Pandemia de COVID-19 na Alemanha

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Pandemia de COVID-19 na Alemanha
Casos confirmados por mais de 10 mil habitantes
Mapa dos estados alemães com casos confirmados (em 21 de Março)
  Confirmado 1–9
  Confirmado 10–99
  Confirmado 100–499
  Confirmado 500–999
  Confirmado 1.000–9.999
Doença COVID-19
Vírus SARS-CoV-2
Origem Wuhan, China
Local Alemanha
Primeiro caso Baviera
Início 27 de Janeiro de 2020
(2 meses e 7 dias)
Estatísticas globais
Casos confirmados 84 769
Mortes 1 109
Casos que recuperaram 21 400

A pandemia de COVID-19 na Alemanha teve seu início em 27 de janeiro de 2020 no estado da Baviera. A maioria dos casos registrados no final de janeiro e início de fevereiro, foram transmitidos a partir da sede de uma fábrica de autopeças e, aparentemente de lá, com base nas análises filogenéticas do DNA, para o norte da Itália, onde a empresa também possui escritórios[1][2][3][4]. Posteriormente, novos casos foram registrados por pessoas vindas da Itália, China e Irã.

O plano nacional de pandemia foi elaborado e é gerenciado pelo Instituto Robert Koch[5]. Desde 13 de março, a pandemia é administrada sob estágio de proteção, com os estados alemães determinando o fechamento de jardins de infância e escolas, adiando semestres acadêmicos, proibindo visita a asilos, para proteger idosos, e cancelando eventos esportivos e culturais.[6][7][8]

Após os dias 25 e 26 de fevereiro, auge do surto na Itália, vários casos relacionados ao país vizinho começaram a ser detectados no estado Baden-Württemberg. Consequentemente os estados de Renânia do Norte-Vestfália, Renânia-Palatinado, Hamburgo e Bremen, registraram casos de pessoas infectadas pelo vírus. A primeira morte causada pelo COVID-19 no país foi registrado em Heinsberg e Essen, cidades da Renânia do Norte-Vestfália, região mais afetada.[9]

Atualmente, o país conta com 84 mil pessoas infectadas pelo vírus, pelo menos 1 100 mortes e mais de 21 mil curados (estimativa).[10][11]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Janeiro[editar | editar código-fonte]

Em 27 de janeiro de 2020, o Ministério da Saúde do estado da Baviera, anunciou que em Starnberg, um funcionário de 33 anos da Fábrica da Webasto, fornecedora de autopeças, testou positivo para SARS-CoV-2[12]. Ele contraiu o vírus através de uma colega chinesa que, em visita a Xangai, encontrou-se com seus pais, morados da cidade de Wuhan. Esse foi o primeiro caso conhecido de uma pessoa de fora da China, que contraiu a infecção por um não-parente - a primeira transmissão conhecida fora do território chinês, foi de um pai para o filho no Vietnã[13].

No dia seguinte, mais três casos foram confirmados: um homem de 27 anos, outro de 40 e uma mulher de 33. Todos funcionários da Webasto. Eles foram monitorados e direcionados para quarentena no Hospital de Munique em Schwabing[14].

Em 29 de janeiro, a empresa Webasto decidiu suspender suas atividades, a princípio, por duas semanas para conter a disseminação do surto de COVID-19, já que mais funcionários poderiam ser hospedeiros do vírus, mesmo sem apresentar sintomas[15]. No dia seguinte, mais um homem de Siegsdorf, que trabalhava na mesma empresa, apresentou teste positivo. Em seguida, a esposa e os dois filhos desse funcionário também apresentaram resultados positivos[16].

Fevereiro[editar | editar código-fonte]

A disseminação do vírus no território alemã, entre 27 de fevereiro e 18 de março.

Em 1 de fevereiro, 102 cidadãos alemães e 26 estrangeiros deixaram a cidade chinesa de Wuhan, em um voo fretado pelo governo alemão[17]. Ao chegarem, todos foram isolados em uma quarentena em Renânia-Palatinado, por quatorze dias. Dois dos repatriados da China, testaram positivo para o vírus e foram transferidos do local de quarentena para uma unidade de isolamento do Hospital Universitário de Frankfurt[18].

