Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Pirenópolis)

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Paróquia Nossa Senhora do Rosário
Brasão Paroquial
Dados
Estado  Goiás
Município Bandeira pirenopolis.jpg Pirenópolis
Arquidiocese Arquidiocese de Goiânia
Diocese Diocese de Anápolis
Comunidades Urbanas: 07

Rurais: 11

Criação 07 de outubro de 1736 (284 anos)[1]

[2] [3] [4] [5] [6]

Igreja sede Igreja Matriz de Pirenópolis
Contatos
Endereço Sé Paroquial: Largo da Matriz, nº02, Centro Histórico, Pirenópolis-GO

Igreja Matriz: Praça da Matriz, s/nº, Centro Histórico, Pirenópolis-GO

Paróquia do Brasil Brasil

A Paróquia Nossa Senhora do Rosário é uma circunscrição eclesiástica católica brasileira sediada no município de Pirenópolis, no estado de Goiás. A Paróquia, criada em agosto de 1736 [1] [7] [8] [9] [10] [11], sob território da Diocese do Rio de Janeiro, entre 1745 à 1956 esteve sob a jurisdição da Diocese de Goiás, entre 1956 a 1966 sob a jurisdição da Diocese de Goiânia e desde 1966 encontra-se na Diocese de Anápolis, na Região Pastoral 03 [12]. Seu território atual abriga partes do município de Pirenópolis.

A Paróquia é conhecida por ter Capelas e Igrejas do período colonial brasileiro, dentre elas destaca-se a Igreja Matriz de Pirenópolis, construída pela Irmandade do Santíssimo Sacramento em 1728 [13], além de demais edificações que nortearam o crescimento urbano da cidade de Pirenópolis, e possui um dos mais conservados arquivos documentais de Goiás, que relatam fatos importantes da história do local. A Paróquia também é marcada pelas manifestações do catolicismo popular, como a Semana Santa, Corpus Christi, Festa do Carmo, Festa do Bonfim, Festa da Boa Morte, dentre outras, além da Festa do Divino, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial na qual são realizada as Cavalhadas.

Seu território inicial compreendia partes parciais ou totais das atuais Diocese de Anápolis, Diocese de Formosa, Diocese de Uruaçu, Diocese de Luziânia, Arquidiocese de Brasília e Arquidiocese de Goiânia [1]. O território atual abriga partes da porção urbana e rural do município de Pirenópolis.

Histórico[editar | editar código-fonte]

As origens da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, é ligada a um passado obscuro na visão histórica, devido a falta e ausência dos documentos, mas, sabe-se que tem seus princípios relacionados a fundação de Meia Ponte, atual cidade de Pirenópolis, onde segundo a tradição oral, em 07 de outubro de 1727 foi celebrada uma Missa, as margens do Rio das Almas, celebração oficiada pelo Pe. Antônio de Oliveira Gago. Tal dia é no catolicismo a memória litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, a padroeira de Pirenópolis.

Procissão de Ramos na Semana Santa. Promovida pela Irmandade do Santíssimo desde 1728, a Semana Santa é a mais antiga tradição religiosa local, registrada aqui na foto no início do século XX.

Em 1728, a sociedade da então Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte, com as devidas provisões e licenças da época, erigiram a Irmandade do Santíssimo Sacramento que assim como nas demais cidades do período colonial brasileiro, era a Irmandade responsável pela construção das Igrejas Matrizes, pois até então, somente nesta Igreja poderia haver o sacrário [14]. Neste período, a Irmandade do Santíssimo começou a celebrar, além da Festa da Padroeira, os solenes atos da Semana Santa e Corpus Christi.

Em 1731, foi erigida próximo a atual praça do Coreto, uma missão dos Esmolares da Terra Santa, fundada em Meia Ponte pelo Frei João de Jesus e Maria, auxiliado por Frei Domingos de Santiago, que sob sua liderança, edificaram o Hospício da Terra Santa, uma rede de hospedarias para religiosos franciscanos que percorriam vilas e cidades arrecadando esmolas para a conservação dos Terra Santa, na Palestina. Tal rede também neste período foi edificada nas cidades de: Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Ouro Preto, Sabará, São João Del Rei, Diamantina, Cidade de Goiás, Itu e São Paulo. O convento de Pirenópolis era dedicado a Nossa Senhora da Conceição [15].

Conforme o Livro de batistério ainda presente no arquivo paroquial, partes da Igreja foi concluída rapidamente, pois já em 1732 foi realizado o primeiro batismo na Igreja do Rosário, demonstrando assim, a organização e agilidade de Meia Ponte, que almejava ser a Capital de Goiás bem como Diocese, um plano traçado por Dom António Luís de Távora, conde de Sarzedas, o que não se realizou, devido a morte deste governador. Em 1734, foram iniciados os registros no Livro de Óbitos dos sepultamentos dos membros da Irmandade do Santíssimo e demais autoridades realizados no local [16]. Atuaram neste período, vários padres diocesanos: José Vieira de Paiva, José Pinto Braga, José Cardoso Marinho, Manuel Teixeira, Antônio de Oliveira Gago, chegando ao número de 15 padres atuantes na paróquia [1].

