Otite externa

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Otite externa
Caso grave de otite externa. Observe-se o estreitamento do canal auditivo, a grande quantidade de exsudato e a inflamação da orelha.
Classificação e recursos externos
CID-10 H60
CID-9 053.71, 054.73, 112.82, 380.1-380.2
DiseasesDB 9401
MedlinePlus 000622
eMedicine ped/1688 emerg/350
MeSH D010032

Otite externa, também conhecida por ouvido de nadador,[1] é uma inflamação do canal auditivo. Geralmente manifesta-se através de dor no ouvido, inchaço do canal auditivo, dor ao movimentar o ouvido externo e, ocasionalmente, perda de audição.[2][3] Geralmente não é acompanhada de febre, exceto nos casos mais graves..[3]

A otite externa pode ser aguda (duração inferior a seis semanas) ou crónica (duração superior a três meses).[2] Os casos agudos são geralmente causados por infeções bacterianas, enquanto os casos crónicos são causados por alergias ou doenças autoimunes. Os fatores de risco para os casos agudo incluem a prática de natação, pequenas lesões ao limpar, a utilização de aparelhos auditivos ou tampões para os ouvidos, e outras doenças de pele como a psoríase ou a dermatite.[2][3] As pessoas com diabetes apresentam um risco acrescido de desenvolver uma forma grave da doença denominada "otite externa maligna". O diagnóstico tem por base os sinais e sintomas da pessoa. Em casos crónicos ou agudos pode ser feita uma cultura microbiológica do canal auditivo.[2]

As gotas otológicas à base de ácido acético podem ser usadas como medida de prevenção.[3] O tratamento de casos agudos é feito geralmente com gotas de antibióticos, como a ofloxacina ou o ácido acético.[2][3] A par dos antibióticos podem ser usadas gotas de esteroides. Os antibióticos orais não são recomendados a não ser nos casos em que a pessoa tenha o sistema imunitário debilitado ou exista infeção da pele à volta do ouvido. Os sintomas geralmente melhoram ao fim do primeiro dia de tratamento. O tratamento de casos crónicos depende da causa.[2]

A otite externa afeta 1 a 3% das pessoas por ano, sendo mais de 95% dos casos agudos.[2] Cerca de 10% das pessoas são afetadas pela doença em determinado momento da vida.[3] A doença ocorre com maior frequência nas crianças entre os sete e os doze anos de idade e entre os idosos.[2][4] A frequência entre homens e mulheres é idêntica.[4] As pessoas que vivem em climas quentes e húmidos são afetadas com maior frequência.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rapini, Ronald P.; Bolognia, Jean L.; Jorizzo, Joseph L. (2007). Dermatology: 2-Volume Set (St. Louis: Mosby). ISBN 1-4160-2999-0. 
  2. a b c d e f g h i Wipperman, J (March 2014). «Otitis externa.». Primary care [S.l.: s.n.] 41 (1): 1–9. PMID 24439876. 
  3. a b c d e f Schaefer, P; Baugh, RF (1 December 2012). «Acute otitis externa: an update.». American family physician [S.l.: s.n.] 86 (11): 1055–61. PMID 23198673. 
  4. a b Lee, H; Kim, J; Nguyen, V (September 2013). «Ear infections: otitis externa and otitis media.». Primary care [S.l.: s.n.] 40 (3): 671–86. PMID 23958363.