Osvaldo Brandão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Osvaldo Brandão
Informações pessoais
Data de nasc. 18 de setembro de 1916
Local de nasc. Taquara Rio Grande do Sul,  Brasil
Falecido em 29 de julho de 1989 (72 anos)
Local da morte São Paulo São Paulo,  Brasil
Informações profissionais
Posição Treinador
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1937-1942 Brasil Internacional
Times/Equipas que treinou
1945
1947–1948
1948–1950
1951–1953
1954–1957
1955–1957
1958–1960
1961–1963
1963
1964–1966
1965
1967
1968
1969–1970
1971
1971–1975
1975–1977
1977–1978
1980
1980–1981
1984
1986
Brasil Palmeiras
Brasil Palmeiras
Brasil Santos
Brasil Portuguesa
Brasil Corinthians
Brasil Brasil
Brasil Palmeiras
Argentina Independiente
Brasil São Paulo
Brasil Corinthians
Brasil Brasil
Argentina Independiente
Brasil Corinthians
Uruguai Peñarol
Brasil São Paulo
Brasil Palmeiras
Brasil Brasil
Brasil Corinthians
Brasil Palmeiras
Brasil Corinthians
Brasil Cruzeiro
Brasil Vila Nova
Última atualização: segunda-feira, 06 de julho de 2015

Osvaldo Brandão (Taquara, 18 de setembro de 1916São Paulo, 29 de julho de 1989) foi um treinador brasileiro de futebol.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Virou ídolo dos dois maiores rivais paulistas, Corinthians e Palmeiras, sendo o treinador que por mais jogos atuou no Corinthians (441)[1] Hoje em dia ele já é considerado um dos maiores treinadores de futebol do Brasil em todos os tempos. Ele foi técnico do Palmeiras nos anos de 1945; 1947 e 1948; 1958 a 1960; 1971 a 1975; e 1980. Conhecido por seu estilo austero e exigente, profissional ao extremo, escreveu sua história na galeria dos mitos do futebol brasileiro.

Não era necessariamente um estrategista, mas sabia motivar os jogadores e extrair deles qualidades fundamentais. Com isso ganhou grandes títulos, como o bicampeonato brasileiro com o Palmeiras em 1972 e 1973 (foi o principal técnico da chamada "Segunda Academia" do Alviverde, comandando o time de Ademir da Guia, Leivinha, Dudu & cia.) e o histórico Campeonato Paulista de 1977 com o Corinthians, encerrando um jejum de 22 anos sem títulos do alvinegro do Parque São Jorge, ciclo iniciado pelo título do Campeonato Paulista de 1954, também ganho por ele.

Na década de 60, comandou a Seleção Paulista, conquistando alguns títulos.

Também fez sucesso no São Paulo, onde ganhou o título paulista de 1971, sendo com isso o único técnico a ganhar o campeonato regional por todos os integrantes do chamado "trio de ferro".

Comandou a Seleção Brasileira pela primeira vez na década de 1950, dirigindo-a no conturbado Campeonato Sul-Americano de 1957. Levou com novidade Garrincha e reconvocou o veterano Zizinho, marcado pela derrota de 1950. Em meados dos anos 70, teve uma nova passagem pela Seleção Brasileira, mas de novo não obteve o êxito esperado. Não suportou as críticas principalmente da imprensa carioca, depois que convocou o lateral Wladimir do Corinthians e colocou-o como titular num jogo em que o Brasil empatou por 0 a 0 com a Colômbia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1978. Foi sucedido por Cláudio Coutinho, então técnico do Flamengo, depois de um mal-explicado pedido de demissão, em 1977. Brandão havia convocado pela primeira vez jogadores como Toninho Cerezo e Falcão, que não seriam devidamente aproveitados por Coutinho.

Teve um passagem pelo Peñarol, do Uruguai, entre 1969 e 1970, quando ficou marcado por um caso de doping que ficou mal explicado e Brandão disse que foi arquitetado para derrubá-lo.[2]

Brandão fazia o estilo "paizão" com seus comandados, gostando de controlar e aconselhar em alguns aspectos de suas vidas particulares. Diz a lenda que já chegou a bater de cinta em alguns jogadores que não obedeciam a suas regras. No Palmeiras teve atritos com o rebelde César Maluco, que em contrapartida contava que Brandão gostava em demasia de um whisky. Em uma de suas últimas atividades, foi comentarista da TV Record, fazendo parte da equipe composta por Silvio Luiz e Flávio Prado. Morreu em São Paulo, em 1989, três anos depois de encerrar a carreira.

Jogador[editar | editar código-fonte]

S.C. Internacional, de Porto Alegre (1937-1942)

Palmeiras (1942-1946)[editar | editar código-fonte]

Taça Osvaldo Brandão[editar | editar código-fonte]

Foi criada em 2009, pelas diretorias de Palmeiras e Corinthians, de posse transitória sendo entregue ao vencedor de cada confronto, ficando o clube vitorioso até o próximo jogo entre as equipes paulistanas. Na hipótese de empate, a equipe mandante do confronto levaria a taça.

O clube que mais vencesse num período de 5 partidas, ou conquistasse o caneco três vezes consecutivas, ficaria em definitivo com a Taça.

Todas as edições ocorreram no Estádio Municipal Eduardo José Farah, o Prudentão.

A primeira partida foi em 8 de Março de 2009. O jogo terminou empatado em 1 a 1 e, por ser o mandante do jogo, o Palmeiras sagrou-se Campeão. Gols de Diego Souza pelo Palmeiras, e marcando pela primeira vez com a camisa alvinegra, Ronaldo.

Segundo confronto: 26 de Julho do mesmo ano, agora pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras venceu o Corinthians por 3 a 0, com três gols de Obina, sagrando-se bicampeão da Taça Oswaldo Brandão.

Se vencesse ou empatasse a próxima partida, ficaria em definitivo com o caneco.

No returno, Palmeiras e Corinthians novamente se enfrentaram. Sob um calor infernal, o Palmeiras novamente empata com o Corinthians; Placar: 2x2 (Gols de Ronaldo - um deles cobrando pênalti - pelo Corinthians, e pró Palmeiras, os zagueiros Danilo e Maurício. Novamente o mando de campo era alviverde, portanto, o time do Palestra Itália ficava mais uma vez com o Troféu.

Por conquistar a Taça Oswaldo Brandão três vezes consecutivas, ainda em 2009, o Palmeiras obteve o objeto de maneira definitiva.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por
Ilton Chaves
Técnico do Cruzeiro
1984
Sucedido por
João Francisco