Ainda no dia primeiro, um outro funcionário da Webasto de 33 anos de idade, morador de Munique, testou positivo[19] . Nos dias 3 e 7 de fevereiro, outro funcionário[20] e a esposa de um outro funcionário que, previamente havia sido diagnosticado, foram confirmados com o vírus[21]. A mesma situação ocorreu em 11 de fevereiro, com um funcionário de 49 anos, e membros da família de um outro que havia sido previamente diagnosticado[22].

Em 12 de fevereiro, 14 dos 16 casos do vírus registrados no país, eram da fábrica da Webasto. A empresa reabriu as portas após realizar testes em mais de 200 funcionários e desinfectar toda a fábrica[23].

Um homem de 25 anos de idade, da cidade de Göppingen, em Baden-Württemberg, que voltou recentemente de Milão, na Itália, testou positivo para o vírus em 25 de fevereiro, e foi tratado em uma Hospital em Eichert[24]. Esse foi o primeiro caso do vírus no estado. No seguinte, as autoridades estaduais confirmaram mais três novos casos: a namorada de 24 anos do homem infectado e o seu pai, de 60 anos de idade, que é médico-chefe do Hospital Universitário de Tübingen, onde foram admitidos[25]. O terceiro caso foi registrado em Rottweil, por um homem de 32 anos que voltou de uma visita em Codogno, na Itália, com sua família em 23 de fevereiro, e testou positivo, sendo posteriormente internado e isolado em um hospital[26].

Ainda em 25 de fevereiro, um homem de 47 anos testou positivo em Erkelenz, em Renânia do Norte-Vestfália[27]. Ele havia sido tratado anteriormente no Hospital Universitário de Colônia, nos dias 13 e 19 de fevereiro, por uma condição médica pré-existente. 41 membros da equipe médica e paciências, tiveram contato direto ou indireto com ele no hospital; dessas, uma pescada equipe médica apresentou sintomas e testou positivo para SARS-CoV-2. No dia seguinte, a esposa do homem de 47, professora de uma jardim de infância, testou positivo e ambos foram isolados no Hospital Universitário de Düsseldorf[28]. Outras duas pessoas que mantiveram contato direto com os dois também testaram positivo[29].

Em 27 de fevereiro, autoridades do distrito de Heinsberg, confirmaram 14 novos casos na região: 9 no município de Gangelt, 2 em Selfkant, 1 nas cidades de Heinsberg e Düsseldorf, e um no município de Herzogenrath. Vários casos vinculados ao carnaval Gangeler, em Gangelt[30]. Em todos os casos, as pessoas foram colocadas em isolamento doméstico. Um médico de Mönchengladbach, que havia participado do mesmo evento de carnaval em Gangelt, testou positivo e também foi posto em quarentena domiciliar[31]. Na Baviera, um homem da região da Média Francónia, testou positivo. Ele havia tido contato com um italiano que, posteriormente, testou positivo[32].

Ainda em 27 de fevereiro, Hamburgo registrou o primeiro caso do vírus, envolvendo um homem da equipe pediátrica do Centro Médico Universitário de Hamburg-Eppendorf, que viajou para a região de Trentino[33][34]. Todas as pessoas que tiveram contato direto com o funcionário, foram direcionado para uma quarentena de 14 dias, no próprio hospital e em casa[35].

O estado de Baden-Württemberg confirmou mais quatro casos do vírus, elevando o número de infectados para oito[36]. Duas mulheres e um homem de Breisgau-Hochschwarzwald e Freiburg, respectivamente, testaram positivo. Eles tiveram contato, em uma reunião de negócio em Munique, com um italiano que, posteriormente, testou positivo para o teste na Itália[37]. Um companheiro de viagem do paciente de Göppingen, também resultou positivo.

No dia seguinte, 28 de fevereiro, mais cinco novos casos foram registrados no estado: um homem de Ludwigsburgo, com sintomas de gripe, que havia testado negativo para o vírus influenza, realizou o teste para o COVID-19 e o resultado foi positivo. O outro caso foi de um homem de Rhine-Neckar, que voltou de férias curtas de esqui, e entrou em emergencia no Hospital Universitário de Heidelberg. Outros dois homens, um que esteve em Milão em 21 de fevereiro, e outro que viajou para Bergamo, na Itália, também testaram positivo e foram levados ao isolamento. Em Nuremberga, um homem que esteve em Karlsruhe a negócios, foi internado no hospital local. Membros de sua família também apresentavam sintomas de gripe[37].

