Osvaldinho da Cuíca

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Osvaldinho da Cuíca
Osvaldinho na TV Brasil
Informação geral
Nome completo Osvaldo Barro[1]
Nascimento 12 de fevereiro de 1940 (79 anos)
Origem São Paulo, SP
País  Brasil
Gênero(s) Samba
Instrumento(s) Cuíca
Página oficial http://osvaldinhodacuica.com

Osvaldo Barro, Sambista, ritmista, passista, cantor e compositor, Osvaldinho da Cuíca é o autêntico representante de uma arte popular que transita entre a tradição e a contemporaneidade.

Um dos maiores representantes do samba paulista, ao longo de sua carreira, atuou em programas de rádio, televisão, gravações, shows e festivais, tocando com grandes artistas, como: Adoniram Barbosa, Nelson Gonçalves, Ângela Maria, Geraldo Filme, Germano Mathias, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Cartola, Zé Keti, Nelson Sargento, Elton Medeiros, Clementina de Jesus, Beth Carvalho, D. Ivone Lara, Toquinho e Vinícius de Moraes, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, João Nogueira, Milton Banana, Solano Trindade, Eduardo Gudin, Nelson Ayres, Amilson Godoy, Hermeto Pascoal, Yoko Ono, Living Colour, Rolling Stones entre outros.

Seu reconhecido trabalho como instrumentista e o empenho no resgate, preservação e difusão do samba, repercutiram na conquista do importante título de "Embaixador Nato do Samba Paulista", concedido pela União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP).

Paulistano de Bom Retiro, nasceu em pleno Carnaval de 1940, ao som da bateria do Cordão Campos Elíseos.

Aos quinze anos já se fazia notar nos batuques e cordões carnavalescos da zona norte de São Paulo, participando do surgimento de várias escolas de samba. Desde então, tem estado presente nos principais momentos históricos do samba e da música popular brasileira.

Ingressou no Teatro Popular de Solano Trindade em 1959, dedicando-se à cultura afro-brasileira. No mesmo ano, junto ao grupo de Monsueto Menezes, participou da trilha sonora do filme "Orfeu Negro", vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes e do Oscar de melhor filme estrangeiro.

Apresentou-se em diversos estados brasileiros como integrante do grupo folclórico de Luiz Carlos de Barbosa Lessa, participando do espetáculo "A Rainha de Moçambique", encenado no Teatro Municipal de São Paulo em 1961.

Em 1962, formou um trio de passistas com Chevalier e Paula do Salgueiro, apresentando-se com sucesso em clubes e programas de televisão. Na mesma época, participou de um movimento musical iniciado na famosa boate "O Jogral" de Luiz Carlos Paraná, abrindo espaço para o samba nas casas noturnas de Moema e da Rua Santo Antônio, no Bexiga.

Integrou o conjunto "Demônios da Garoa" entre os anos de 1967 e 1999, recebendo no 8.º Prêmio Sharp de Música o troféu de melhor grupo de samba.

Em 1972, levou o ritmo das escolas de samba aos estabelecimentos de ensino, gerando grande polêmica na imprensa nacional pela inovação apresentada nos desfiles cívicos daquele ano.

Foi eleito o Primeiro "Cidadão Samba de São Paulo", em 1974, no concurso promovido pela secretaria de turismo da cidade. No mesmo ano, gravou seu disco de estréia como intérprete, produzido por Marcus Pereira.

Fundou a Ala de Compositores da Escola de Samba Vai-Vai em(1975) , deu a agremiação a sua primeira estrela com o samba de sua autoria "Na Arca de Noel quem entrou não saiu mais" ganhando o primeiro carnaval da escola em 1978. O primeiro bi-campeonato em 1982 da Vai-Vai também foi de Osvaldinho com o seu samba "Orum Ayê o eterno amanhcer", e também o primeiro tri-campeonato em 1988 com o samba "Amado Jorge a História de uma Raça brasileira". Foi o responsável por Introduzir na bateria da escola as alas de Cuíca e de Frigideira.

O mestre Osvaldinho também participou da fundação de outras escolas, entre elas a Gaviões da Fiel (1974) e a Acadêmicos do Tucuruvi (1976).

Produziu os primeiros LP's de Samba-Enredo das cidades São Paulo, Santos, Guaratinguetá e São Luís do Maranhão.

Em 1978, atuou no curta-metragem produzido por Thomas Farkas, sobre a história da cuíca. Além da representação do samba e dos instrumentos musicais afro-brasileiros, a participação deste filme em festivais internacionais contribuiu para o reconhecimento do seu trabalho como instrumentista, abrindo espaço para viagens ao exterior.

Apresentou-se no Japão com o maestro Nelson Ayres (1985), realizou turnê com a Cia. de Franco Fontana, apresentando-se na Itália, França e Principado de Mônaco(1987), tocou nos EUA ao lado de Amilson Godoy e Hermeto Paschoal (1989), participou como convidado especial do Amsterdã Samba Meeting, na Holanda(1999).

Em 1984, dirigiu e apresentou o musical "O Canto dos Escravos" com participação de Clementina de Jesus e Geraldo Filme. Acompanhado pelo sambista Geraldo Filme, seu parceiro por quarenta anos, levou ao Projeto Funarte, em 1985, uma primeira versão da História do Samba Paulista, projeto desenvolvido durante toda a sua vida.

Em 1989, participou de duas experiências sinfônicas: a montagem de "Matogrosso" de Gerald Thomas, no Teatro Municipal de São Paulo e um concerto com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, no Memorial da América Latina.

No início da década de 90, participou de uma série de projetos de valorização do samba e da música popular brasileira.

Em 1997, intensifica suas pesquisas sobre a memória do samba paulista, participando do roteiro e filmagens de um documentário sobre o sambista Geraldo Filme.

Através de uma parceria com o CPC-UMES realizou, em 1999, a produção do primeiro CD "A História do Samba Paulista - I", escrevendo e dirigindo o espetáculo teatro-musical de mesmo nome, apresentado no Teatro Denoy de Oliveira, em São Paulo.

Em 2009 e com o escritor e jornalista André Domingues escreveu o livro Batuqueiros da Paulicéia contando a história do samba e da música em São Paulo.

Discografia

Gravações Solo

1974

LP "Osvaldinho da Cuíca e Grupo Vai-Vai"

selo Marcus Pereira

1983

"Velhos Amigos"

compacto simples/selo Continental

1982

LP "Preto no Branco"

selo Som da Gente

1999

CD "A História do Samba Paulista I"

selo CPC UMES

2004

Em Referência ao Samba Paulista

Selo: Rio 8

2010

Osvaldinho da Cuica 70 anos

Selo: independente

2016

O Velho Batuqueiro

Selo: independente.

2017

Sambas Enredo :Histórias de Uma Vida

Renê Sobral Interpreta Osvaldinho da Cuica.

Selo: independente.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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