Partido Republicano Brasileiro

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Partido Republicano Brasileiro
Número eleitoral 10
Presidente Marcos Pereira
Fundação 16 de dezembro de 2003 (14 anos)
Registro 25 de agosto de 2005 (12 anos)[1]
Sede Brasília, DF
Ideologia Republicanismo
Conservadorismo social
Democracia Cristã
Liberalismo econômico
Responsabilidade fiscal
Nacionalismo brasileiro
Espectro político Centro-direita
Direita
Deputados federais
26 / 512
Senadores
1 / 81
Deputados estaduais
36 / 1 060
Vereadores (2012)[2]
1 204 / 56 810
Cores      Laranja

     Azul

     Verde

Página oficial
PRB 10
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

O Partido Republicano Brasileiro (PRB) é um partido político de centro-direita brasileiro criado em 2003. Dois anos depois, em 25 de agosto de 2005, obteve o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nome de Partido Municipalista Renovador (PMR). Seu código eleitoral é 10. Foi fundado por partidários do José Alencar Gomes da Silva, então presidente honorário do Partido Liberal (PL) e posteriormente vice-presidente da República. Em 2006, por sugestão do mesmo, o partido mudou para o nome atual.[3]

Alencar foi o presidente de honra do PRB. Eleito em 9 de maio de 2011 e reeleito em 7 de maio de 2014, Marcos Pereira foi presidente nacional do partido e se licenciou em 13 de maio de 2016 para exercer o cargo de ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Atualmente,[quando?] o PRB é presidido interinamente pelo senador Eduardo Lopes (PRB-RJ).[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

Em 16 de dezembro de 2003, com o apoio de mais de 457.702 eleitores, foi aprovado, por unanimidade e em Convenção Nacional, a criação do Partido Municipalista Renovador (PMR), cuja ata foi registrada no Cartório Marcelo Ribas, em 2 de janeiro de 2004, e obteve seu registro sob o número 00055915.[carece de fontes?]

Em 5 de maio de 2005, tendo reunido todos os documentos necessários, o PMR, por seu representante nacional, Vitor Paulo Araújo dos Santos, requereu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mediante petição protocolizada sob o n.° 3956/2005, o registro do partido, o qual originou o Processo de Registro n.° 301. O pedido foi aceito pelo TSE em 25 de agosto de 2005. Em Convenção Nacional, realizada no dia 25 de outubro de 2005, foi aprovado por unanimidade a alteração da sua denominação e respectiva sigla para "Partido Republicano Brasileiro" (PRB). Com petição protocolada no TSE sob o n.º 13 318/2005, requereu a mudança de denominação e sigla, a qual foi deferida em sessão de 11 de março de 2006, nos termos da Resolução/TSE n.º 22 167. No ano seguinte foram eleitos os três primeiros deputados do partido.[carece de fontes?]

No dia 9 de maio de 2011, em Convenção Nacional, por unanimidade dos participantes, o advogado Marcos Pereira é eleito como o novo presidente nacional do partido. O partido evoluiu para um novo paradigma político, com ênfase nos princípios republicanos. Em 2016, com a crise política no Brasil, o PRB deixa a base aliada do governo e passa a se tornar um partido independente.[carece de fontes?]

No processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, os 21 deputados federais votaram pelo afastamento da presidente por reconhecer que ficou caracterizado crime de responsabilidade com as pedaladas fiscais e a abertura de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional.[carece de fontes?]

Ideais[editar | editar código-fonte]

O partido tem como propósitos declarados: defender um conceito integral de cidadania (direitos políticos, civis e sociais), os direitos humanos, da criança, do adolescente, do idoso, da mulher e das gerações futuras.[carece de fontes?]

A organização também se declara comprometida com a preservação do meio ambiente e defende a realização de investimentos em escolas, estradas, hospitais e moradias. Também defende a liberdade de expressão, a valorização da família e afirma lutar pela transformação da Administração Pública em um instrumento voltado para atender exclusivamente aos interesses do povo brasileiro. E assim como seu nome original (Partido Municipalista Renovador) defende ainda o municipalismo.[carece de fontes?]

Apesar disso, o partido tem uma forte ligação com a Igreja Universal do Reino de Deus e isso passa a causar uma leve mistura de política com religião. Isso foi provado nas práticas do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que tem tomado atitudes por questões religiões e não sociais, algo que ocorre com grande parte dos políticos do partido, além de ter uma bancada com uma variedade de políticos mais conservadores. Com isso, no espectro político, o PRB se integra entre a Centro-direita e a Direita, defendendo políticas do Conservadorismo social e em algumas alas a Democracia cristã e por ter uma visão assumida do Liberalismo econômico, fica mais evidente seu espectro. Além disso, quando Flávio Rocha era pré-candidato à Presidência da República em 2018, o empresário admitiu em uma entrevista para a rádio Jovem Pan que o Brasil precisava ser conservador nos costumes e liberal na economia.

