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Andrea Palladio

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Andrea Palladio
Retrato de Andrea Palladio, 1576
Nome completoAndrea di Pietro della Gondola
Nascimento
Morte
19 de agosto de 1580 (71 anos)

Maser, República de Veneza
NacionalidadeItália Italiano
MovimentoRenascimento
Obras notáveisI Quattro Libri dell'Architettura (obra teórica)
La Rotonda
São Jorge Maior
Igreja do Redentor
Basílica Palladiana
Villa Barbaro

Andrea di Pietro della Gondola, vulgo Palladio (Pádua, 30 de novembro de 1508Vicenza, 19 de agosto de 1580) foi um arquiteto renascentista italiano] ativo na República de Veneza. Palladio, influenciado pela arquitetura romana e grega, principalmente por Vitruvio, é amplamente considerado um dos indivíduos mais influentes da história da arquitetura. Embora tenha projetado igrejas e palácios, era mais conhecido por casas de campo e vilas. Seus ensinamentos, resumidos no tratado de arquitetura Os Quatro Livros da Arquitetura, lhe renderam amplo reconhecimento.[1]

A cidade de Vicenza, com seus 23 edifícios projetados por Palladio, e suas 24 vilas no Vêneto estão listadas pela UNESCO como parte de um Patrimônio Mundial chamado Cidade de Vicenza e das Vilas Palladianas do Vêneto.  As igrejas de Palladio estão localizadas dentro do Patrimônio Mundial da UNESCO "Veneza e sua Lagoa".

Andrea nasceu em Pádua, então parte da República de Veneza, na Itália. Sobre sua vida pessoal pouco é conhecido. Iniciou sua carreira como cortador de pedra, tendo estudado no atelier do escultor Bartolomeo Cavazza da Sossano. Em 1524 mudou-se para Vicenza, sendo admitido na oficina Pedemuro de cantaria e construção. Quando estava com cerca de trinta anos e já trabalhava como construtor seu talento chamou a atenção do conde Gian Giorgio Trissino, um afamado humanista, que se tornou seu mentor e deu-lhe o apelido de Palladio, a partir de um personagem de seu poema épico A Itália liberta dos Godos, e providenciou para que ele recebesse uma educação humanista esmerada com uma ênfase na arquitetura. A partir de então Palladio entrou em contato com o pensamento de arquitetos canônicos como Vitrúvio e Alberti, e de tratadistas contemporâneos como Sebastiano Serlio, e viajou várias vezes para Roma a fim de realizar desenhos e medições exatas das ruínas antigas, desvendando seu sistema de proporções. Seus estudos resultaram nos livros L'Antichità di Roma, publicado em 1554, na verdade mais um guia turístico como muitos que circulavam na época, descrevendo os monumentos antigos mais importantes, mas já abordando os temas principais de seu interesse, e Descrizione delle chiese in la Cità di Roma, do mesmo ano, cujo caráter era acima de tudo o de um roteiro piedoso pelas igrejas da cidade, mas tratando também da técnica de construção. Com esses livros em seu crédito, Palladio ergueu-se na cena como uma autoridade. Sua consagração definitiva veio logo em seguida, quando em 1556 o celebrado humanista Daniele Barbaro, que havia se tornado seu novo patrono depois da morte de Trissino, publicou uma edição da obra de Vitrúvio que superou todas as que então existiam, traduzida para o vernáculo e acrescida de extensos comentários eruditos, ilustrado com reconstruções de prédios desaparecidos da Antiguidade feitas pelo próprio Palladio, e elogiando seu protegido por sua vivacidade mental e sua habilidade de entender os mais belos e sutis princípios da antiga arquitetura. Tornou-se então uma figura notória, obtendo o favor de importantes aristocratas e tornando-se amigo de intelectuais, chegando a se tornar membro da prestigiosa e exclusivista Academia de Florença. Em 1570, com uma carreira já consolidada e grande prestígio, publicou uma obra que se tornaria fundamental na história da arquitetura moderna, I Quattro Libri dell'Architettura, em quatro volumes e fartamente ilustrado, onde discutia seu próprio trabalho bem como o resultado de suas pesquisas sobre a arquitetura clássica. Abordava as ordens arquitetônicas, a edificação doméstica e pública, o urbanismo e a construção sacra, e considerava o modelo antigo indispensável para a formação de uma verdadeira civilização, mas não obstava a criação original a partir dele. Disse que '"não é vedado ao arquiteto afastar-se algumas vezes do uso comum, pois tais variações são graciosas, e se baseiam na natureza". As ruínas antigas então visíveis eram principalmente prédios públicos, pouco se sabia da habitação romana, e com isso ele ofereceu seus próprios projetos como exemplos idealizados, estabelecendo com eles o mais coerente sistema de proporções edilícias do Renascimento. Além de apresentar suas ideias de uma forma inovadoramente sucinta e objetiva, o livro introduziu um novo sistema de ilustração arquitetônica com vistas múltiplas e detalhes em separado a fim de fornecer a maior quantidade possível de informações exatas. I Quattro Libri dell’Architettura desde então se tornou canônico, sendo, com a exceção da obra vitruviana, o mais influente tratado de arquitetura de todos os tempos.[2][3][4][5]