Aos dois dias do mez de Março de mil esette centos e trinta e dous anos Baptisei e pus os Stos. Oleos a Franco, filho legítimos de Bartholomeu da Costa e de Maria Cardoza, foram padrinhos Luiz de Brum da Sylveira e Leonor… fiz este termo, dia mez era ut supa.

Joseph de Frias e Vasconcellos.(Do livro de Batistério de 1732 a 1747, fls. 25 ?)[17]

Neste período, devido as muitas irregularidades na exploração do ouro, assassinatos e contrabandos no Arraial de Meia Ponte, em 1732, o visitador diocesano Pe. José de F. Vasconcelos, tornou-se Capelão como interventor, estando a frente da Capela do Rosário até 1734, ano em que Pe. Pedro Monteiro de Araújo, assumiu como primeiro padre provisionado, ficando a frente da paróquia até 1741 [1]. Durante a administração de Monteiro, a Capela do Rosário foi elevada a condição de Igreja matriz, desmembrada da Paróquia de Sant'Ana de Vila Boa, a primeira paróquia de Goiás [18], sendo portanto, a do Rosário a segunda em idade no estado.

A partir de outubro de 1737, o Livro de óbitos passam a registrar assentos em Corumbá de Goiás, cuja Capela Nossa Senhora da Penha de França, inaugurada em 1734 [19] e subordinada a Paróquia do Rosário, passou a contar com assistência em 1747, na qual foi designado para esta localidade o Pe. Antônio Soares [1]. A capela da Penha, elevada a Matriz em 1840 [20] foi a precursora das paróquias de Abadiânia [21] [22], Alexânia [23] [24] e Cocalzinho [25] [26]. A influência portuguesa da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, reproduziu na Capela da Penha de Corumbá, as tradições pirenopolinas, tais como as Irmandade do Santíssimo, celebrações da Semana Santa, Festa de São Sebastião, Festa do Divino, Coro, Orquestra e banda de música nas Missas e Procissões, além das Cavalhadas, realizadas na cidade em Setembro na Festa da Penha a padroeira daquela cidade [19].

Vista da Igreja do Rosário dos Pretos, por volta de 1886.

Em 22 de dezembro de 1742, o visitador Pe. José F. Vascocellos autorizou a criação da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos [27], que em 1743, deu início a construção de sua sede a Igreja do Rosário dos Pretos [28] [27]. Com o andamento das obras na Igreja do Rosário dos Pretos, a Irmandade do Rosário conseguiu a aprovação de seu estatuto em 22 de agosto de 1758, e neste momento, com a estrutura organizada, a Irmandade do Rosário dos Pretos passou a celebrar o Reinado de Nossa Senhora do Rosário [28], a festa do Rosário dos Pretos naquela igreja, celebrada sempre no primeiro domingo de outubro, a ser realizada solenemente pelo Capelão da Irmandade, ou seja, um dos vigários da Paróquia. Neste momento, inicia-se a parte folclórica da congada, Banda de Couro e demais costumes africanos, tradições que a Irmandade do Rosário mantinha na Igreja do Rosário [27], folguedos que hoje, são realizados dentro das celebrações da Festa do Divino [27].

Neste período foram criadas outras 03 Irmandades na Igreja Matriz com seus respectivos altares laterais na nave: Irmandade Almas de São Miguel, Irmandade de Santo Antônio e Irmandade de Sant’Ana, além da Ordem Terceira de São Francisco de Paula, responsável também pela construção de um dos altares laterais da Igreja Matriz. Com a mudança dos Esmolares da Terra Santa para Traíras, a ordem terceira passou a administrar o Hospício e Capela até sua transferência para o estado, que o transformou em instituição de ensino e posteriormente o demoliu no século XIX [15].

Em meados de 1746 surge a Capela de Santa Luzia no julgado de Luziânia, subordinada a Paróquia do Rosário. Por Alvará de 21 de dezembro de 1756, a Capela de Santa Luzia foi erigida em Paróquia [1] [29]. Do território inicial da Paróquia de Luziânia, foram criadas as atuais Diocese de Luziânia, Diocese de Formosa e Arquidiocese de Brasília.

No denominado Arraial Córrego do Jaraguá, atual cidade de Jaraguá foi concluída em 1748 [30], a Igreja São José e Nossa Senhora da Penha, contando com a assistência espiritual da Paróquia do Rosário. Assim como em Corumbá de Goiás, os costumes realizados na Paróquia do Rosário foram reproduzidos na Igreja da Penha de Jaraguá, que foi elevada à categoria de Paróquia em 1833 [31] e dessa Paróquia, foram criadas as Paróquias das cidades: Petrolina [32] [33], Uruana [34], Goianésia [35], Rialma [36], Itaguaru [37], Santa Isabel [38] e São Francisco de Goiás [39] [40], que por sua vez originou as Paróquia de Jesúpolis [41] [42].

