Partido do Movimento Democrático Brasileiro

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Partido do Movimento Democrático Brasileiro
Número eleitoral 15
Presidente Romero Jucá
Fundação 15 de janeiro de 1980 (37 anos)
Registro 30 de junho de 1981 (36 anos)[1]
Sede Brasília Câmara dos Deputados, Ed. Principal Ala B sala 6, Praça dos Três Poderes CEP:70160-900
Ideologia Sincretismo político
Partido pega-tudo
Fisiologismo
Espectro político Centro[2]
Antecessor MDB (1966-1980)
Membros 2.353.059
Governadores (2014)
7 / 27
Prefeitos (2016)[3]
1 028 / 5 568
Senadores (2017)
22 / 81
[4]
Deputados federais (2014)[5]
68 / 513
Deputados estaduais (2014)
142 / 1 024
Vereadores (2016)[6]
7 551 / 56 810
Cores      Verde     Amarelo     Preto     Vermelho      Laranja
Página oficial
Pagina do PMDB
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é o maior partido político brasileiro e com maior número de filiados, sendo 2 355 472 filiados em maio de 2012,[7] apesar de nunca ter elegido nenhum presidente da república através do voto direto.[8] Fundado em 1980, possui uma orientação política centrista. É sucessor do Movimento Democrático Brasileiro, legenda de oposição à Regime Militar de 1964. Seu código eleitoral é o 15.[9] É o partido também com maior número de prefeitos e vereadores, além de ter a maior representação no Congresso Nacional. Atualmente é presidido por Romero Jucá que assumiu em 5 de abril de 2016 após Michel Temer se licenciar.[10]

É um dos grandes "partidos pega-tudo" brasileiros, incluindo desde políticos conservadores como José Sarney e Eduardo Cunha, a liberais convictos como Pedro Simon, além de nomes da esquerda-liberal como Roberto Requião, populistas como Iris Rezende, nacionalistas/municipalistas como Orestes Quércia, líderes empresariais como Paulo Skaf e articuladores como Michel Temer. Já teve membros do antigo movimento de guerrilha MR-8 que se desligaram e fundaram o Partido Pátria Livre,[11] nomes da esquerda comunista como Roberto Freire (foi líder do PCB, atualmente presidente do PPS), caciques políticos como Fernando Collor (mais tarde integrante do PRN do qual foi Presidente da República) e Cesar Maia (seu grupo atualmente é filiado ao Democratas).

Atualmente tem um presidente da república, Michel Temer, que assumiu interinamente dia 12 de maio de 2016 e em definitivo no dia 31 de agosto de 2016 com a votação do afastamento da então presidente Dilma Rousseff.[8]

História

Fachada do diretório regional de Minas Gerais.

Origem

Instalado o Regime Militar de 1964, as forças políticas foram compelidas à reorganização porque o Ato Institucional Número Dois, de 1965, extinguiu os treze partidos existentes no Brasil. Os adeptos do novo governo se reúnem na Aliança Renovadora Nacional (ARENA) enquanto que seus opositores fundam o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 1966.

Tais acontecimentos foram precipitados pelos resultados das eleições para governador em onze estados, havidas em 1965, onde, embora o governo tenha vencido a maioria das disputas, a oposição triunfou com Francisco Negrão de Lima na Guanabara e Israel Pinheiro da Silva em Minas Gerais, ambos do PSD.

Cientes de que seria trabalhoso lidar com a ordem política vigente, os militares baixaram, então, o Ato Institucional Número Dois em 27 de outubro de 1965 extinguindo treze agremiações partidárias instituindo o bipartidarismo, pois as exigências de votação mínima e de número de filiados para se formar partidos políticos foram elevadas impossibilitando a existência de pequenos partidos. Ante a nova realidade, a maioria dos políticos da UDN e do PSD migraram para a ARENA. Por outro lado, políticos do PTB e dissidentes do PSD ingressaram no MDB, que desde o primeiro instante abrigou políticos dos "clandestinos" PCB e PCdoB.