Obra arquitetônica

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Villa Capra, dita La Rotonda, a mais famosa construção de Palladio

Sua produção está toda na região do Vêneto, com um bom número de prédios na cidade de Vicenza e alguns em Veneza, e muitos outros espalhados pelo interior. A República de Veneza, que dominava a região como uma potência naval, em meados do século XVI estava tendo de enfrentar a competição de rotas comerciais oceânicas que começavam a minimizar a importância da navegação mediterrânea. Entrando o comércio marítimo em declínio, a elite veneziana passou a se interessar pela aquisição de propriedades em terra firme, estabelecendo fazendas e ali erguendo villas para poder administrar seus investimentos rurais mais diretamente e com mais eficiência, ao mesmo tempo desejando tornar a sede rural uma mansão confortável e sofisticada, que fosse capaz de receber as nobres famílias dignamente para temporadas de descanso e prazer.[6][2] O caso de Vicenza, onde está a maior concentração de suas obras, foi um pouco diferente. Seu patriciado era ideologicamente muito mais coeso do que o veneziano, tendo fechado as portas para a absorção de novos-ricos em suas fileiras, o que a tornou um baluarte de um humanismo aristocrático e conservador. Mas era uma cidade provinciana, sem qualquer expressão significativa na política da República. A solução que sua aristocracia encontrou para afirmar seu status foi a construção de palacetes urbanos imponentes, e sua ambição excessiva se revela na quantidade de projetos que nunca foram levados a cabo. De qualquer forma, a forte inclinação de Palladio para a arquitetura da Roma Antiga o tornou uma figura de eleição para que a elite pudesse contestar simbolicamente a supremacia veneziana, que alimentava uma estética edilícia bem mais eclética. Mas do mesmo modo que os venezianos, os vicentinos também ergueram diversas mansões rurais, com os mesmos objetivos de administração prática e recreio.[7] Palladio projetou igrejas, palácios e palacetes urbanos e outros edifícios, mas foram suas villas rurais que lhe granjearam a maior estima de seus contemporâneos e dos pósteros, a ponto de um grande conjunto delas, com 47 exemplares, ser hoje Patrimônio Mundial conforme declaração da UNESCO.[8]

A villa palladiana

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Segundo Tavernor a arquitetura de Palladio é uma síntese entre os altos vôos do idealismo social de seu tempo com uma preocupação de atender às necessidades práticas de habitabilidade como a base de um bom projeto, aliando funcionalidade, conforto e estabilidade com a beleza e um simbolismo significativo. Nisso ele era um claro continuador de Vitrúvio, que recomendava ao arquiteto obter de um edifício firmitas, utilitas e venustas (solidez, utilidade e beleza)[4][9] Tendo como base a espessura das paredes ele determinava todas as dimensões da casa usando proporções derivadas de consonâncias musicais, e dispunha os aposentos de acordo com coordenadas modulares. As mesmas preocupações de integração total entre espaços, funções e estética norteavam suas ideias urbanísticas, e dizia que "a cidade não seja mais do que uma grande casa, e que a casa seja uma pequena cidade".[2][10] Palladio organizava a planta de modo a associar organicamente ao corpo principal da casa outras dependências para armazenagem de equipamentos e da produção agrícola, formulando um modelo geral que se tornou sua marca registrada, onde, usando um número de elementos formais relativamente limitado, conseguia criar soluções elegantes e de enorme variedade, e empregando materiais econômicos.[2] A villa palladiana é inovadora porque, segundo Pevsner,