Igreja Nossa Senhora do Carmo, construída em 1750.

Em 1750, Luciano da Costa Teixeira e seu genro Antônio Rodrigues Frota construíram na margem direita do Rio das Almas, a Igreja Nossa Senhora do Carmo [27], até então Capela particular. A capela, dotada com todo o necessário para o culto Divino, com a morte dos benfeitores, sepultados na igreja, e sem herdeiros, no século XIX, a Igreja foi incorporada ao patrimônio paroquial. A Igreja possui talha barroca, e preserva retábulos e peças provenientes da demolição, de outros templos da cidade, que hoje compõem o Museu de Arte Sacra local [28]. No local, em 1940 foi criada a confraria de Nossa Senhora do Carmo, atualmente extinta.

Também em 1750, por iniciativa do Sargento-mor Antônio José de Campos, foi construída a Igreja Nosso Senhor do Bonfim [28][27]. Considerada uma das preciosidades barrocas do estado, o Sargento Campos adquiriu e trouxe de Salvador uma Imagem do Senhor do Bonfim, além de ornamentá-la com altares e pinturas. Nesta Igreja, no século XVIII instalou-se a Confraria Nosso Senhor do Bonfim, hoje extinta. Tal confraria patrocinava semanalmente as sextas-feiras a celebração de Missa, com coro e Orquestra. A Igreja do Bonfim, em diversas ocasiões serviu como substituta da Igreja Matriz, quando a Matriz estava em reparos [43], sendo nesta Igreja celebrada algumas Festas do Divino.

Em 1757, foi construída a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte da Lapa, pela Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte da Lapa [28]. Apesar de nunca ter sido concluída, esta Igreja tinha uso constante, possuindo bens materiais de valor tal como prataria e demais objetos litúrgicos além da imagem de Nossa Senhora da Boa Morte. Em 1869 a Igreja, ficou em ruínas devido a falta de reparos, causando sua demolição. Todas as imagens, paramentos, móveis e, sobretudo, foram transferidos para a Igreja do Carmo, onde até hoje se encontra a imagem da Boa Morte [28].

Também em 1757 conforme atestas os Livros de Atas da Irmandade do Santíssimo [44], a Irmandade do Santíssimo construiu o coro na Igreja Matriz, e assim, possibilitou o início da música sacra na cidade de Pirenópolis. Passaram a atuar neste momento, através do patrocínio das Irmandades sobretudo a do Santíssimo, diversas Orquestras Sacras, que executavam música barroca em latim. Também as Irmandades patrocinavam a produção e composição musical local. Destacou-se neste assunto o pirenopolino Antônio da Costa Nascimento. A única Orquestra remanescente de séculos passados e em atuação é o Coro e Orquestra Nossa Senhora do Rosário, fundado em 1893 [44] em conjunto com a Banda Phoenix [44]. A atuação da Orquestra do Rosário ainda mantém o uso do latim e das músicas barrocas, sobretudo nas celebrações tradicionais [44].

Igreja Nosso Senhor do Bonfim, construída em 1750.

Em 1811 [28], foi autorizado na Igreja do Rosário dos Pretos a instalação da Irmandade de São Benedito [27]. Assim como a Irmandade do Rosário, a de São Benedito concentrou grande parcela da população negra. Na igreja do Rosário, a Irmandade de São Benedito era responsável pela manutenção de um dos altares laterais. Nos moldes do Reinado do Rosário, a Irmandade de São Benedito iniciou a Festa do Juizado de São Benedito [28], anualmente era realizada no dia 04 de abril, atualmente realizado na terça-feira após pentecostes [27].

Apesar de ser realizada desde meados do século XVIII, somente em 1819 a Festa do Divino passou a contar com a figura do Imperador do Divino [43], desde então, passou-se a contar a partir desta numeração dos imperadores as edições da Festa. Inicialmente somente pessoas influentes na sociedade e membros da Irmandade do Santíssimo poderiam ocupar tal cargo [43], que hoje, pode ser ocupado por qualquer pirenopolino. Para a Festa do ano de 1826, Pe. Manoel Amâncio da Luz mandou confeccionar a Coroa do Divino, e doou-a a Irmandade do Santíssimo, sendo também na Festa de 1826 que foi introduzida ou impulsionada a pratica já existente das Cavalhadas [43].

Em 10 de julho 1832 o julgado de Meia Ponte foi elevado a vila, e em 18 de novembro deste mesmo ano, ocorreram as primeiras eleições para câmara municipal. Em 14 de abril de 1833 [45], por não haver nenhum edifício destinado para tal fim, a Irmandade do Santíssimo cedeu o consistório para que além do uso da própria Irmandade, funcionasse também as seções da câmara. Dos 07 primeiros vereadores, 03 eram padres da paróquia e os demais, membros da Irmandade. A câmara funcionou no local até mudar para local específico.

