Palácio Laranjeiras

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Palácio Laranjeiras
Arquiteto Armando Carlos da Silva Telles[1]
Início da construção 1909
Fim da construção 1914
Restauro 2013
Proprietário inicial Eduardo Guinle
Função inicial residência particular
Proprietário atual Governo do Estado do Rio de Janeiro
Função atual residência oficial do governador
Geografia
País  Brasil
Cidade Rio de Janeiro

Palácio Laranjeiras é a atual residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se no bairro de Laranjeiras, na cidade do Rio de Janeiro. Encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro (INEPAC).[2]

História[editar | editar código-fonte]

O terreno onde hoje se ergue o edifício era, nos fins do século XIX, propriedade do conde Sebastião Pinho, aristocrata português estabelecido no Rio de Janeiro. Na propriedade, situava-se um palacete pertencente ao conde que foi demolido para dar lugar ao atual palácio.

Entre 1909 e 1914, o atual Palácio foi construído segundo projeto do arquiteto Armando Carlos da Silva Telles para ser residência da família Guinle. Em 1940, passou à administração federal, tendo sido utilizado como residência oficial da presidência por Juscelino Kubitschek (1956-1961), que não quis permanecer no Palácio do Catete após o suicídio de Getúlio Vargas (1954). Com a conclusão do Palácio da Alvorada, inaugurado em 1958 em Brasília, Kubitschek deixou o palácio.

Sala de jantar do palácio.

Inaugurada a nova capital brasileira em 1960, o Palácio Laranjeiras passou para a administração estadual, tornando-se residência do governador do estado da Guanabara até 1975, quando foi assinada a Lei complementar número 20 para fundi-lo com o estado do Rio de Janeiro.[3]

Desde então, foi utilizado como residência do presidente da República durante suas visitas ao Rio de Janeiro e para recepções diplomáticas. Entretanto, nesse meio tempo, diversos governadores fluminenses preferiram utilizar a residência da Gávea Pequena. Dentre os seus visitantes ilustres, destacam-se os ex-presidentes Charles de Gaulle, da França, Harry Truman, dos Estados Unidos e o Papa João Paulo II.

Em 2001, o palácio foi objeto de ampla campanha de restauração envolvendo restauradores, historiadores, museólogos e pesquisadores, que lhe procederam a recuperação de pinturas, pisos e móveis.[4] Ao final dessa intervenção, o governo do estado abriu as portas do palácio para visitas guiadas por estudantes de história da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, porém, o palácio não está aberto a visitação.

O acervo do palácio compreende pinturas de Frans Post,[5] uma réplica do piano que pertenceu à rainha Maria Antonieta da França, mosaicos de mármore e de cerâmica com aplicações de ouro 24 quilates, esculturas e mobiliário fino.

Ali ocorreu, no dia 13 de dezembro de 1968, presidida pelo Marechal Arthur da Costa e Silva, a reunião onde foi aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional o Ato Institucional Nº 5 (AI-5).[6]

Referências

  1. «O Palácio das Laranjeiras e a Belle Époque no Rio de Janeiro (1909-1914)» (PDF). Associação Nacional de História. Consultado em 11/3/2016. 
  2. «Mesmo em crise, governo do Rio fará reforma de R$3,7 milhões em palácio». jornalNH. Consultado em 11 March 2016. 
  3. «Governo fluminense abre Palácio Guanabara à visitação pública». agência brasil. Consultado em 11 March 2016. 
  4. «PROJETO DE RESTAURAÇÃO DO PALÁCIO LARANJEIRAS». rj.gov.br. Consultado em 11 March 2016. 
  5. «Mobiliário histórico e acervo de obras de arte do Palácio das Laranjeiras serão recuperados». O Globo. Consultado em 11 March 2016. 
  6. «AI-5». Folha de S Paulo. Consultado em 11 March 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]