Panteão da Dinastia de Bragança

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Portões da entrada do Panteão Real da Dinastia de Bragança situado na cidade de Lisboa, em Portugal.

O Panteão da Dinastia de Bragança[1] (também chamado de Panteão Real da Dinastia de Bragança ou Panteão dos Braganças), situado no interior do mosteiro da Igreja de São Vicente de Fora em Lisboa, é o lugar onde se encontram sepultados os restos mortais de muitos dos reis, príncipes reais e infantes da quarta e última dinastia real portuguesa, a Dinastia de Bragança, ainda que a mesma tenha ascendência na Casa de Avis, a segunda dinastia real portuguesa que governou Portugal de 1385 a 1580, e descendência na Casa de Bragança-Saxe-Coburgo-Gota, a última casa real que governou Portugal de 1853 a 1910.

História[editar | editar código-fonte]

Vista geral do interior do Panteão Real da Dinastia de Bragança.

A soberania da Dinastia de Bragança no reino de Portugal (existente de facto até 1910) e no império colonial português, foi iniciada pelo rei D. João IV de Portugal e tendo como seu último rei D. Manuel II, por via do golpe e proclamação da República Portuguesa, decorrida a 5 de Outubro de 1910.

O Panteão Real da Dinastia de Bragança situa-se hoje no antigo refeitório do mosteiro da Igreja de São Vicente de Fora e é composto, na sua maioria, por túmulos sob a forma de gavetões feitos em mármore e situados junto das paredes laterais da grande sala que ocupam: os túmulos dos reis portugueses estão ornados com coroas na parte superior e os nomes e títulos dos seus ocupantes estão gravados em letras douradas na parte frontal.

Destacam-se, todavia, os túmulos do rei D. João IV, porque fundou a Dinastia de Bragança, e os túmulos do rei D. Manuel II, de seu irmão, o príncipe real D. Luís Filipe de Bragança, de sua mãe, a rainha D. Amelia de Orleães, e de seu pai, o rei D. Carlos I, por se tratarem da última família reinante da dinastia.

Pormenor dos túmulos do rei D. Carlos I e do príncipe D. Luís Filipe de Bragança.

O Panteão Real da Dinastia de Bragança está aberto a visitas, incluídas no roteiro do Mosteiro de São Vicente de Fora.

Alguns membros da Dinastia de Bragança que não se encontram nele sepultados são:

Também foram sepultados no Panteão os restos mortais dos imperadores do Brasil D. Pedro II e D. Teresa Cristina. Os seus corpos aí repousaram enquanto durou o banimento imposto pelo governo republicano do Brasil, revogado em 1920. No ano seguinte, as urnas contendo os despojos dos soberanos brasileiros foram removidas e conduzidas até o couraçado São Paulo, que os conduziu até o Rio de Janeiro, onde foram sepultados no Mausoléu Imperial, sito à Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Vista geral do interior do Panteão Real da Dinastia de Bragança.

O arranjo actual do Panteão Real da Dinastia de Bragança data de 1933, quando também se ergueu junto aos túmulos de D. Carlos I e de seu filho D. Luís Filipe de Bragança uma estátua de uma mulher simbolizando a pátria a chorar pelos seus mártires, sendo que ambos foram assassinados no atentado republicano (o Regicídio) de 1 de Fevereiro de 1908.

No interior do Panteão Real encontram-se também sepultados, enquanto honra excepcional outorgada por especial ordem régia, os Marechais Duque de Saldanha e Duque da Terceira, eminentes militares e primeiros-ministros portugueses do século XIX.

Túmulos no Panteão da Dinastia de Bragança[editar | editar código-fonte]

Fotografia do interior do Panteão Real da Dinastia de Bragança tirada no período da implantação da República Portuguesa.

Outros túmulos[editar | editar código-fonte]

Túmulo de D. José de Bragança, situado na Igreja de São Vicente de Fora, no exterior do Panteão Real da Dinastia de Bragança.

Exumados[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dias, Paulo; Real Panteão dos Bragança: arte e memória. Porto: Antília Editora, Dezembro de 2006. ISBN 972-99612-9-8.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dias, Paulo; Real Panteão dos Bragança: arte e memória. Porto: Antília Editora, Dezembro de 2006. ISBN 972-99612-9-8.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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