Parque do Carmo (distrito de São Paulo)

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Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo parque de mesmo nome, veja Parque do Carmo.

Distrito paulistano do
Parque do Carmo
Jardimnsasenhoradocarmo.jpg
Área 15,4 km²
População (69°) 69.630 hab. (2010)
Densidade 45,21 hab/ha
Renda média R$ 2.200,18
IDH 0,859 - elevado (51°)
Subprefeitura Itaquera
Região Administrativa Leste 1
Área Geográfica 4
Distritos de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg

Parque do Carmo é um distrito situado na Zona Leste de São Paulo e que é administrado pela Subprefeitura de Itaquera.

O parque que dá nome à região é o segundo maior da área metropolitana de São Paulo e foi criado em 1976, em área que pertencia a uma fazenda de Oscar Americano de Caldas Filho. Possui fauna e flora ricas, com macacos, gambás, lagartos, entre outros, além de atrações, como um planetário.[1]

Situa-se na Avenida Afonso Sampaio e Souza, 951. No distrito existe uma unidade do SESC (Serviço Social do Comércio) que proporciona diversão a preços baixos para toda a região. Esta unidade tem o nome de SESC Itaquera. Mas, apesar do nome, não fica em Itaquera mas fica neste distrito como mostram os mapas oficiais da Prefeitura de São Paulo. O mesmo vale para a unidade da Associação Cristã de Moços (ACM) da Rua Léo de Afonseca.

História[editar | editar código-fonte]

Ocupação inicial[editar | editar código-fonte]

Os primeiros ocupantes desta região foram três tribos indígenas, Itaquerús que originou o nome do bairro de Itaquera, Guaianás que originou o nome do bairro de Guaianases e Caaguaçús, Com o decorrer do tempo vieram para esta região uma Ordem católica chamada de Ordem Terceira do Carmo , que todos conheciam como Ordem dos Carmelitas. Eles tinham o intuito de catequizar os índios que aqui habitavam, e mostrar alguns de seus costumes, este choque cultural não aceito pelos índios teve o resultado de fuga destes para terras mais distantes.

A Ordem Carmelita transformou as terras em que estavam instaladas em Fazenda Caaguaçu no ano de 1722. A exploração agrícola e a criação de gado foram as principais atividades desenvolvidas na fazenda com a substituição da mata original pelos produtos agrícolas, modificou o ecossistema da região, destruindo o habitat dos animais.

Em 1919 a fazenda foi vendida para a Companhia Pastoril e Agrícola, de propriedade do Coronel Bento Pires, que deu continuidade a criação de gado e principalmente o plantio de café, que tinha sua produção facilmente escoada pelo aproveitamento da ferrovia que passava perto de sua fazenda, e que foi trazida até estas terras pelo engenheiro Artur Alvim.[2]

Primeiros loteamentos[editar | editar código-fonte]

Na década de 20, Bento Pires começa o que seria o primeiro processo de loteamento das terras da Fazenda Caaguaçu. Desse processo de loteamento surgiram os bairros da Vila Carmosina e da Cidade Líder, e o que restou destas terras passou a se chamar "Fazenda do Carmo". Nesta mesma época inicia-se a colonização japonesa, incentivada pelo coronel Bento Pires. Seu interesse era a formação de pequenas propriedades produtivas e que tivessem mão de obra especializada para fomentar o desenvolvimento agrícola da localidade.[2]

Oscar Americano[editar | editar código-fonte]

Na década de 40, o Coronel Bento Pires devido a desvalorização do café vende parte de suas terras para um engenheiro de construção civil da CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras), o Sr. Oscar Americano de Caldas Filho; este por sua vez loteou e vendeu parte desta propriedade no intuito de atrair pessoas da classe média e alta para a valorização de suas terras. Essas terras loteadas fazem parte atualmente do Jardim Nossa Senhora do Carmo, que em alguns pontos é conhecido como Morumbizinho, devido ao slogan utilizado para a venda de lotes na época: Venham morar no Morumbi da Zona Leste.

