Pampulha

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Pampulha
—  Bairro do Brasil  —
Vista parcial da Lagoa da Pampulha com o Mineirinho e o Mineirão ao fundo
Vista parcial da Lagoa da Pampulha com o Mineirinho e o Mineirão ao fundo
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Criado em 1943 (73 anos)
Área
 - Total 47,13
População
 - Total 145,262
    • Densidade 3.082,2 hab./km²
 - IDH 0,870
 - Índice de Gini 0,56
 - Expectativa de vida ao nascer (anos) 73,70
Domicílios 40.619
Rendimento médio mensal 680,15
Energia elétrica (%) 99,93
Água encanada (%) 98,92
Coleta de lixo (%) 98,74
Fonte: PNUD/2000[1]

Pampulha é uma região administrativa (regional) de Belo Horizonte, localizada sob as coordenadas 19° 51' 44" S 43° 58' 14" O, sendo a lagoa artificial de mesmo nome uma das principais atrações turísticas dessa cidade. Nela localizam-se os estádios Governador Magalhães Pinto (Mineirão) e Jornalista Felipe Drummond (Mineirinho) e diversos clubes. Anualmente é disputada a Volta Internacional da Pampulha, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, que contorna a lagoa. Também na virada do ano acontece o maior show de fogos do Estado, reunindo cerca de 300 mil pessoas no entorno.

A região também é sede do campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Zoológico Municipal e do Aeroporto da Pampulha, o aeroporto mais afluente de Belo Horizonte e que, recentemente, tem-se tornado causa de preocupação, dado sua proximidade da região urbana da capital e com isso foram transferidos vários de seus vôos para o Aeroporto Internacional de Confins. Também há um centro gastronômico, com vários restaurantes de comidas típicas e regionais.

Conjunto Arquitetônico[editar | editar código-fonte]

A lagoa artificial foi construída na década de 1940, quando o prefeito era Juscelino Kubitschek. Para compor o seu entorno Oscar Niemeyer projetou um conjunto arquitetônico que se tornou referência e influenciou toda a Arquitetura Moderna Brasileira. Fazem parte do conjunto a igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. Os jardins de Burle Marx, a pintura de Portinari e as esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa completam e valorizam o projeto concebido para a lagoa. A orla da Pampulha concentra várias opções de lazer, como o ginásio do Mineirinho, o Jardim Zoológico, o Centro de Preparação Equestre da Lagoa e pistas para ciclismo e caminhada. É lá também que está o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como "Mineirão".

Em 2013, a prefeitura de BH expressou interesse em candidatar o Conjunto Arquitetônico da Pampulha a patrimônio da UNESCO.[2] Uma representante da UNESCO visitou a região em 2015, ano em que a Pampulha era única candidata.[3] Para garantir melhores condições do patrimônio, o MAP receberá uma grande reforma durando dois anos a partir de julho de 2016, e duas praças da região terão seus projetos de paisagismo recuperados.[4]

Igreja de São Francisco de Assis[editar | editar código-fonte]

A Igreja de São Francisco de Assis, com suas linhas arredondadas, denunciam a ousadia de Oscar Niemeyer e são um marco da arquitetura moderna brasileira. As curvas são um contraponto ao ângulo reto. No interior existem 14 painéis que retratam a Via Sacra, considerados a obra-prima de Portinari. Na parte externa destacam-se os jardins elaborados por Burle Marx e mosaicos nas fachadas laterais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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Imagem: Conjunto Arquitetônico da Pampulha A região Pampulha inclui o sítio Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg