Patchouli

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaPatchouli
Inflorescência e folhas de Pogostemon cablin
Inflorescência e folhas de Pogostemon cablin
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta (Angiosperma)
Classe: Magnoliopsida (dicotiledónea)
Ordem: Lamiales
Família: Lamiaceae
Género: Pogostemon
Nome binomial
Pogostemon
Benth.

Patchouli, patchouly, pachouli, pachuli, patechuli, patexulí ou ainda oriza no Brasil, é um conjunto de espécies de plantas do género Pogostemon e também o óleo essencial obtido de suas folhas. Geralmente, refere-se às espécies Pogostemon cablin, muito cultivada na Indonésia, Pogostemon heyneanus ou Pogostemon patchouly, esta última designada patchuli de Java. As outras plantas do mesmo género botânico não são adequadas à produção do óleo.

O aroma do patchuli é forte e, mesmo considerado agressivo por algumas pessoas, tem sido utilizado durante séculos em perfumaria. O seu aroma é considerado relaxante por diversas pessoas.

São atribuídas várias propriedades benéficas tanto à planta quanto ao seu óleo essencial, principalmente por parte dos adeptos de medicina alternativa e ervanários.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O patchouli é nativo nas Índias Orientais e Ocidentais[necessário esclarecer]. O nome provém da língua tamil patchai (verde) e ellai (folha).

Óleo essencial[editar | editar código-fonte]

O seu óleo essencial é produzido por destilação das folhas secas da planta, conseguindo-se, por este processo, quantidades apreciáveis de óleo.

O óleo de patchuli passou por um surto excepcional de popularidade durante a década de 60 e de 70, principalmente entre os devotos do amor livre e estilos de vida hippie. É também utilizado como condicionador de cabelo para rastas. O movimento Hare Krishna foi responsável, em grande parte, por este movimento. Acredita-se que o deus Krishna "habita" no patchuli.

Apesar da associação comum com estilos de vida alternativos, o patchuli tem uma vasta utilização na indústria moderna. Faz parte de cerca de um terço dos perfumes produzidos atualmente, sendo mais de metade no caso dos perfumes para homem. É também um importante componente do incenso produzido na Ásia Oriental, e utilizado como aroma para toalhetes de papel, detergentes de lavar a roupa e ambientadores para casa e automóveis.

Composição e uso[editar | editar código-fonte]

A planta é uma erva arbustiva que chega a atingir cerca de 60 cm de altura. Ainda que prefira habitats quentes, evita a exposição direta à luz do sol e murcha facilmente se não receber a quantidade certa de água por dia. As sementes são muito frágeis e são facilmente destrutíveis. Pode-se propagar, contudo, por estaca (ramos cortados ganham raiz em solo úmido ou em água).

É muito popular na região norte do Brasil; além de comercializada na maior feira da América Latina,

[1][2][3] na banca de cheiro das erveiras do Mercado do Ver-o-peso (na cidade de Belém do Pará), é o principal ingrediente do Banho de Cheiro encantado, usado na comemoração da festa junina e do reveion no estado do Pará.[4] Prática ritualística que ocorre desde o século XIX, ao qual se atribui o poder de atrair a felicidade, reatar amores e, abrir as portas da prosperidade ao bebedor.[5]

Também presente no Cheiro de Papel, produzido com a infusão de essências vegetais, comercializado no cesto de palha da Vendedora de cheiro, usados para aromatizar roupas guardadas em gavetas e armários.[5] Uma combinação de raízes e paus aromáticos ralados; os ingredientes mais conhecidos são: arruda, cipó-catinga, japana, cumaru, alecrim, baunilha, manjerona, açucena, casca preciosa, louro amarelo, jasmim, alfazema, priprioca e, patexuli.[5]

Patchuli de Java (oriza)[editar | editar código-fonte]

O patchuli de Java (Pogostemon heyneanus) é uma planta abundante principalmente em Sumatra e em Java, mas também no norte e nordeste do Brasil, onde é cultivada principalmente no Maranhão e Pará e é chamada de oriza. A planta espessa chega a altura de 90 cm, tendo haste forte e folhas macias. Possui um ótimo óleo derivado das folhas colhidas na estação molhada. Está melhor adaptada a terrenos situados entre 900 e 1 800 m de altitude, embora seja cultivada sobretudo em selvas tropicais baixas. A colheita, feita à mão, decorre duas a três vezes ao ano.

No Brasil é tradicionalmente é utilizada em macerações, na lavagem de roupas e ainda em tisanas.

Processo de industrialização[editar | editar código-fonte]

Empacotada e posta a secar parcialmente na máscara e no fermento por alguns dias antes que o óleo esteja extraído através da destilação de vapor. O óleo do patchouli está se tornando agora disponível como um extrato do Co2 em quantidades pequenas. O processo de fermentação amacia as divisões celulares da planta, facilitando a extração do óleo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre género Pogostemon
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  1. «Reforma do Ver-o-Peso é urgente e necessária ao turismo e cultura de Belém». Rede Pará. Consultado em 3 de março de 2021 
  2. Daniel Ribeiro. «Mercado Ver-o-Peso, em Belém, ganha vida de madrugada». UOL Viagem. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  3. Mayara Maciel (3 de junho de 2015). «Plantas Aromáticas do Ver-o-Peso». Museu Goeldi. Consultado em 11 de julho de 2015 
  4. admin (13 de julho de 2017). «Priprioca: tipicamente brasileira, considerada como a raiz que vale ouro». Coisas da Roça. Consultado em 25 de novembro de 2021 
  5. a b c Fernandes, Caroline (2008). Tema Identidade. «História de vendedoras: arte e visualidade no Brasil» (PDF). Encontro da Associação Nacional de História (Anpuh Rio). Revista Brasileira de História da Anpuh-Rio: 7. Consultado em 25 de novembro de 2021