Com a morte de Oscar Americano em 1974, seus herdeiros resolveram vender a Fazenda do Carmo que foi divida entre a Prefeitura Municipal de São Paulo e a COHAB. A Prefeitura fez algumas benfeitorias nesta fazenda, e construiu banheiros, playground, churrasqueiras, e áreas de descanso. O Parque do Carmo foi inaugurado em 19 de setembro de 1976, e conta hoje com uma área de pouco mais de 1,5 milhão de metros quadrados, tornando-se o terceiro maior parque municipal da cidade de São Paulo.[2]

Planetário do Carmo

Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo estimativa do SEADE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), dados de 2010, Parque do Carmo tinha uma população total de 69.630 habitantes.

Segundo o censo da Folha no ano de 2008 a população do Parque do Carmo está composta por: brancos (45,0%), pardos (32,0%), pretos (13,0%), amarelos e indígenas (10,0%). Do total de residentes, 52% eram do do sexo feminino e 48% eram do sexo masculino.[3]

Indicadores sociais[editar | editar código-fonte]

Os Indicadores sociodemográficos do censo de 2000 apontam um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio de 0,799 que o coloca na 74ª posição entre os distritos da cidade.

IDH's do ano 2000[4]
  • IDH - médio: 0,859
  • IDH - renda: 0,741
  • IDH - longevidade: 0,753
  • IDH - educação: 0,904

A média da idade do Parque do Carmo é 35,8 anos. Em se tratando de níveis sociais, na população do distrito há um predomínio da Classe B em pesquisa feita no ano de 2008 pela Folha de S.Paulo.

Classes Sociais[3]
Classe A

10 %

Classe B

55 %

Classe C

33 %

Classe D

2 %

Uso do solo[editar | editar código-fonte]

Vista do bairro Jd. Nossa Senhora do Carmo

A ocupação urbana do distrito é predominantemente horizontal ocupado por uma população de baixa renda e loteamentos de renda média, além de alguns condomínios verticais de renda média. Grande parte do distrito é ocupado pelo Parque do Carmo está voltada para preservação ambiental, atividades culturais e de lazer.[5]

Localização geográfica[editar | editar código-fonte]

Limites[editar | editar código-fonte]

Distritos limítrofes[editar | editar código-fonte]

Escudo de Armas do Bairro do Parque do Carmo[editar | editar código-fonte]

Brasão do Parque do Carmo

Descrição Heráldica: Sobre um campo em blau, no Cantão destro do Chefe, um Cruzeiro em ouro evocando a história da formação do Distrito com a presença dos Carmelitas no século XVIII. No Cantão sinistro do Chefe, em campo sinopla uma árvore em ouro, representando uma das maiores riquezas da região, o conjunto ecológico do Parque do Carmo. No Cantão destro do Contrachefe, em sinopla, um edifício em ouro com as janelas e a fumaça em prata, representando o desenvolvimento industrial na região. No Cantão sinistro do Contrachefe, em campo blau, linhas onduladas em prata, representando os vários rios e nascentes presentes na região. Encimando o Brasão, uma coroa mural em prata de 4 torres, representando a condição de Bairro ou distrito do Parque do Carmo. Em listel de prata, livre no escudo, inscreve-se nas extremidades, em blau, a legenda “Fide in Brasilia” (Fé no Brasil). E no Centro, também em blau, a legenda Parque do Carmo[6][7].

Referências

  1. [1]
  2. a b c «Histórico do Parque do Carmo» 
  3. a b «DNA Paulistano - Extremo Leste» (PDF). Folha de S.Paulo. 24 de Agosto de 2008 
  4. Atlas do Trabalho e Desenvolvimento da Cidade de São Paulo - Prefeitura do Município de São Paulo, 12 de novembro de 2007
  5. «Emplasa - Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano» (PDF) 
  6. Stanojev Pereira, Marco A. (2012). História e Estórias do Povoamento e Gentes de Vila Sant'Ana e Itaquera 1ª ed. São Paulo: Sagitarius Ed. 609 páginas. ISBN 978-85-913809-3-0 
  7. «História e Estórias do Povoamento e Gentes de Vila Sant'Ana e Itaquera». 19 de novembro de 2011. Consultado em 24 de janeiro de 2018. 


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