Em 1856, devido a questionamentos sobre saúde pública, começou-se na cidade a discussão sobre a necessidade de construção de um cemitério e a paralisação dos sepultamentos nos templos religiosos. A Câmara Municipal tomou providências obrigando os fazendeiros e lavradores da região contribuíram financeiramente para o empreendimento. Neste período, a maioria da população local era rural, tendo em vista da mudança da economia de mineração do ouro no final do século XVIII para a agricultura. Como não funcionou a obrigatoriedade imposta pela Câmara, a Irmandade do Santíssimo[46], por iniciativa própria, entre os anos de 1867 a 1869 construiu o Cemitério São Miguel [46], e assim a cidade passou a contar com cemitério, cuja documentação ainda existe no arquivo paroquial. Atualmente a administração do referido cemitério é de responsabilidade da prefeitura local, a capela de entrada e a de celebrações do referido cemitério, que ainda possui um retábulo com traços barrocos, hoje são Patrimônio Cultural do Município [47].

Imagem de Nossa Senhora da Boa Morte, uma das poucas peças que sobraram da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte da Lapa e hoje se encontra na Igreja Nossa Senhora do Carmo.

No início de 1871 na região de Sant'Ana das Antas, atual Anápolis, iniciou a construção da Capela de Sant'Ana [48][49]. Para o local, foi provisionado o vigário paroquial Pe. Francisco Inácio da Luz, que já em 1873 tornou-se o primeiro pároco desta localidade [18]. Através da Paróquia de Sant'Ana foram criadas todas as paróquias de Anápolis, hoje Diocese de Anápolis, além das Paróquias nas cidades: Nerópolis [50] [51], Brazabrantes [52] [53], Nova Veneza [54] [55], Damolândia [56] [57], Goianápolis [58] [59], Ouro Verde de Goiás [60] [61] e Campo Limpo de Goiás [62] [63].

Em 29 de fevereiro de 1896, Dom Eduardo Duarte Silva expediu uma provisão, pela qual designava a Irmandade do Santíssimo como fabriqueira da Igreja Matriz [64]. Em 22 de março do ano seguinte, aquela confraria, por unanimidade de sua mesa, elegeu, para as funções de fabriqueiro, o honrado meiapontense Sebastião Pompeu de Pina, que exerceu as respectivas funções até a sua morte [65]. Em 04 de janeiro de 1901, deliberou a Irmandade do Santíssimo Sacramento adquirir a casa de propriedade de Joaquim Gomes da Silva, situada na rua “Vigário Nascimento”, atual Rua Direita, por 1:300$000, para residência do novo vigário que deveria vir, condição essa imposta pelo ordinário diocese. Depois da morte do padre José Joaquim do Nascimento, diversos sacerdotes estiveram em Pirenópolis, mas em caráter transitório. Não efetivada a compra do imóvel acima citado, em 24 de fevereiro seguinte, resolveu aquela confraria comprar por 1:500$000 a casa da Rua Nova, atual Pouso do Frade, que durante décadas foi a casa Paroquial. Com os melhoramentos de que necessitava, ficou o imóvel em 4:000$000. Como a Irmandade, na ocasião, só dispunha de 2:600$000, o prestante cidadão Joaquim Pereira Vale emprestou-lhe, sem juros, a quantia de 1:400$000. O primeiro pároco a ocupar a referida casa oi padre Francisco Xavier Savelli [66], italiano, quem no mesmo ano adquiriu no Rio de Janeiro uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, chegando a imagem no dia 11 de junho na Igreja Nosso Senhor do Bonfim e de lá em procissão acompanhada por todas Irmandades, a Banda Euterpe e a Banda Phoenix foi entronizada no antigo altar de Santo Antônio na Igreja Matriz [67]. Também Padre Savelli introduziu na paróquia o Apostolado da Oração, que até hoje realiza as celebrações do Sagrado Coração de Jesus.

Em 1941, a Igreja Matriz foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [68], sob o processo nº 241-T-1941, inscrita no Livro do Tombo Histórico sob nº 165, de 03 de julho de 1941, o tombamento incluiu todo o seu acervo, de acordo com a Resolução do Conselho Consultivo da SPHAN, de 13 de agosto de 1985, referente ao Processo Administrativo nº 13/85/SPHAN [69]. Ao mesmo tempo em que se preservara a história através do tombamento da Igreja Matriz, ocorreu a começou a destruição da Igreja do Rosário dos Pretos. Segundo José Claudino da Nóbrega, em neste período ele comprou diversas peças da antiga Igreja do Rosário, e seu vendedor destinou o produto da venda à ajuda na construção de um ginásio, o antigo Colégio Nossa Senhora do Carmo, atual Aldeia da Paz e ainda diz [70]:

