Ouro Branco (Rio Grande do Norte)

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Município de Ouro Branco
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 16 de julho
Fundação 1905
Gentílico ourobranquense
Prefeito(a) Maria de Fátima Araujo da Silva (PT)
(2017–2020)
Localização
Localização de Ouro Branco
Localização de Ouro Branco no Rio Grande do Norte
Ouro Branco está localizado em: Brasil
Ouro Branco
Localização de Ouro Branco no Brasil
06° 42' 03" S 36° 56' 45" O06° 42' 03" S 36° 56' 45" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Central Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Seridó Oriental IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Jardim do Seridó, Várzea, Santana do Seridó e Caicó
Distância até a capital 250 km[2]
Características geográficas
Área 253,300 km² [3]
População 4 699 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 18,55 hab./km²
Altitude 100-200 m
Clima Semi-Árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,645 (RN: 25°) – médio PNUD/2010 [5]
PIB R$ 24 561,163 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 4 793,36 IBGE/2008[6]
Página oficial

Ouro Branco é um município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado na região do Seridó. De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2010, sua população era de 4.699 habitantes. Ainda de acordo com o IBGE a população estimada em 2016 é de 4.877 em uma área territorial de 253 km².

História[editar | editar código-fonte]

Ouro Branco foi fundada em 16 de julho de 1905 por Cirilo de Souza, conhecido por "Velho do Poção", e Manoel Correia do Cobiçado. Seu reconhecimento formal, instalação do Povoado do Espírito Santo — antigo nome de Ouro Branco — deu-se com a inauguração da primeira feira organizada por seus dois fundadores.

Em 1920 o nome mudou de "Espírito Santo" para "Ouro Branco", sinônimo literário do algodão mocó, dada a relevância da cotonicultura para economia do município na época. Entre 1944 e 1948 a vila mudou de nome novamente, tornando conhecida por "Manairama", motivado pelo poeta Manoel Felipe da Costa Filho, que através de seus versos fazia comparações do algodão com o maná em rama. Em 23 de dezembro de 1948 pela lei nº 146, volta a denominação de "Ouro Branco".

A cidade tornou-se emancipada politicamente, (antes vila pertencente à Jardim do Seridó) em 21 de novembro de 1953, tendo Luiz Basílio como um dos principais mediadores do processo de emancipação política de Ouro Branco, contando com o apoio do então deputado estadual João Guimarães, patrono do projeto de criação do município, que encontrou resistência dentro da Assembleia Legislativa para aprovação do projeto.

Francisco Lucena de Araújo Filho - Dr. Araújo - (Médico, Ex-Prefeito, Ex-Vereador e atual Vice-Prefeito da cidade), exclama na primeira parte do primeiro parágrafo do prefácio do Livro "Ouro Branco: de 1722 a 1954"[7]: Ah! Se eu pudesse falar a língua dos anjos a recitar do cume da "Serra do Poção", contemplando a bela cidade de Ouro Branco, o entoar de todos aqueles que fizeram nossa história. No livro acima citado o escritor ourobranquense José Fabrício de Lucena narra, livre dos mitos e das lendas, prezando por dados históricos a história de Ouro Branco no período proposto.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Ouro Branco é essencialmente agrícola, mas hoje fundamenta-se no extrativismo mineral, com a exploração da pedra itacolomi do norte, a qual tem como local de maior exploração a serra do Poção que fica a 9 km da cidade. É com a extração dessa pedra que uma parcela da população, principalmente da zona rural, tira o seu sustento.

No setor comercial, observa-se uma variedade de pequenos e médios estabelecimentos.

O município tem quatro escolas que estão localizadas na zona rural e funcionam em prédios cedidos pelo município; na zona urbana existem duas escolas estaduais e três municipais: o Centro Municipal de Ensino Rural Profª Luzia Maciel de Azevedo, onde estão integradas as unidades escolares que outrora funcionavam na zona rural e passaram a funcionar na sede do município, a Escola José Nunes de Figueiredo, que promove o ensino de 1º e 2º graus, e a Escola Municipal Profª Ivanilde Silva de Azevedo, que promove a educação infantil e ensino fundamental.

O primeiro professor da cidade foi o Sr. Isaías Ezequiel de Lucena em 1911, que cobrava pelos seus serviços a quantia de dez tostões. Também como professores particulares da época, podemos citar o Sr. Joaquim Venâncio e o Sr. Zuza Bastos.

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

O município possui uma banda de música que recebeu o nome de Filarmônica Manoel Felipe Nery, uma homenagem a um dos primeiros professores de música de Ouro Branco. O primeiro maestro foi Urbano Medeiros, missionário da Igreja Católica e o primeiro professor de música foi Honório Capiba[8].

A Filarmônica Manoel Felipe Nery é administrada pela Prefeitura Municipal de Ouro Branco. Existe ainda a Associação Comunitária dos Músicos Ourobranquenses formada por músicos da cidade, especialmente por componentes e ex-componentes da Filarmônica. O Atual presidente da associação é o músico Roberto Jeferson, ou Terrinha como prefere ser chamado. Terrinha substituiu o Maestro Ademir dos Santos Silva.

Ouro Branco contou com um grupo teatral formado com filhos da terra chamado "Mandacaru" que teve como organizador Milton Dantas da Silva. Atualmente o grupo está parado e sua primeira peça foi Um dia o Arrependimento.

Na área da poesia há Orilo Dantas de Melo, nascido em Acari mas que muito jovem fixou residência em Ouro Branco, e desde então adotou a cidade como sua terra natal. Foi um grande glozador e repentista e pertencia à Academia de Trovas em Natal e Caicó. Há também Abmael Morais, jornalista que atuava na Paraíba.

Na atualidade o poeta Ciza Aboiador tem enorme destaque por seus trabalhos voltados a divulgação da cultura ourobranquense. O poeta abioador, teve, recentemente, a biografia publicada em um dos blogs regionais, após ter sido tema de trabalho acadêmico.

A cultura ourobranquense também é expressada por meios dos "blogs", que funcionam como "fóruns" digitais e diários, através dos quais os ourobranquenses - presentes e ausentes - discutem todo tipo de tema. Dentre os blogs da cidade têm destaque: Rancho Ramo de Oliveira, Quipauá, Priorado News, Ouro Branco Notícias, CAVOB (Clube dos Apologistas da Viola de Ouro Branco), Blog Lenilson Azevedo, Bala de Ouro e O Kafona.

O município conta com um ginásio poliesportivo, uma quadra de esportes, um clube municipal e uma biblioteca municipal. O município dispõe ainda de sistema de telefonia, uma agência dos Correios, uma rádio comunitária e serviço de som municipal para recados e avisos, além de acesso à Internet.

O município não possui favelas periféricas nem residências em taipa, todos os domicílios são de alvenaria. Moradores de rua são quase inexistentes. Na Secretaria da Ação Social funciona o Clube dos Idosos e na cidade há a Associação dos Deficientes (com diretoria definida e sede própria) e a Associação do Artesanato; na zona rural há onze outras associações.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. FEMURN. «Distâncias dos Municípios do Rio Grande do Norte a Natal-RN». Consultado em 31 de outubro de 2010 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. DE LUCENA, José Fabrício (2015). Ouro Branco: de 1722 a 1954. Patos PB: IDEAL LTDA. 224 páginas 
  8. «HONÓRIO CAPIBA, PRIMEIRO PROFESSOR DE MÚSICA DE OURO BRANCO – Quipauá». xn--quipau-uta.blog.br. Consultado em 24 de março de 2017 
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