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Países Baixos Espanhóis

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Países Baixos Espanhóis

Spaanse Nederlanden (neerlandês)
Países Bajos Españoles (castelhano)

15561714 
Bandeira
Bandeira
 
Brasão de armas
Brasão de armas
Bandeira Brasão de armas

Países Baixos Espanhóis
Coordenadas 50° 50' 48" N 4° 21' 09" E
Continente Europa
Região Europa Ocidental
Capital Bruxelas
Países atuais  Bélgica
 Luxemburgo
 Países Baixos

Língua oficial neerlandês
Religião Catolicismo
Moeda Florim
Real espanhol

Forma de governo Monarquia
Rei
 1556–1598  Filipe II
 1700–1714  Filipe V
Governador-geral
 1556–1559  Emanuel Felisberto
 1692–1706  Maximiliano II Emanuel

Período histórico Idade Moderna
 16 de janeiro de 1556  Abdicação de Carlos I
 10 de agosto de 1566  Beeldenstorm
 30 de janeiro de 1648  Paz de Münster
 10 de agosto de 1678  Tratados de Nimega
 22 de novembro de 1708  Cerco de Bruxelas
 7 de março de 1714  Tratado de Rastatt

Países Baixos Espanhóis foi um Estado vigente nos Países Baixos governado pela ramificação espanhola dos Habsburgos de 1556 até 1714. Durante este período, a região abrigou uma coletividade de Estados do Sacro Império Romano mantidos em união pessoal com a Coroa espanhola (Também chamada Espanha Habsburga). Essa região compreendia a maior parte dos atuais Luxemburgo e Bélgica, como também partes do Norte da França, sul dos atuais Países Baixos e oeste da Alemanha, tendo como capital a cidade de Bruxelas.

Os feudos imperiais dos antigos Países Baixos borgonheses haviam sido herdados pela casa austríaca de Habsburgo da extinta Casa de Valois-Borgonha após a morte de Maria de Borgonha em 1482. As Dezessete Províncias formaram o núcleo dos Países Baixos Borgonheses, os quais passaram para a Espanha Habsburga depois da abdicação do Imperador Carlos V em 1556. Quando parte dos Países Baixos se separaram para formar a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos em 1581, a parte remanescente da área continuou sob domínio espanhol até a Guerra de Sucessão Espanhola no início do século XVIII.

História

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Formação

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A administração comunitária dos feudos holandeses, centrada no Ducado de Brabant, já existia sob o domínio do Duque da Borgonha, Filipe, o Bom com a implementação do Estatuder e a primeira convocação dos Estados Gerais dos Países Baixos em 1464.[1] Sua avó Maria tinha confirmado uma série de privilégios aos estados através do Grande Privilégio assinado em 1477.[2] Após a tomada do governo por seu marido, o Arquiduque Maximiliano I, os estados insistiram nos seus privilégios, culminando em uma revolução em Hook e nas revoltas flamengas. Maximiliano prevaleceu com o apoio de Filipe, o Belo, Rei de Castela e também consorte de Joana I, e pôde assumir o controle sobre os Países Baixos Espanhóis em 1493.

Filipe, como também seu filho e sucessor Carlos V, mantiveram o título de Duque da Borgonha, em referência à herança da Borgonha, principalmente os Países Baixos e o Franco-Condado da Borgonha dentro do Sacro Império Romano. Os Habsburgos costumavam usar o termo "Borgonha" para se referir às terras hereditárias (como, por exemplo, em referência ao Círculo Borgonhes Imperial em 1512) até 1795, quando os Países Baixos Austríacos foram anexados pela República Francesa. O governador-geral dos Países Baixos era responsável pelo governo borgonhês nos Países Baixos. Carlos V nasceu e cresceu nos Países Baixos e costumava ficar nos Palácio Coudenberg em Bruxelas.