Além disso, novos casos foram registrados no estado de Renânia do Norte-Vestfália, onde uma mulher de Herzogenrath, que havia tido contato com alguém, que fora diagnosticado com o vírus posteriormente, durante o carnaval em Gangelt, testou positivo. Além disso, Heinsberg confirmou 17 novos casos, elevando para 37, o número de infectados no distrito; Hesse confirmou três novos casos nos distritos de Hochtaunuskreis, Lahn-Dill e Gießen - os dois últimos com conexões com casos em Renânia do Norte-Vestfália.

Um dia depois, 29 de fevereiro, o número de casos em Heinsberg, no estado de Renânia do Norte-Vestfália, chegou a 60[38]. Casos foram confirmados também em Bona, e em mais três distritos de Aquisgrano e um em Lüdenscheid. Colônia, Mönchengladbach e Duisburgo também relataram dois casos, cada. No mesmo dia, uma mulher de Bremen que, recentemente, esteve no Irã, testou positivo[39].

Março[editar | editar código-fonte]

Em 1 de março, os estados da Baixa Saxônia e Berlim registraram seus primeiros casos e, em Heinsberg o número de infectados aumento para 68. Houve novos casos registrados também em Hesse e Renânia do Norte-Vestfália. No mesmo dia, casos foram confirmados em Münster[40].

2 de março

No dia 2 de março, a Alemanha confirmou mais 28 casos do coronavírus. Os organizadores da Feira Internacional do Artesão cancelaram o evento que aconteceria em Munique de 11 a 15 de março de 2020, para evitar a propagação da doença altamente infecciosa, bem como a Feira de Turismo ITB da Alemanha que era para ocorrer na primeira semana de março também foi cancelada. A Montadora BMW informou que um funcionário de Munique estava infectado, cerca de 150 outros funcionários estão em quarentena doméstica por duas semanas. A Vodafone também informou que um funcionário estava infectado, todos funcionarios do Reino Unido que estiveram com este funcionário alemão já foram identificados e irão trabalhar de casa.[41] No distrito de Heilbronn da Renânia do Norte-Vestfália, várias novas infecções foram relatadas, incluindo um paciente (nascido em 1935) da casa de idosos.[42] Pela primeira vez no Estado de Brandemburgo, um homem é testado positivo para o coronavírus. Ele viajou do Tirol do Sul para o distrito de Oberhavel.[43] Uma mulher que retornou do Irã é o terceiro caso confirmado de coronavírus em Hamburgo.[44] No distrito de Unna da região da Renânia do Norte-Vestfália, há o primeiro caso confirmado de infecção por coronavírus.[45] A primeira pessoa infectada na Saxônia é um homem de 67 anos do distrido de Sächsische Schweiz-Osterzgebirge, que viajou da Itália junto com outras 37 pessoas. O caso está relacionado ao caso em Hannover.[46] O Ducado de Lauemburgo confirmou o terceiro caso em Schleswig-Holstein. A mulher afetada havia retornado da Renânia após o carnaval.[47] Outra mulher do distrito de Stormarn também do Estado de Schleswig-Holstein foi testada positiva o quinto para este Estado. Ela também havia retornado de uma área de risco.[48] No distrito de Saale-Orla, foi testada positiva e é a primeira pessoa infectada no Estado da Turíngia. O homem de 57 anos estava de férias de esqui no norte da Itália.[49]

3 de março

No dia 3 de março houve os primeiros relatos de infecções na Saxônia, Turíngia, Sarre e Brandemburgo. Isso significa que 14 estados federais foram afetados. A Feira do Livro de Leipzig que aconteceria entre 12 a 15 de março também foi cancelada para evitar a propagação do coronavírus.[50] O primeiro caso no distrito de Rems-Murr foi relatado em Rudersberg. O paciente de 44 anos está agora na Clínica Rems-Murr, em Winnenden.[51] Há novos casos na Baviera, incluindo o caso de um viajante da Itália da cidade de Vilshofen an der Donau.[52] Uma mulher de Hanau, no distrito de Main-Kinzig, nascida em 1967, deu positivo. Este é o 12º caso em Hessen.[53] Foram registrados os dois primeiros casos em Mecklemburgo distrido do Estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental são um casal que teve contato com uma pessoa infectada em Baden-Württemberg e vem do distrito de Vorpommern-Greifswald.[54] Houve duas novas infecções por corona em Münster - uma funcionária de uma creche que foi fechada por precaução.[55] Três novas infecções foram confirmadas na Baixa Saxônia, sendo uma pessoa que teve contato com o primeiro caso na região e mais dois casos nos distritos de Cuxhaven e Ammerland.[56] Foi relatado o primeiro caso no Estado de Sarre. O paciente é médico na clínica infantil do Hospital Universitário de Homburg, que foi tratado inicialmente no hospital universitário e foi colocado em quarentena em casa na mesma noite.[57] No distrito de Pinneberg foi relatado o quinto caso em Schleswig-Holstein, um homem afetado é um colega do médico da UKE que foi infectado na semana anterior.[58]

