Partido Popular Suíço

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Disambig grey.svg Nota: Se procura o partido político italiano, veja União dos Democratas-Cristãos e Democratas de Centro.


União Democrático do Centro
Partido Popular Suiço

Schweizeirische Volkspartei
Union Democrátique du Centre
Unione Democratica di Centro
Partida Populara Svizra
"Qualidade suíça, a partido da classe média"
Logo
Líder Albert Rösti
Fundação 1971
Sede Berna, Suíça
Ideologia Nacionalismo[1]
Conservadorismo[2][3]
Populismo de direita[4][5][6]
Agrarianismo[7][8]
Liberalismo económico[3]
Euroceticismo[9]
Isolacionismo[10]
Oposição à imigração[11]
Espectro político Direita[12] a Extrema-direita[13][14][15][16]
Ala jovem PPS jovem
Membros  (2015) 90,000[17]
Conselho Federal Suíço
2 / 7
Conselho Nacional da Suíça
65 / 200
Conselho Suíço dos Estados
5 / 46
Executivos cantonais da Suíça
23 / 154
Legislaturas cantonais da Suíça
590 / 2 609
Cores Verde

A União Democrática do Centro ou Partido Popular Suíço (em francês, Union démocratique du centre, UDC; em italiano, Unione Democratica di Centro, UDC; em alemão, Schweizerische Volkspartei, SVP, e, em romanche, Partida Populara Svizra, PPS, sendo que, nos dois últimos casos, a tradução literal é "partido popular suíço") é um partido político da Suíça, ideologicamente conservador e economicamente liberal.

História[editar | editar código-fonte]

Origem[editar | editar código-fonte]

Foi fundado em 1971, resultante da fusão do Partido dos Agricultores, Artesãos e Comerciantes, mais conhecido como Partido Agrário, com os partidos Democratas dos cantões de Glarus e Grisões.

Ascensão[editar | editar código-fonte]

Desde sua fundação até 1991, o SVP sempre teve sua votação na casa dos 11%, sendo sempre o quarto partido da Federação Suíça. Porém, a partir dos anos 1990, apoiado em um discurso mais contundente, o partido obteve ganhos extraordinários a cada eleição, até se tornar o maior partido em 2003 e obter a maior votação já alcançada por um partido político em toda história helvética, ao atingir 28,9% em 2007.[18]

Política[editar | editar código-fonte]

O SVP adere ao conservadorismo nacional, visando a preservação da soberania política da Suiça. Além disso, o partido promove o princípio da responsabilidade individual e é cético em relação a qualquer expansão dos serviços governamentais. Essa postura é mais evidente na rejeição da adesão da Suíça à União Europeia, a rejeição da participação militar no exterior, e pela rejeição dos aumentos nos gastos do governo com a previdência social e educação.

O discurso partidário concentra-se em questões de política externa, imigração e política de segurança interna, política fiscal e previdência social. Entre os opositores políticos, o SVP ganhou uma reputação como um partido que mantém uma postura linha-dura sendo constantemente, classificado como um partido de extrema-direita.

Economia[editar | editar código-fonte]

O SVP prega a redução da carga tributária e controle rígido dos gastos governamentais.

Imigração[editar | editar código-fonte]

A sua política de imigração tem por objetivo tornar mais rigorosas as leis de asilo e reduzir a imigração. O SVP alerta para o peso da imigração no sistema de bem-estar social e critica a alta proporção de estrangeiros entre os beneficiários de seguro da Assistência Social e outros programas sociais. Segundo a opinião do partido, o montante dessas prestações constituem desperdício de dinheiro dos contribuintes.

O SVP tem sido um feroz crítico do Islã, pregando a diminuição da imigração de muçulmanos para a Suiça. Em 2009, o partido propôs um plebiscito sobre a proibição da construção de minaretes. A proposta foi aprovada por 57% dos votantes.[19]

No ano seguinte, o SVP patrocinou o plebiscito que pedia a expulsão imediata de imigrantes condenados por crimes. A proposta foi aprovada por 53% dos eleitores.[20]

O partido é constantemente acusado, por seus adversários e pela imprensa, de ser xenofóbico. Mas defende-se, alegando que apenas combate os estrangeiros criminosos e aqueles que não querem se integrar à cultura helvética. A seu favor nesta questão, conta com uma atratividade cada vez maior entre jovens estrangeiros, os chamados secondos (denominação comum à segunda geração de estrangeiros).[21]