Tolhido por uma legislação casuística e punido com as cassações impostas aos seus membros, o MDB teve um desempenho ínfimo nas eleições legislativas de 1966 e 1970 e nas eleições municipais de 1968, e seus membros chegaram a considerar a dissolução da legenda, postura revertida quando o senador Oscar Passos passou o comando do MDB a Ulysses Guimarães após a derrota de 1970, ano em que o partido quase foi extinto devido a baixa votação nas eleições para deputado federal e para senador, e quase não obteve o mínimo exigido por lei para poder ter representação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Na década de 1970 os membros do MDB se dividiam entre os moderados e autênticos, os primeiros defendendo negociações pontuais com o governo militar e os demais pregando a derrubada do regime, mesmo à força. Nas eleições municipais de 1972 o MDB sofreu mais uma grande derrota.

Disposto a enfrentar o status quo segundo as regras impostas pelo mesmo, a oposição apresenta Ulysses Guimarães e Barbosa Lima Sobrinho como "anticandidatos" à Presidência e vice-presidência da República nas eleições indiretas de 15 de janeiro de 1974 na qual o General Ernesto Geisel venceu Ulisses Guimarães por ampla maioria (400 votos a 74) no colégio eleitoral formado pelos deputados e senadores e por representantes enviados das assembleias legislativas dos estados.

Logo em seguida, em 15 de novembro de 1974, houve uma virada eleitoral e coube ao MDB ocupar quase três quartos das vagas em disputa para o Senado e duplicar sua bancada na Câmara dos Deputados. Com uma oposição robusta o governo militar apelou para embustes como o Pacote de Abril, em 1977, que ajudariam a conservar a escassa maioria governista após as eleições de 1978, graças inclusive ao artifício dos senadores biônicos.

Demonstrativo claro de tal circunstância foi o fato de que na eleição do General João Figueiredo para a Presidência da República o candidato oposicionista Euler Bentes Monteiro conseguiu mais de quarenta por cento dos votos no Colégio Eleitoral em 1978.

Reforma partidária de 1980

O PMDB surgiu em 15 de janeiro de 1980 após a nova Lei dos Partidos Políticos ter resgatado o pluripartidarismo. Os militares visavam assim enfraquecer o MDB ao obrigarem a renomeação de todas as agremiações, exigindo de todos o designativo de "partido" no início do seu nome. Esses ditames incutiram no MDB a necessidade de uma continuação programática e nisso Jorge Singh, presidente do diretório municipal do MDB em Guarulhos, sugeriu o acréscimo da letra "P" à sigla "MDB" de modo a preservar o nome tradicional.[12]

Extinta a ARENA, os governistas criam o PDS. Como amálgama do antigo quadro bipartidário Tancredo Neves funda o PP e lideranças sindicais paulistas constituem o PT, liderados por Luiz Inácio Lula da Silva. Por fim, a disputa pelo legado de Getúlio Vargas resulta na recriação do PTB liderado por Ivete Vargas (sua sobrinha-neta) e pela fundação do PDT por Leonel Brizola, petebista histórico. O antigo MDB perdia então o monopólio das oposições.

Temeroso quanto a um novo avanço da oposição o governo adia as eleições municipais de 1980 por meio de uma emenda constitucional do deputado Anísio de Souza e posteriormente implementa um pacote eleitoral que proíbe as coligações, institui a sublegenda e o voto vinculado nas eleições gerais de 1982, medidas que inviabilizaram o Partido Popular de Tancredo Neves e levaram suas lideranças a optarem pela incorporação ao PMDB com os dissidentes seguindo rumo ao PDS.

Diretas Já

Em 31 de março de 1983 foi realizado no município pernambucano de Abreu e Lima o primeiro comício a favor do restabelecimento das eleições diretas para Presidente da República,[13] evento basilar do movimento Diretas Já, cujo elemento aglutinador foi a emenda Dante de Oliveira, assim denominada em homenagem ao autor da preposição.