Fui a Pirenópolis mais de dez vezes . Numa delas comprei um “monte” de entalhes que estava depositado na sacristia da Matriz. O velho comendador, que tomava conta de tudo, reuniu a “irmandade dos homens pardos de nossa Senhora do Rosário” e, na reunião foi autorizada a venda, evento registrado em ata. O tesoureiro da Irmandade recebeu o pagamento e firmou recibo. Instrui um carpinteiro para que providenciasse madeira e executasse as embalagens. Na hora da saída do caminhão, surgiu o prefeito municipal, (que era da família Pina) e embargou a venda. Procurei o juiz da comarca e este, examinando os documentos que tinha em mãos, disse-me que garantiria a saída dos objetos através da polícia. Saí eufórico, mas a alegria não durou, pois o vigário, informou-me que tanto o Prof. Jarbas Jaime como os irmãos Curado eram frontalmente contrários ao negócio. Preferi devolver as mercadorias e fui prontamente reembolsado. Os Curados, fazendo jus à sua aristocrática origem, espontaneamente me ressarciram das despesas feitas.Há vinte e poucos anos fui a Pirenópolis com a finalidade específica de adquirir duas arcas de valores. Encontrei, no convento das freiras, alguns entalhes da velha Igreja do Rosário, os mesmos que já comprara e não pudera trazer. A mais bela de todas as imagens que pertencera àquela igreja, adquiriu-a o Sr. Renzo Pagliari , em 1959. Nesta ocasião, adquiri do Prof. Jarbas uma excelente cômoda “D. José”, que transferi ao Sr. Hélio de Almeida Leite; hoje, esta peça decora o Palácio do Governo de São Paulo.[71]

Após as vendas das peças, começou-se também a demolição da Igreja do Rosário dos Pretos. O altar-mor tinha entronizada a imagem de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, hoje abrigada na Igreja do Carmo. Nos dois nichos laterais do altar-mor ficavam as imagens de São Rafael e São Bento. Ambas as imagens se encontravam na Matriz no dia do incêndio. O altar-mor chegou a ser vendido. No entanto, a reação enérgica da população local evitou que ele fosse transportado para São Paulo, e com o incêndio da Igreja Matriz, hoje encontra-se montado como altar-mor. O altar lateral direito era dedicado a São Sebastião, cuja imagem, levada para a Igreja do Bonfim, foi de lá furtada em 1978. O altar lateral esquerdo era dedicado a São Benedito, cuja imagem hoje se encontra na Matriz. Demais imagens, alfaias, paramentos, móveis e demais pertences do templo foram repartidos entre essas três igrejas ainda hoje existentes na cidade [72].

Retábulo da Capela do Cemitério São Miguel

Em setembro de 1978 ocorreu o maior roubo de peças artísticas de Goiás, ocorrido na Igreja do Bonfim [73], na época calculados em três milhões e meio de cruzeiros. Foram levadas peças do século XVIII, dentre imagens barrocas, pratarias e demais objetos, sendo eles: 01 imagem de Santa Bárbara e 01 de Santa Luzia, ambas francesas, 01 imagem de Nossa Senhora da Conceição e 01 de Santa Ana e 01 do Divino Pai Eterno de Veiga Valle, além de quatro crucificados e dois castiçais de madeira. Prataria setecentistas: 04 castiçal, turíbulo, naveta, ostensório, cálice e patena. Têxteis: Casula e estola em fio de ouro [73]. Segundo notícia publicada no jornal O Globo, no dia 01 de novembro de 1978, atribuiu-se o furto a Ivan Ferreira Santos, que atendia pelo pseudônimo de Sandra, que foi preso e depois solto. Segundo a reportagem, Ivan havia sido preso no Rio de Janeiro, também acusado de roubo de peças sacras em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e em estados do nordeste [73]. Quanto ao paradeiro das peças de Pirenópolis, até hoje são desconhecidas.

Em 1989, com o tombamento do Centro Histórico de Pirenópolis pelo IPHAN, as Igreja do Bonfim e do Carmo, localizadas dentro deste perímetro tornaram-se Patrimônio Nacional [74]. Em 05 de setembro de 2002 a igreja Matriz sofreu um incêndio que consumiu o telhado e toda a parte interna do monumento. No mesmo ano iniciaram-se as obras de salvamento emergencial do edifício. O início das obras de restauração aconteceu em 2003, em 2004, foi aberta a exposição Canteiro Aberto, e a inauguração do templo reconstruído ocorreu em 30 de março de 2006 [75]. Desde então a Igreja está com seu uso regular, e voltou a ser o principal templo da paróquia.

Em 2010, a Festa do Divino foi reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial brasileiro pelo IPHAN, e em 2019, a Irmandade do Santíssimo e os costumes iniciados por ela, foram declarados Patrimônio Imaterial e Cultura do Município [76], que em 2020 e 2021, durante a pandemia do Coronavírus foram realizadas em formato inédito, sem a presenças dos fiéis e transmitidas pelas mídias sociais pela PASCOM, Pastoral da Comunicação [77], mas sem perder sua essência tradicional, como o uso das imagens barrocas, Procissões com Banda de Música e a entoação dos cânticos em latim [77] [78].

