Partido Comunista do Benim

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Partido Comunista do Benim
Parti Communiste du Bénin
Primeiro-secretário Philippe Noudjenoume
Fundador Pascal Fantodji
Fundação 31 de dezembro de 1977, como Partido Comunista do Daomé
Registro 17 de setembro de 1993
Sede Porto-Novo, Benin
Ideologia Marxismo-Leninismo
Hoxhaismo
Espectro político Esquerda
Publicação La Flamme
Antecessor União dos Comunistas do Daomé
País  Benim
Afiliação internacional Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (Unidade e Luta)
Página oficial
http://www.la-flamme.org/
Política do Benim

Partidos políticos

Eleições

O Partido Comunista do Benim (em francês: Parti Communiste du Bénin) é um partido marxista-leninista do Benim, fundado em 1978 (com o nome de Partido Comunista do Daomé) e seguindo uma linha pró-albanesa.[1] Durante da ditadura de Mathieu Kérékou, entre 1972 e 1991, e do seu Partido da Revolução Popular do Benim (também marxista-leninista, mas de linha pró-soviética), terá sido o único partido da oposição a operar na clandestinidade.[2]

O partido faz parte da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas (Unidade e Luta) e tem como primeiro-secretário Philippe Noudjenoume[3]. O PCB edita o jornal La Flamme.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1974, vários grupos revolucionários opostos ao regime militar criaram a Juventude Unida do Daomé, que é imediatamente proibida. Em 1976, foi criada a União Comunista do Daomé,[4] que a 31 de dezembro de 1977[3] proclama a fundação do Partido Comunista do Daomé (o partido inicialmente recusava o nome "Benim",[5] com que o governo militar havia re-batizado o anteriormente chamado Daomé).

O PCB foi a principal força de oposição organizada ao regime de Kérékou (que considerava "desviacionista militar-marxista"[4][6]), tendo sobretudo organizado campanhas de desobediência civil nas zonas rurais, apelando ao não pagamento do imposto per capita.[4] O partido editava o jornal En Avant, que era impresso no Canadá e distribuído clandestinamente no Benim.[1]

O partido participou nos protestos de 1989 que levaram à queda do regime, mas recusou-se a participar na Conferência Nacional de 1990 [6] (uma assembleia reunindo representantes do governo, da oposição, dos chefes tradicionais, etc., que procedeu à democratização do país[7]). Só a 17 de setembro de 1993 o partido foi legalizado, usando atualmente o nome Partido Comunista do Benim.

Em 1998, Magloire Yansunnu foi expulso do partido, tendo criado o Partido Comunista Marxista-Leninista do Benim em 1999.

Resultados eleitorais[editar | editar código-fonte]

Nas eleições legislativas de 1995, o PCB elegeu um deputado.

Nas presidenciais de 1996, o candidato do PCB, Pascal Fantodji teve 17,977 votos (1.08%).

Referências

  1. a b Houngnikpo, Mathurin C.; Decalo, Samuel (2013). «Parti Communiste du Bénin (PCB)». Historical Dictionary of Benin (em inglês) 4ª ed. Scarecrow Press. 282 páginas. ISBN 9780810873735. Consultado em 17 de dezembro de 2015. 
  2. Riedl, Rachel Beatty (2014). «Modes of Authoritarian Power». Authoritarian Origins of Democratic Party Systems in Africa (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 124. 265 páginas. ISBN 9781139916905 
  3. a b Noudjenoume, Philippe (27 de dezembro de 2012). «Adresse aux peuple du Benin lors du 35éme anniversaire du PCB» (PDF). La Flamme (em francês). Parti Communiste du Bénin. Consultado em 17 de dezembro de 2015. 
  4. a b c Banégas, Richard (1997). «Retour sur une «transition modèle» - Les dynamiques du dedans et du dehors de la transition béninoise». In: Daloz, Jean-Pascal; Quantin, Patrick. Transitions démocratiques africaines. dynamiques et contraintes (1990-1994). Col: Hommes et sociétés (em francês). [S.l.]: KARTHALA Editions. p. 41. 313 páginas. ISBN 9782865377145 
  5. Hountondji, Paulin J. (2002). The Struggle for Meaning. Reflections on Philosophy, Culture, and Democracy in Africa. Col: Research in international studies: Africa series, 78 (em inglês). Athens, Ohio: Ohio University Press. p. 278. 308 páginas. ISBN 0-89680-225-6. Consultado em 17 de dezembro de 2015. 
  6. a b Bierschenk, Thomas (2009). «Democratization without Development: Benin 1989 – 2009» (PDF). Mainz, Germany: Institut für Ethnologie und Afrikastudien, Johannes Gutenberg-Universität. Arbeitspapiere / Working Papers (em inglês) (100). 5 páginas. Consultado em 17 de dezembro de 2015. 
  7. Akindes, Simon (2015). «Civil-Military Relations in Benin: Out of the barracks and back - now what?». In: Rupiya, Martin; Moyo, Gorden; Laugesen, Henrik. The New African Civil-Military Relations (em inglês). [S.l.]: The African Public Policy & Research Institute. p. 54-55. 222 páginas. ISBN 9780620615273 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]