Logo vieram os comícios em São Paulo e Olinda ao final do ano e durante os quatro primeiros meses de 1984 uma série de passeatas, manifestações e comícios eclodiram pelo país em apoio a causa liderados por Ulysses Guimarães, denominado como o "Senhor Diretas", Franco Montoro e Tancredo Neves. Todavia, uma manobra regimental do governo derrubou a emenda em votação realizada na Câmara dos Deputados em 25 de abril de 1984.

Tancredo Neves e o Colégio Eleitoral

Ao frustrarem as eleições diretas, as forças governistas acabaram propiciando o surgimento de Tancredo Neves como alternativa à sucessão de João Figueiredo. A essa altura alguns presidenciáveis do PDS refluíram em suas pretensões e a derrota de Mário Andreazza frente a Paulo Maluf na convenção havida em agosto de 1984 sacramentou o apoio dos dissidentes do PDS a Tancredo Neves através da indicação do senador José Sarney como vice-presidente na chapa que venceu Maluf por 480 votos a 180 no Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, havendo 26 abstenções.

A morte de Tancredo frustra os anseios da nação quanto ao cumprimento de suas promessas de campanha, mas a postura ínclita de Ulysses Guimarães e as multidões presentes às exéquias do líder morto produzem o ambiente necessário para uma transição pacífica. Nesse ínterim o vice-presidente José Sarney assume o governo e põe em marcha as metas da Nova República. Coube a José Sarney fazer o juramento no Congresso Nacional: "prometo manter, defender e cumprir a Constituição. Observar as leis, promover o bem geral e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil".[14]

Era pós-Ulysses

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Instado na oposição após as eleições presidenciais de 1989 o PMDB foi surpreendido pelo anúncio do primeiro nome da equipe "collorida", o deputado federal peemedebista Bernardo Cabral. Relator-geral da Constituinte, ele permaneceu no Ministério da Justiça por sete meses até ser substituído pelo senador Jarbas Passarinho. Nas eleições daquele ano o desgaste do governo José Sarney afetou o PMDB que viu cair o número de governadores de vinte e dois em 1986 para apenas sete (Amazonas, Pará, Tocantins, Paraíba, São Paulo, Paraná e Goiás) após quatro anos embora as unidades federativas com direito a eleger seus governadores tenham subido de vinte e três em 1986 para vinte e sete em 1990 (graças ao direito adquirido pelo Distrito Federal, a criação do estado de Tocantins e a elevação dos territórios federais de Amapá e Roraima ao patamar de estados). No Congresso Nacional o recuo peemedebista também foi significativo, pois se ao renovar dois terços do Senado Federal em 1986 o partido obteve mais de 75% das vagas, na troca de um terço das cadeiras em 1990 esse percentual caiu para 25% embora Amapá e Roraima tivessem seis vagas a preencher. Na Câmara dos Deputados o aumento de vagas de 487 para 503 marcou o refluxo do PMDB de 260 para 108 cadeiras, embora conservando a maior bancada. Outras perdas foram a saída de Miguel Arraes rumo ao Partido Socialista Brasileiro e as de outros ex-governadores como Amazonino Mendes e Epitácio Cafeteira para o Partido Democrata Cristão.

Entretanto o mais significativo triunfo nas eleições aconteceu em São Paulo com a vitória de Luiz Antônio Fleury Filho sobre Paulo Maluf em segundo turno. Apoiado por Orestes Quércia, Fleury repetiu os passos de seu pretor na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, pois tal como em 1986 o PMDB viu seu candidato iniciar o despique com números modestos nas pesquisas de opinião num cenário onde Maluf polarizava com Mário Covas (PSDB). Ao longo da campanha os índices de Fleury subiram à medida que o duelo entre malufistas e tucanos se intensificava e nisso ele conquistou a vaga no segundo turno e venceu a contenda. Fortalecido pela vitória, Quércia foi eleito presidente do PMDB em 1991 em lugar de Ulysses Guimarães, na primeira troca de comando partidário após vinte anos. A gestão quercista foi marcada pela ação favorável do partido em relação ao impeachment e o subsequente afastamento de Fernando Collor da Presidência da República ao longo de 1992, mas o acontecimento mais impactante para o partido foi a morte de Ulysses vítima de acidente aéreo ocorrido no litoral fluminense em 12 de outubro do referido ano. Em 1993 Orestes Quércia renunciou à presidência do partido alegando ser vítima de "traição" por parte de seus correligionários e foi substituído por Luiz Henrique da Silveira. Politicamente enfraquecido, obteve um modesto quarto lugar nas eleições presidenciais de 1994 com apenas 2.771.788 sufrágios e viu Fernando Henrique Cardoso ser eleito em primeiro turno.

