Parque São Vicente (Mauá)

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Disambig grey.svg Nota: Se procura outro significado de Parque São Vicente, veja Parque São Vicente.

Parque São Vicente é um bairro do município de Mauá, Estado de São Paulo, que começou a ser loteado na década de 1960, na área da antiga fazenda Capitão João.

Segundo o Censo de 2000 do IBGE[1], 25.000 moradores se distribuem entre o bairro Parque São Vicente e seus vizinhos Jardim Araguaia (Mauá) e Vila João Ramalho.

Conta com comércio bem diversificado, com redes de supermercado, farmácias, panificadoras, bancos, lojas de informática, papelarias, encadernadora, gráficas, locadoras, escritórios contábeis, lojas de roupas e calçados, restaurantes, e conta ainda, com dois grandes conjuntos residenciais, um, o condomínio Barão de Mauá-Paulicoop[2], onde moram cerca de 1700 famílias, e outro, a Reserva São Vicente composta por 11 condomínios construídos pela Construtora e Incorporadora MRV.

Ainda no ano de 2010 o bairro disporá de alça de acesso ao Rodoanel Mário Covas (trecho sul) e há ainda um movimento iniciado por moradores do bairro para a efetivação de um parque ecológico, o Horto São Vicente, que abrigará espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção.

O bairro atualmente é considerado o melhor da cidade de Mauá, conta com diversas opções de comércio e lazer além de ser o único com vigilância 24h da Guarda Municipal e Polícia Militar.

História do Bairro[editar | editar código-fonte]

No inicio eram só eucaliptos, que foram plantados pela família Bozzato, por autorização de Vicente de Paula de Almeida Prado, que por 35 mil réis, em 1935, adquiriu os 50 primeiros alqueires da área, então pertencentes a Xisto de Campos Jaussi.

É provável que o nome São Vicente do bairro faça alusão ao seu proprietário, Vicente de Paula, que efetuou duas compras de terras junto aos 50 alqueires iniciais, em 1939 e 1941. São as três áreas que formaram a fazenda Capitão João que, em 1942, passou a ser administrada por Francisco Ortega.

Os eucaliptos plantados pelos Bozzato serviam às grandes fábricas de então, que consumiam a lenha gerada em seus fornos industriais. Um dos casos, a Cerâmica São Caetano.

A planta urbana do Parque São Vicente foi aprovada em junho de 1963 em nome da loteadora, Almeida Prado S/A - Comissária e Exportadora, pelo decreto municipal n° 335.

Da primeira parte do loteamento, 2.542 lotes. Os 332 lotes da gleba 1, junto à Avenida João Ramalho, foram vendidos em 30 dias. Um dos compradores de vários lotes foi o comerciante Skenaro Nakandakare, dono de uma rede de supermercados em Mauá, que construiu uma luxuosa residência.

Os 1.726 lotes iniciais estavam vendidos em 1973. Os demais foram vendidos posteriormente, em ruas que homenageiam nomes de vice-presidentes da República brasileiros. Várias áreas foram doadas pelos loteadores, destinadas à construção de duas escolas, igreja católica, estádio municipal e alargamento das Avenidas João Ramalho e Papa João XXIII.

Da história do Parque São Vicente, um ponto referencial foi o cruzeiro de madeira, confeccionado por um dos moradores pioneiros, Pedro Lopes, que não usou um prego sequer na obra - o cruzeiro foi todo parafusado.

Erguido em 1965, o cruzeiro marcou o espaço da construção da primeira capela, com um detalhe: ninguém sabia se a imobiliária iria mesmo oferecer o terreno, gratuitamente. A doação foi confirmada pelo próprio Almeida Prado, em telefonema dado ao padre Olavo, à época atuando em Mauá e que depois seria transferido para a Vila Barcelona, em São Caetano.

O asfalto, energia elétrica e transporte coletivo só vieram na década de 1970.

Principais vias[editar | editar código-fonte]

  • Avenida Armando Sales de Oliveira
  • Avenida João Ramalho
  • Avenida Papa João XXIII
  • Rua Presidente Artur da Costa e Silva
  • Rua Carlos de Campos

Referências

  1. IBGE. Censo 2000
  2. PMM / Seplama