Participação e desempenho eleitorais[editar | editar código-fonte]

O José Alencar foi vice-presidente da República e por inúmeras vezes ocupou a Presidência durante as viagens oficiais ao exterior do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre os principais destaques atuais no partido figura a candidatura do republicano Celso Russomanno para a disputa da prefeitura da maior cidade do País: São Paulo.[4] Russomanno ficou entre os três candidatos mais votados, conquistando a confiança de mais de 1,3 milhões de eleitores. A então candidatura de Russomanno mexeu com as bases da política paulistana, ao tornar a disputa municipal mais acirrada e terminar com a polarização que existia entre PT e PSDB. Diferente das eleições anteriores, até o momento da apuração ninguém sabia quais partidos iriam para o 2º turno.[5]

No Senado Federal, o PRB conta com o senador Eduardo Lopes (RJ). Na Câmara dos Deputados, integram a bancada os deputados federais Cléber Verde (MA) — líder do partido na Casa — Márcio Marinho (BA), Celso Russomanno (SP) — o deputado federal mais votado em 2014 em todo o Brasil, com mais de 1,5 milhão votos —, Antônio Bulhões (SP), Beto Mansur (SP), César Halum (TO), Jhonatan de Jesus (RR), Alan Rick (AC), Ronaldo Martins (CE), Rosângela Gomes (RJ), Roberto Sales (RJ), Carlos Gomes (RS), Jony Marcos (SE), Roberto Alves (SP), Vinicius Carvalho (SP), Sérgio Reis (SP), Marcelo Squassoni (SP), Lincoln Portela (MG), Silas Câmara (AM), Lindomar Garçon (RO), João Campos (GO), Pr. Luciano Braga (BA) e Dejorge Patrício (RJ). Titulares licenciados: Tia Eron (BA) e Clarissa Garotinho (RJ).

Eleições em 2006[editar | editar código-fonte]

Em 2006, na primeira eleição disputada, teve 60 candidatos a deputado estadual, 21 para deputado federal e um candidato ao Senado da República. Com uma votação de 737 423 votos em todo Brasil, foram eleitos 3 (três) deputados estaduais e 1 (um) deputado federal.

Eleições em 2008[editar | editar código-fonte]

Nas disputas municipais de 2008, foram eleitos 54 prefeitos e 780 vereadores. Ao todo, o partido recebeu 3 667 400 votos, sendo 1 519 540 na disputa de prefeito e outros 2 147 857 nas eleições para as câmaras municipais.

Eleições em 2010[editar | editar código-fonte]

Em 2010, na segunda eleição para os cargos de deputados, governadores e presidente da República, José Alencar Gomes da Silva foi reeleito vice-presidente do Brasil, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também foram eleitos 18 (dezoito) deputados estaduais e 8 (oito) deputados estaduais e o senador Marcelo Crivella, que antes era filiado ao PL, foi reeleito ao Senado Federal pelo PRB.

Eleições em 2012[editar | editar código-fonte]

Em 2012, saiu das eleições municipais com 78 prefeitos e 1 204 vereadores eleitos. Os números representam um aumento de 54,4% de vereadores (um dos maiores crescimentos proporcionais entre todas as legendas) e 42% de prefeitos.[6]

Eleições em 2014[editar | editar código-fonte]

Em 2014, o partido ampliou o número de deputados federais e estaduais. Elegeu 21 deputados federais e 32 deputados estaduais. O deputado federal Celso Russomanno obteve 1,5 milhão de votos e passou a ser o segundo parlamentar mais votado da história política do País

Eleições em 2016[editar | editar código-fonte]

Numa curva de crescimento, elegeu 106 prefeitos e 1624 vereadores, com uma votação de 4.492.893, incluindo a vitória do senador Marcelo Crivella na eleição para Prefeitura do Rio de Janeiro e de outros municípios que tiveram 2º turno como foi o caso de Caxias do Sul (RS), que elegeu Daniel Guerra como novo prefeito para a gestão 2017-2020, numa disputa que derrotou o candidato do governador do estado e mais 21 partidos da coligação.

Deputados federais[editar | editar código-fonte]

Deputados[7] AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
23 1 0 1 0 2 1 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 2 0 1 1 1 0 1 8 1

Deputados estaduais[editar | editar código-fonte]

Composição atual:[8]

Deputados AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
37 2 0 1 3 2 1 1 0 1 1 3 0 0 1 1 2 1 3 4 0 1 2 1 0 1 5 0
  • Deputados estaduais suplentes: AL (1) e SC (1).

Movimentos[editar | editar código-fonte]

Carlos Baltazar é o coordenador dos movimentos sociais e setoriais nacionais atualmente

Movimento Coordenador
PRB Mulher Rosângela Gomes
PRB Juventude Renato Junqueira
PRB Idoso
PRB Igualdade Racial

Presidentes Nacionais[editar | editar código-fonte]

José Alencar recebeu o título simbólico de "Presidente de Honra" até sua morte. Essa lista mostrará os presidentes efetivos eleitos para o cargo, e não os interinos.

Foto Nome Mandato Referências
Início Fim
Vitor Paulo Araújo dos Santos 16 de Dezembro de 2003 5 de Maio de 2011 Renunciou[9]
Marcos Antonio Pereira ministro 2.jpg Marcos Pereira 9 de Maio de 2011 Incubente

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]