820/1882 Francisca Teresa Rossi 1837/1918 Venerável Francisco de Bérgamo 1536/1626
Venerável Francisco de Lagonegro 1717/1804 Francisco de Licodia 1600/1682 Francisco Maria de França 1853/1913
Venerável Francisco Simon y Rodenas 1849/1914 Venerável Francisco Massimiano Valdes 1908/1982 Venerável Genoveva de Tróia 1887/1949
Venerável Venerável Inês Arango –/1936 Venerável Jesualdo de Régio Calábria 1725/1803 Jerônimo de Cammarata 1549/1627
José de Santo Elpídio 1885/1974 Venerável Jorge de Augusta 1696/1762 Guido Maria de Lugliano 1681/1763
Venerável Guglielmo Massaia 1809/1889 Venerável Joaquim de Canicattì 1831/1905 João Pedro de Sesto San Giovanni 1868/1913
[Venerável José de Carabantes 1628/1694 José Maria de Palermo 1864/1886 Inácio de Monzon 1532/1613
Venerável Inocêncio de Caltagirone 1589/1655 Venerável Lourenço de Zibello 1695/1781 Ludovico de Mazzarino 1708/1764
Venerável Marcelino de Capradosso 1873/1909 Maria Clara de São Francisco 1878/1933 Venerável Maria Diomira do Verbo Encarnado 1708/1768
Venerável Maria Francisca Foresti 1878/1953 Venerável Maria Francisca Ticchi 1887/1922 Venerável Maria Madalena do Santíssimo Cruxifixo 1901/1929
Venerável Mariano de Turim 1906/1972 Matteo d'Agnone 1563/1616 Venerável Nicola de Lagonegro 1707/1792
Venerável Honorato de Paris 1566/1624 Pedro de San Pietro Clarenza 1881/1939 Venerável Rafael de Sant’Elia a Pianisi 1816/1901
Romano Coutty de São Cláudio 1905/1979 Serafim Luís Kaszuba 1910/1977 Serafim de Pietrarubbia 1875/1960
Tiago de Balduína 1900/1948 Tomás de San Donato 1578/1648 Venerável Úmile de Gênova 1898/1969
Verônica do Menino Jesus 1870/1950 Venerável Victrício de Eggenfelden 1842/1924 Ursula Micaela Morata 1628/1703
Venerável Frei Damião de Bozzano 1898/1997 Frei Gabriel de Frazzanò 1907/1973

Ver também

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Referências

  1. [Cf. «Barbadinhos»] no |dicionário Priberam.
  2. «Rede Maisnova completa 20 anos e aposta em inovação». Maisnova FM. 3 de novembro de 2019. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  3. «Perfil Tua Rádio». Tua Rádio. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  4. «Rádios». Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Consultado em 13 de dezembro de 2019 

Ligações externas

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