Ostracoda

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaOstracodos
Ostracvalve.png
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Crustacea
Classe: Ostracoda
Ordens
Entomostraca

Archaeocopida (extinta)

Leperditicopida (extinta)

Palaeocopida (extinta)

Podocopida

Platycopida

Myodocopida

Wikispecies
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Ostracoda é uma classe de pequenos crustáceos, cerca de 1 a 2 mm de comprimento, que possuem como característica marcante uma concha bivalve feita, na maioria dos casos, de carbonato de cálcio. Permite, assim, a proteção ao ambiente externo.[1] Devido a sua diminuta dimensão, são animais cujo o registro fóssil é abundante(maior dentre os artrópodes), que remete a cerca de 485 milhões de anos atrás, passando por momentos difíceis da vida na Terra, como as cinco grandes extinções em massa do Fanerozoico.[2] São bem adaptados ao ambiente aquático no qual cada espécie vive. Podem ser encontrados em águas marinhas, como nas regiões profundas do oceano, e também em águas doces, habitando o tanque úmido de bromélias tropicais por exemplo[3]. Os ostracodos são componentes fundamentais para os ecossistemas, habitam tanto a epifauna, infauna e coluna d'água. Se alimentam de detritos orgânicos, plantas, algas e alguns outros animais, como jovens anelídeos.[4]Existem aproximadamente 33000 espécies fósseis e vivas nesta classe, porém certamente existem mais a serem descritas. Estima-se que as espécies vivas sejam em torno de 10000 a 15000.[5]

História geológica[editar | editar código-fonte]

Os ostracodos surgiram no Câmbriano inferior com a ordem Archaeocopida, caracterizada por carapaças pouco calcificadas e de morfologia simples, que vivia em mares pouco profundos e bem iluminados. O Câmbriano superior é marcado pela regressão dos arqueocopídeos e pela ocupação dos seus nichos ecológicos pela ordem Leperditicopida. Os leperditicopídeos tinham em comparação, carapaças mais complexas e diversificadas que lhes conferem interesse estratigráfico como fósseis indicadores de idade. No Ordoviciano, extinguem-se os arqueocopídeos e surgem as ordens Paleocopida, Podocopida e Myodocopida. Durante o Devoniano, os paleocopídeos atingem o pico da diversidade e são importantes fósseis indicadores de idade. Os primeiros ostracodos de água doce surgem também nesta altura, permitindo que o grupo se torne útil na biostratigrafia de regiões continentais. Os leperditicopídeos extinguem-se no final do Devóniano e os Paleocopídeos desaparecem na extinção permo-triássica. No Jurássico e Cretáceo os ostracodos adquirem importância como indicadores ecológicos, em particular nas margens do Mar de Tétis e do Oceano Atlântico que começa a desenvolver-se. Todos os grupos de ostracodos sofrem uma redução acentuada na extinção K-T, mas no Cenozoico assiste-se a nova radiação adaptativa. A fauna actual é composta principalmente pela sub-ordem Podocopina e pela Ordem Myodocopida.e também são conhecidos por bugina

Características[editar | editar código-fonte]

  • O corpo tem segmentação reduzida e com 6 a 8 pares de apêndices, isso incluindo um apêndice existente no macho com função de copulador. Seu tronco não tem divisão nítida e divide-se em tórax e abdômen que contém 1 a 3 pares de apêndices com estruturas varáveis, os ramos caudais estão presentes.
  • A carapaça é bivalve (semelhante a alguns moluscos), são variáveis: na ornamentação e na forma.
  • Presença de olho naupliar simples mediano na maioria de seus representantes e em alguns casos ocorre a presença de olhos compostos sutilmente pedunculados.[6]

Referências

  1. Brandão, S. N.; Angel, M.V.; Karanovic, I.; Perrier, V.; Meidla, T. «World Ostracoda Database». www.marinespecies.org. Consultado em 17 de abril de 2019 
  2. Idem [1]
  3. Pereira, Elise Vargas (15 de agosto de 2013). «Taxonomia e ocorrência das espécies do gênero bromelícola Elpidium (Crustacea: Ostracoda) em áreas de mata atlântica no estado de Santa Catarina, Brasil» 
  4. «Ostracod Research at the Lake Biwa Museum, Robin J. Smith». www.biwahaku.jp. Consultado em 18 de abril de 2019 
  5. «Catalogue of Life - 2019 Annual Checklist : Árvore Taxonômica». www.catalogueoflife.org. Consultado em 18 de abril de 2019 
  6. G.J. BRUSCA, BRUSCA, R.C. & (2007). Invertebrados Segunda edição. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan  Verifique data em: |acessodata= (ajuda);