Osmar Prado

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Osmar Prado
Nome completo Osmar do Amaral Barbosa
Outros nomes Osmar Prado
Nascimento 18 de agosto de 1947 (69 anos)
São Paulo, SP, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação Ator e escritor
Atividade 1957-presente
Cônjuge Vânia Penteado
IMDb: (inglês)

Osmar Prado, nome artístico de Osmar do Amaral Barbosa, (São Paulo, 18 de agosto de 1947) é um ator e escritor brasileiro.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira de ator aos 10 anos de idade, integrando o elenco infantil da telenovela David Copperfield, exibida pela extinta TV Paulista. Interpretou diversos papéis na emissora, onde permaneceu por oito anos. Nessa época, além da televisão, realizou também trabalhos no teatro com o ator Sérgio Cardoso.

Em 1965, teve uma passagem pela recém inaugurada Rede Globo, onde participou da novela Ilusões Perdidas. Em 1968, assinou contrato com a TV Excelsior para atuar na novela Os Estranhos. Na mesma emissora, ainda integrou o elenco de outras duas novelas, A Muralha e Dez Vidas.

Assinou seu primeiro contrato com a Rede Globo, em 1969, para trabalhar na novela Verão Vermelho. Devido ao seu bom desempenho, foi escalado para atuar em Assim na Terra como no Céu, de 1970. Em 1971, participou de O Cafona, na qual interpretou Cacá, um jovem cineasta que, junto com os amigos Rogério e Julinho, desejava fazer o filme mais radical do cinema brasileiro. Os personagens faziam uma referência bem-humorada aos diretores Cacá Diegues, Rogério Sganzerla e Júlio Bressane. Ainda nesse ano, participou da novela Bandeira 2 de Dias Gomes, quando viveu o jogador de futebol Mingo.

Em seguida, protagonizou sua primeira novela, Bicho do Mato de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro, em que viveu o caipira Juba. A partir de 1973, passou a integrar o elenco fixo do seriado humorístico semanal A Grande Família, onde despontou como o estudante politizado Júnior, terceiro filho do casal Lineu e Nenê – na época, interpretados por Jorge Dória e Eloísa Mafalda - que não foi reproduzido na versão atual do seriado.

Em 1975, com a morte do autor da série, voltou a fazer novelas, atuando em duas produções. Primeiro em Senhora de Gilberto Braga, em que interpretou o advogado Torquato Ribeiro; e depois em Helena de Gilberto Braga, cuja trama foi protagonizada por ele, juntamente com a atriz Lúcia Alves. Depois, em 1976, esteve presente na primeira versão da novela Anjo Mau de Cassiano Gabus Mendes, cuja babá Nice fora vivida pela atriz Susana Vieira. Coube a Osmar encarnar Getúlio, marido da personagem Stela, vivida por Pepita Rodrigues, patrões da babá Nice. Posteriormente, como Eupídio Morungaba, participou da novela Nina.

Em 1978, interpretou o Edu da novela Te Contei? de Cassiano Gabus Mendes, que vivia um triângulo amoroso com as personagens Shana, de Maria Cláudia, e Sabrina, de Wanda Stephânia. Em seguida, em Pai Herói, viveu o marginal Pepo. Em 1980, na novela Chega Mais de Walther Negrão e Carlos Eduardo Novaes, interpretou o cantor Amaro da Bahia, que formava par romântico com a personagem de Renata Sorrah. Depois, no papel de Alfredo, integrou o elenco de O Amor É Nosso de Wilson Aguiar Filho, Walther Negrão e Roberto Freire.

Após quase 15 anos de contrato com a Rede Globo, deixou temporariamente a emissora em 1982, para se dedicar mais ao teatro. Nos palcos, atuou nas montagens de Barrela e Gente Fina É a Mesma Coisa. Também nesse ano, teve uma passagem pela TV Cultura de São Paulo, onde protagonizou a minissérie Seu Quequé com adaptação de Wilson Rocha.

Em 1983, foi convidado a integrar o elenco do seriado Mário Fofoca roterizado por Cassiano Gabus Mendes, no papel do corretor Donato Freitas, cujo escritório era vizinho ao do detetive Mário Fofoca, e servia de contraponto às situações vividas pelo protagonista. Ainda nesse ano, viveu o Joãozito em Voltei pra Você de Benedito Ruy Barbosa e fez uma participação especial em Champagne de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1984, participou de sua primeira minissérie na Rede Globo, Meu Destino É Pecar de Euclydes Marinho. Depois, transferiu-se para a extinta Rede Manchete, onde atuou nas minisséries Viver a Vida de Manoel Carlos e Tudo em Cima de Bráulio Pedroso e Geraldo Carneiro. Antes disso, ainda em 1984, fez a sua estréia no cinema, atuando no filme Aguenta, Coração.

