Livro sagrado

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Uma página do Sutra do Diamante, publicado no ano nono da Era Xiantong da Dinastia Tang, ou seja, 868 d.c.

Livros sagrados são conjuntos de textos que são considerados de inspiração divina ou recebidos diretamente de Deus. Também são, muitas vezes, referenciados como sagradas escrituras ou, simplesmente, escrituras.

Entre os mais antigos, estão o Rigveda, do hinduísmo, que terá sido redigido entre 1500 e 1300 a.c.

A primeira escritura impressa para distribuição em massa foi o Sutra do Diamante, um texto budista, de que é conhecida uma edição de 868 d.c.

Textos[editar | editar código-fonte]

Muitas religiões possuem textos sagrados. Entre os mais conhecidos, estão as diversas Bíblias cristãs, o Alcorão islâmico, o Torá judaico e muitos outros.

Uma página do Alcorão, de Al-Andalus, do século XII

Livros[editar | editar código-fonte]

Os livros sagrados são obras literárias presentes nas principais religiões cujos autores teriam recebido uma possível revelação divina. Na opinião dos adeptos das respectivas religiões, tais autores eram pessoas iluminadas, que podiam se comunicar com as divindades inspiradoras. São considerados profetas, muitas vezes.

São exemplos de livros sagrados (de acordo com a respectiva religião):


Livros sagrados por religião[editar | editar código-fonte]

Confucionismo[editar | editar código-fonte]
Hinduísmo[editar | editar código-fonte]
Siquismo[editar | editar código-fonte]
Cristianismo[editar | editar código-fonte]
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons)[editar | editar código-fonte]
Igreja de Satã[editar | editar código-fonte]
Islamismo[editar | editar código-fonte]
Judaísmo[editar | editar código-fonte]
Taoísmo[editar | editar código-fonte]
Zoroastrismo[editar | editar código-fonte]
Fé Bahá'í[editar | editar código-fonte]

Atitudes[editar | editar código-fonte]

As atitudes perante os textos sagrados diferem. Enquanto algumas religiões difundem livremente as suas escrituras, outras consideram-nas um segredo que só pode ser revelado aos fiéis e iniciados.

Algumas religiões assumem que as suas escrituras são "a palavra de Deus" e, como tal, são infalíveis e inalteráveis, procurando impedir qualquer alteração e estabelecendo um cânone dos textos que são efectivamente considerados sagrados.

Sendo, muitas vezes, traduzidos para línguas modernas, reconhecem, habitualmente, a superioridade da língua sagrada original, como mais próxima da inspiração divina.

Bíblia de Gutenberg de 1455. O primeiro livro impresso no Ocidente.

Interpretações e estudo dos textos[editar | editar código-fonte]

Os textos sagrados podem ser abordados de várias perspectivas:

  • de um ponto de vista religioso: na busca do sentido profundo, da vontade de Deus, utilizando técnicas de hermenêutica (veja também exegese), procurando destrinçar o que, no texto, é de origem humana - e como tal sujeito ao erro - do que é de inspiração divina;
  • de um ponto de vista científico: valorizando o manancial de informações valiosas sobre a história, cultura e ideologia dos povos em questão, através de uma análise crítica dos textos e, também de estudos comparativos;
  • de um ponto de vista quântico: vem buscar o consenso entre o religioso e o científico e, mais do que isto, promover a comunhão entre as diversas inteligências por meio da física quântica[1].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Acid. «Somos dos Todos Um: Documentário One». SOMOSTODOSUM. Consultado em 01/05/2014.