Projeto original da Villa Capra, inspirada no modelo do templo centralizado

Ele também foi o primeiro a usar consistentemente o frontão do templo grego como a cobertura de um pórtico, característica que de todas foi a mais imitada.[11] A estrutura dos prédios era simétrica, com um corpo principal centralizado, flanqueado por alas de aposentos secundários ou arcadas que ampliavam a vista frontal, a mais importante. O prédio central tinha geralmente três pavimentos — um térreo com aposentos para os criados, cozinha e depósitos, um segundo piso, o piano nobile, onde estavam as salas mais importantes e os dormitórios dos proprietários, e um terceiro piso com outros dormitórios e saletas auxiliares. As alas e arcadas laterais usualmente tinham apenas um pavimento. O piano nobile era o fulcro da composição, onde a família passava a maior parte do tempo e recebia seus convidados, e era por isso onde o pé-direito era mais alto, a fim de emprestar imponência aos ambientes, e onde o luxo do mobiliário e das pinturas murais se concentrava. O piano nobile era acessado diretamente do exterior, sem ter-se de passar pelas áreas menos nobres da mansão no térreo, e muitas vezes o acesso tinha dimensões monumentais em grandes pórticos e escadarias. O arquiteto ainda usou amiúde um modelo característico de janela em arco dividida por colunetas, que em certos casos é usada como porta ou pórtico e adquire um papel proeminente na articulação da fachada, e que veio a ser conhecida como janela palladiana. Dependendo da topografia do entorno, se oferecesse vistas agradáveis em todas as direções, a villa podia se desdobrar nas quatro fachadas de forma igualmente suntuosa e imponente, com galerias, arcadas e escadarias. O caso paradigmático dessa circunstância é a célebre Villa Capra, chamada La Rotonda, com quatro fachadas idênticas, mas exatamente por essa simetria ela está entre as menos funcionais de todas as que criou. Mas foi de todas a mais copiada por seus êmulos, por ser um exemplo perfeito de harmonia formal, combinando de forma muito feliz duas formas simples — o cubo e a esfera — que Palladio considerava, respectivamente, a mais regular e a mais bela, e que tinham associações místicas.[7][12] A seu respeito Palladio disse:

Planejada sobre a forma da cruz grega, a Villa Capra é coroada por uma cúpula, e é um exemplo primoroso de uma arquitetura regida pela ordem, fazendo eficiente contraste com os jardins e os campos do entorno, que complementam a racionalidade do edifício com o encanto pastoral da natureza, uma integração que era conscientemente buscada tanto pelo arquiteto como pelos seus patronos.[7] Fica nesse exemplo também clara a obsessão do autor com as proporções harmônicas geradas por uma geometria dinâmica, que estabelece as dimensões de todas as partes a partir de um módulo primário dividido ou multiplicado de várias maneiras, mas sempre mantendo uma coerência matemática entre si.[9] Ele expressou isso claramente ao dizer que "a beleza resultará de uma forma bela, e da correspondência do todo para com as partes, e das partes entre si, e destas para com o todo".[5] Pesquisadores recentes conseguiram provar que as proporções harmônicas usadas por Palladio se baseiam em conceitos formulados pelos humanistas do Renascimento a partir da matemática pitagórica e das filosofias platônica e neoplatônica, e em teorias de harmonia musical desenvolvidas pelos compositores vênetos de sua época. O objetivo final dessas teorias era espelhar na criação humana a ordem cósmica estabelecida pela divindade e manifesta na natureza, ordem que era possível alcançar e compreender através das relações numéricas, onde de todas a mais importante era a seção áurea. Essas relações foram aproveitadas na música e na arquitetura, bem como em outras artes, desde a Antiguidade, e suas conotações éticas estavam na identificação do que é belo com o que é bom e virtuoso, um conceito que fora sintetizado pelos gregos na kalokagathia.[9]

Apesar de célebre, o caso da Villa Capra é atípico. Normalmente as villas tinham uma fachada principal, e as outras eram subsidiárias, com tratamentos bem diferenciados, e em diversas ocasiões prescindiu das dependências anexas, o que sugere que o arquiteto estava mais interessado em explorar várias possibilidades estruturais e plásticas sem se fixar numa fórmula cristalizada. Os testemunhos confirmam essa asserção, e as variações são muitas, mesmo porque as necessidades dos contratantes eram diferentes. A concepção do todo como um conjunto destinado a obter um efeito cenográfico com a integração da paisagem, porém, é onipresente em seu trabalho. Para Constant o impacto das suas villas só pode ser realmente apreciado a partir da experiência vivencial direta, e diz que parte das incompreensões que rodearam suas ideias anos mais tarde derivam da divulgação dos projetos em ilustrações impressas, sem que o público jamais tivesse visto as obras concluídas in situ,[12] opinião que fora defendida antes por Goethe.[13]


Cronologia das Obras

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Fontes:[14] Nota: A primeira data indicada é o início do projeto, não sua conclusão.