O mau desempenho de Orestes Quércia acentuou as dissensões partidárias existentes desde a campanha e assim parte do PMDB aderiu ao governo Fernando Henrique apesar de o partido ser formalmente oposicionista, ou seja, diferente do que houve na "postura de coalizão" para com Itamar Franco, na gestão de seu sucessor o PMDB se posicionou tanto na oposição quanto no governo, pois embora a cúpula agisse com rechaço, o novo presidente concedeu duas pastas para a cota peemedebista: o Ministério da Justiça foi entregue a Nelson Jobim e o Ministério dos Transportes ao também gaúcho Odacir Klein sob os auspícios de José Sarney, entronizado na presidência do Senado para o biênio 1995/1997. Mesmo com a mudança de seus titulares, os dois ministérios permaneceram nas mãos do PMDB embora a disputa interna entre grupos pró e contra o governo recrudescesse como, por exemplo, no caso da convenção nacional de 1998 que acabou não referendando nenhum candidato a presidente. Em meio a tantas refregas seus filiados e simpatizantes se dividiram entre apoiar a reeleição de Fernando Henrique Cardoso ou apostar nos nomes de Luiz Inácio Lula da Silva e Ciro Gomes pela oposição. Reeleito o chefe do Executivo, o partido conservou seu quinhão trocando Iris Rezende por Renan Calheiros no Ministério da Justiça ao passo que o Ministério dos Transportes ora ficou nas mãos de Eliseu Padilha, ora nas de João Henrique de Almeida Sousa. De tão morgado ao governo tucano o PMDB firmou em 2002 a coligação "Grande Aliança" que apresentou Rita Camata como candidata a vice-presidente na chapa de José Serra, desígnio frustrado pela vitória de Lula em segundo turno.

No Governo Lula

Com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 1.º de janeiro de 2003 houve gestões para agregar o partido à coalizão situacionista, entretanto as negociações só viriam a se concretizar em janeiro do ano seguinte quando foram oferecidos ao PMDB os ministérios das Comunicações, Minas e Energia e Previdência Social. Lideranças outrora alinhadas a Fernando Henrique se aproximaram do governo e assim José Sarney e Renan Calheiros (duas vezes) ocuparam a presidência do Senado entre 2003/2007 e João Henrique a presidência dos Correios. No segundo mandato de Lula o partido perdeu a Previdência Social mas foi contemplado com Gedel Vieira Lima no Ministério da Integração Nacional e com a escolha de Nelson Jobim para o Ministério da Defesa. Ao todo o PMDB detém seis ministérios. No sentido inverso senadores como Pedro Simon, Mão Santa e Jarbas Vasconcelos se mantêm na oposição. Hoje Renan Calheiros preside o Senado e o paulista Michel Temer presidiu a Câmara dos Deputados, sendo no período vice-presidente da república e presidente do partido.[15]

O PMDB é criticado pelo cientista político Marcus Figueiredo por ter hoje uma postura muito diversa dos tempos em que era liderado por Ulysses Guimarães.

Impeachment de Dilma

Convenção Nacional do PMDB em junho de 2014.

