Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

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A Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, também conhecida como OSM, é uma orquestra sinfônica sediada na cidade de São Paulo e um dos corpos artísticos do Theatro Municipal de São Paulo. Atua na programação lírica do Theatro Municipal, muitas vezes apresentando-se juntamente com o Coro Lírico Municipal de São Paulo e com o Balé da Cidade de São Paulo.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Até o início do século XX, as óperas que eram encenadas no Theatro Municipal de São Paulo eram produções completamente estrangeiras, pois, até então, o teatro não contava com instrumentistas e coros completos para uma montagem própria.[2]

Alguns atribuem que a formação da orquestra ocorreu através da Sociedade de Concertos Sinfônicos de São Paulo, em 1921. Mas a orquestra então formada apenas executou concertos esporádicos, sem continuidade. A instituição de um corpo estável de músicos, com uma temporada de concertos, deu-se em 1935, numa parceria entre o Departamento de Cultura e a Sociedade de Cultura Artística. O primeiro regente foi o alemão Ernst Melich. Neste momento a orquestra passou a funcionar regularmente, ganhando programação de concertos, mas ainda sem estabilidade jurídica ou contratação de músicos efetivos. Cada temporada de concertos precisava ganhar verba específica, com os músicos sendo arregimentados e pagos conforme a ocasião.

A partir de 1936 a orquestra passou a ser vinculada também ao Theatro Municipal, sendo muitas vezes chamada de Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo. Os regentes mais ativos na orquestra nestes anos iniciais foram Camargo Guarnieri, Souza Lima e Armando Belardi.

Em 1939 a orquestra foi oficializada durante a gestão do então prefeito Francisco Prestes Maia. Em 1949 os músicos componentes ganharam a estabilidade funcional e o grupo passou a se chamar Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.[2]

Os compositores Francisco Mignone, Almeida Prado, Villa-Lobos, Penderecki e Camargo Guarnieri já regeram o grupo como regentes convidados. Os maestros Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Sergio Magnani e Jamil Maluf também já se apresentaram com a grupo, além de solistas como Magdalena Tagliaferro e Guiomar Novais.

Desde a sua criação, a orquestra já foi regida por Arturo de Angelis, Zacharia Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kasniefski, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi, Abel RochaJohn Neschling. Seu atual regente é Roberto Minczuk.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Coro Lírico e Orquestra Sinfônica se apresentam no Terminal Capelinha». G1 São Paulo. 2 de setembro de 2015. Consultado em 6 de fevereiro de 2016 
  2. a b «Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo - História». theatromunicipal.org.br. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  3. Fioratti, Gustavo (20 de dezembro de 2016). «Roberto Minczuk e Cleber Papa assumem Theatro Municipal em 2017». Folha de S.Paulo. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]