Veja também: Vilas Palladianas do Vêneto

  • 1534 (construída entre 1534–1538): Villa Trissino a Cricoli, Vicenza (já tradicionalmente atribuída, mas provavelmente projetada por Gian Giorgio Trissino)
  • 1537 (construída entre 1539–1557): Villa Godi, para Girolamo, Pietro e Marcantonio Godi, Lonedo di Lugo di Vicenza
  • c. 1539 (construída entre 1539–1587): Villa Piovene, Lonedo di Lugo di Vicenza, Província de Vicenza (atribuição incerta)
  • Antes de 1542 (construída entre 1542 e c. 1550): Villa Gazzotti, para Taddeo Gazzotti, Bertesina, Vicenza
  • 1542 (construída entre 1542 e 1560): Villa Valmarana, para Giuseppe e Antonio Valmarana, Vigardolo di Monticello Conte Otto, Província de Vicenza
  • 1542 (construída entre 1542–1545): Villa Pisani, para Vettore, Marco e Daniele Pisani, Bagnolo di Lonigo, Província de Vicenza
  • 1542 ? (construída antes de 1545–1550): Villa Thiene, para Marcantonio e Adriano Thiene, Quinto Vicentino, Província de Vicenza (provavelmente uma reelaboração de um projeto de Giulio Romano)
  • c. 1546: Villa Contarini degli Scrigni, para Paolo Contarini e irmãos, Piazzola sul Brenta, Província de Pádua (atribuída)
  • 1547 (construída em 1547, 1565): Villa Arnaldi, para Vincenzo Arnaldi, Meledo di Sarego, Província de Vicenza (inacabada)
  • c. 1548 (construída entre 1548 e antes de 1555): Villa Saraceno, para Biagio Saraceno, Finale di Agugliaro, Província de Vicenza
  • 1548 (construída entre 1554–1556): Villa Angarano, para Giacomo Angarano, Bassano del Grappa, Província de Vicenza (corpo principal da vila posteriormente reconstruída por Baldassarre Longhena; as barchesse fazem parte do original)
  • 1549 (construída entre 1549–1563): Villa Pojana, para Bonifacio Pojana, Pojana Maggiore, Província de Vicenza
  • Após 1550 (construída c. 1555–1584): Villa Chiericati, para Giovanni Chiericati, Vancimuglio di Grumolo delle Abbadesse, Província de Vicenza (concluída em 1584 por Domenico Groppino após a morte de Palladio)
  • 1552 (construída em 1552; 1569; 1588): Villa Cornaro, para Giorgio Cornaro, Piombino Dese, Província de Pádua
  • c. 1552 (construída entre 1552–1555): Villa Pisani, para Francesco Pisani, Montagnana, Província de Pádua
  • c. 1553: Villa Ragona Cecchetto, por Girolamo Ragona, Ghizzole di Montegaldella, Província de Pádua (projeto não construído)
  • c. 1553 (construída entre 1553–1554; 1575): Villa Trissino, Meledo di Sarego, Província de Vicenza (apenas parcialmente realizada)
  • 1554 (construída entre 1554–1558): Villa Porto, para Paolo Porto, Vivaro di Dueville, Província de Vicenza (atribuída)
  • c. 1554 (construída entre 1554–1558): Villa Barbaro, para Daniele e Marcantonio Barbaro, Maser, Província de Treviso
  • 1554 ? (construída entre 1560 e 1565): Villa Foscari chamada "La Malcontenta", em homenagem a Nicolò e Alvise Foscari, Malcontenta di Mira, Província de Veneza
  • 1554 ? (construída: 1555 ?): Villa Zeno, para Marco Zeno, Donegal di Cessalto, Província de Treviso
  • 1554 ? (construída entre 1560–1564): Villa Mocenigo "sopra la Brenta", Dolo, Província de Veneza) (demolida)
  • 1554 – c. 1555 (construída antes de 1556): Villa Badoer chamada "La Badoera", em homenagem a Francesco Badoer, Fratta Polesine, Província de Rovigo
  • antes de 1556 (construída entre 1559–1565): Villa Emo, para Leonardo Emo, Fanzolo di Vedelago, Província de Treviso
  • 1556 (construída entre 1563–1567): Villa Thiene, para Francesco Thiene e seus filhos, Cicogna di Villafranca Padovana, Província de Pádua (inacabada; resta apenas uma barchessa)
  • 1560 ? (construída após 1563–antes de 1565; depois de 1570 ?): Villa Repeta, para Mario Repeta, Piazza Vecchia, Campiglia dei Berici, Província de Vicenza (destruída por um incêndio, depois reconstruída em outra forma em 1672)
  • c. 1561 (construída antes de 1569): Grande barquesa da villa Pisani, Bagnolo di Lonigo, Província de Vicenza (atribuída; destruída)
  • 1562 (construída entre 1564–1566): Villa Sarego chamada "La Miga", em homenagem a Annibale Serego, Miega di Cologna Veneta, Província de Verona (inacabada, demolida na década de 1920)
  • c 1563 (construída entre 1564–1566): Villa Valmarana, para Gianfrancesco Valmarana, Lisiera di Bolzano Vicentino, Província de Vicenza
  • Após 1564 (construída entre 1565–1570): Villa Forni Cerato, para Girolamo Forni, Montecchio Precalcino, Província de Vicenza
  • 1565 (construída entre 1565 e c. 1585): Villa Serego, para Marcantonio Serègo, Santa Sofia di Pedemonte di San Pietro in Cariano, Província de Verona
  • 1566 – 1567 (construída entre 1567 e 1605): Villa Almerico Capra chamada "La Rotonda", em homenagem a Paolo Almerico, Vicenza (concluída em 1585 por Vincenzo Scamozzi após a morte de Palladio)
  • 1570 (construída entre 1572–1580): Villa Porto, para Iseppo da Porto, Molina di Malo, Província de Vicenza (inacabada)

