Partido da Pátria

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Partido da Pátria
Anavatan Partisi
Líder İbrahim Çelebi
Fundação 1983 (original)
2011 (refundação)
Sede  Turquia, Istambul
Ideologia Conservadorismo liberal
Liberalismo económico
Conservadorismo social
Nacionalismo turco
Espectro político Centro-direita
Cores Dourado

O Partido da Pátria (em turco: Anavatan Partisi; sigla: ANAP) foi um partido político da Turquia. Foi fundado em 20 de maio de 1983 por Turgut Özal e fundido com o Partido Democrático (DP) em 31 de outubro de 2009. O ANAP era considerado um partido de centro-direita nacionalista que apoiava restrições ao papel desempenhado pelo governo na economia, que favorecia o capital e iniciativa provada. Embora não fosse islamista, não era tão intransigente como os partidos kemalistas no que tocava à defesa do laicismo, admitindo algumas formas públicas de expressão religiosa. Por vezes é apresentado como um sucessor do antigo Partido Democrático de Adnan Menderes.

Resumo histórico[editar | editar código-fonte]

O ANAP manteve uma maioria no governo turco de 1983 a 1991. O seu líder e fundador Turgut Özal foi primeiro-ministro de 1983 a 1989 e presidente da república de 1989 a 1993. Durante o tempo em que estiveram no poder, os dirigentes do ANAP transformaram a economia turca iniciando reformas económicas no sentido de liberalizar os mercados, nomeadamente diminuindo o setor económico estatal. Em 1987 o governo liderado pelo ANAP apresentou a candidatura da Turquia à então Comunidade Económica Europeia (CEE), antecessora da União Europeia. No entanto, esta tentativa de adesão terminou quando a ANAP criticou a união aduaneira da CEE e decidiu que os termos para a admissão prescritos por aquela organização não satisfaziam os interesses da Turquia.

Após 1991, o ANAP regressou poucas vezes à lidernça do poder. Em 1995 formou uma breve coligação com o Partido da Via Justa (Doğru Yol Partisi, DYP), outro partido de centro-direita, que lhe permitiu estar no governo por um breve período. Entre julho de 1997 e novembro de 1998, o ANAP esteve novamente à frente de um governo com o seu líder Mesut Yılmaz como primeiro-ministro. No entanto, em abril de 1999 o partido sofreu uma severa derrota nas eleições parlamentares, passando a ser a quarta força política da Turquia, com apenas 14% dos votos. Nas eleições de 2002 obteve apenas 5,12% dos votos e nenhum assento parlamentar.

Em maio de 2007 foi anunciado que o ANAP e o Partido da Via Justa se iriam fundir no Partido Democrático, o que não chegou a concretizar-se. O partido não se candidatou nas eleições desse ano. De 2008 a 2009, o ANAP foi liderado por Salih Uzun.

Líderes[editar | editar código-fonte]

O líder executivo do partido era designado Genel Başkan e era eleito por delegados do partido em congressos bianuais. O partido teve sete líderes desde a sua fundação até à sua extinção em 2009:

  1. Turgut Özal (20 de maio de 1983 — 31 de outubro de 198)
  2. Yıldırım Akbulut (16 de novembro de 1989 — 15 de junho de 1991)
  3. Mesut Yılmaz (15 de junho de 1991 — 4 de novembro de 2002)
  4. Ali Talip Özdemir (18 de novembro de 2002 — 3 de outubro de 2003)
  5. Nesrin Nas (15 de outubro de 2003 — 21 de março de 2005)
  6. Erkan Mumcu (2 de abril de 2005 — 26 de outubro de 2008)
  7. Salih Uzun (26 de outubro de 2008 — 31 de outubro de 2009)

Durante os períodos entre a resignação ou incapacitação de um líder e a eleição de um novo, o comité central assumia a liderança de forma coletiva.

Resultados eleitorais[editar | editar código-fonte]

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data CI. Votos % +/- Deputados +/- Status
1983 1.º 7 833 148
45,1 / 100,0
211 / 400
Governo
1987 1.º 8 704 335
36,3 / 100,0
Baixa8,8
292 / 450
Aumento81 Governo
1991 2.º 5 862 623
24,0 / 100,0
Baixa12,3
115 / 450
Baixa177 Oposição
1995 2.º 5 527 288
19,7 / 100,0
Baixa5,3
132 / 550
Aumento17 Oposição
1999 4.º 4 122 929
13,2 / 100,0
Baixa6,5
86 / 550
Baixa46 Governo
2002 7.º 1 618 465
5,1 / 100,0
Baixa8,1
0 / 550
Baixa86 Extra-parlamentar
2007 Não concorreu
2011
06/2015
11/2015
2018 (a)

(a) O partido não concorreu mas apoiou a coligação liderada pelo Partido da Justiça e Desenvolvimento

Fontes[editar | editar código-fonte]