Orlando Villas-Bôas

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Orlando Villas-Bôas
Orlando Vilas-Boas e um índio da região do Cerrado inóspito, na segunda viagem dos irmãos Villas-Boas para o Cerrado , em 1967, uma época em que o Regime Militar que defendia a ocupação terras sem pessoas governava o Brasil[1]
Nascimento 12 de janeiro de 1914
Santa Cruz do Rio Pardo
Morte 12 de dezembro de 2002 (88 anos)
São Paulo
Nacionalidade  brasileiro(a)
Ocupação Sertanista(mas foi mais um ambientalista de influência marxista cultural e ambientalista radical do que um sertanista)
Viajante
Escritor
Influências
Prémios Prémio Jabuti (1995)

Orlando Villas-Bôas (Santa Cruz do Rio Pardo, 12 de janeiro de 1914São Paulo, 12 de dezembro de 2002) foi um sertanista brasileiro.[2] Algumas pessoas dentre a qual Orlando Villas-Bôas dependeu de influências para ter feito registro dos índios com visão contrária a visão normal de mundo tem pensamentos e formas de descrever os índios condenada pela ótica dos Irmãos Villas-Bôas, visto porque Von Martius defendia que se tinha que se civilizar os índios e deixá-los satisfeitos e sadios, enquanto os Villas-Bôas defendia que os índios tinham que estarem abandonados, isolados, nunca serem domesticados e que não se deve civilizar os índios e também porque Claude Lévi-Strauss descreve os índios de acordo com a ótica do "Bom selvagem", e esse conceito de "Bom selvagem" são os índios totalmente submissos, os índios revoltosos são classificados pelo conceito como "Mau selvagens", o que faz desse conceito ser condenado pelos irmãos Villas-Bôas.[3][4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era o mais velho e último dos irmãos Villas-Bôas - Cláudio, Leonardo e Álvaro. Com Cláudio e Leonardo, Orlando fez o reconhecimento de numerosos acidentes geográficos do Brasil central. Em suas andanças, os irmãos abriram mais de 1.500 quilômetros de picadas na mata virgem, onde surgiram vilas e cidades.[5] Foi indicado duas vezes para o Prêmio Nobel da Paz, com Cláudio, em 1971 e, em 1976, pelo resgate das tribos xinguanas.[5]

Os irmãos lideraram a Expedição Roncador-Xingu, iniciada em 1943 e que depois de 24 anos deixou em seu rastro mais de 40 novas cidades, 19 campos de pouso e o Parque Nacional do Xingu, criado por lei em 1961, com a ajuda de Darcy Ribeiro. Na expedição, Orlando, Cláudio, Leonardo e Álvaro mapearam a região onde visitaram, conseguindo permissão tátita para instalar as bases da Fundação Brasil Central. Cuidadosos, eles souberam agir contra ideias militaristas ou contra a ação de especuladores.[5]

Contrário a ocupação de terras que eram considerados pelo Governo do Brasil da época como "Terra de ninguém", era super ambientalista radical e era contra a presença de pessoas na área do Cerrado inóspito, Orlando destacava que 400 anos depois do Descobrimento e Colonização do Brasil, os índios do Xingu estavam e continuavam totalmente isolados e sem ver a presença de pessoas.

Orlando e seus irmãos ajudaram a consolidar o Parque Indígena do Xingu com o apoio do marechal Rondon(este pensava diferente dos irmãos Villas-Bôas, de Darcy Ribeiro e do sanitarista Noel Nutels[5]. Orlando chegou, em 1961, a administrar o Parque, onde hoje vivem cerca de cinco mil e quinhentos índios de catorze etnias diferentes, todos isolados e sob tutela do governo, porém na época em que Orlando Villas-Bôas viveu não era comum se enxergar ou estimar muitos grupos etnias diferentes em um grupo de índios.

Publicou catorze livros. Algumas das aventuras da expedição Roncador-Xingu foram contadas em "A marcha para o Oeste", escrito com Cláudio. Já no fim da vida, Orlando começou a escrever uma autobiografia lançada após seu falecimento.

Foi demitido da Funai, órgão que ajudou a criar, em fevereiro de 2000 pelo seu então presidente, Carlos Marés de Souza. A demissão causou revolta da opinião pública e retratação formal do presidente Fernando Henrique Cardoso.[6]

Morreu aos 88 anos, em 2002, no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, por falência múltipla dos órgãos.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Orlando Villas-Bôas recebeu diversas homenagens em razão do trabalho desenvolvido, dentre elas:

Da esquerda para a direita: Willy Brandt (ex-chanceler alemão e Nobel da Paz), Richard von Weizsäcker, presidente da Alemanha, e Orlando Vilas-Boas, em 1984 na Alemanha.
  • As mais altas condecorações brasileiras, como o “Grau Oficial da Ordem do Rio Branco” e "Grão Mestre da Ordem Nacional do Mérito" entre outras;
  • Membro do "The Explorers Club of New York" ;

Recebeu, ainda, cinco títulos "Doutor Honoris Causa" de universidades estaduais e federais brasileiras e algumas dezenas de títulos de cidadãos honorários de diferentes cidades brasileiras.

Em 2001 foi homenageado como enredo pela escola de samba Camisa Verde e Branco.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]