Palácios

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  • 1540 (construído entre 1540–1542): Palazzo Civena, para Giovanni Giacomo, Pier Antonio, Vincenzo e Francesco Civena, Vicenza (reconstruído em 1750 e após a Segunda Guerra Mundial)
  • 1542 (construído entre 1542–1558): Palazzo Thiene, para Marcantonio e Adriano Thiene, Vicenza (provavelmente por projeto de Giulio Romano)
  • 1545: Palazzo Garzadori em contra' Piancoli, para Girolamo Garzadori, Vicenza (não construído, atribuição incerta)
  • 1546–1549 (construída entre 1549 e 1614): Loggias do Palazzo della Ragione (então chamada Basílica Palladiana), Vicenza (concluída em 1614 após a morte de Palladio)
  • c. 1546 (construído: 1546–1552): Palazzo Porto, para Iseppo da Porto, Vicenza
  • 1548 (construído entre 1548–1552): Palazzo Volpe em contra' Gazzolle, para Antonio Volpe, Vicenza (atribuição incerta)
  • 1550 (construído entre 1551–1557; c. 1680): Palazzo Chiericati, para Girolamo Chiericati, Vicenza (concluído por volta de 1680 após a morte de Palladio)
  • c. 1555–c. 1566: Palazzo Pojana, para Vincenzo Pojana, Vicenza (atribuído)
  • c. 1555: Palazzo Dalla Torre, para Giambattista Dalla Torre, Verona (apenas parcialmente realizado; parcialmente destruído por um bombardeio em 1945)
  • 1555 ?: Palazzo Poiana em contra' San Tomaso, para Bonifacio Pojana, Vicenza (inacabado)
  • 1555–1556 ?: Palazzo Garzadori, para Giambattista Garzadori, Polegge, Vicenza (projeto não construído)
  • c. 1556 (construído entre 1556–1595): Palazzo Antonini, para Floriano Antonini, Udine (alterado por arranjos posteriores)
  • Após 1556: Loggia Valmarana nos Giardini Salvi, para Gian Luigi Valmarana, Vicenza (atribuição incerta)
  • 1557–1558: Palazzo Trissino em contra' Riale, para Francesco e Ludovico Trissino, Vicenza (projeto não construído)
  • 1559 (construída entre 1559–1562): Casa Cogollo, para Pietro Cogollo, tradicionalmente conhecida como Casa del Palladio ("casa do Palladio"), Vicenza (atribuída)
  • 1560 (construído entre 1560–1565; 1574–1575): Palazzo Schio, para Bernardo Schio, Vicenza (fachada)
  • Após 1561: Palazzo Della Torre ai Portoni della Bra', para Giambattista Della Torre, Verona (projeto não construído)
  • 1564 (construído entre 1565–1586): Palazzo Pretorio, para o conselho municipal, Cividale del Friuli, Província de Udine (projeto, atribuído)
  • 1564 ?: Palazzo Angaran, para Giacomo Angaran, Vicenza (projeto não construído)
  • Após 1564: Palazzo Capra al Corso, para Giulio Capra, Vicenza (projeto não construído)
  • 1565 (construído entre 1571–1572): Palazzo del Capitaniato (ou Loggia del Capitanio), para o conselho municipal, Vicenza
  • 1565 (construído entre 1566–1580): Palazzo Valmarana, para Isabella Nogarola Valmarana, Vicenza
  • 1569 (construído entre 1570–1575): Palazzo Barbaran da Porto, para Montano Barbarano, Vicenza
  • 1571 ? (construído entre 1572–1585): Palazzo Porto na Piazza Castello, para Alessandro Porto, Vicenza (inacabado; parcialmente concluído em 1615 por Vincenzo Scamozzi)
  • 1572 ? (construído antes de 1586–1610): Palazzo Thiene Bonin Longare, para Francesco Thiene, Vicenza (projeto; construído da Vincenzo Scamozzi)
  • 1574: Salas do Palazzo Ducale, Veneza

