Palácio de Ferro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Palácio de Ferro
Palácio de Ferro em 2011
Construção década de 1890
Geografia
Cidade Luanda,  Angola

O Palácio de Ferro é um edifício histórico de Luanda, em Angola, que se crê ser da autoria de Gustave Eiffel[1]. Porém, 2015 a Embaixada de França em Angola classificou o Palácio de Ferro como uma obra de autoria de Gustave Eiffel.[carece de fontes?]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O edifício possuiu uma original decoração em filigrana metálica e tem um soberbo avarandado envolvente, sendo sem sombra de duvida, o melhor exemplar da arquitectura do ferro em Angola.[2]

Origem[editar | editar código-fonte]

A história do edifício está envolta em mistério, já que não existem registos da sua origem. Acredita-se que a estrutura em ferro forjado tenha sido construída na década de 1880 ou 90 em França, como pavilhão para uma exposição, e posteriormente desmontado e transportado de barco com destino provável a Madagáscar.[2]

Existe alguma especulação sob a forma como chegou a Angola. Segundo algumas fontes, o navio que o transportava acabou por ser desviado da sua rota pela Corrente de Benguela, naufragando perto da Costa dos Esqueletos em território angolano.[3] Outras fontes indicam que o mesmo acabou por ser desembarcado em Luanda e vendido em hasta pública, tendo sido arrematado pela Companhia Comercial de Angola que, de facto, adquiriu o Palácio de ferro nos finais do século XIX / princípios do século XX.[2] A Companhia Comercial de Angola - CCA - era a maior empresa comercial de Africa em finais do seculo XIX, principios do seculo XX, e pertencia a três grandes capitalistas da época : António de Sousa Lara, João Ferreira Gonçalves (Ferreira Marques & Fonseca) e Bensaude.

Uso[editar | editar código-fonte]

Durante o período colonial o edifício gozava de grande prestígio e foi usado como centro de arte. Após a independência de Angola e a subsequente Guerra Civil Angolana, o palácio entrou em ruína e o espaço envolvente foi transformado num parque de estacionamento.[4]

Após o restauro, efectuado em 2009 pela empresa de construção Odebrecht, através do financiamento da empresa diamantífera angolana Endiama, o edifício foi inteiramente restaurado , o edifício ficou entregue ao Ministério da Cultura de Angola que ainda está ainda a decidir a utilização futura do espaço: um museu dos diamantes ou um restaurante parecem ser as opções mais prováveis,[5] sendo também as hipóteses de ser um centro cultural ou a sede do ministério da cultura também consideradas.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Louisse Redvers (22 de janeiro de 2009). «Luanda breathes new life into once-rusty Iron Palace». France 24. Consultado em 26 de fevereiro de 2010 
  2. a b c d A.Freudenthal, J.M.Fernandes & M.L.Janeiro (2006). Angola no século XIX. Cidades, Território e Arquitectura. Lisboa: Ed. Aut. 199 páginas. ISBN 9789899701311 
  3. «Luanda breathes new life into once-rusty Iron Palace». BLNZ. 21 de janeiro de 2009. Consultado em 26 de fevereiro de 2010 
  4. «Brasileiros restauram "Palácio de Ferro" de Angola». África 21 Digital. 19 de janeiro de 2009. Consultado em 26 de fevereiro de 2010 
  5. «Palácio de Ferro, em Luanda, vai acolher Museu dos Diamantes». Notícias Lusófonas. 8 de março de 2004. Consultado em 26 de fevereiro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Património de Angola, integrado no Projecto Angola é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.