Em 1986, de volta à Rede Globo, participou de sua primeira novela das oito, Roda de Fogo de Lauro César Muniz, e interpretou um de seus personagens mais carismáticos na televisão, o Tabaco. No ano seguinte, trabalhou em Mandala de Dias Gomes, sendo que para viver a personagem se viu obrigado a raspar a cabeça, pois o papel seria de um monge budista. Em 1988, interpretou um dos personagens principais de Vida Nova de Benedito Ruy Barbosa, o italiano Pietro. Também nesse ano, voltou a trabalhar numa minissérie, O Pagador de Promessas de Dias Gomes, vivendo o padre Eloy.

Em 1990, participou da minissérie Riacho Doce de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzshon, como o pescador Neco. Em 1992, atuou na novela Pedra sobre Pedra de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzshon, na qual viveu mais um personagem de grande repercussão junto ao público, o Sérgio Cabeleira, que assustava os habitantes da cidade de Resplendor em noites de lua cheia.

Em 1993, interpretou aquele que talvez seja seu maior sucesso na televisão, o Tião Galinha, um personagem exótico que carregava as crendices e fábulas do universo popular na novela Renascer de Benedito Ruy Barbosa. O papel lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Apesar do sucesso obtido pelo personagem, deixou a Rede Globo ainda durante as gravações de Renascer. Transferiu-se para o SBT, que reorganizava seu núcleo de dramaturgia com a novela Éramos Seis de Sílvio de Abreu e Rubens Edward Filho. Ainda no SBT, integrou o elenco do remake de Sangue do Meu Sangue de Vicente Sesso, onde interpretou brilhantemente o grande vilão Clóvis. Com esse trabalho arrancou elogios da crítica e do público, e se tornou o primeiro ator do SBT a ganhar o Troféu Imprensa.

Voltou a trabalhar na Rede Globo em 1998, convidado para interpretar o prefeito Barnabé de Barros, na novela Meu Bem Querer de Ricardo Linhares e com supervisão de Texto de Aguinaldo Silva. Dois anos depois, participou da novela Esplendor segundo trabalho com a autora Ana Maria Moretzshon, no papel de Rodolfo Bernardes.

Em 2001, esteve presente no elenco da premiada minissérie Os Maias de Maria Adelaide Amaral, Vincent Villari e João Emanuel Carneiro, no papel de Tomás de Alencar. Ainda em 2001, na novela O Clone de Glória Perez, interpretou Lobato, um advogado de classe média, ex-dependente químico, que luta para se manter longe do álcool e da cocaína. Em 2002 atou em Esperança de Benedito Ruy Barbosa e Walcyr Carrasco, em seguida, atuou em Chocolate com Pimenta de Walcyr Carrasco, na pele do caipira Margarido. Posteriormente, no ano de 2004, filmou o longa Olga, na pele do presidente Getúlio Vargas.

Depois, em 2005, integrou o elenco das duas jornadas da premiada minissérie Hoje É Dia de Maria de Carlos Alberto Soffredini, Em 2006, participou da minissérie JK de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira e do remake da novela Sinhá Moça de Benedito Ruy Barbosa, no papel do dominador Barão de Araruna. No ano seguinte, atuou na minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes de Glória Perez e na novela Eterna Magia de Elizabeth Jhin. Em 2008, participou do remake de Ciranda de Pedra de Alcides Nogueira e Mário Teixeira, como o empresário Cícero Cassini, homem rico, descendente de italianos, sócio do grande vilão da história, Natércio.

Em 2009, integrou o elenco da novela Caminho das Índias de Glória Perez, no papel do chefe de família Manu, da casta dos comerciantes. Casado com Kochi, Manu é o pai da protagonista Maya e do jovem Komal.

Entre 2010 a 2011 atuou nas séries Na Forma da Lei de Antônio Calmon, Afinal o Que Querem as Mulheres de João Paulo Cuenca e Amor em Quatro Atos de Antonia Pellegrino, inspirada em músicas de Chico Buarque.

Em 2011 voltou às novelas como o delegado Batoré fazendo um triangulo amoroso com Zezé Polessa e Marcos Caruso no núcleo de humor da novela das 18 horas Cordel Encantado de Duca Rachid e Thelma Guedes.

