Parto pré-termo

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Parto pré-termo
Recém-nascido prematuro numa incubadora
Classificação e recursos externos
CID-10 O60.1, P07.3
CID-9 644, 765
DiseasesDB 10589
MedlinePlus 001562
eMedicine ped/1889
MeSH D047928

Parto pré-termo, também denominado parto prematuro, é o parto de um bebé antes das 37 semanas de idade gestacional.[1] Estes bebés são denominados prematuros.[1] Os sintomas de um parto pré-termo incluem contrações uterinas em intervalos inferiores a dez minutos e perda de líquido pela vagina.[2] Os bebés prematuros apresentam um risco acrescido de paralisia cerebral, atraso no desenvolvimento, problemas de audição e problemas de visão. O risco aumenta quanto mais cedo ocorrer o parto.[1]

Na maior parte dos casos, a causa do parto pré-termo é desconhecida.[3] Entre os fatores de risco estão a diabetes, hipertensão arterial, uma gravidez múltipla, obesidade ou baixo peso, uma série de infeções vaginais, fumar e stresse psicológico.[3][4] Recomenda-se que o parto não seja induzido antes das 39 semanas de gestação a não ser que seja imperioso por razões médicas. A mesma recomendação aplica-se à realização de cesarianas.[3] Entre as razões médicas para a indução de um parto prematuro está a pré-eclampsia.[5]

Em pessoas com risco acrescido, a administração da hormona progesterona durante a gravidez pode prevenir o parto prematuro. As evidências não apoiam a utilidade do repouso na cama.[6][7] Estima-se que pelo menos 75% dos bebés prematuros pudessem sobreviver com tratamento adequado.[3] Em mulheres com risco de parto pré-termo, os corticosteroides melhoram o prognóstico.[8] Existem uma série de medicamentos que atrasam o parto, como a nifedipina, dando tempo para que a mãe possa ser transferida para um local com assistência médica e onde os corticosteroides têm maiores probabilidades de ser eficazes.[9] Caso o parto pré-termo ocorra, o tratamento inclui manter o bebé quente através de contacto pele a pele, em apoiar a amamentação, no tratamento de eventuais infeções e no apoio respiratório.[3]

O parto pré-termo é a causa mais comum de morte infantil em todo o mundo.[1] Em cada ano nascem prematuramente cerca de 15 milhões de bebés, o que corresponde a 5–18% de todos os partos. Em muitos países, entre as décadas de 1990 e 2010 o número de partos pré-termo tem vindo a aumentar.[3] Em 2013, as complicações dos partos pré-termo causaram 740 000 mortes, uma diminuição em relação às 1,57 milhões em 1990.[10] A probabilidade de sobrevivência de um bebé que nasça antes das 23 semanas de gestação é próxima do zero, enquanto que às 23 semanas é de 15%, às 24 semanas 55% e às 25 semanas cerca de 80%.[11] As probabilidades de sobrevivência sem dificuldades a longo prazo são menores.[12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d «Preterm Labor and Birth: Condition Information». http://www.nichd.nih.gov. 3 de novembro de 2014. Consultado em 7 de março de 2015.  Ligação externa em |website= (Ajuda)
  2. «What are the symptoms of preterm labor?». http://www.nichd.nih.gov/. 11 de junho de 2013. Consultado em 7 de março de 2015.  Ligação externa em |website= (Ajuda)
  3. a b c d e f World Health Organization (Novembro de 2014). «Preterm birth Fact sheet N°363». who.int. Consultado em 6 de março de 2015. 
  4. «What are the risk factors for preterm labor and birth?». http://www.nichd.nih.gov/. 3 de novembro de 2014. Consultado em 7 de março de 2015.  Ligação externa em |website= (Ajuda)
  5. «What causes preterm labor and birth?». http://www.nichd.nih.gov. 3 de novembro de 2014. Consultado em 7 de março de 2015.  Ligação externa em |website= (Ajuda)
  6. «What treatments are used to prevent preterm labor and birth?». http://www.nichd.nih.gov. 3 de novembro de 2014. Consultado em 7 de março de 2015.  Ligação externa em |website= (Ajuda)
  7. Sosa, CG; Althabe, F; Belizán, JM; Bergel, E (30 de março de 2015). «Bed rest in singleton pregnancies for preventing preterm birth.». The Cochrane database of systematic reviews [S.l.: s.n.] 3: CD003581. doi:10.1002/14651858.CD003581.pub3. PMID 25821121. 
  8. «What treatments can reduce the chances of preterm labor & birth?». http://www.nichd.nih.gov. 11 de junho de 2013. Consultado em 7 de março de 2015.  Ligação externa em |website= (Ajuda)
  9. Haram, K; Mortensen, JH; Morrison, JC (3 de julho de 2014). «Tocolysis for acute preterm labor: does anything work.». The journal of maternal-fetal & neonatal medicine : the official journal of the European Association of Perinatal Medicine, the Federation of Asia and Oceania Perinatal Societies, the International Society of Perinatal Obstetricians [S.l.: s.n.] 28: 1–8. doi:10.3109/14767058.2014.918095. PMID 24990666. 
  10. GBD 2013 Mortality and Causes of Death, Collaborators (17 de dezembro de 2014). «Global, regional, and national age-sex specific all-cause and cause-specific mortality for 240 causes of death, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013.». Lancet [S.l.: s.n.] 385: 117–171. doi:10.1016/S0140-6736(14)61682-2. PMC 4340604. PMID 25530442. 
  11. Cloherty, John P. (2012). «Care of the Extremely Low Birth Weight Infant». Manual of neonatal care 7th ed. (Philadelphia: Wolters Kluwer Health/Lippincott Williams & Wilkins). p. 146. ISBN 9781608317776. 
  12. Jarjour, IT (Fevereiro de 2015). «Neurodevelopmental Outcome After Extreme Prematurity: A Review of the Literature.». Pediatric neurology [S.l.: s.n.] 52 (2): 143–152. doi:10.1016/j.pediatrneurol.2014.10.027. PMID 25497122.