Através da Pragmática Sanção de 1549, Carlos V declarou que as Dezessete Províncias eram "um domínio Habsburgo unidas e indivisíveis". Entre 1555 e 1556, a Casa de Habsburgo dividiu-se em um ramo austríaco-alemão e outro espanhol, como consequência da abdicação de Carlos V. Os Países Baixos foram deixados para seu filho, Filipe II, enquanto seu irmão Fernando I o sucedeu como Imperador Romano-Germânico. As Dezessete Províncias, de jure, continuavam sendo um feudo do Sacro Império Romano, a partir desse momento de facto era controlada pelo ramo espanhol dos Habsburgos como parte da herança borgonhesa.

Guerra dos 80 anos

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História da região dos Países Baixos
Frisii Belgae
Cani–
nefates
Camavos,
Tubantes
Bélgica romana (55 a.C. − c. século V)
Germânia Inferior (83 − século V)
Francos sálios Batavos
despovoado
(séculos IV à V)
Saxões Francos sálios
(séculos IV à V)
Reino Frísio
(c. século VI a.C. − 734)
Reino Franco (481 − 843)Império Carolíngio (800 – 843)
Austrásia (511 – 687)
Frância Média (843 – 855) Frância
Ocidental

(843 – )
Reino da Lotaríngia (855 – 959)
Ducado da Baixa Lorena (959 – )
Frísia


Liberdade
frisã

(séculos XI à XVI)

Condado da
Holanda

(880 – 1432)

Bispado de
Utreque

(695 – 1456)

Ducado de
Brabante

(1183 – 1430)

Ducado de
Gueldres

(1046 – 1543)

Condado de
Flandres

(862 – 1384)

Condado de
Hainaut

(1071 – 1432)

Condado de
Namur

(981 – 1421)

P.-Bisp.
de Liège


(980 – 1794)

Ducado de
Luxemburgo

(1059 – 1443)
 
Países Baixos Burgúndios (1384 – 1482)

Países Baixos Habsburgos (1482 – 1795)
(Dezessete Províncias após 1543)
 

República Neerlandesa
(1581 – 1795)


Países Baixos Espanhóis
(1556 – 1714)
 
 
Países Baixos Austríacos
(1714 – 1795)
 
Estados Belgas Unidos
(1790)

R. Liège
(1789 – '91)
     

República Batava (1795 – 1806)
Reino da Holanda (1806 – 1810)

Associado com à Primeira República Francesa (1795 – 1804)
Parte do Primeiro Império Francês (1804 – 1815)
   

Principado dos Países Baixos (1813 – 1815)
 
Reino dos Países Baixos (1815 – 1830)
Gr D. L.
(1815 – )

Reino dos Países Baixos (1839 – )

Reino da Bélgica (1830 – )

Gr D. de
Luxemburgo

(1890 – )

As severas medidas de contrarreforma de Filipe provocaram a revolta neerlandesa. Nos Países Baixos, de maioria calvinista, que levaram ao início da Guerra dos Oitenta Anos em 1568. Em janeiro de 1579, as sete províncias do norte holandês formaram a União Protestante de Utrecht, que declarou independência do ramo espanhol dos Habsburgos, formando a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos, confirmada pelo Ato de Abjuração em 1581. O ramo espanhol dos Habsburgos só pôde manter o controle sobre o sul dos Países Baixos, parcialmente católico, concluído após a queda de Antuérpia em 1585.

Melhores tempos vieram quando, em 1598, os Países Baixos Espanhóis passaram para a filha de Filipe, Isabel Clara Eugênia e seu marido, o Arquiduque Alberto VII. O governo do casal trouxe um período de paz, muito necessária, e estabilidade econômica, o qual estimulou desenvolvimento de uma cultura no sul dos Países Baixos e consolidou a autoridade da Casa de Habsburgo, reconciliando sentimentos antiespanhóis.

No começo do século XVII, existia uma corte florescente em Bruxelas. Junto aos artistas que emergiram na "corte dos arquiduques", como eram conhecidos, estava Peter Paul Rubens. Durante o governo de Isabel e Alberto VII, os Países Baixos Espanhóis na verdade tinham independência formal da Espanha, mas sempre não-oficialmente dentro da esfera de influência espanhola. Com a morte de Alberto em 1621, as províncias voltaram a ser controladas pela Espanha, embora Isabel, sem filhos, permanecesse como governante até sua morte em 1633.