Resultados - Eleição para o Conselho Federal[editar | editar código-fonte]

Data Votos % Deputados +/-
1971 220 487 11,1 (#4)
23 / 200
1975 192 053 9,9 (#4)
21 / 200
Baixa2
1979 212 705 11,6 (#4)
23 / 200
Aumento2
1983 217 166 11,1 (#4)
23 / 200
=
1987 213 253 11,0 (#4)
25 / 200
Aumento2
1991 243 268 11,9 (#4)
25 / 200
=
1995 283 902 14,9 (#4)
29 / 200
Aumento4
1999 440 159 22,6 (#1)
44 / 200
Aumento15
2003 560 750 26,7 (#1)
55 / 200
Aumento11
2007 672 562 28,9 (#1)
62 / 200
Aumento7
2011 648 675 26,6 (#1)
54 / 200
Baixa8
2015 740,967 29,4 (#1)
65 / 200
Aumento11

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Referências

  1. «Switzerland election: Victory for nationalist Swiss People's Party». Belfast Telegraph. 19 de outubro de 2015 
  2. Skenderovic 2009, p. 124: "... and prefers to use terms such as 'national-conservative' or 'conservative-right' in defining the SVP. In particular, 'national-conservative' has gained prominence among the definitions used in Swiss research on the SVP".
  3. a b Geden 2006, p. 95.
  4. Skenderovic 2009, pp. 9, 123–172.
  5. Mazzoleni, Oskar (2007), «The Swiss People's Party and the Foreign and Security Policy Since the 1990s», Ashgate, Europe for the Europeans: The Foreign and Security Policy of the Populist Radical Right, p. 223 
  6. Switzerland: Selected Issues (EPub). [S.l.]: International Monetary Fund. 10 de junho de 2005. pp. 97–. ISBN 978-1-4527-0409-8. Consultado em 19 de julho de 2013. 
  7. Svante Ersson; Jan-Erik Lane (28 de dezembro de 1998). Politics and Society in Western Europe. [S.l.]: SAGE. pp. 108–. ISBN 978-0-7619-5862-8. Consultado em 17 de agosto de 2012. 
  8. Aleks Szczerbiak; Paul Taggart (2008). Opposing Europe?: The Comparative Party Politics of Euroscepticism: Volume 2: Comparative and Theoretical Perspectives. [S.l.]: Oxford University Press. pp. 70–. ISBN 978-0-19-925835-2 
  9. Alexandre Afonso. «What does the Swiss immigration vote mean for Britain and the European Union?». Political Studies Association 
  10. Skenderovic 2009, pp. 124, 131, 156, 168.
  11. «Anti-immigration SVP wins Swiss election in big swing to right». BBC News. 19 de outubro de 2015. Consultado em 19 de outubro de 2015. 
  12. «Political Parties». Swissinfo. 3 de fevereiro de 2011. Consultado em 12 de abril de 2016. 
  13. (em francês) Marc Deleplace, Les discours de la haine : récits et discours de la passion dans la cité, Presses universitaires du Septentrion, 2009, page 321
  14. (em francês) Jean-Guy Prévost, L'extrême droite en Europe: France, Autriche, Italie, Editions Fides, 2004, page 11
  15. (em francês) Pierre Blaise et Patrick Moreau (dir.), « Suisse » et « UDC » Extrême droite et national-populisme en Europe de l'Ouest: analyse par pays et approches transversales, CRISP, Belgique, 2004
  16. (em francês) Marcel Burger, Gilles Lugrin, Raphaël Micheli et Stéphanie Pahud, « Linguistiques et manipulation. Le cas d'une campagne de l'extrême droite en Suisse », Suisse, laboratoire politique européen ?, ENS Editions, n°86 juillet 2006
  17. The Swiss Confederation — A Brief Guide (PDF). [S.l.]: Federal Chancellery. 2015. p. 18. Consultado em 14 de dezembro de 2016. 
  18. «Record poll win for Swiss right» 
  19. «Suíça aprova proibição dos Minaretes» 
  20. «Suiça aprova expulsão de imigrantes criminosos» 
  21. «Direita conservadora atrai cada vez mais estrangeiros» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]