Arquitetura em igrejas

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  • 1531: Portal para a igreja de Santa Maria dei Servi, Vicenza (atribuído; com Girolamo Pittoni e Giacomo da Porlezza)
  • 1537: Monumento a Girolamo Schio, Bispo de Vaison, na Catedral de Vicenza (com Girolamo Pittoni, atribuído)
  • 1558 (construída entre 1558–1559; 1564–1566): Cúpula da Catedral, Vicenza (destruída em um bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, depois reconstruída)
  • 1559: Fachada da Basílica de San Pietro di Castello, Veneza (concluída após a morte de Palladio)
  • 1560 (construído entre 1560–1563): Refeitório do mosteiro de San Giorgio Maggiore, Veneza
  • 1560 (construído entre 1561–1562): Convento della Carità, Veneza (apenas o claustro e o átrio destruídos em 1630 por um incêndio)
  • 1560: Monumento a Giano Fregoso na igreja de Santa Anastásia dos Dominicanos, para Ercole Fregoso, Verona (atribuição incerta; com Cattaneo dinamarquês;)
  • Após 1563: Monumento funerário a Luigi Visconti no claustro do Capítulo na Basílica de Santo Antônio, Pádua (atribuído)
  • 1564 (construído entre 1564–1565): Portal norte e Capela Almerico na Catedral de Vicenza, para Paolo Almerico, Vicenza
  • 1564: Fachada da igreja de San Francesco della Vigna, para Giovanni Grimani, Veneza
  • 1565 (construída entre 1565–1576): Igreja de San Giorgio Maggiore, para a Congregação de Santa Giustina, Veneza (concluída entre 1607 e 1611, após a morte de Palladio, com fachada diferente, por Vincenzo Scamozzi)
  • 1574: Fachada da Basílica de San Petronio, Bolonha (estudos)
  • 1574 ou 1579 ?: Igreja de Le Zitelle, Veneza (atribuição incerta)
  • c. 1576 (construída entre 1576–1580): Capela Valmarana na Igreja de Santa Corona, para Isabella Nogarola Valmarana, Vicenza
  • 1576 (construída entre 1577–1586): Igreja de Il Redentore, Veneza
  • 1578 (construída entre 1588–1590): Igreja de Santa Maria Nova, Vicenza (projeto atribuído, concluído após a morte de Palladio)
  • 1580: Igreja de Santa Lucia, Veneza (desenhos para o interior; demolida)
  • 1580 (construída entre 1580–1584): Igreja da Villa Barbaro (Tempietto Barbaro), para Marcantonio Barbaro, Maser, Província de Treviso
  • 1536: Portal da Domus Comestabilis, Vicenza (atribuído)
  • 1550 (construída entre 1550–1552): Ponte sobre Cismon, Cismon del Grappa, Província de Vicenza (destruída)
  • 1556: Arco Bollani (um arco sobre a estrada que leva ao Castelo de Udine), para Domenico Bollani, Udine (atribuído)
  • 1561: Teatro de madeira na Basílica para a peça L'Amor Costante, de Alessandro Piccolomini, para a Accademia Olimpica, Vicenza
  • 1562: Teatro de madeira na Basílica para a peça Sofonisba, de Giangiorgio Trissino, para a Accademia Olimpica, Vicenza
  • 1566: Ponte de Rialto (Ponte di Rialto), Veneza (projeto não construído)
  • 1567; 1569: Ponte Vecchio, Bassano del Grappa, Província de Vicenza (reconstruída em 1748 e após a Segunda Guerra Mundial)
  • 1569 ou 1580? (construída entre 1580 e 1588): Ponte sobre a Tesina, Torri di Quartesolo, Província de Vicenza (atribuída)
  • 1576 (construído em 1595): Arco delle Scalette, para Giacomo Bragadino, Vicenza (atribuído, construído após a morte de Palladio)
  • 1578: Joia de Vicenza, para a cidade como ex-voto, Vicenza (atribuição incerta)
  • 1579: Porta Gemona, para o conselho municipal, San Daniele del Friuli, Província de Udine
  • 1580 (construído entre 1580–1584): Teatro Olimpico, para a Accademia Olimpica, Vicenza (concluído após a morte de Palladio por Vincenzo Scamozzi)