Após as eleições de 2014, o PMDB indicou e elegeu o então deputado Eduardo Cunha (RJ) como presidente da Câmara dos Deputados, contando com 267 votos do chamado "Centrão".[17] Após a descoberta de contas na Suíça e diversas denúncias, parlamentares do PSOL e da REDE entraram com um processo de cassação do mandato de Eduardo Cunha no Conselho de Ética. Em 2 de dezembro de 2015, Cunha decidiu aceitar o pedido de impeachment de Dilma formulado pelos juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior.[18]

A partir de 2016, o PMDB apoiou em peso o impeachment,[19] mesmo com tentativas por parte de Leonardo Picciani (RJ) de impedi-lo.[20] Na Comissão Especial, votaram a favor 5 deputados e contra 3. Já na votação da Câmara, o partido forneceu 59 votos a favor e apenas 7 contra.[21] No Senado o debate se intensificou, com senadores como Roberto Requião (PR) e Kátia Abreu (TO) defendendo rigorosamente que a presidente não cometeu crime de responsabilidade. Em 31 de agosto de 2016, na votação definitiva, 17 senadores votaram a favor do impeachment e somente os dois votaram contra.[22] No mesmo dia, Michel Temer assumiu como presidente da República efetivo, após o afastamento de Dilma Rousseff.[23][24]

Governo Temer

Ver artigo principal: Governo Michel Temer

Michel Temer assumiu a presidência interinamente em 12 de maio de 2016. Temer contou com diversos partidos, tanto apoiadores do Governo Dilma quanto oposicionistas para compor o seu gabinete, dentre eles: PSDB, DEM, PP, PR, PSB, PSD, PPS, PTB, PRB e PV, compondo uma ampla base parlamentar - mesmo que fragmentada.[25] Seu principal objetivo é implementar reformas de caráter liberal, como a PEC 55, que limita gastos públicos, a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a Reforma do Ensino Médio.

Em 1º de julho, uma pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que 39% dos brasileiros avaliam o governo do presidente interino como ruim ou péssimo, enquanto 13% avaliam o governo como ótimo ou bom e 36% acham que ele é regular. Entre os ouvidos, 13% não souberam ou não quiseram responder. O levantamento foi feito de 24 a 27 de junho e foram ouvidas 2.002 pessoas em 141 municípios. O grau de confiança da pesquisa é de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Ibope também perguntou se o entrevistado aprovava ou não a maneira de Temer governar: 53% disseram desaprovar e 31% afirmaram aprovar. Outros 16% disseram não saber ou não quiseram responder. Entre os ouvidos, 66% afirmaram não confiar no presidente interino. O percentual de pessoas que disseram confiar em Temer é de 27%. Outros 7% não souberam ou não quiseram responder.[26]

O governo passou por polêmicas, tendo perdido até novembro seis ministros, em um período de seis meses.[27]

Em 15 de dezembro de 2016, foi promulgada a PEC do Teto dos Gastos Públicos.[28][29] Em agosto de 2017,a legenda decide pelo seu presidente Romero Jucá que voltará a se chamar MDB como nos anos 70.[30]

Controvérsias

Corrupção

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PMDB aparece em segundo lugar na lista, com 19,5% das cassações, atrás somente do DEM, que lidera com 20,4%.

Segundo o Dossiê do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgado em 2007, o PMDB ocupa a segunda posição do ranking, com 66 parlamentares cassados por corrupção no período de 2000 à 2007.[31]

Operação Lava Jato

Ver artigo principal: Operação Lava Jato

O mais recente escândalo, conhecido como Petrolão, envolve recebimento de propina que teria ocorrido por parte de alguns integrantes do PMDB, oriunda de dinheiro desviado da Petrobras juntamente com empreiteiros em licitações das principiais refinarias. O esquema que seria chefiado pelo PT é investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato.[32]

Participação e desempenho eleitoral

Dos seis Presidentes da República eleitos e empossados a partir de 1985: Tancredo Neves, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, somente Lula e Dilma não possuem histórico de filiação ao PMDB.[carece de fontes?] Amapá é o único estado que nunca elegeu um governador peemedebista. Nas capitais o PMDB jamais venceu em São Luís e Palmas.[carece de fontes?] Desde o fim do Regime Militar de 1964 o partido detém o comando de pelo menos uma das casas do Congresso Nacional: entre 1985 e 1993 presidiu simultaneamente a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, situação que voltou a se repetir para o biênio 2013/2014 e na legislatura de 2015.[carece de fontes?]

