Ram Bahadur Bomjon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Palden Dorje)
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Ram Bahadur Bomjon
Nascimento 9 de abril de 1990 (30 anos)
Cidadania Nepal
Ocupação bhikkhu
Religião budismo

Ram Bahadur Bomjon (em sânscrito: राम बहादुर बम्जन) nascido acerca de 9 de abril de 1990, por vezes escrito Bomjan, Banjan, or Bamjan), previamente conhecido como Palden Dorje (seu nome monástico) é um asceta controverso oriundo do distrito de Ratnapuri, Nepal, que recebeu ampla atenção e popularidade midiática devido a semelhanças aparentes com o Buda, que levaram a alegações que ele seria a reencarnação do Buda. Bomjon também foi acusado de agressões físicas e sexuais, e de cárcere privado por vítimas e testemunhas. Ele atualmente é acusado em uma investigação de estupro e em outra pelo desaparecimento de quatro membros do seu ashram.

Detalhes[editar | editar código-fonte]

Os seguidores de Bomjon acreditam que ele é a reencarnação de Sidarta Gautama, o Buda histórico.[1] Bomjon negou estas comparações, pedindo "Diga às pessoas que não me chamem de Buda. Eu não tenho a energia do Buda no momento. Estou no nível de um rinpoche."[2] O presidente do Conselho Budista do Nepal, Mahiswor Raj Bajracharya, afirmou: "Não acreditamos que ele é o Buda. Ele não tem as qualidades do Buda."[3]

Em março de 2006 ele desapareceu de sua cidade,[4] sendo que após cerca de uma semana do desaparecimento, o presidente do comitê Om Namo Buddha Tapaswi Sewa Samiti (ONBTSS), Bed Bahadur Lama Lama, informou a repórteres que ele e seus seguidores encontraram Bomjon em Bara e conversaram com ele por meia hora, e que ele teria assegurado que retornaria em seis anos.[5]

Ele foi visto novamente em agosto de 2007 pregando para multidões na selva de Hallori no Nepal, cerca de 150 quilômetros ao sul de Katmandu[6]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Alegações de seguidores de que Bomjon passaria meses ou anos meditando sem comer e sem dormir foram contestadas por repórteres, que o filmaram comendo em períodos em que ele alegava jejuar, e o viram dormindo quando seus seguidores diziam que ele estava meditando.[6]

In 2010, houve uma investigação quando Bomjon atacou um grupo de 17 aldeões. Bomjon admitiu o ataque afirmando que eles estavam intencionalmente atrapalhando e imitando a sua meditação, mas os aldeões afirmaram que estavam apenas procurando vegetais.[7][8] Bomjon afirmou ter tomado "ações mínimas" contra eles apenas com as suas mãos, após eles terem tentado maltratá-lo, e ter parado assim que eles se desculparam. As vítimas, no entanto, alegam que ele bateu em suas cabeças por três horas com um cabo de machado.[7] Bomjon se recusou a ir a julgamento, dizendo "Vocês acham que um sábio meditador vai para um tribunal receber julgamento? As minhas ações contra eles são justas pela lei divina."[7]

Em 2010, a polícia do Nepal anunciou que eles resgataram uma mulher eslovaca das mãos dos seguidores de Bomjon, mas outros relatos afirmaram que ela foi solta voluntariamente após cobertura midiática do sequestro. Ela havia sido sequestrada por seguidores de Bomjon e mantida amarrada a uma árvore durante três meses, acusada de realizar bruxaria para atrapalhar a meditação de Bomjon. Quando ela foi encontrada, ela estava com um braço quebrado.[9] [10][11] Uma semana após a libertação da eslovaca, três irmãos de Bomjon o acusaram de mantê-los em cativeiro ao longo da noite, e de agredir um de seus irmãos e sua irmã.[12] Ainda em 2012, seguidores de Bomjon agrediram cinco jornalistas e destruíram suas câmeras após eles terem gravado um de seus sermões.[9][10]

Em setembro de 2018, Bomjan foi acusado de ter estuprado uma freira de 18 anos repetidas vezes ao longo de quase dois anos. Apoiadores de Bomjon acusam a freira de envolvimento em um furto, e afirmam que ela foi expulsa do monastério.[9]

No início de 2019 foi iniciada uma investigação após denúncias de que de familiares de quatro seguidores estavam desaparecidos dos ashrams de Bonjom.[13]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Nepalese Buddha Boy 'reappears'». BBC. Consultado em 27 de maio de 2020 
  2. Bell, Thomas (21 de novembro de 2005). «Pilgrims flock to see 'Buddha boy' said to have fasted six months». The Telegraph. Bara, Nepal. Consultado em 27 de maio de 2020 
  3. «Nepal 'Buddha Boy' returns to jungle». Yahoo! News. 22 de novembro de 2008. Consultado em 11 de fevereiro de 2014. Arquivado do original em 2 de dezembro de 2008 
  4. Bhagirath Yogi (11 de março de 2006). «Nepal's 'Buddha' boy goes missing». BBC 
  5. «'Menino buda' reaparece, dizem devotos». BBC. 20 de março de 2006. Cópia arquivada em 12 de abril de 2006 
  6. a b Buncombe, Andrew (11 de novembro de 2008). «'Buddha Boy' reappears after year in jungle». The Independent. Cópia arquivada em 25 de dezembro de 2008 
  7. a b c Bandari, Rai; Diwakar, Arun (26 de julho de 2010). «Police quizzes Buddha Boy over thrashing locals». The Himalayan Times. Arquivado do original em 1 de agosto de 2010 
  8. Lang, Olivia (27 de julho de 2010). «Nepal's 'Buddha boy' investigated for attacking group». BBC. Consultado em 27 de maio de 2020 
  9. a b c Brennan, David (7 de janeiro de 2019). «"Buddha Boy" spiritual leader investigated over missing followers, sexual abuse allegations». Newsweek 
  10. a b «Nepal's Boy Buddha frees Slovak hostage». Hindustan Times. 27 de março de 2012 
  11. «Nepal police rescue Slovak woman from followers of Buddha boy». Public Radio International 
  12. BHANDARI, DIWAKAR. «Buddha Boy turns violent‚ thrashes siblings Holds three of his brothers hostage overnight». Himalayan Times. Consultado em 27 de maio de 2020 
  13. Emburry-Dennis, Tom. «Ashram of 'Buddha boy' worshiped as reincarnation of Buddha raided by police after devotees 'disappear'». Independent