Ver também

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Referências

  1. «CPSA Andrea Palladio». www.palladiancenter.org. Consultado em 30 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 17 de novembro de 2018 
  2. a b c d Moffett, Marian; Fazio, Michael W. & Wodehouse, Lawrence. A world history of architecture. Laurence King Publishing, 2003
  3. Cooper, Tracy Elizabeth. Palladio's Venice : architecture and society in a Renaissance Republic. Yale University Press, 2005. pp. 10-21
  4. a b Tavernor, Robert. "Brevity without Obscurity": Text and image in the architectural treatises of Daniele Barbaro and Andrea Palladio. In Palmer, Rodney & Frangenberg, Thomas (eds). The Rise of the Image: essays on the history of the illustrated art book. Reinterpreting classicism series. Ashgate Publishing, Ltd., 2003. pp. 105-134
  5. a b Capello, Nora. Palladio e Roma. In Machado, Nara & Mizoguchi, Ivan (orgs). Palladio e o Neoclassicismo. EdiPUCRS, 2006. pp. 208-210
  6. Cerver, Francisco Asensio & Bonet, Llorenç. Andrea Palladio. Archipocket classics. Ilustrado por Pino Guidolotti. A. Asppan S.L., 2002. pp. 6-11
  7. a b c d e Cosgrove, Denis E. Social formation and symbolic landscape. Originally Croom Helm historical geography series, 1984. University of Wisconsin Press, 1998. pp. 131-141
  8. City of Vicenza and the Palladian Villas of the Veneto. UNESCO World Heritage Centre, Updated 11 Oct 2009
  9. a b c Zubaran, Luiz. A beleza e a geometria áurea em Palladio. In Bregatto, Paulo Ricardo. Documentos de arquitetura: traços & pontos de vista. ULBRA, 2005. pp. 90-105
  10. Cerver, Francisco Asensio & Bonet, Llorenç. Andrea Palladio. Archipocket classics. Ilustrado por Pino Guidolotti. A. Asppan S.L., 2002. pp. 6-11
  11. Andrea Palladio. Encyclopædia Britannica Online. 14 Oct. 2009
  12. a b Constant, Caroline. The Palladio guide. Princeton Architectural Press, 1993. pp. 1-18
  13. Lillyman, William J. The Question of the Autonomy of Art: Origins of Goethe's classicism and french 18yh century neoclassical architectural theory. In Saine, Thomas P. (ed). Goethe yearbook: publications of the Goethe Society of North America. Volume 7 de Goethe Yearbook. Goethe Series p. 97-112
  14. «Catalogo opere :: Mediateca Palladio». mediateca.cisapalladio.org. Consultado em 30 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 30 de outubro de 2013 

Ligações externas

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