Eleições de 2016

Nas eleições de 2016 elegeu 1038 prefeituras, 17 a mais que em 2012, se mantendo como o partido com maior número de prefeituras.[33] Elegeu 3 prefeitos de capitais: Irís Rezende em Goiânia, Geran Loureiro em Florianópolis e Emanuel Pinheiro em Cuiabá.[34] O partido obteve fraco desempenho nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, mesmo tendo possuído grandes chances de vitória durante toda a campanha. Para a prefeitura de São Paulo, apostou na candidatura de Marta Suplicy, com apoio do PSD, ficando em 4º lugar (10,14% dos votos) atrás de Celso Russomano (PRB), Fernando Haddad (PT) e do vitorioso João Dória (PSDB).[35] Para a prefeitura do Rio de Janeiro, apostou em Pedro Paulo, com uma grande coligação (PDT / PP / PTB / PSL / SD / DEM / PROS / PHS / PMN / PEN / PSDC / PTC / PT do B / PRTB), ficando em 3º lugar (16.12%), atrás de Marcelo Freixo (PSOL) e Marcelo Crivella (PRB).[36]

Governadores atuais

Governadores RO SE RS RJ TO ES AL
7 Confúcio Aires Moura Jackson Barreto José Ivo Sartori Luiz Fernando Pezão Marcelo Miranda Paulo Hartung Renan Filho

Bancadas eleitas para legislaturas da Câmara dos Deputados

Legislatura Eleitos  % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
55ª (2015-2019)
67 Não disponível 2 2 1 1 1 4 0 1 2 3 6 1 2 3 3 2 1 4 11 1 2 0 5 5 1 2 2 Não disponível
54ª (2011-2015)
78 15,20 1 2 1 1 2 5 1 2 4 5 7 3 1 4 5 1 2 6 8 1 2 2 4 5 1 1 1 -11
53ª (2007-2011)
89 17,35 1 3 1 2 1 6 2 4 5 3 7 2 1 6 3 3 2 8 10 1 2 1 5 5 0 3 2 +14
52ª (2003-2007)
75 14,62 1 1 0 0 3 5 3 1 4 2 6 2 1 5 2 4 2 6 6 3 2 0 6 4 1 4 1 -8
51ª (1999-2003)
83 16,18 1 1 0 1 3 5 1 1 8 3 9 1 2 4 5 3 3 4 2 4 1 1 7 4 2 5 2

Fonte: Câmara do Deputados[37]

Eleições de 1982

Em 15 de novembro de 1982 o partido elegeu nove governadores: Franco Montoro em São Paulo e Tancredo Neves em Minas Gerais e triunfou nos três estados do Norte onde houve eleições (Gilberto Mestrinho no Amazonas, Jader Barbalho no Pará e Nabor Júnior no Acre), além de vencer com Gérson Camata no Espírito Santo, José Richa no Paraná, Iris Rezende em Goiás e Wilson Martins em Mato Grosso do Sul. Apurados os votos ficou estabelecida a polarização entre o PDS e o PMDB embora o PDT tenha conquistado o governo do Rio de Janeiro com Leonel Brizola.

Mesmo entrevado pelos casuísmos do voto vinculado (sistema no qual o eleitor era obrigado a votar apenas em candidatos de um mesmo partido) e das sublegendas (no caso das disputas para o Senado Federal e para as prefeituras, os partidos podiam apresentar mais de um candidato), o PMDB elegeu nove senadores, duzentos deputados federais, quatrocentos e quatro deputados estaduais e mil trezentos e setenta e sete prefeitos.

Ao longo da década de 1980 o PMDB colheu os frutos de sua pregação oposicionista durante os anos de governo militar em razão de seu desempenho nas eleições de 1982 enquanto que nas hostes do governo os debates acerca da sucessão presidencial expunham fissuras à medida que tanto nomes civis quanto militares eram aventados como alternativas à continuidade do regime. Ausente o consenso no PDS, o presidente João Figueiredo abdicou de coordenar a escolha de seu sucessor e nisso o vácuo político foi ocupado pela oposição, tendo o PMDB à frente.