Em 2012 interpretou o vilão cínico Vírgilio um homem que maltratava o filho adotivo e também explorava o seu dom especial de amansar os animais com um gesto ou olhar, da novela Amor Eterno Amor de Elizabeth Jhin.[2]

Em 2014 volta a TV, na minissérie Amores Roubados de George Moura e Sérgio Goldenberg com supervisão de texto de Maria Adelaide Amaral, como Cavalcanti, um poderoso empresário, após enfrentar um câncer na garganta, No mesmo ano, interpretará o Coronel Epaminondas, o grande vilão cômico da história e também será rival de Pedro Galvão (Rodrigo Lombardi) em Meu Pedacinho de Chão de Benedito Ruy Barbosa, seu sexto trabalho com autor [3]

É primo de primeiro grau de Dalcio Prado e de terceiro grau de Arthur Prado Pires. e Participa do Movimento Humanos Direitos.[4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Na televisão[editar | editar código-fonte]

Televisão
Ano Título Papel Emissora
2016 Nada Será Como Antes Pompeu Azevedo Gomes Rede Globo
2014 Meu Pedacinho de Chão Coronel Epaminondas Napoleão [5]
Amores Roubados Roberto Cavalcanti
2012 Amor Eterno Amor Virgílio
2011 Cordel Encantado Delegado Batoré
Amor em Quatro Atos Marcos
2010 Afinal, o Que Querem as Mulheres? Dr. Klein / Amâncio Flores
Na Forma da Lei Newton Lopez
2009 Caminho das Índias Manu Meetha
2008 Ciranda de Pedra Cícero Cassini
2007 Eterna Magia Joaquim O'Neill
Amazônia, de Galvez a Chico Mendes Gianne
2006 Sinhá Moça Coronel José Ferreira (Barão de Araruna)
2005 Clara e o Chuveiro do Tempo Napoleão Bonaparte
Hoje é Dia de Maria - 2ª Jornada Dr. Copélius
Hoje é Dia de Maria Pai
2003 Chocolate com Pimenta Margarido da Silva
2002 Esperança Jacobino
2001 O Clone Lobato
Os Maias Tomás de Alencar
2000 Esplendor Rodolfo
Você Decide eps: Um Casamento Aberto
1999 Você Decide eps: Gol de Placa
Você Decide eps: Um Outro em Meu Lugar
1998 Meu Bem Querer Barnabé de Barros
Teleteatro Vários Personagens SBT
1996 Brava Gente Bira
1995 Sangue do Meu Sangue Clóvis
1994 Éramos Seis Zeca
Você Decide Cigarra ou Formiga Rede Globo
1993 A Justiça dos Homens Vários Personagens SBT
Renascer Tião Galinha Rede Globo
1992 Pedra Sobre Pedra Sérgio Cabeleira
1991 Caso Especial Os Homens Querem Paz
1990 Riacho Doce Neco de Lourenço
1988 Vida Nova Pietro
O Pagador de Promessas Padre Eloy
1987 Mandala Gérson
1986 Roda de Fogo Tabaco
1985 Tudo em Cima Osvaldinho Rede Manchete
1984 Viver a Vida Henrique
Meu Destino é pecar Marcelo Rede Globo
1983 Champagne Amigo de Nil
Elas por Elas Donato Freitas
Voltei pra Você Joãozito
1982 Seu Quequé Seu Quequé TV Cultura
1981 O Amor é Nosso Alfredo Rede Globo
1980 Chega Mais Amaro (Ted Lover)
1979 Pai Herói Pepo
1978 Te Contei? Edu
1977 Os Trapalhões
1977 Nina Morungaba
1976 Anjo Mau Getúlio
1976 Caso Especial eps: Quem era Shirley Temple?
1975 Helena Éstacio
1975 Senhora Torquato Ribeiro
1973 A Grande Família Júnior (Juninho)
1972 Bicho do Mato Juba
1971 Bandeira 2 Mingo
1971 O Cafona Cacá
1970 Assim na terra como no Céu Mariozinho
1970 Verão Vermelho Bebeto
1969 Dez Vidas TV Excelsior
1969 Os Estranhos
1968 A Muralha
1965 Ilusões Perdidas Rede Globo
1964 Tortura d'Alma 2 TV Paulista

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
1984 Aguenta, Coração Ricardo
1989 O Grande Mentecapto
1990 Boca de Ouro Leonardo
1993 Era Uma Vez no Tibet ....
1996 Cassiopéia Leonardo (Voz)
2001 A Hora Marcada Peçanha
2003 Desmundo Francisco de Albuquerque
2004 Olga Getúlio Vargas

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Troféu Imprensa
  • Melhor ator por Sangue do Meu Sangue (1996)
Prêmio Contigo! de TV
  • Melhor ator coadjuvante por Chocolate com Pimenta (2004)

Prêmio F5

  • Indicado a Ator coadjuvante do Ano (novela) por Meu Pedacinho de Chão (2014) [6]
  • Indicado a Ator Coadjuvante do Ano (série ou minissérie) por Amores Roubados (2014) [7]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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