4 de março

Foram reportados 28 novos casos são positivos em Baden-Württemberg. 18 deles são viajantes que retornam para Alemanha sendo:, 15 da Itália (no distrito de Stuttgart, Alb-Donau, Sigmaringen, Rhein-Neckar, Ludwigsburg, Main-Tauber, Ulm, Lake Constance e Freiburg) , duas do Irã (Stadtkreis Mannheim e Rhein-Neckar-Kreis) e uma de Barcelona (Stadtkreis Stuttgart). Foi possível rastrear nove casos que tiveram contato com uma pessoa infectada na Alemanha (Heilbronn, Ostalbkreis, Zollern-Alb-Kreis, Rhein-Neckar-Kreis), quatro dos quais são residentes da casa dos idosos em Bad Rappenau. Não pode ser determinado a cadeia de infecção de uma pessoa infectada do distrito de Heidenheim.[59][60][61][62] No estado da Baixa Saxônia, o número de pessoas infectadas aumentou para 10. As novas infecções provêm do distrito de Rotenburg (Wümme) (dois casos), do condado de Bentheim, da região de Hanôver, do distrito de Leer e da cidade de Oldenburg (um caso cada).[63]

Resposta governamental[editar | editar código-fonte]

Federal[editar | editar código-fonte]

No final de janeiro, governo alemão classificou a propagação do COVID-19 como de muito baixo risco para saúde, e o vírus, em geral, como muito abaixo do perigoso que SARS[64]. Portanto, novos avisos de viagem não seriam necessários. Dias depois, mesmo com o primeiro caso de infecção no país, o governo manteve o status de muito baixo para o vírus[65].

Em 28 de Janeiro, o ministro da Saúde, Jens Spahn, concedeu uma coletiva de imprensa, onde afirmou que estava preocupado com as teorias de conspiração que circulavam pela internet e disse que o governo federal combateria esse problema (do vírus) com total transparência. Hotlines foram disponibilizadas a população.

No início de março, o número de pessoas infectadas com o vírus na Alemanha era de 130. O ministro das Finanças, Olaf Scholz, afirmou que o governo federal esta trabalhando em um pacote de estímulos econômicos, enquanto o ministro da saúde, Jens Spahn afirmou estar preocupado com profissionais da saúde e sua proteção[66].

Em 8 de março, o ministro da Saúde, recomendou que eventos com mais de 1000 pessoas fossem cancelados. Dois dias depois, a chanceler Angela Merkel, durante uma coletiva de imprensa, anunciou que a projeção do governo é que de 60%-70% dos alemães irão contrair o vírus[67][68].

Medidas federais[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março, a chanceler Angela Merkel e os ministros-presidentes dos estados realizaram uma teleconferência para alinhar medidas a serem adotadas para conter a disseminação do vírus por, no mínimo, duas semanas:

1. Os cidadãos devem reduzir o contato com outras pessoas fora de casa. Esse tipo de contato deve ser realizado apenas quando for absolutamente necessário[69].

2. Uma distância mínima de 1,5 metros deve ser mantida, além do mencionado no item 1[69].

3. Atividades ao ar-livre só é permitido quando realizado sozinho ou com pessoas que moram na mesma residência[69][70].

4. Ida ao trabalho, aos serviços de emergência, compras, idas ao médico, ajuda aos que precisa, prática esportes individuais e caminhadas estão autorizadas, desde que respeitando a orientação de distanciamento mínima de 1,5 metros entre as pessoas[69].