Eleições presidenciais

Ano Candidato(a) a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB 54 495 459 51,64
2010 Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN 55.752.529 56,05
2002 José Serra (PSDB) Rita Camata (PMDB) PSDB e PMDB 33.370.739 38,72
1994 Orestes Quércia (PMDB) Íris de Araújo (PMDB) PMDB e PSD 2.772.121 4,38
1989 Ulysses Guimarães Waldir Pires sem coligação 3.204.932 4,43

Membros notáveis

Ex-membros

Segundo consta na página 243 do atlas histórico Brasil 500 Anos, Jânio Quadros deixou o PTB e ingressou no PMDB em 30 de junho de 1981 retornando ao recanto petebista em 4 de novembro do referido ano.[38]

Referências gerais

  • ALMANAQUE ABRIL 1996. 22ª edição. São Paulo, Abril, 1996.
  • ALMANAQUE ABRIL 2005. 31ª edição. São Paulo, Abril, 2005. 01 CD-ROM.
  • A Onda Fleury. Matéria publicada na revista Isto É Senhor. São Paulo, Editora Três, edição 1094, de 5 de setembro de 1990.
  • ISTO É - BRASIL 500 ANOS: Atlas Histórico. São Paulo, Editora Três, 1998.

Referências

  1. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015 
  2. «De criação na ditadura até rompimento com governo: o PMDB em 10 capítulos». BBC. 30 de Março de 2016 
  3. «Prefeitos Eleitos no País em 2016». G1 
  4. http://www.estadao.com.br/noticias/geral,quercista-historico-airton-sandoval-do-pmdb-assume-vaga-de-aloysio-nunes-no-senado,70001684569
  5. «Bancada da Eleição de 2014 para Deputado Federal (Titulares)». Câmara dos Deputados. Consultado em 3 de fevereiro de 2015 
  6. «Vereadores Eleitos no País em 2016». G1 
  7. «PMDB tem maior número de filiados e PT vem em 2º». 7 de maio de 2012. Consultado em 14 de outubro de 2012 
  8. a b Carlos Madeiro (12 de maio de 2016). «Sem ganhar nenhuma eleição, PMDB emplaca terceiro presidente em 30 anos». Uol. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  9. Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, acesso em 25 de julho de 2007
  10. Ultimo Segundo (5 de abril de 2016). «Temer se licencia da liderança do PMDB e Jucá assume presidência para blindá-lo». Estadão Conteudo. IG. Consultado em 5 de abril de 2016 
  11. Edição 1807 EM FOCO: A primeira vaia - "Nunca concordei com o PT 'principista', mas está fazendo falta uma oposição como ele foi", Sérgio Abranches, 18 de junho de 2003
  12. José Hamilton Ribeiro - Os Três Segredos que fizeram o político mais votado do Brasil - Biografia de André Franco Montoro - pgs 93/96
  13. Folha Online: Comício pelas Diretas-Já na Praça da Sé completa 25 anos no domingo, Consultado em 16 de março de 2010.
  14. «Há 30 anos, José Sarney assumia a Presidência da República após morte de Tancredo Neves». Jovem Pan. Uol. 14 de março de 2015. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  15. «Presidentes da Câmara dos Deputados - República». Câmara dos Deputados. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  16. Savarese, Maurício (23 de agosto de 2009). «Crise no Senado ajuda PMDB dos grotões a enterrar herança de Ulysses». UOL Notícias. Consultado em 23 de agosto de 2009 
  17. Filipe Matoso e Nathalia Passarinho. «Eduardo Cunha é eleito presidente da Câmara em primeiro turno». G1. Globo.com. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  18. «Eduardo Cunha autoriza abrir processo de impeachment de Dilma». G1. Globo.com. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  19. «Mais de 80% do PMDB apoiou prosseguimento de impeachment». IstoÉ. 18 de abril de 2016. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  20. Guilherme Amado. «Leonardo Picciani diz a deputados do PMDB que pai o traiu e que 'não dá mais'». O Globo. Globo.com. Consultado em 8 de janeiro de 2017 
  21. Estadão. «Placar do Impeachment». Estadão 
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Ligações externas

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