Palácios imperiais do Palatino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde março de 2010). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Os palácios imperiais da Roma Antiga.
Vista panorâmica do complexo dos Palácios Imperiais.

Os Palácios Imperiais da Roma Antiga ocupam o Palatino, que enfrenta a norte o Fórum Romano e a sul o Circo Máximo. É um imponente complexo de edifícios que exprimem de modo visível o poder e riqueza dos imperadores, de Augusto e Nero a Septímio Severo e outros. Foram aí construídos pela proximidade com a casa original de Rómulo, primeiro rei de Roma. A zona foi sendo progressivamente ocupada pela nobreza e classe alta dos Romanos até que Augusto, nascido no Palatino, aí decidiu edificar a sua residência, a Casa de Augusto, fixando a partir daí a residência oficial dos imperadores. Para a construção, sabe-se que foi necessária a demolição de algumas villas patrícias da era republicana.

Ruína dos palácios de Tibério.

Mais tarde, surgem os palácios de Tibério (Palácio Tiberiano, hoje totalmente coberto pelos Jardins Farnésios), de Nero, dos Flávios (Palácio Flávio, a parte mais monumental, construída por Domiciano), e de Septímio Severo (Palácio Severiano, início do século III, percorre cerca de 20 metros do Circo Máximo, anexa às Termas de Septímio Severo). No final da era imperial, a colina já era ocupada por um grande edifício, pelo que a expressão Palácio (Palatium), que deu origem ao nome da colina, passou a ser usada para designar um palácio.

Saindo do Fórum, reconhecem-se: o Casa Tiberiana, em grande parte ainda enterrada; a Casa de Lívia, ornada com pinturas murais de grande valore; o Criptopórtico de Nero, ou uma passagem subterrânea que ligava entre si as diversas partes dos palácios; a Casa de Augusto, na qual é possível distinguir os ambientes destinados ao uso oficial daqueles reservados ao uso privado.

Na amplíssima esplanada do topo da colina estende-se Palácio Flávio, ou o palácio dos imperadores flavianos - Vespasiano (r. 69–79), Tito Flávio (r. 79–81) e Domiciano (r. 81–96) - um edifício bastante complexo destinado às funções oficiais. Notáveis são os restos da basílica, da aula régia, do triclínio imperial que oferecia a vista do peristilo e de dois ninfeus ovais. Por todo o lado, encontram-se vestígios de mosaicos e de decorações marmóreas valiosas. Muitas peças de valor histórico e artístico estão reunidas no Antiquário do Palatino (Antiquarium del Palatino), construído no século XIX numa parte do Palácio Flávio. Este mostra, também, as várias fases da história do Palatino, a partir dos mais antigos testemunhos de ocupação humana.

Pouco distante da Palácio Flaviano fica o Palácio Augustano, ou a residência do imperador usada até ao período tardo-imperial e bizantino. Desenvolve-se em dois ou três andares seguindo o andamento da colina e enfrenta o Circo Máximo. Ao lado do palácio, encontra-se o Estádio Palatino (Stadio Palatino), no qual é reconhecível a tribuna imperial. No interior do estádio está traçado um recinto mais pequeno, de forma oval, cuja realização foi atribuída a Teodorico. A Casa de Augusto foi ampliada além do estádio por Septímio Severo; são visíveis restos das termas refeitas por Magêncio.

A estrutura do complexo seria parcialmente demolida a mando do Papa Sisto V, embora subsista o grande terraço, do qual se pode obter a grande perspectiva sobre o Palatino.