Grupo Globo

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Grupo Globo
Organizações Globo Participações S.A.
Tipo Empresa de capital fechado
Indústria Mídia
Gênero Privada
Fundação 29 de junho de 1925 (91 anos)[1]
Fundador(es) Irineu Marinho
Sede Rio de Janeiro, RJ,  Brasil
Proprietário(s) Família Marinho
Presidente Roberto Irineu Marinho
Vice-presidente
Produtos
Lucro Aumento R$ 3,060 bilhões (2015)
LAJIR Baixa R$ 7,215 bilhões (2015)
Faturamento Baixa R$ 16,040 bilhões (2015)
Página oficial grupoglobo.com
[2][3][4][5]

Grupo Globo (anteriormente conhecido como Organizações Globo) é o maior conglomerado de mídia do Brasil, atuando também no setor de telecomunicações. Em 2016, o Grupo Globo foi citado entre os maiores proprietários de mídia do mundo, de acordo com o ranking produzido pela consultoria Zenith Optimedia, sendo a única empresa brasileira da lista.[6][7] O grupo é composto pela TV Globo, Infoglobo, Editora Globo, Sistema Globo de Rádio, Som Livre, Globosat, Globo.com e Zap.[8] A principal empresa do Grupo Globo é a Rede Globo de Televisão, que é a maior do país e a segunda maior do mundo.[9][10]

História[editar | editar código-fonte]

A primeira iniciativa da holding foi o jornal A Noite, fundado e dirigido por Irineu Marinho em 1911, no Rio de Janeiro, então capital do Brasil.[11] Em 1925, com o sucesso do vespertino, Irineu decide fundar um segundo jornal chamado O Globo que, após sua morte repentina, passa a ser de Eurycles de Matos, amigo pessoal de Irineu. Com o falecimento de Eurycles, em 1931, o filho de Irineu, Roberto Marinho, assume o jornal.[1] Em 1944, ocorreu a inauguração da Rádio Globo, também no Rio de Janeiro, mas foi com a inauguração da Rede Globo (transmitida a partir de 1965), que a empresa se tornou líder no segmento de mídia e expandiu negócios como com a portuguesa SIC, em 2010.[9][10][12][13][14]

Nos anos seguintes, o Grupo Globo fundou a gravadora Som Livre (1969), a Fundação Roberto Marinho (1977), a TV por assinatura Globosat (1991), o Portal Globo.com (2000) e o G1 (2006).[15]

Em 2011, na pesquisa Top Thirty Global Media Owners, realizada pela Zenith Optimedia com base nas receitas publicitárias do ano, o Grupo Globo apareceu na posição 17 dentre os maiores grupos de mídia do mundo, atrás de empresas como Google (1º lugar), News Corporation (3º) e The Walt Disney Company (4º).[16] Em 2015, esteve presente na lista das "30 empresas mais influentes do mundo na área de mídia", sendo o único latino-americano entre os 20 maiores. O levantamento apontou também que o conglomerado era maior do que grupos de mídia conhecidos internacionalmente, como Microsoft (21º) e Yahoo! (18º).[17]

Desde 25 de agosto de 2014, a empresa passou adotar como nome "Grupo Globo", antes "Organizações Globo", marca usada desde a inauguração do jornal O Globo em 1925.[18] Segundo Roberto Irineu Marinho, "Essa mudança é resultado da nossa visão de futuro e atuação nos anos recentes. Queremos incentivar e promover cada vez mais a colaboração entre nossas empresas, o alinhamento de objetivos e a busca de resultados comuns. O esforço conjunto será cada vez mais importante para entender expectativas do público e atendê-las."[19]

Negócios do grupo[editar | editar código-fonte]

Edifício Jornalista Roberto Marinho, o prédio integra 17 áreas e abriga o departamento comercial da Rede Globo.[20]

Televisão aberta[editar | editar código-fonte]

Rede Globo de Televisão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Rede Globo

Inaugurada em 1965, possui cinco emissoras próprias (TV Globo São Paulo, TV Globo Rio de Janeiro, TV Globo Minas, TV Globo Brasília e TV Globo Nordeste), 122 emissoras afiliadas e é a maior rede de televisão aberta do Brasil em número total de emissoras próprias e afiliadas, em faturamento e em números de audiência.[19][21][22][23][24]

Canal Futura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Canal Futura

Canal educacional, produzido pela Rede Globo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e outras empresas a partir de 1997. Programado pela Globosat, seu sinal é distribuído via antena parabólica e nos serviços de televisão por assinatura.[25][26]

