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Parque do Carmo (distrito)

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Parque do Carmo
Parque do Carmo (distrito)
Área 15,4 km²
População (74°) 74.677 hab. (2022)
Densidade 45,21 hab/ha
Renda média R$ 1.400,00
IDH 0,859 - elevado (51°)
Subprefeitura Itaquera
Região Administrativa Leste
Área Geográfica 4 Leste
Distritos de São Paulo

Parque do Carmo é um distrito situado na Zona Leste do município de São Paulo, administrado pela Subprefeitura de Itaquera.

O parque que dá nome à região é o segundo maior da área metropolitana de São Paulo e foi criado em 1976, em área que pertencia a uma fazenda de Oscar Americano. Possui fauna e flora ricas, com macacos, gambás, lagartos, entre outros, além de atrações como um planetário. Neste parque, desde 1978, é realizada a Festa das Cerejeiras, que comemora a florada da árvore sakura, símbolo do Japão.[1]

No distrito existe uma unidade do SESC, designada por SESC Itaquera. No entanto, apesar do nome, não fica em Itaquera, e sim no distrito do Parque do Carmo, como mostram os mapas oficiais da Prefeitura de São Paulo. O mesmo vale para a unidade da Associação Cristã de Moços (ACM), localizada na Rua Léo de Afonseca, e para o Campus Zona Leste da UNIFESP.

Bairros do Parque do Carmo: Jardim Santa Marcelina; Jardim Nossa Senhora do Carmo; Vila Carmosina (parte); Jardim Marabá; Fazenda Nossa Senhora do Carmo; Vila Ana Cláudia; Vila São Vicente; Chácara Santa Amélia; Jardim Elian; Conjunto Habitacional Gleba do Pêssego.

História

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Ocupação inicial

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Os primeiros ocupantes desta região foram três tribos indígenas: Itaquerus, que originaram o nome do distrito de Itaquera ("pedra dura", em tupi-guarani); Guaianás, que originaram o nome do distrito de Guaianases; e Caaguaçus. Com o decorrer do tempo veio para esta região uma ordem católica chamada de Ordem Terceira do Carmo, conhecida como Ordem dos Carmelitas. Eles tinham o intuito de catequizar os índios que aqui habitavam e apresentar alguns de seus costumes. Este choque cultural, não aceito pelos índios, resultou na fuga deles para regiões mais distantes.

A Ordem Carmelita transformou as terras em que estava instalada na Fazenda Caaguaçú no ano de 1722. A exploração agrícola e a criação de gado foram as principais atividades desenvolvidas na fazenda. Com a substituição da mata original por áreas agrícolas, o ecossistema da região foi modificado, destruindo o habitat dos animais.

Em 1919, a fazenda foi vendida para a Companhia Pastoril e Agrícola, de propriedade do Coronel Bento Pires, que deu continuidade à criação de gado e, principalmente, ao plantio de café. A produção era facilmente escoada pelo uso da ferrovia que passava próximo à fazenda, implantada nessas terras pelo engenheiro Artur Alvim.[2]

Primeiros loteamentos

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Na década de 1920, Bento Pires iniciou o primeiro processo de loteamento das terras da Fazenda Caaguaçú. Desse processo surgiram os distritos da Vila Carmosina e da Cidade Líder, e o que restou destas terras passou a se chamar "Fazenda do Carmo". Nesta mesma época, iniciou-se a colonização japonesa, incentivada pelo coronel Bento Pires. Seu interesse era a formação de pequenas propriedades produtivas, com mão de obra especializada, para fomentar o desenvolvimento agrícola da localidade.[2]

Oscar Americano

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Na década de 1940, o Coronel Bento Pires, devido à desvalorização do café, vendeu parte de suas terras para o engenheiro civil Oscar Americano, da CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras). Este, por sua vez, loteou e vendeu parte da propriedade com o intuito de atrair pessoas das classes média e alta, visando à valorização de suas terras. Essas áreas loteadas correspondem atualmente ao Jardim Nossa Senhora do Carmo, que em alguns pontos é conhecido como "Morumbizinho", devido ao slogan utilizado na época: "Venham morar no Morumbi da Zona Leste".

Com a morte de Oscar Americano, em 1974, seus herdeiros resolveram vender a Fazenda do Carmo, que foi dividida entre a Prefeitura Municipal de São Paulo e a COHAB. A Prefeitura realizou algumas benfeitorias na área, construindo banheiros, playground, churrasqueiras e áreas de descanso. O Parque do Carmo foi inaugurado em 19 de setembro de 1976 e conta hoje com uma área de pouco mais de 1,5 milhão de metros quadrados, tornando-se o terceiro maior parque municipal da cidade de São Paulo.[2]

Planetário do Carmo

Demografia

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Parque do Carmo

Segundo estimativa do IBGE, com dados de 2022, o Parque do Carmo tem uma população total de 74.677 habitantes.

