Palácio de Drottningholm

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Pix.gif Palácio de Drottningholm *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Drottningholmpalace.jpg
Palácio de Drottningholm
País Suécia
Critérios IV
Referência 559
Coordenadas Ilha de Lovön, Ekerö, Condado de Estocolmo
Histórico de inscrição
Inscrição 1991  (15ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
Palácio de Drottningholm está localizado em: Suécia
Palácio de Drottningholm
Localização do Palácio de Drottningholm

O Palácio de Drottningholm (sueco: Drottningholms slott) é uma residência particular da Família Real Sueca, localizado em Drottningholm (significando literalmente "Ilha da Rainha"). Foi construído no final do século XVI, na ilha de Lovön, município de Ekerö, Condado de Estocolmo. Actualmente, além de ser uma das residências da Família Real da Suécia, constitui uma popular atracção turística.[1][2][3][4][5]

História[editar | editar código-fonte]

Figura representando o Palácio de Drottningholm em 1700.

O nome Drottningholm (literalmente Ilha da Rainha) vem da construção original, um castelo de pedra construído por João III da Suécia, em 1580, para a sua esposa, Katarina Jagellonica. Hedwig Eleonora de Holstein-Gottorp comprou o castelo em 1661, um ano depois de terminar as suas funções como Rainha da Suécia, mas este ardeu num incêndio que ocorreu no dia 30 de Dezembro desse mesmo ano. Hedwig encarregou, então, o famoso arquiteto sueco Nicodemus Tessin, o Velho, de projectar e reedificar o castelo, tendo essa reconstrução do edifício começado em 1662. Nicodemus morreu em 1681, quando a construção estava quase completa. O seu filho, Nicodemus Tessin, o Jovem, continuou o seu trabalho e concluiu os complicados desenhos interiores.

Durante o período da reconstrução, Hedwig era a autoridade máxima do Protectorado em nome do seu filho, Carlos XI da Suécia, que era menor de idade. A Suécia tornou-se um país poderoso depois da assinatura da Paz de Vestfália. A posição da rainha, essencialmente o soberano do país, exigia uma residência sumptuosa convenientemente próximo de Estocolmo.

Em 1744, o palácio foi dado como presente à princesa, depois Rainha da Suécia, Luísa Ulrica da Prússia, quando esta desposou Adolfo Frederico da Suécia, o qual foi coroado como Rei da Suécia em 1751. Enquanto Luísa deteve a posse de Drottningholm, s interior do palácio foi transformado de acordo com o mais sofisticado estilo rococó francês, sofrendo nítidas influências do Palácio de Versailles. Luísa também foi responsável pela construção do Teatro do Palácio de Drottningholm, reconstruído num estilo mais grandioso depois de o edifíco mais modesto ter sofrido um incêndio em 1762. Em 1777, Luísa vendeu o palácio ao Estado da Suécia. Enquanto o palácio foi propriedade do Estado, o filho de Luísa, Gustavo III da Suécia, residiu nele.

Durante a maior parte do século XIX, o palácio foi ignorado e iniciou um periodo de decadência. No reinado de Oscar I, isso mudou. Em 1907, foram realizadas grandes obras de restauração do palácio .

A atual família real da Suécia tem usado Drottningholm como sua residência principal desde 1981. A partir daí, o palácio tem sido guardado pelo Exército da Suécia da mesma forma que o Palácio Real de Estocolmo.

O Palácio[editar | editar código-fonte]

Igreja de Drottningholm

Drottningholm e a sua propriedade, nos últimos 400 anos, tiveram muitas renovações, mudaças e adições. A maior renovação, na qual foram instalados ou melhorados a eletricidade, aquecedores, depuração dos despejos e esgotos, e o tecto foi substituído, começou em 1907 e terminou em 1913. Durante um período de 20 anos, com início em 1977, a maioria das áreas principais do palácio foram restauradas e substituídas. A biblioteca e a galeria nacional receberam prioridade, além de ser instalada protecção contra incêndios no interior do palácio. Entre 1997 e 2002, as paredes do exterior do palácio foram limpas e reconstruídas.

A Igreja do Palácio[editar | editar código-fonte]

A igreja foi projectada e erguida por Nicodemus Tessin, o Velho, sendo concluída pelo seu filho em 1746. Actualmente, é utilizada pelas pessoas da paróquia de Lovön, que sempre prestam culto no seu interior no último domingo de cada mês. Dentro da igreja encontra-se um órgão Cahman de 1730, o qual ainda é usado. Outro elemento é a tradicional tapeçaria, feita por Gustavo V da Suécia.

O Teatro do Palácio[editar | editar código-fonte]

O Teatro do Palácio de Drottningholm (Drottningholms Slottsteater) é um teatro de ópera localizado no palácio e que ainda funciona atualmente.[6]

O Teatro do Palácio de Drottningholm.