Características[editar | editar código-fonte]

Igrejas e Capelas[editar | editar código-fonte]

Irmandade do Santíssimo Sacramento, a mais antiga Irmandade de Goiás na Festa da Padroeira em 2017.

Ao todo a área urbana possui 07 as seguintes comunidades: No Centro Histórico as históricas Igreja Nossa Senhora do Carmo e Igreja Nosso Senhor do Bonfim. No Bairro do Carmo, as Capelas Aldeia da Paz e São Judas Tadeu. No Bairro Vila Zizito, a Capela Nossa Senhora de Fátima. Na região central da cidade a Capela Santa Luzia, e no Residencial Luciano Peixoto a Comunidade Divino Pai Eterno.

A zona rural conta com 11 capelas, sendo elas: Capela Nossa Senhora Aparecida na Região do Soares, Capela Santa Luzia na Região das Furnas, Capela Santa Mônica na Região da Chapada, Capela Santa Rita na Região do Barbosa, Capela Nossa Senhora da Abadia na Região do Retiro, Capela Santa Rita na Região das Contendas, Capela São Benedito na Região do Engenho de São Benedito, Capela São José Operário na Região do Mar e Guerra, Comunidade Nossa Senhora Aparecida na Região do Morro Grande, Capela Bom Jesus no Povoado de Bom Jesus e Capela Santo Antônio no Povoado Santo Antônio [12].

Festas e celebrações[editar | editar código-fonte]

Desde o surgimento da cidade, as celebrações religiosas são grandes expressões da sociabilidade pirenopolina, calcadas na fé católica, no sincretismo, na diversidade símbolos, que organizou uma cultura específica que, até hoje estão relacionadas com a sociedade que é participante, organizadora e preservadora destes costumes. Até mesmo os locais que não mais residiam na cidade, conforme registros de séculos passados, vinham para participaram das celebrações devido a grandiosidade destes festejos [43], e até hoje assim, os descendentes da cidade que residem em outras localidades, retornam para manterem as tradições familiares, e associados a estes, turistas e visitantes.



Com influências portuguesas, ainda hoje, as celebrações existentes preservam uma religiosidade viva e marcante na memória e história do povo local, nas quais ainda são utilizadas as imagens sacras seculares, paramentos próprios e alfaias, Irmandade com sua opas e insígnias, crianças vestidas de anjinhos, a Banda Phoenix [44] executando marchas e dobrados nas procissões festivas, e marchas fúnebres na Semana Santa, a musicalidade do Coro e Orquestra Nossa Senhora do Rosário, [44], entoando composições polifônicas da época, geralmente em latim nos templos existentes. Também é marcante e visível a influência africana no cotidiano paroquial, seja na devoção a padroeira, seja nas casas dos paroquianos, que geralmente têm nas cozinhas uma imagem de São Benedito, seja nos repiques dos sinos que lembram os batuques, a congada, a Banda de Couro, o reinado e o juizado, além das várias pessoas batizadas com o nome de Benedito. A vida do homem do campo também se faz presente nas características paroquiais, através das folias, das quermesses, leilões e prendas que geralmente são doadas nos festejos, na simplicidade e devoção das pessoas.

Procissão de Ramos na Semana Santa. A Semana Santa se apresenta como a mais antiga manifestação da cidade, iniciada em 1728 pela Irmandade do Santíssimo .

Durante séculos, a história reservou a Semana Santa o local de destaque como a maior celebração realizada em Pirenópolis [43], implementada logo no início do surgimento da cidade pela Irmandade do Santíssimo Sacramento, e envolvia todas as irmandades, confrarias, as duas Bandas de Música, bem como as duas Orquestras além do povo local [43], costumes que em grande maioria ainda se manteve fortes, até mesmo durante a pandemia do Coronavírus em 2020 e 2021 [77] [78].

Além da Semana Santa, figuraram durante muito tempo entre as celebrações tradicionais da: Festa do Menino Jesus e Festa de São Sebastião em janeiro, Celebrações quaresmais, Festa de Passos, Festa de Dores, Festa de São José, Festa de São Bento e Festa de São Benedito entre março e abril, Corpus Christi, Festa do Sagrado Coração de Jesus, Festa de Santo Antônio, Festa do Carmo, Festa da Boa Morte, Festa da Abadia, Festa do Senhor do Bonfim, Festa do Rosário (a padroeira), Festa do Rosário dos Pretos, Festa de São Judas, Festa de Nossa Senhora da Conceição, Festa de Santa Bárbara, Festa de Santa Luzia, rezas de presépio além da Festa do Divino, que atualmente é a festividade de maior projeção, cuja importância se constatou em 2010 com o registro de tal celebração como Patrimônio Imaterial reconhecido pelo IPHAN, sendo também nela realizado o Reinado do Rosário e o Juizado de São Benedito [43]. Já nas Capelas e comunidades rurais, a devoção maior era: Festa de Santo Antônio e São Geraldo no povoado de Santo Antônio, Festa de Bom Jesus no povoado topônimo, e demais padroeiros das capelas rurais citados na seção Igrejas e Capelas.