Segundo o censo da Folha, no ano de 2008, a população do Parque do Carmo é composta por: brancos (45,0%), pardos (32,0%), pretos (13,0%) e amarelos e indígenas (10,0%). Do total de residentes, 52% eram do sexo feminino e 48% do sexo masculino.[3]

Evolução demográfica do distrito do Parque do Carmo[4][5]

Indicadores sociais

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Classes sociais[3]
Classe A

10 %

Classe B

55 %

Classe C

33 %

Classe D

2 %

Os indicadores sociodemográficos do censo de 2000 apontam um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio de 0,799, o que o coloca na 74ª posição entre os distritos da cidade.

IDHs do ano 2000[6]
  • IDH - médio: 0,859
  • IDH - renda: 0,741
  • IDH - longevidade: 0,753
  • IDH - educação: 0,904

A idade média da população do Parque do Carmo é de 35,8 anos. Em termos sociais, há predominância da classe B, segundo pesquisa realizada no ano de 2008 pela Folha de S.Paulo.

Uso do solo

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A ocupação urbana do distrito é predominantemente horizontal, ocupada por uma população de baixa renda e por loteamentos de renda média, além de alguns condomínios verticais de renda média. Grande parte do distrito é ocupada pelo Parque do Carmo e está voltada à preservação ambiental, atividades culturais e de lazer.[7]

Vista do bairro Jardim Nossa Senhora do Carmo

Bairros do Parque do Carmo:[8]

  • Fazenda Caaguaçú
  • Fazenda Nossa Senhora do Carmo
  • Gleba do Pêssego
  • Jardim Elian
  • Jardim Marabá
  • Jardim Nossa Senhora do Carmo
  • Jardim Santa Marcelina
  • Parque do Carmo
  • Vila Chuca

Localização geográfica

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  • Norte: Rua São Teodoro, Rua Boleeiro e Rua Itapitanga.
  • Sul: Avenida Aricanduva e Rio Aricanduva.
  • Leste: Estrada do Pêssego, Avenida Jacu-Pêssego/Nova Trabalhadores.
  • Oeste: Avenida Líder, Rio Verde, Rua Montes Altos, Avenida Antônio de Souza Queiroz, Avenida Maria Luiza Americano, Rua Estêvão Dias Vergara, Rua Peixoto Viegas, Rua Lopes de Melo, Rua Joaquim Meira de Siqueira e Avenida Afonso de Sampaio e Souza.

Distritos limítrofes

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Escudo de Armas do Distrito do Parque do Carmo

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Brasão do Parque do Carmo

Descrição Heráldica: Sobre um campo em blau, no cantão destro do chefe, um Cruzeiro em ouro, evocando a história da formação do distrito com a presença dos Carmelitas no século XVIII. No cantão sinistro do chefe, em campo sinopla, uma árvore em ouro representa uma das maiores riquezas da região: o conjunto ecológico do Parque do Carmo. No cantão destro do contrachefe, em sinopla, um edifício em ouro com janelas e fumaça em prata representa o desenvolvimento industrial da região. No cantão sinistro do contrachefe, em campo blau, linhas onduladas em prata representam os rios e nascentes presentes na região. Encimando o Brasão, há uma coroa mural em prata com quatro torres, representando a condição de distrito. Em listel de prata, inscreve-se, nas extremidades, em blau, a legenda “Fide in Brasilia” (Fé no Brasil) e, no centro, também em blau, a inscrição "Parque do Carmo".[9][10]

Referências

  1. https://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/parque-do-carmo/
  2. 1 2 3 «Histórico do Parque do Carmo». Consultado em 28 de março de 2011. Arquivado do original em 19 de junho de 2008
  3. 1 2 «DNA Paulistano - Extremo Leste» (PDF). Folha de S.Paulo. 24 de agosto de 2008
  4. «População recenseada - Município de São Paulo, Subprefeituras e Distritos Municipais: 1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010». Prefeitura de São Paulo. Consultado em 12 de novembro de 2024
  5. «Censo 2022 | IBGE» (Em "Arquivos vetoriais (com atributos dos resultados de população e domicílios)", acesse "Malha de Distritos preliminares – por Unidade da Federação" (shp) e faça o download). IBGE. Consultado em 12 de novembro de 2024
  6. Atlas do Trabalho e Desenvolvimento da Cidade de São Paulo Arquivado em 22 de março de 2009, no Wayback Machine. - Prefeitura do Município de São Paulo, 12 de novembro de 2007
  7. «Emplasa - Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano» (PDF)
  8. «Bairros Parque do Carmo». SPBairros. Consultado em 12 de novembro de 2024
  9. Stanojev Pereira, Marco A. (2012). História e Estórias do Povoamento e Gentes de Vila Sant'Ana e Itaquera 1ª ed. São Paulo: Sagitarius Ed. 609 páginas. ISBN 978-85-913809-3-0
  10. «História e Estórias do Povoamento e Gentes de Vila Sant'Ana e Itaquera». 19 de novembro de 2011. Consultado em 24 de janeiro de 2018
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