Televisão por assinatura[editar | editar código-fonte]

Globosat[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Globosat

Lançada em 1991, a Globosat é considerada a maior produtora de conteúdo destinado a TV por assinatura da América Latina. Possui mais de 30 canais próprios e de parceiros, e conta com produtos em outras plataformas.[27][28][29] Possui 2 sedes no país, a principal fica no Rio de Janeiro, inaugurada em 2010.[30][31][32]

Próprios
Em parceria com a TV Globo
Vídeo sob demanda
  • Philos
  • Globosat Play
Rede Telecine[33]
Parceria com os estúdios 20th Century Fox, Universal Studios, Metro-Goldwyn-Mayer, Paramount Pictures e Walt Disney Pictures
Em parceria com a NBCUniversal
Em parceria com o Grupo Consórcio Brasil (GCB)
Playboy do Brasil[35]
Em parceria com a Playboy TV América Latina

Globosat Comercialização de Conteúdos (G2C)[editar | editar código-fonte]

Inaugurada em 2012, a Globosat Comercialização de Conteúdos, anteriormente conhecida como NET Brasil, é a empresa responsável pela representação e comercialização de tudo que a Globosat produz, sejam canais, vídeo on-demand, pay-per-view e outras plataformas.[36][37][38][39]

Sky[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sky Brasil

Lançada em 30 de outubro de 1996, a Sky foi uma das primeiras empresas de TV por assinatura via satélite do Brasil usando o sistema de televisão digital no DTH.[40][41] Dez anos mais tarde, em 2006, é concluída a maior fusão do setor com a DirecTV Brasil, até então sua maior concorrente.[42] A News Corporation, sócia da Sky, tinha comprado 35% das ações da DirecTV em 2004.[43][44] Anteriormente, em 2002, a Globo vendeu parte de sua participação na Sky para a News Corporation, fazendo com que esta assumisse o seu controle.[45][46] A controladora da DirecTV e, consequentemente, da Sky é da empresa de telecomunicações norte-americana AT&T, que comprou a empresa em 2015.[47][48]

Ver também: Sky+DirecTV

Rádio[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sistema Globo de Rádio

Empresa que controla as concessões e redes de rádio do grupo.[49][50]

  • BH FM
  • CBN
  • Rádio Globo
  • Sound! (serviço de canais de áudio para operadoras de TV por assinatura lançado em 2013)[51]

Até 2016, possuía concessões nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília; as emissoras da Rádio Globo e da CBN atuavam com afiliadas em todo o território nacional.[52][53]

Internet[editar | editar código-fonte]

Globo.com[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Globo.com

O portal foi lançado em 2000 e se firma em quatro pilares: notícias, esportes, entretenimento e vídeos.[54][55] Sites como o G1, globoesporte.com, Ego, Paparazzo, além de páginas das empresas do grupo, estão hospedados dentro do portal.[56][57] Também oferece serviço provedor de internet através de hotspots Wi-Fi, usando a rede da Oi.[58][57] É o 5º endereço mais acessado no país e o 148º no mundo, de acordo com o Alexa Internet.[59]

Domínio .globo[editar | editar código-fonte]

O Grupo Globo foi a primeira empresa brasileira a obter um dos novos domínios de topo genéricos (gTLD) criados pela ICANN, órgão que regulamenta a web.[60] O Grupo Globo conseguiu a oficialização da extensão ".globo" na rede junto ao órgão.[61] Com a publicação da homologação do sufixo pela IANA em maio de 2014, o domínio ".globo" passou a fazer parte da internet.[62][63]

Zap Imóveis[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Zap Imóveis

Portal de classificados de imóveis da internet brasileira.[64]

Mídia impressa[editar | editar código-fonte]

Editora Globo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Editora Globo

Fundada em 1952, a editora publica livros e revistas.[65][66][67]

Edições Globo Condé Nast[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Edições Globo Condé Nast

Joint venture formada entre a Editora Globo (70%) e a Condé Nast (30%), que funciona de forma independente, porém, diretamente ligada.[68][69]

Infoglobo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Infoglobo

Empresa responsável por editar e publicar os jornais do grupo.[70][71]

Outros negócios, sociedades e participações[editar | editar código-fonte]

Negócios anteriores[editar | editar código-fonte]

Diário de S. Paulo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Diário de S. Paulo

O jornal paulista foi comprado pelo Grupo no início da década de 2000, sendo vendido para a empresa a Traffic, que pertence ao empresário J.Hawilla, em outubro de 2009.[79]