Os trabalhos do Teatro do Palácio começaram no final do século XVII sob a direcção do arquitecto Nicodemus Tessin, o Velho e foram concluídos por Nicodemus Tessin, o Jovem. O interior foi decorado entre 1665 e 1703, de início num sumptuoso e pesado estilo Barroco mas, mais tarde, de uma forma cada vez mais refinada segundo o modelo francês.

O teatro de ópera de 400 lugares foi inaugurado em 1766 por Carl Fredrik Adelcrantz para a Rainha Lovisa Ulrika, substituindo o teatro anterior destruído pur um incêndio em 1762. A sua decoração interior resultou de uma mistura de estuque, papel mâché e pintura. A maquinaria de palco, desenhada pelo italiano Donato Stopani, ainda se mantém intacta e inclui uma máquina onda, uma máquina trovão e a e uma cadeira voadora.

Depois do assassinato do Rei Gustavo III, em 1792 (o que serviu como base para a ópera de Giuseppe Verdi, Un ballo in maschera] - Um baile de máscaras), o teatro foi esquecido.

Em 1920, sob a direcção do historiador de teatro sueco Agne Beijer, o teatro foi restaurado e recebeu luz eléctrica, a qual hoje é desenhada para bruxulear como velas. A sua reabertura ocorreu no dia 19 de Agosto de 1922. Quase todo o seu equipamento é original, e o palco tem a singularidade de possuir uma profundidade significativamente maior que a largura. As óperas são frequentemente executadas por músicos com trajes de época e os membros da orquestra usam instrumentos originais ou cópias de instrumentos autênticos. A maior parte das produções utiliza algumas das possibilidades dos efeitos do palco, usando o equipamento original.

Atualmente o Teatro do Palácio é administrado por uma fundação privada, Museu Teatro de Drottningholm (Stiftelsen Drottningholms teatermuseum), e recebe fundos governamentais e de entidades privadas.

Os jardins[editar | editar código-fonte]

Vista do jardim barroco

Os jardins e parques que rodeiam o palácio são uma das maiores atracções para os turistas que visitam Drottningholm em cada ano. Os jardins foram estabelecidos por etapas desde a construção do palácio, resultando em diferentes estilos de paisagismo.

O jardim barroco[editar | editar código-fonte]

A parte mais antiga dos jardins remonta ao final do século XVII, quando o palácio pertencia a Hedwig Eleonora. O pai e o filho Tessin deixaram o projecto que criou um jardim barroco mesmo à saída do palácio principal, flanqueado por vastas alamedas. As estátuas espalhadas por esta área foram feitas por Adrian de Vries. O jardim barroco foi ignorado, juntamente com o resto da propriedade, durante todo o século XIX. Foi, no entanto, restaurado por iniciativa de Gustavo VI Adolfo da Suécia, nas décadas de 1950 e 1960.

O jardim inglês[editar | editar código-fonte]

Gustavo III da Suécia tomou a iniciativa de fazer o que por vezes é chamado de secção de jardim inglês de Drottningholm. Ao Norte do jardim barroco, o jardim inglês consiste em dois pequenos lagos com canais, pontes, grandes secções abertas de relva e árvores em grupos ou alamedas. Grande parte das estátuas deste jardim, que servem para surpreender o visitante com o seu aparecimento inesperado, foram trazidas da Itália por Gustavo III.

Património Mundial da UNESCO[editar | editar código-fonte]

O palácio foi classificado como Património Mundial da UNESCO em 1991, principalmente devido ao Teatro do Palácio de Drottningholm e ao Pavilhão Chinês de Drottningholm. Os comentários da UNESCO foram:

A Propriedade Real de Drottningholm está situada numa ilha no Lago Mälar, no subúrbio de Estocolmo. Com o seu palácio, teatro perfeitamente preservado (construído em 1766), pavilhão chinês e jardins, é o mais requintado exemplo de uma residência real do século XVIII no norte Europa, inspirada pelo Palácio de Versalhes.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ottosson, Mats; Åsa Ottosson (2008). «Drottningholm». Upplev Sverige. En guide till upplevelser i hela landet (em sueco). Estocolmo: Wahlström Widstrand. p. 327. 527 páginas. ISBN 9789146215998 
  2. Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Drottningholm». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 202. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6 
  3. «Drottningholms slott» (em sueco). Casa Real da Suécia (Sveriges kungahus). Consultado em 4 de novembro de 2016 
  4. «Drottningholms slott» (em sueco). Statens fastighetsverk (Direção-Geral do Património Imobiliário). Consultado em 4 de novembro de 2016 
  5. «Drottningholm» (em sueco). Riksantikvariämbetet (Autoridade Nacional da Herança Cultural). Consultado em 5 de novembro de 2016 
  6. Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Drottningholmsteatern». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 202. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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