Públio Cornélio Cipião (cônsul em 218 a.C.)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Públio Cornélio Cipião.
Públio Cornélio Cipião
Cônsul da República Romana
Consulado 218 a.C.
Nascimento 254 a.C.
Morte 212 a.C. ou 211 a.C. (43 anos)[nota 1]
Península Ibérica

Públio Cornélio Cipião (m. 210 a.C.; em latim: Publius Cornelius Scipio) foi um político da família dos Cipiões da gente Cornélia da República Romana eleito cônsul em 218 a.C. com Tibério Semprônio Longo. Era filho de Lúcio Cornélio Cipião, cônsul em 259 a.C., e pai de Cipião, o Africano, cônsul em 205 e 194 a.C., e de Lúcio Cornélio Cipião Asiático, cônsul em 190 a.C..

Segunda Guerra Púnica[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Segunda Guerra Púnica

Primeiro consulado (218 a.C.)[editar | editar código-fonte]

Foi eleito cônsul em 218 a.C. (ou 219 a.C., como prefere Lívio[4] ) com Tibério Semprônio Longo, no primeiro ano da Segunda Guerra Púnica.

Com o objetivo de interceptar Aníbal antes que ele chegasse à Itália, Cipião desembarcou com suas legiões na Gália meridional, navegando de Pisa até Massília, uma colônia fenícia aliada a Roma. A velocidade do avanço de Aníbal através dos Alpes rapidamente acabou com os planos romanos[5] . Assim, Cipião, tendo enviado seu exército para a Ibéria sob o comando de seu irmão, Cneu Cornélio Cipião Calvo, retornou à Roma e conduziu um novo alistamento para formar um novo exército para lutar na Gália Cisalpina, onde Aníbal estava acampado e recrutando aliados entre os gauleses ínsubres e boios, principalmente lutando contra os inimigos deles, como os taurinos.

Cipião liderou as forças romanas na Batalha de Ticino, na qual explorou sua cavalaria (composta quase que totalmente por gauleses, que terminariam por desertá-lo para unirem-se em massa ao exército de Aníbal) e com a infantaria ligeira, enfrentou a vanguarda do exército cartaginês, mas foi derrotado. Cipião terminou gravemente ferido e foi salvo por seu filho (o futuro Cipião, o Africano)[6] .

Em dezembro do mesmo ano, participou da Batalha do Trébia, na qual as forças romanas, lideradas pelo outro cônsul, Tibério Semprônio Longo, aliadas aos que se juntaram ao novo exército apesar de seu parecer contrário[7] , foram derrotados[8]

Campanha na Ibéria[editar | editar código-fonte]

Apesar da derrota, Cipião conseguiu manter a confiança do povo romano e seu mandato militar foi confirmado. Logo em seguida, ele foi enviado à Ibéria para ajudar seu irmão no combate às forças cartagineses, mantidas até então fora da Itália. A ação de Cipião na península Ibérica foi coroada por uma série de vitórias importantes[9] , até que, em 212 a.C./211 a.C.[3] acabou morrendo durante a Batalha do Bétis Superior, uma derrota romana[10] . No mesmo ano, seu irmão, Cneu, foi derrotado e morto na Batalha de Ilorci[11] , ao lado de Cartago Nova[12] .

Como já havia ocorrido a Ticino em relação ao gauleses, aparentemente estas derrotas seriam também debitadas por conta de uma suposta traição da população local de celtíberos, corrompidas por Asdrúbal Barca, o irmão de Aníbal[13] .

Árvore genealógica[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Cônsul da República Romana
SPQR.svg
Precedido por:
Lúcio Emílio Paulo
com Marco Lívio Salinador



Públio Cornélio Cipião
218 a.C.

com Tibério Semprônio Longo





Sucedido por:
Cneu Servílio Gêmino
com Caio Flamínio Nepos II




Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Segundo Lívio[1] , a batalha ocorreu em 212 a.C.; com ele concorda o historiador moderno Rafael Treviño Martinez[2] . Por outro lado, Gaetano De Sanctis<[3] defende que a batalha teria ocorrido em 211 a.C..

Referências

  1. Lívio, Ab Urbe Condita XXV, 32-39
  2. Martinez (1986), p. 8
  3. a b Gaetano De Sanctis (1917), vol. III.2, L'età delle guerre puniche, p. 432, n.4
  4. Lívio, Ab Urbe Condita XXI, 6, 3. A data é citada antes do início do cerco de Sagunto e, depois, no capítulo seguinte, já com o cerco terminado (XXI, 15, 3-6).
  5. Políbio III, 41.
  6. Lívio, Ab Urbe Condita Epit 21.5-6.
  7. Políbio III, 70, 3-6.
  8. Lívio, Ab Urbe Condita Epit 21.7. Políbio III, 71-74.
  9. Políbio III, 95 - 97; Lívio, Ab Urbe Condita Epit 23.9 e 14.
  10. Lívio, Ab Urbe Condita XXV, 34.
  11. Martinez (1986), p. 8.
  12. Lívio, Ab Urbe Condita XXV, 36.
  13. Lívio, Ab Urbe Condita Epit 25.12.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes primárias[editar | editar código-fonte]

Fontes secundárias[editar | editar código-fonte]

  • Broughton, T. Robert S. (1951). The Magistrates of the Roman Republic. Volume I, 509 B.C. - 100 B.C. (em inglês). I, número XV (Nova Iorque: The American Philological Association). p. 578. 
  • Rafael Treviño Martinez; Angus McBride (illustratore) (1986). Osprey, : . (em inglese) [S.l.: s.n.] ISBN 0-85045-701-7.  Parâmetro desconhecido |titúlo= ignorado (Ajuda); Parâmetro desconhecido |cid= ignorado (Ajuda); Falta o |titulo= (Ajuda)