Parque Ibirapuera Conservação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Parque Ibirapuera Conservação
Fundação 2014
Tipo Associação
Propósito Preservar o Parque Ibirapuera, melhorar a experiência dos visitantes e construir uma comunidade dedicada a conservar o parque para o futuro.
Sede São Paulo, SP
CEO Thobias Furtado
Voluntários +1000
Sítio oficial parqueibirapuera.org

O Parque Ibirapuera Conservação é uma associação privada, sem fins lucrativo, qualificada como organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), que nasceu do esforço contínuo de um grupo determinado de cidadãos em melhorar o Parque Ibirapuera. Em 2015, a Conservação foi eleita membro titular do Conselho Gestor do Parque Ibirapuera e trabalha com a revitalização de espaços construídos e jardins ao planejar, aprovar e executar trabalhos de melhorias no parque.

Entre organizações mundiais voltadas à preservação de parques urbanos, o Parque Ibirapuera Conservação é conhecido pela sua força mobilizadora junto aos frequentadores. A organização tem mais de meio milhão de seguidores em suas redes sociais e usa seu poder engajador na promoção de ações de cuidado, limpeza e fomento da cultura de doação.

História[editar | editar código-fonte]

Durante os mais de 60 anos de história, o Parque Ibirapuera passou por mudanças e recorrentes ciclos de dificuldade de investimento na manutenção e restauração de suas áreas verdes. Em 2010, a partir de movimento comunitário encabeçado por Thobias Furtado, então representante dos usuários no conselho do parque[1], o grupo começou a trabalhar no fomento da transparência e na conscientização dos frequentadores para alcançar a visão de um parque mais limpo, seguro e bonito. Em 2013, passou a contar com o apoio crescente de frequentadores dedicados e líderes filantropos que co-fundaram e apoiaram a Conservação no começo de 2014, com o objetivo de profissionalizar a organização e contribuir também para a restauração e conservação de espaços mais complexos do parque, onde é necessária uma série de aprovações junto à prefeitura e órgãos de tombamento.[2]

O Parque Ibirapuera Conservação é inspirado na história e no modelo de negócios da organização não governamental Central Park Conservancy de Nova Iorque, que, após 30 anos de trabalho com doações de amigos do parque, consegue hoje levantar mais de 75% do orçamento anual necessário para manter o Central Park[3]. Com a crescente participação de vizinhos do Parque Ibirapuera, como também de empresas e instituições, a Conservação conseguiu estruturar o caminho transparente e participativo para o cuidado das áreas verdes pela sociedade civil organizada.

Atividades[editar | editar código-fonte]

A Conservação trabalha em três frentes. Primeiro com reformas/restaurações de espaços construídos e jardins no parque. Segundo, mobilizando e engajando frequentadores em atividades de conservação e preservação[4]. Por último, na sensibilização dos usuários, com sua ativa participação nas mídias sociais tratando de tópicos de civilidade, cultura e comportamento em seu site com o blog/Revista da Conservação. A revista até o começo de 2016 já ultrapassava 300 artigos, escritos por voluntários estudiosos, jornalistas e redatores contribuintes. Desde 2010, os artigos voltados ao parque e conservação de parques geram um tráfego de 1 milhão de usuários por ano, segundo Google Analytics, o que posiciona o portal entre os 3000 mil mais acessados do Brasil, segundo relatório públicos do Alexa/Amazon.

Entre os trabalhos de restauração, a primeira reforma complexa, a do Bosque da Leitura foi entregue a população em Outubro de 2015[5][6]. O Parque Ibirapuera Conservação assinou contrato de parceria[7] em 2014 com a Prefeitura de São Paulo para restaurar e manter a área do bosque, sem qualquer repasse municipal, e é hoje co-responsável pela gestão e planos de ampliação do atendimento do espaço.

Inovação[editar | editar código-fonte]

Enquanto no Brasil é comum que organizações da sociedade civil de interesse público trabalhem no cuidado e gestão de áreas culturais como o MAM ou MuseuAfro Brasil, ambos dentro do próprio Ibirapuera, o mesmo não acontece com os parques urbanos. A Conservação é um exemplo vivo deste movimento conservacionista atual dedicado aos parques. Segundo a procuradora e professora da UFRJ Arícia Correa, PhD, no Seminário Parques do Brasil, este cenário pode mudar, quando entrar em vigor a nova lei 13.019/14[8], que elevará o modelo de OSCIP a um novo patamar de governança, dando à sociedade civil a possibilitando de se associar mais ao público, especialmente no caso dos parques.

No município de São Paulo a Secretária do Verde e Meio Ambiente é a responsável pelos 105 parques municipais com um orçamento de aproximadamente R$169MM/ano[9]. O cuidado da área verde e segurança privada do Parque Ibirapuera ultrapassa R$20MM/ano e consomem mais de 5 vezes o investimento médio por metro quadrado usado para a manutenção das áreas de parques municipais[10]. O sucesso de iniciativas como o Parque Ibirapuera Conservação de aproximar a sociedade civil e levar outras fontes de recursos para o parque, ainda que gradualmente, tem grande potencial de transformação no longo prazo uma vez que a Conservação traz em sua maioria CAPEX ao parque, enquanto a prefeitura segue mantendo com OPEX os espaço verdes e públicos do Ibirapuera. Indiretamente, a contribuição da Conservação também afeta outros parques na medida em que incentiva a criação de outras organizações da sociedade civil, como a Conservação, em parques municipais, visto como reduz, indiretamente, a necessidade de investimento no parque, o que possibilita à prefeitura investir recursos que iriam para Ibirapuera em outros parque mais carentes.

Campanha Ibira Amo e Cuido[editar | editar código-fonte]

Conscientes da ainda modesta cultura da doação no país, se comparada a outros com organizações da sociedade civil também consolidadas, a Conservação criou, em 2014, a campanha Ibira Amo e Cuido com o apoio do Instituto Azzi para incentivar usuários a se tornarem amigos do parque, ou doadores sementes. A campanha busca incentivar a participação ativa dos usuários do parque na Conservação, com doações pequenas e periódicas. Hoje, centenas de pessoas já doaram para a organização e vestem a camiseta com o motto da campanha, espalhando o hashtag #IbiraAmoeCuido pela redes sociais. No Instagram o termo se tornou um marco com mais de 7000 fotos marcadas pelo usuários até o final de 2015. O Parque Ibirapuera foi eleito pelo próprio Instagram como o lugar mais fotografado da América Latina.[11]

Links Externos[editar | editar código-fonte]