Com o passar dos anos, o desenvolvimento e crescimento da cidade, a romanização, Concílio Vaticano II e adaptações aos tempos atuais, as características vêm tomando as feições que hoje são observadas [43], e assim, muitas celebrações foram simplificadas, adaptadas ou até mesmo suprimidas, sobretudo entre meados de 1970 à 2000, período de extinção de todas Irmandades, exceto a do Santíssimo. Também nesta época, foram introduzidos na Paróquia novos movimentos e novas formas de evangelização, criação de pastorais e eventos voltados para atrair jovens, potencializados a partir de 2006 e na década seguinte, eventos de grande projeção regional como a JJPiri - Jornada da Juventude, além de demais atividades.

A partir de 2012 e nos anos seguintes, houver uma valorização da cultura e identidade local, o retorno de celebrações e festas suprimidas em meados de 1970 a 2000, além do ingresso de jovens no Apostolado da Oração, na Irmandade do Santíssimo, no Coro e Orquestra Nossa Senhora do Rosário e na Banda Phoenix, enaltecendo a importância e harmonia entre passado e presente, bem evidenciado durante a pandemia do COVID-19 em 2020 e 2021 [77] [78].

Párocos[editar | editar código-fonte]

Párocos e Vigários
Párocos Período Coadjutor Notas
Pe. José de F. Vasconcelos (Visitador Diocesano - Interventor) 1732 — 1733 Pe. Francisco Xavier de Oliveira
Pe. Francisco Xavier de Oliveira (Capelão encomendado) 1733 — 1736 Pe. Antônio Borges Teixeira
Pe. Pedro Monteiro de Araújo (Primeiro pároco colado) 1736 — 1741 Pe. Antônio Borges Teixeira
Pe. Manuel Nunes Colares da Mota 1741 — 1747 Em 1745, foi criada a Prelazia de Goiás, ficando a ela, a Paróquia subordinada.
Pe. Gonçalo José da S. Guedes 1747 — 1749 Pe. Manuel Pereira de Sousa
Pe. Jerônimo Moreira de Carvalho 1749 — 1754 Pe. Manuel Pereira de Sousa, Pe. Manuel da Silva Monteiro e Pe. João Pereira de Azevedo.
Pe. Custódio Barbosa de S. Miguel 1754 — 1759 Pe. Manuel Pereira de Sousa, Pe. Bernardo da Cunha Peixoto, Antônio Rodrigue Fontoura e Pe. Joaquim Gomes de Lima.
Pe. Luiz Manoel de M. Mascarenhas 1759 — 1766 Pe. Manuel Pereira de Sousa, Pe. José Cardoso Mariano, Pe.João Pires Ribeiro, Pe.José Pereira Camacho e Pe. Carlos Francisco Tôrres.
Pe. José Pires dos Santos 1766 — 1771 Pe. Manuel de Albuquerque, Pe. Francisco Xavier da Luz, Pe. Antônio Bueno da Veiga, Pe. Antônio Correia de Sant'Ana, Pe. José Caetano de Lobo e Pe. José Joaquim de Lima.
10º Pe. Manoel de Silva Contelo 1771 — 1773 Pe. Manuel Pereira de Sousa, Pe. Manuel Maia e Pe. Custódio Barbosa de S. Miguel.
11º Pe. Dr. Domingos Rodrigues de Carvalho 1774 — 1778 Pe. Carlos Francisco Tôrres, Manuel Pereira de Sousa, José Vieira de Magalhães, Fernando José Leal, Joaquim Gomes de Lima e Antônio Correia de Sant’Ana.
12º Pe. Antônio Fernandes Barreto Valqueira 1778 — 1780 Pe. Carlos Francisco Tôrres e Manuel Ribeiro de Oliveira de Fontoura.
13º Côn. José Correia Leitão 1780 — 1784 Pe. Bernardo Teles de Queiroz, Manuel Pinheiro de Oliveira, Joaquim Gomes de Lima, Manuel Pereira de Sousa e Francisco Xavier Guimarães.
14º Pe. Bernardo Teles Queiroz 1784 — 1788
15º Pe. Joaquim Gomes de Lima 1788 — 1790 Pe. Bernardo José Ferreira de Campos, Pe. Francisco Pinto Guedes, Pe. Antônio Coreia de Sant'Ana, Pe. Francisco Inácio de Faria Vivas e Pe. Custódio Barbosa de S. Miguel.
16º Pe. Antônio Correia de Sant’Ana 1791 — 1795