Geo Eventos[editar | editar código-fonte]

Produtora de festas e eventos aberta em 2010 e que encerrou suas atividades em 2013.[80]

Globo Cochrane[editar | editar código-fonte]

Uma "joint venture" que foi formada pelas Organizações Globo e a empresa chilena Editorial Lord Cochrane S.A., localizada em Vinhedo, no interior de São Paulo, foi adquirida no final de março pela Sociedade Brasileira de Organizações e Participações (Sobrapar), do empresário Antonio José Carneiro. Especializada em construção civil e energia, a Sobrapar investiu cerca de R$ 130 milhões na aquisição.[81]

Mosaico Negócios de Internet[editar | editar código-fonte]

Empresa responsável pelos sites Mundi que é especializado em busca de hotéis e passagens aéreas, ClickOn, destinado a compras coletivas, Zoom, para pesquisa de preços e o Gazeus Games, antigo Jogatina, destinado a produção de games. A empresa foi vendida em 2014.[82]

NET[editar | editar código-fonte]

TV por assinatura da qual a Globo possuia 3,84% (através da EGPar). O controle da empresa foi passado para América Móvil, que em 2015 a incorporou na Claro.[83][84]

Shoptime (TV Sky Shop)[editar | editar código-fonte]

Venda de 98,85% do capital em 2005 para a Americanas.com.[85][86]

Outros negócios anteriores[editar | editar código-fonte]

Estrutura corporativa[editar | editar código-fonte]

O Grupo Globo possui em seu alto escalão os seguintes nomes:[87]

Conselho de administração
Executivos
  • Roberto Irineu Marinho (presidente)
  • João Roberto Marinho (vice-presidente institucional e editorial)
  • José Roberto Marinho (vice-presidente de responsabilidade social)
  • Jorge Nobrega (vice-presidente executivo)
  • Antonio Cláudio Netto (diretor jurídico)
  • Cláudia Falcão (diretora corporativa de direitos humanos)
  • Cristiane Delecrode (diretora corporativa de planejamento e controle)
  • Paulo Tonet Camargo (vice-presidente de relações institucionais)
  • Renata Frota Pessoa (diretora corporativa de integração digital e tecnologia)
  • Sérgio Marques (diretor de finanças e relações com os investidores)

Referências

  1. a b «"IRINEU MARINHO"». Memória Globo. Consultado em 28 de Novembro de 2016. 
  2. «História Grupo Globo». Memória Globo. Consultado em 18 de junho de 2016. 
  3. «Estrutura corporativa». Grupo Globo. Consultado em 18 de junho de 2016. 
  4. Daniel Castro (19 de Março de 2016). «Globo encolhe R$ 730 mi em 2015, mas fatura quatro vezes mais que a Record». Notícias da TV. Consultado em 19 de Março de 2016. 
  5. «About Globo». Investor Relations (em inglês). Globo.com. Consultado em 29 de junho de 2016. 
  6. «"Organizações Globo adotam nova marca: Grupo Globo"». O Globo. Consultado em 28 de Novembro de 2016. 
  7. «"GRUPO GLOBO SOBE NO RANKING DE MAIORES EMPRESAS DE MÍDIA DO MUNDO"». Grupo Globo. Consultado em 28 de Novembro de 2016. 
  8. «"ÁREAS DE ATUAÇÃO DO GRUPO GLOBO"». Grupo Globo. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
  9. a b «"REDE GLOBO SE TORNA A 2ª MAIOR EMISSORA DO MUNDO"». O Fuxico. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
  10. a b «"Globo cresce e se torna a segunda maior emissora do mundo"». Portal O Planeta TV. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
  11. «"21 de abril de 1960: o dia em que o Rio de Janeiro deixou de ser a capital federal"». Acervo O Globo. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
  12. «"Sistema Globo de Rádio"». Roberto Marinho. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
  13. «"1904 DEZEMBRO"». Rede Globo. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
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  15. «"Grupo Globo"». Grupo Globo. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
  16. «"Organizações Globo são o 17º maior grupo de mídia do mundo"». RD1. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
  17. «"Google Expands Lead as World’s Largest Media Owner"». The Wall Street Jornal. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
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  22. «"Globo e Record sobem, mas SBT cresce mais e mantém vice no PNT"». Na Telinha. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
  23. «"Globo e Record sobem, mas SBT cresce mais e mantém vice no PNT"». Negócios Globo. Consultado em 29 de Novembro de 2016. 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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