Papa Inocêncio II
| 164.º Papa da Igreja Católica | |
|---|---|
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Diocese de Roma |
| Eleição | 14 de fevereiro de 1130 |
| Entronização | 23 de fevereiro de 1130 |
| Fim do pontificado | 24 de setembro de 1143 (13 anos, 232 dias) |
| Predecessor | Honório II |
| Sucessor | Celestino II |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 22 de fevereiro de 1130 |
| Nomeação episcopal | 14 de fevereiro de 1130 |
| Ordenação episcopal | 23 de fevereiro de 1130 |
| Nomeado arcebispo | 14 de fevereiro de 1130 |
| Cardinalato | |
| Criação | 1088 por Papa Urbano II |
| Ordem | Cardeal-diácono |
| Título | Desconhecido (do 1116 Santo Ângelo em Pescheria) [1] |
| Consistório | Consistórios de Inocêncio II |
| Dados pessoais | |
| Nome de nascimento | Gregorio Papareschi |
| Nascimento | Roma, Estados Papais c. 1080 |
| Nacionalidade | italiano |
| Morte | Roma, Estados Papais 24 de setembro de 1143 (61 anos) |
| Sepultura | Basílica de Santa Maria em Trastevere |
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Inocêncio II (em latim: Innocentius II), nascido Gregorio Papareschi; (Roma, c. 1080 — Roma, 24 de setembro de 1143) foi o 164.º Papa da Igreja Católica de 14 de fevereiro de 1130 até a data de sua morte.
Sofreu uma forte oposição do Antipapa Anacleto II e um grande apoio de São Bernardo de Claraval.
Instituiu o celibato, combateu a usura, a simonia, os falsos pontífices, e também os falsos sacramentos e as falsas penitências.
Condenação da usura
[editar | editar código]Inocêncio II, no II Concílio de Latrão, em 1139, determinou: "Cânon 18 - Condenamos, ademais, aquela detestável e ignominiosa rapacidade insaciável dos prestamistas - (usurários, emprestadores) - repudiada pelas leis humanas e divinas, por meio das Escrituras no Antigo e no Novo Testamento, e separamos de todo consolo da Igreja, mandando que nenhum Arcebispo, nenhum Bispo, ou Abade de qualquer ordem, quem quer que seja na ordem ou no clero, se atreva a receber aos usurários, senão com suma cautela, antes bem, em toda a sua vida sejam estes considerados como infames, e se não se arrependem, sejam privados de sepultura eclesiástica" (Inocêncio II, II Concílio de Latrão, cânon 18, Denzinger, 365).
Inocêncio II e as profecias de São Malaquias
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O homem que se tornou são Malaquias nasceu no ano de 1094, em Armagh, na Irlanda. Seu nome de batismo era Maelmhaedhoc O'Morgan; que depois foi latinizado para Malaquias. Estava ainda em plena adolescência quando se tornou o Ábade de Armagh. Todos os que o conheciam ficavam surpreendidos pela sua devoção a Deus e pela sua forte presença. Ele era alto, grande, magro e luminoso; mas, o mais importante - ele era sábio além de seus anos. Isso estava claro. Em 1119 ele foi ordenado padre. Mas só em sua primeira viagem a Roma, aos 45 anos (em 1139), que suas visões começaram. No princípio, ele ficou muito atormentado pelas imagens que via. Sua maior preocupação foi a visão da destruição da Santa Igreja. Ele rezou e se fortaleceu, sem nunca ter questionado o testamento de Deus. Lhe foi dito que não revelasse o conteúdo de suas visões abertamente. Ao invés, ele escreveu lemas curtos ou sátiras que descreviam cada Papa, até o último deles, de forma que eles serviriam como um esboço do tempo até o fim desta Era. Antes do outono de 1140, todas as suas profecias haviam sido transcritas para o papel. Malaquias confiou as visões encadernadas ao então Papa Inocêncio II. No princípio ele não levou Malaquias a sério… Foi então que o próprio Papa Inocêncio II recebeu uma visão e uma advertência dura de Deus. Dali em diante, o Papa levou fé em tudo aquilo Malaquias lhe falou. Inocêncio II trancafiou os lemas na Igreja onde lá permaneceram, não lidos, por quase 400 anos. Malaquias passou o resto de sua vida servindo a Deus, curando e alimentando os famintos. Ele recebeu visões até o fim de sua vida - predizendo, com 19 dias de antecedência, a própria morte com exatidão de data e hora. Morreu nos braços de São Bernardo, em Claraval, França.
Captura e Tratado de Mignano
[editar | editar código]Desde sua eleição em 1130, Inocêncio II enfrentou o cisma do Antipapa Anacleto II, que contava com o apoio militar de Rogério II. Em troca desse apoio, Anacleto havia coroado Rogério como Rei da Sicília. Inocêncio II, após consolidar sua autoridade no Segundo Concílio de Latrão em 1139, excomungou Rogério e lançou uma campanha militar para retomar os territórios do sul da Itália. Em julho de 1139, o exército papal, acompanhado pelo próprio Inocêncio II e por Roberto II de Cápua, marchou contra os domínios normandos. Em Galluccio, as tropas de Rogério III, Duque de Apúlia (filho de Rogério II), realizaram uma emboscada com cerca de mil cavaleiros e Inocêncio II foi capturado ornando-se prisioneiro de guerra dos normandos. Apenas três dias após a captura, em 25 de julho de 1139, o Papa foi levado a Mignano, onde foi forçado a negociar sua liberdade em termos desfavoráveis à Santa Sé. Os principais pontos do Tratado de Mignano que incluíram reconhecer oficialmente Rogério II como Rex Siciliae (Rei da Sicília), título que até então era considerado ilegal pelo papado, confirmar a posse de Rogério sobre o Ducado da Apúlia e o Principado de Cápua e emissão do privilégio que revogava as sanções eclesiásticas contra o rei Rogério II. Assim, posteriormente Rogério II aceitou o Reino da Sicília como um feudo da Igreja, comprometendo-se a um tributo anual. [2]
Apoio aos templários
[editar | editar código]Em 29 de março de 1139, na bula "Omne datum optimum", estabeleceu privilégios para a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, conhecida mais popularmente como Ordem dos Cavaleiros Templários. O principal desses privilégios foi a isenção da jurisdição episcopal, assim a Ordem tinha os seus próprios padres, os seus capelães, garantindo a assistência religiosa e o culto litúrgico, e que não dependiam dos bispos da região em que estivessem.
Em 1142, o senado romano sublevou-se contra o pontífice. Em ato instigado por Arnaldo de Brescia, o senado toma o poder civil dos papas, tendo como objetivo elevar a municipalidade ao status de comuna ou república, a exemplo de outras cidades do norte de Itália, desencadeando distúrbios que se estenderam por quarenta e quatro anos.
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ The Cardinals of the Holy Roman Church-Papareschi
- ↑ «Treaty of Mignano facts for kids». kids.kiddle.co (em inglês). Consultado em 23 de fevereiro de 2026
| Precedido por Honório II |
Papa 164.º |
Sucedido por Celestino II |