Parasitismo

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Opilião parasitado por ácaros

Parasitismo (do grego παράσιτος, parásîtos: de pará, ao lado, junto de + sîtos, alimento), podendo significar “aquele que come ao lado de outro”. É a associação entre seres vivos, na qual existe um ser apenas que se benefícia, sendo um dos associados prejudicado nessa relação. Desse modo, surge o parasita, agente agressor e o hospedeiro, agente que abriga o parasita. O parasita por sua vez, retira os nutrientes do ser o qual está hospedado, representando uma relação desarmônica.

Quando os parasitos colonizam um hospedeiro, diz-se que este abriga uma infecção. Somente se a infecção ocasiona sintomas claramente prejudiciais ao hospedeiro pode-se dizer que este tem uma doença. Para muitos parasitos, existe a suposição de que o hospedeiro possa sofrer algum dano, mas, como ainda não foi identificado qualquer sintoma específico, não há doença. Patógêno é o termo que pode ser aplicado a qualquer parasito que provoca uma doença (ou seja ele é patogênico).

parasitismo no dicionário

substantivo masculino

  1. 1. eco interação entre duas espécies, na qual uma delas, o parasita, se beneficia da outra, o hospedeiro, causando-lhe danos de maior ou menor importância, mas raramente a morte.
  2. 2. med enfermidade causada por parasitas.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Exemplos em plantas:

Cipó-chumbo: o cipó-chumbo (Cuscuta racemosa) é uma planta parasita que não possui clorofila, o que lhe caracteriza uma cor amarelada. Por não realizar fotossíntese, cresce sobre outras plantas, sugando delas a seiva orgânica. Para extrair a seiva, o cipó-chumbo possui raízes especializadas chamadas de haustórios, ou simplesmente raízes sugadoras, que são capazes de penetrar até os vasos liberianos da planta hospedeira. Plantas como o cipó-chumbo, que retiram da planta hospedeira todos os seus nutrientes, são denominadas como holoparasitas.

Erva-de-passarinho: Erva-de-passarinho é o nome popular dado às representantes de algumas famílias de plantas hemiparasitas. Diferentemente das plantas holoparasitas, elas não extraem das plantas hospedeiras os nutrientes produzidos na fotossíntese. Também realizam fotossíntese, pois possuem clorofila, e retiram das outras plantas, através de suas raízes especializadas, apenas a seiva mineral (água e sais minerais).[1]

Exemplos em animais:

Teníase: é causada pelo verme do gênero Taenia, popularmente chamado de solitária, por geralmente ser encontrado sozinho no intestino de seu hospedeiro. É adquirida através da ingestão da carne de boi ou porco malcozidas, contendo as larvas (cisticercos) da tênia. A espécie de tênia que parasita o boi é a Taenia saginata e a que parasita o porco é a Taenia solium.

Ascaridíase: é provocada pelo Ascaris lumbricoides, popularmente chamado de lombriga. Vive no intestino do ser humano, e sua instalação ocorre por meio da ingestão de água e alimentos contaminados por seus ovos. Ao serem ingeridos, os ovos liberam as larvas que passam pelo intestino, pulmões, traqueia e intestino novamente, no qual se instalam definitivamente e se desenvolvem até se tornarem lombrigas adultas. Estas lombrigas se reproduzem sexuadamente, formando novos ovos que, junto às fezes, podem retornar ao ambiente e iniciarem um novo ciclo.[2]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo foi usado pela primeira vez em inglês em 1539,a expressão parasita vem do parasita francês medieval, do latino parasitus, da latinização do grego παράσιτος (parasitos), "aquele que come na mesa de outro".[3]Em sua definição original, não era de natureza estritamente pejorativa.Ser um parasito era um modo de vida aceito, pelo qual uma pessoa podia viver da hospitalidade dos outros e, em troca, fornecer "lisonja, serviços simples e uma vontade de suportar Humilhação ". [4]

Doenças causadas por parasitas.[editar | editar código-fonte]

Os exemplos mais comuns são o de verminoses (causadas por vermes), o que muita das vezes pode levar o hospedeiro à morte, porém sem essa intenção, pois se o hospedeiro morrer o parasita também morrerá. Há ainda, a questão do papel desenvolvido pelo parasito na dinâmica das populações dos hospedeiros; pois, tais parasitos podem afetar as características demográficas dessas populações, como a taxa de natalidade e mortalidade dos hospedeiros. A exemplo do impacto na taxa de natalidade tem-se casos como a Brucelose ( doenças infecciosa transmitida pela Brucella Melitensis, que nas fêmeas de animais domésticos como: bovinos,caprinos e outros;localizada no útero causa o abortamento, e nos machos localizada nos testículos causa a infertilidade. Além disso, vê-se também o impacto na taxa de mortalidade das populações, tendo em vista que, muitas vezes o parasito leva seu hospedeiro à morte, mesmo sem intenção, já que com a morte do hospedeiro, o parasito poderá morrer por falta de nutrientes e do ambiente adequado para sua sobrevivência. Um exemplo disto, a enfermidade produzida por protozoários intracelulares do gênero Babesia e transmitida principalmente por carrapatos da família Ixodidae, que pode ser fatal. [5]

Os seres que vivem à custa do hospedeiro podem ser de dois tipos: ectoparasitas (fora do corpo do hospedeiro) e endoparasitas (dentro do corpo do hospedeiro).

Um ectoparasita bastante conhecido é o piolho do couro cabeludo, que se caracteriza por se alimentar do sangue humano e provocar bastante coceira. Esse parasita é comum em crianças em idade escolar e pode ser tratado com o uso de medicamentos específicos. Além dos piolhos, os carrapatos também são exemplos de ectoparasitas.

 Valor[editar | editar código-fonte]

Apesar dos parasitas serem geralmente considerados prejudiciais, a erradicação de todos não seria necessariamente benéfica. Parasitas contam para grande parte ou mais da metade da diversidade da vida; eles possuem um papel ecológico importante (enfraquecendo a presa) que ecossistemas normalmente levariam certo tempo para se adaptar a tais; e sem parasitas, organismos poderiam eventualmente tender a reprodução assexual, diminuindo a diversidade de características dismórficas sexuais.[6] Parasitas provem uma oportunidade para transferir material genético entre espécies. Em raras, porém significantes ocasiões isso pode facilitar mudanças evolutivas que não ocorreriam de outro modo, ou que levariam muito mais tempo.[7]

Referências

  1. «Parasitismo - Parasitas e Hospedeiros - Relações Ecológicas». InfoEscola 
  2. «Parasitismo - Parasitas e Hospedeiros - Relações Ecológicas». InfoEscola 
  3. George, Scott, Henry,Robert. «A Greek-English Lexicon» 
  4. Donahue, J.F (2014). «Food and Drink in Antiquity: A Sourcebook: Readings from the Graeco-Roman World». Bloomsbury 
  5. Begon Michael, Towsend Colin R. (2007). Ecologia: de Indivíduos a Ecossistemas. Porto Alegre: Artmed. pp. 371– 372 
  6. Holt, Robert D. (1 de janeiro de 2010). «IJEE Soapbox». Israel Journal of Ecology & Evolution. 56 (3-4): 239–250. ISSN 1565-9801. doi:10.1560/ijee.56.3-4.239 
  7. Claude Combes, The Art of being a Parasite, U. of Chicago Press, 2005
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