Origem da Lua

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O lado oculto da lua, com numerosa quantidade de crateras

A Origem da Lua se refere a qualquer das várias explicações para a formação da Lua, satélite natural da Terra. As cinco teorias mais consideradas ao longo do tempo são:[1]

  • A Lua se formou distante da terra e foi se aproximando a partir daí.
  • A Terra e a Lua condensaram a partir da mesma nuvem protoplanetária inicial.
  • A Lua separou-se da Terra, mas foi formada dentro dela, possivelmente no "buraco" que hoje é ocupado pelo oceano Pacífico.
  • Os planetesimais que bombardearam a Terra nos estágios primordiais do Sistema Solar colidiram e formaram a Lua a partir dos restos da colisão.
  • Um grande planetesimal, possivelmente da massa de Marte, colidiu com a Terra e arrancou uma grande massa de matéria que formou um disco em torno e formou a Lua a partir dele.

A principal teoria tem sido a hipótese do grande impacto entretanto as pesquisas continuam nesta área e existem variações e alternativas.[2] Uma teoria de 2017 propõe que a lua é feita de mini-luas. Uma amálgama de mini-luas explica por que a lua tem uma composição química terrestre.[3] Outros cenários propostos incluem teorias de colisão planetesimal ou asteróides,[4] Uma teoria que propõe, em vez de uma única colisão colossal, que uma série de impactos criou luas em miniatura em grande parte a partir de material terrestre. Essas mini luas se fundiram ao longo do tempo para formar uma grande lua.[5]

A hipótese do grande impacto sugere que um corpo do tamanho de Marte denominado Theia se chocou com a Terra, criando grande anel de fragmentos em volta da Terra que então formou o sistema Terra-Lua.[2] Todavia, a razão dos isótopos do oxigênio lunares parece ser idêntica a terrestre.[6] Estas razões isotópicas, que podem ser medidas com bastante precisão, levam a uma assinatura distinta e única para cada corpo do sistema solar.[7] Se Theia foi um protoplaneta em separado, teria provavelmente levado a uma assinatura isotópica diferente da Terra, assim como o material ejetado.[8] Além disso, a razão de isótopos de titânio lunares (50Ti/47Ti) parecem tão próximas da terrestres que pouco ou sequer nada da massa de um corpo colidido poderia ter sido parte da Lua.[9][10] Novos estudos aprimoram teorias, pois mostram como Terra e Lua são muito mais parecidas do que se acreditava.[11]

Referências

  1. Horvath, Jorge Ernest (2008). O ABCD da Astronomia e Astrofísica. São Paulo: Livraria da Física. pp. 61–62 
  2. a b NASA Lunar Scientists Develop New Theory on Earth and Moon Formation
  3. A multiple-impact origin for the Moon por Raluca Rufu, Oded Aharonson e Hagai B. Perets, publicado em "Nature - Geoscience" (2017) doi:10.1038/ngeo2866
  4. Theories of Formation for the Moon
  5. Competing ideas abound for how Earth got its moon Earth's satellite may have formed from one giant impact or from about 20 small ones por Thomas Summer, publicado por "Science News" (2017)
  6. Wiechert, U.; et al. (outubro de 2001). «Oxygen Isotopes and the Moon-Forming Giant Impact». Science (journal). Science. 294 (12): 345–348. Bibcode:2001Sci...294..345W. PMID 11598294. doi:10.1126/science.1063037. Consultado em 5 de julho de 2009 
  7. Scott, Edward R. D. (3 de dezembro de 2001). «Oxygen Isotopes Give Clues to the Formation of Planets, Moons, and Asteroids». Planetary Science Research Discoveries (PSRD). Bibcode:2001psrd.reptE..55S. Consultado em 19 de março de 2010 
  8. Nield, Ted (setembro de 2009). «Moonwalk» (PDF). Geological Society of London. p. 8. Consultado em 1 de março de 2010 
  9. Zhang, Junjun; Nicolas Dauphas, Andrew M. Davis, Ingo Leya, Alexei Fedkin (25 de março de 2012). «The proto-Earth as a significant source of lunar material». Nature Geoscience. 5: 251–255. Bibcode:2012NatGe...5..251Z. doi:10.1038/ngeo1429 
  10. Koppes, Steve (28 de março de 2012). «Titanium paternity test fingers Earth as moon's sole parent». Zhang, Junjun. The University of Chicago. Consultado em 13 de agosto de 2012 
  11. [1]