17º Pe. Vicente Ferreira Brandão 1795 — 1797
18º Pe. Dr. José Caetano Ferreira de Aguiar 1797 — 1800
19º Pe. Vicente Ferreira Brandão 1800 — 1803
20º Pe. Cô. Roque da Silva Moreira 1803 — 1805 Pe. Joaquim Gonçalves Dias Goulão.
21º Pe. José Gomes de Lima 1805 — 1807 Pe. Francisco Pinto Guedes, Pe. Antônio Luiz de Amorim e Pe. Luiz Manuel dos Santos.
22º Pe. Joaquim Gonçalves Dias Goulão 1807 — 1810 Pe. Antônio Rodrigues Santiago.
23º Francisco Xavier dos Guimarães Brito e Costa 1810 — 1816 Pe. Manuel Amâncio da Luz, Pe. Dr. Luiz Manoel dos Santos, Pe. Jerônimo José de Campos, Pe. Francisco Pinto Guedes e Pe. Francisco Inácio de Farias Vivas.
24º Pe. Joaquim Gonçalves Dias Goulão 1816 — 1822 Pe. Luiz Gonzaga de Camargo Fleury, Pe. Bento Francisco de Paula e Pe. Manuel Pereira de Sousa (2º deste nome)
25º Pe. Francisco José da Silva Sortes 1822 — 1824
26º Pe. Joaquim Gonçalves Dias Goulão 1824 — 1840 Pe. Silvestre Alves da Silva, Pe. Manuel Amâncio da Luz e Pe. Manuel Pereira de Sousa Em 1826, a Prelazia de Goiás é elevada a Diocese.
27º Pe. Manuel Amâncio da Luz 1840 — 1842
28º Pe. Luiz Manoel de Guimarães 1842 — 1844 Pe. Manuel Amâncio da Luz e Pe. Luiz Manuel de Guimarães.
29º Pe. José Joaquim do Nascimento 1844 — 1898 Pe. Marcelino Teixeira Chaves, Pe. Antônio dos Santos Mendonça, Pe. Francisco Inácio da Luz e o Pe. Antônio Justino.
30º Pe. Francisco Xavier da Silva 1898 — 1899 Pe. João Keerondir CSSR e Pe. Roberto Hansmaier CSSR.
31º Pe. João Marques de Oliveira 1899 — 1900
32º Pe. Francisco Xavier Savelli 1900 — 1902 Pe. Francisco da Cunha Peixoto Leal.
33º Pe. Carlos José Bohrer 1902 — 1909
34º Mons. Bruno Alberdi Zugadi 1909 — 1917
35º Pe. Santiago de Uchôa 1917 — 1941 Em 1932, a Diocese de Goiás é elevada a Arquidiocese. Em 1941, a Igreja Matriz foi tombada como Patrimônio Histórico pelo IPHAN.
36º Fr. Cipriano Bassla, OFM 1941 — 1953 Fr. João A. Jousou, OFM
37º Fr. Filipe A. Kennedy, OFM 1953 — 1959 Fr. André Antonio Quina - OFM, Fr. Anselmo Donvel - OFM, Fr. João B. Vianney Krieg - OFM, Fr. Saturnino - OFM Em 1956, foi criada a Diocese de Goiânia, ficando a ela, a Paróquia subordinada.
38º Fr. Primo Carrara, OSA 1959 — 1968 Em 1966, foi criada a Diocese de Anápolis, ficando a ela, a Paróquia subordinada.
39º Pe. Sebastião 1968 — 1969
40º Pe. Tennyson de Oliveira 1969 — 1979
41º Fr. Vitório, OFM 1980 — 1981
42º Pe. Primo Carrara 1982 — 1993
43º Pe. Joel Alves de Oliveira 1993 — 1999 Pe. Primo Carrara
44º Pe. Luiz Virtuoso 1999 — 2006 Em 05 de setembro de 2002 ocorreu o incêndio da Igreja Matriz de Pirenópolis.
45º Pe. Oscar de Vasconcelos de Souza Filho 2006 — 2008 Pe. Joel Alves de Oliveira, Pe. Wôlnei Ferreira de Aquino, Pe. Anevair José da Silva e Pe. Éder Martins Pereira.
46º Pe. Anevair José da Silva 2009 — 2015 Pe. Joaquim Oliveira Neto, Pe. Paulo Assiol Alves Bittencourt, Pe. Antônio Carlos Pereira Vieira, Pe. Minta José Vellamattathil, Pe. Danilo Malta dos Santos, Pe. Carlito Bernardes Júnior, Pe. Wellison Borges de Lima. Em 2010, a Festa do Divino foi registrada como Patrimônio Cultural pelo IPHAN.
47º Pe. Augusto Gonçalves Pereira 2015 — Presente Pe. Paulo Assiol Alves Bittencourt, Pe. Wellington Gonçalves Pereira, Pe. Adair Cândido Correa Em 2019, A Irmandade do Santíssimo bem como as celebrações por ela iniciadas foram declaradas Patrimônio Cultural do município [79].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]