Orontes III

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Orontes III
Nascimento Século IV a.C.
Morte 260 a.C.
Progenitores Pai:Mitranes Orontida
Filho(s) Sames Orontida
Ocupação soberano
Título sátrapa da Armênia

Orontes III (em armênio/arménio: Երուանդ; transl.: Erwand; em grego clássico: Ὀρόντης, ? - depois de 280 a.C.), foi um sátrapa da Arménia da dinastia orôntida. Governou de 317 a.C. a 300 a.C., e foi antecedido nos comandos do reino por Mitrenes.

As informações nos textos antigos a respeito deste período histórico da Arménia são precárias, sendo várias lacunas cobertas por achados arqueológicos recentes.[1]

Presume-se que, por ele ter comandado, junto de Mithraustes, as forças arménias na Batalha de Gaugamela, que ele era sátrapa da Arménia sob Dario III Condomano, que havia sido o sátrapa antes da sua ascensão ao trono. Pelo fato de haver vários outros sátrapas também chamados Orontes, pode-se conjecturar que a Arménia era uma satrapia hereditária de uma mesma família, descendentes de Hidarnes, um dos Sete Persas.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Orontes era o nome do sátrapa da Arménia, que comandou estas forças, na Batalha de Gaugamela (331 a.C.), como pode ser inferido a partir de Arriano e Quinto Cúrcio Rufo, e Orontes foi citado como sátrapa em cerca de 317 a.C., conforme Diodoro Sículo e o estrategista Polieno.[1] Orontes, o sátrapa da Arménia, mantinha boas pelações com o macedónio Peucestas,[2][1] o sátrapa da província da Pérsia.[1]

Foi como filho [3] ou neto [2] do rei Orontes II[2][3] que chegou ao poder, por herança do reino.[2] Como Alexandre não invadiu a Arménia, presume-se que ele manteve-se como sátrapa da Armênia até 316 a.C. ou depois.[2]

Ele teria continuado como sátrapa nos anos seguintes, primeiro, sob Antígono Monoftalmo [carece de fontes?] (governou na Ásia de 318 a 301 a.C.[4]) e depois de sua morte na Batalha de Ipso em 301 a.C., com Seleuco I Nicátor (c. 358 a.C.281 a.C.).

Após o assassinato deste em 281 a.C.,[4] o domínio dos selêucidas na Ásia Menor começou a vacilar, o que levou Orontes III a aproveitar a situação para se tornar independente.

Diodoro Sículo (c. 90 a.C.30 a.C.), historiador grego, que viveu no século I a.C. nos seus escritos já o intitula "Rei".[carece de fontes?]

Orontes III, chamado nos textos antigos como Ardoates,[5] como forma de obter apoio e também de mostrar poder dá o apoio ao príncipe da Capadócia, Ariarate II (301[6] - c.275 a.C.[7]), na que este trava também para obter a sua independência, reunindo os selêucidas nos locais em estrategistas (Amintas) defensivas.

O próximo rei da Arménia que possui registro se chamava Orontes (em arménio, Hrand) e se dizia descendente de Hidarnes, um dos sete persas que derrubaram o usurpador.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d H. A. Manandian, The Trade and Cities of Armenia in Relation to Ancient World Trade (1946), texto disponível para propósitos não-comerciais, educativos e de pesquisa, Chapter 2, Armenia's Economic Prosperity and the Foundation of Cities in the Hellenistic Period, 10. A penetração do helenismo na Grande Arménia [em linha]
  2. a b c d e f Rüdiger Schmitt, Encyclopedia Iranica, Orontes, N.3 [em linha]
  3. a b Hayk Khachatrian “141 Kings of the Armenians”. ISBN 99930-1-192-8
  4. a b Eusébio de Cesareia, Crónica, 94, Os Reis da Ásia Menor após a morte de Alexandre, o Grande [em linha]
  5. a b The Numismatic Chronicle and Journal of the Numismatic Society (1867) p.155 [google books]
  6. Jona Lendering, Ariarathes II [em linha]
  7. Jona Lendering, Ariaramnes [em linha]