As guerras fracassadas destinadas a recuperar o norte dos Países Baixos significaram perda significativa de territórios no norte (ainda muito católicos), perda que foi consolidada em 1648 na Paz de Vestfália, e dado ao peculiar status inferior das Terras da Generalidade (governadas conjuntamente pela República, não admitidas como províncias-membros): Flandres Zelandesa (sul do rio Scheldt), a atual província holandesa de Noord-Brabant e Maastricht (atualmente a província holandesa de Limburgo).

Conquistas francesas

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Como o poder do ramo espanhol dos Habsburgos diminuiu nas últimas décadas do século XVII, os territórios dos Países Baixos sobre controle Habsburgo foram repetidamente invadidos pela França. Uma parte crescente do território ficou sob controle francês ao longo de sucessivas guerras. Pelo Tratado dos Pirenéus de 1659, a França anexou Artois e Cambrai enquanto Dunquerque foi cedida aos ingleses. Através do Tratado de Aix-la-Chapelle (final da Guerra de Devolução de 1668) e o Tratado de Nijmegen (final da Guerra Franco-Holandesa em 1678), outros território até à atual fronteira franco-belga foram cedidos, incluindo Flandres Valão, como também metade do Condado de Hainaut (incluindo Valenciennes). Depois, na Guerra das Reuniões e na Guerra dos Nove Anos, a França anexou outras partes da região.

Em 1706, durante a Guerra de Sucessão Espanhola, os Países Baixos Habsburgos se tornaram um condomínio anglo-holandês durante o restante do conflito.[3] Pelos tratados de paz de Utrecht e Rastatt em 1713 e 1714, respectivamente, o sul dos Países Baixos foram cedidos à monarquia Habsburga austríaca, formando os Países Baixos Austríacos.

Províncias

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A partir de 1581, os Países Baixos Habsburgos consistiram nos seguintes territórios, todos partes da atual Bélgica:

  1. O Ducado de Brabante exceto por parte do Brabante do Norte, parte das Terras de Generalidade da República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos em 1648, incluindo o antigo Mangraviate da Antuérpia (agora principalmente Bélgica e parte da Holanda);
  2. O Ducado de Limburg, exceto por Limburg dos estados parte das Terras da Generalidade Holandesa a partir de 1648;
  3. O Ducado de Luxembrugo, um Estado soberano a partir de 1815 (partes  da atual Bélgica, França e Alemanha);
  4. A parte superior do Ducado de Guelders (atual Países Baixos e Alemanha: A área em torno de Venlo e Roermond, na ataul província Holandea de Limburg, e a cidade de Geldern no atual distrito alemão de Kleve;
  5. O Condado de Artois cedido a França em 1659 pelo Tratado dos Pirenéus (agora na França);
  6. O Condado da Flandres, exceto pela Flanders Zelandesa parte das Terras de Generalidade Holandês em 1648, Walloon Flanders cedida a França em 1678 pela Paz de Nijmegen (agora na Bélgica e Flanders Francês);
  7. O Condado de Namur;
  8. O Condado de Hainaut, parte sul com Vallenciennes cedido à França pela Paz de Nijmegan de 1678 (agora na Bélgica e França);
  9. O Senhorio de Mechelen;
  10. Tournoisis;
  11. Arquidiocese de Cambrai, exceto a parte das Dezessete Províncias, incorporadas pelo Rei Filipe II em 1559, cedida à França em 1678 pela Paz de Nijmegen (agora França: aproximadamente o Departamento Norte e a metade norte de Pas-de-Calais).

Ver também

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Referências

  1. [www.staten-generaal.nl/begrip/the_states_general «The States General»] Verifique valor |url= (ajuda)
  2. Koenigsberger, H. G. (2001). States Generals and Parliaments: The Netherlands in the Fifteenth and Sixteenth Centuries (Em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press
  3. Bromley, J.S.(Editor) (1970). The New Cambridge Modern History Volume 6: The Rise of Great Britain and Russia, 1688-1715/25. [S.l.]: Cambridge University Press
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