5. Estão proibidos festas ou reuniões, em locais público e privados, dada a gravidades da situação no país[69].

6. Restaurantes deverão ser fechados. No entanto, o estabelecimento pode realizar serviços de entrega ou take-away[69].

7. Empresas que trabalham com as áreas de cuidados pessoais, como cabeleireiros, estúdios de cosméticos, massagens, tatuagens e similares, devem suspender suas atividades, devido a proximidade física essencial para realização das atividades. Apenas serviços médicos são autorizados[69].

8. As empresas que permanecem abertas, sobretudo as responsáveis pelo transporte público, devem cumprir regulamentos de higiene e implementar medidas eficazes de proteção aos funcionários e usuários/visitantes/clientes[69].

Além dessas regras, os estados devem adotar medidas próprias, baseadas em suas peculiaridades regionais ou situações epidemiológicas dos estados, cidades e municípios. As medidas serão fiscalizadas pela polícia e autoridades competentes pela ordem pública e, em caso de descumprimento de alguma das regras, uma multa de até 25 mil euros será aplicada[69][71].

Quarentena no governo[editar | editar código-fonte]

Após o anúncio das medidas, o porta-voz do governo federal, Steffen Seibert, informou que a chanceler Angela Merkel ficará em quarentena domiciliar nos próximos dias, pois um médico que aplicou nela uma vacina pneumocócica em 20 de março, fora diagnosticado com o novo coronavírus. A medida foi aplicada a todos que estiveram contato com o infectado. Ainda segundo Seibert, a chanceler passará por testes "regularmente nos próximos dias"[69].

O ministro das Finanças e vice-chanceler, Olaf Scholz, também se colocou em quarentena, como medida de precaução. No entanto, testes realizados deram negativo[69].

Estadual[editar | editar código-fonte]

Baviera[editar | editar código-fonte]

Em 20 de março, o ministro-presidente da Baviera, Markus Söder, durante coletiva de imprensa, informou que o estado.


Eslésvico-Holsácia[editar | editar código-fonte]

O estado de Eslésvico-Holsácia decidiu fechar suas fronteiras no final de fevereiro, semelhantemente, suas ilhas, que são destinos turísticos.

Hamburgo[editar | editar código-fonte]

Em 12 de março, após o encontro com a chanceler e os demais governadores, o primeiro prefeito de Hamburgo anunciou que a cidade-estado também aplicaria medidas de isolamento e distanciamento social. Todos os restaurantes foram fechados e reuniões com mais de 6 pessoas, sejam elas privadas ou não, foram proibidas[72]. Da mesma forma, escolas, creches, teatros e museus, além da maioria das lojas do varejo também foram fechadas. A restrição não atinge, porém, supermercados, farmácias e outras lojas similares, bem como serviços de coleta e entrega, mercados de bebidas e bancos. A cidade-estado também suspendeu a proibição da abertura do comércio aos domingo, até segunda ordem[73]. Essas medidas foram substituídas ou ampliadas, após e com o anúncio de novas medidas federais feito pela chanceler Merkel em 22 de março de 2020.

Setor privado[editar | editar código-fonte]

Em 28 de janeiro, a empresa aérea alemã Lufthansa suspendeu todos os voos para a China[74], após ter sido registrado um suposto caso dentro de uma aeronave[75][76].

Eventos cancelados[editar | editar código-fonte]

O torneio internacional de Badminton, YONEX German Open, que realizar-se-ia em Mülheim an der Ruhr, foi cancelado em 26 de fevereiro[77]. Em 28 de fevereiro, os organizadores da Feira de Turismo ITB Berlin, anunciaram o cancelamento do evento, devido a pandemia[78][79].

Em 3 de março, os organizadores da Feira do Livro de Leipzig, planejada para ser realizada no meio do mês, anunciou que o evento estava cancelado[80]. Diante do aumento dos casos em boa parte dos estados alemães, os organizadores da Feira Internacional do Artesão, que realizá-lo-ia durante os dias 11 a 15 de março, foi cancelada[carece de fontes?].

Após o pedido do ministro da saúde, para que eventos com mais de mil pessoas fossem canceladas, a liga alemã de hóquei no gelo, a Deutsche Eishockey Liga, anunciou o cancelamento da temporada 2019/2020[81]. A Bundesliga anunciou que as partidas de futebol, seriam realizadas a portas fechadas, isto é, sem público. Posteriormente, em 13 de março, a organização anunciou que todos os jogos da liga, bem como os da 2. Bundesliga, seriam adiados, ao menos, até o dia 2 de abril[82][83].

Referências

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