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Padre João Ribeiro

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Padre João Ribeiro
Nome completoJoão Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro
Nascimento
Morte
19 de maio de 1817 (51 anos)

OcupaçãoReligioso

João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, o Padre João Ribeiro (Capitania de Pernambuco, 28 de fevereiro de 1766Olinda, 19 de maio de 1817), foi um religioso e revolucionário brasileiro.[1][2]

Foi líder e mártir da Revolução Pernambucana de 1817, e o criador da bandeira de Pernambuco.[3]

Biografia

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João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro nasceu em local controverso, possivelmente em Tracunhaém, na Capitania de Pernambuco, em 28 de fevereiro de 1766. Era filho de Manuel de Melo Montenegro e de Genebra Francisca de Vasconcelos Pessoa, nobres pernambucanos que constam na Nobiliarquia Pernambucana de Borges da Fonseca. Neto paterno de Domingos de Melo Montenegro, capitão de ordenanças, e de Teresa Maria de Sá de Melo. Neto materno do Capitão-Mor João Ribeiro Pessoa, Juiz Ordinário e Juiz de Órfãos de Igarassu, e de Genebra de Vasconcelos e Castro. [4] [5]

Passou a infância em Sobral, na Capitania do Ceará, porém estudou artes e humanidades em Olinda, onde teve os primeiros contatos com o iluminismo das últimas décadas do século XVIII.

Foi auxiliar do monsenhor Manuel Arruda Câmara, naturalista de grande renome e com notável influência na sua formação liberal permeada de princípios iluministas.[2]

Arruda Câmara havia fundado na Capitania de Pernambuco o Areópago de Itambé, primeira loja maçônica do Brasil, e esteve implicado na Conspiração dos Suassunas. O Padre João Ribeiro Pessoa, que trabalhava como desenhista botânico nas suas expedições científicas, tornou-se seguidor de seus ideais libertários.[2]

João Ribeiro era amado e respeitado por ricos e pobres. O comerciante francês Louis-François de Tollenare, discorrendo sobre seu amigo, disse que o religioso era “um homem pobre, mas bastante filósofo para desprezar a riqueza”, e que "ninguém na Europa imaginaria haver aqui alguém tão sábio". Tollenare, porém, o achava bondoso demais, desprovido da malícia necessária para atuar na política, e inferiu: "se sacrificaria pela sua pátria, mas seria incapaz de salvá-la…".[2]

Apoiador de Napoleão Bonaparte, como seguidor das ideias bonapartistas, foi considerado o líder moral e religioso da Revolução Pernambucana e um dos chefes do governo provisório, atuando junto ao seu primo, o General Domingos Teotônio Jorge Martins Pessoa, que foi o líder militar da revolução e "Ditador de Pernambuco".

Percebendo o fracasso militar do movimento que liderava e a aproximação das tropas portuguesas, João Ribeiro Pessoa cometeu suicídio em 19 de maio de 1817, enforcando-se na capela do Engenho Paulista, em Olinda — atual município de Paulista — após a derrota dos revoltosos na batalha do Engenho Trapiche. Mas, por ordem do vice-almirante português Rodrigo Lobo, seu corpo foi desenterrado, esquartejado e sua cabeça exposta na ponta de uma vara no centro do Recife, onde ficou por dois anos.[2]

Ver também

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Referências

  1. «Padre João Ribeiro nasceu na cidade de Tracunhaém». Jornal do Commercio. Consultado em 9 de maio de 2017. Arquivado do original em 15 de dezembro de 2004 
  2. a b c d e «Padre João Ribeiro, um brasileiro exemplar». Diario de Pernambuco. 18 de julho de 2016. Consultado em 9 de maio de 2017. Arquivado do original em 5 de fevereiro de 2017 
  3. «Revolução pernambucana de 1817: a "Revolução dos Padres"». Fundação Joaquim Nabuco. Consultado em 9 de maio de 2017 
  4. «O PADRE JOÃO RIBEIRO PESSOA SERIA CEARENSE?» (PDF) 
  5. DA FONSECA, Antônio José Victoriano Borges (1925). Nobiliarchia Pernambucana Vol 1. [S.l.]: Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro, 1935 


Precedido por
Caetano Pinto de Miranda Montenegro
Governador de Pernambuco
1817
Sucedido por
Domingos Teotônio Jorge