Públio Cláudio Pulcro

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Públio Cláudio Pulcro (em latim, Publius Claudius Pulcher; morto entre 249 a.C. e 246 a.C.) foi um general da República de Roma pertencente à gens Claudia e que lutou nas Guerras Púnicas. Foi o segundo filho do famoso político romano Ápio Cláudio Cáudice, cônsul em 264 a.C. Foi o primeiro membro da família Cláudia que recebeu o cognome Pulcro (Pulcher, no senso de "charmoso").

Foi nomeado edil curul em 253 a.C. e cônsul em 249 a.C. Como cônsul recebeu o comando da frota romana durante a Primeira Guerra Púnica, enviada a reforçar as tropas romanas em Lilibeia.


Perdeu a Batalha de Drépano contra Cartago, supostamente por ignorar um mau preságio consistente em que os frangos sagrados recusaram comer. Segundo Valério Máximo, Suetônio e Cícero, Cláudio jogou todos os frangos ao mar dizendo ut biberent, quando esse nollent ("Não querem comer, pois então lhe deem de beber").[1]

Foi chamado de volta a Roma e ordenado escolher um ditador, embora a sua nomeação do seu subordinado Marco Cláudio Glícia foi imediatamente revogada.[2]

Públio Cláudio foi acusado de alta traição, e, de acordo com Políbio[3] e Cícero,[4] foi severamente castigado. Segundo outros relatos,[5] devido a tormenta o procedimento foi detido, mas foi destituído uma segunda vez. Não sobreviveu muito tempo à sua desgraça. Morreu antes de 246 a.C.. Existe a probabilidade de que se suicidasse.[6]

Foi o pai de Ápio Cláudio Pulcro, cônsul em 212 a.C.


Referências

  1. Políbio I. 49, & c.; Cícero De Divin. i. 16, ii. 8, 33; Schol. Bob. In Cic. p. 337, ed. Orell.; Liv. xix.; Suet. Tib. 2.
  2. Suet. Tib. 2; Fastos Capit.
  3. i. 52
  4. de Nat. Deor. ii. 3
  5. Schol. Bob. l. c.; Vale. Máx. viii. 1. § 4
  6. Vale. Max. i. 4. § 3.

Fontes[editar | editar código-fonte]

A Enciclopédia Britânica (edição de 1985) estabelece que Ápio foi o seu pai.

Precedido por:
Caio Atílio Régulo e Lúcio Mânlio Vulso Longo
Cônsul da República Romana
com Lúcio Júnio Pulo

249 a.C.
Sucedido por:
Caio Aurélio Cota e Públio Servílio Gêmino