Patrícia Carlos de Andrade

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Patrícia Carlos de Andrade
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação economista

Patrícia Carlos de Andrade é uma economista brasileira, filha do jornalista Evandro Carlos de Andrade (diretor de redação de "O Globo" entre 1971 e 1995 e diretor da Central Globo de Jornalismo entre 1995 e 2001).[1] Foi casada com o também economista Beny Parnes, com quem teve três filhos.[2] Em março de 2005, fundou o Instituto de Estudos da Realidade Nacional (IERN), o qual tornou-se o Instituto Millenium em abril de 2006.

Vida acadêmica[editar | editar código-fonte]

Patrícia possui uma graduação e um mestrado em economia (1987) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), quando defendeu uma tese sobre O comportamento do investimento agregado no Brasil - 1960/1985. A banca foi composta por Dionísio Dias Carneiro, Edmar Lisboa Bacha e Rogério Werneck, sendo orientador Dionisio Dias Carneiro.[3] No mesmo ano, inscreveu-se para um programa de doutorado na Universidade da Pensilvânia, o qual não parece haver concluído.[4]

Em 2011, obteve um Master of Applied Positive Psychology (MAPP) pela Universidade da Pensilvânia, sendo orientada por Martin Seligman.[5] No mesmo ano, foi uma das organizadoras da 1ª Conferência Brasileira de Psicologia Positiva, realizada entre os dias 20 e 21 de outubro na cidade do Rio de Janeiro.[6]

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

Patrícia informa ter trabalhado nos bancos Icatu e JPMorgan,[7] nos cargos de "analista de economia e política".[8] Aparentemente, deixou de exercer a profissão de economista, pois o seu registro no conselho profissional (CORECON-RJ) foi cancelado em 29 de junho de 2006 sob esta alegação.[9]

Instituto Millenium[editar | editar código-fonte]

Fundado por Patrícia Carlos de Andrade e Denis Rosenfield como Instituto de Estudos da Realidade Nacional (IERN), o Instituto Millenium é um "think tank" de divulgação do ideário da Nova Direita.[10] Em artigo de 2005 publicado em "O Estado de S. Paulo", ela assim define o papel de um think tank:[11]

Para viabilizar o empreendimento, seria imprescindível a participação ativa do empresariado (não há think tank de esquerda, como nos lembra Denise Barbosa Gros[12]):

O Instituto evita vincular sua imagem à da antiga direita brasileira (associada à repressão patrocinada pela ditadura militar), mas a própria Patrícia Carlos de Andrade, antes das eleições presidenciais de 2002 (onde Lula foi eleito), assinou um abaixo-assinado patrocinado pelo conservador Olavo de Carvalho[13] o qual denuncia o "preconceito esquerdista dominante na grande mídia nacional", a "ditadura informal implantada na mídia para o controle das consciências" e a "instauração do reinado absoluto da mentira organizada".[14]

Em 2009, em matéria do "Correio Braziliense" onde afirma-se que os "liberais estão acuados" após "mais de seis anos de lulismo", Patrícia retoma esta visão:[15]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • Guia de profissões e mercado de trabalho. [S.l.]: Oriente-se. 2000. ISBN 8-5871-4903-2  Parâmetro desconhecido |localn= ignorado (ajuda); |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)

Referências

  1. Geneton Moraes Neto (24 de junho de 2011). G1, ed. «Um depoimento pessoal do jornalista que comandava redações: Evandro Carlos de Andrade (Ou : "Qual o sentido da vida ? Os filhos. Ponto final")». Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  2. Banco Central do Brasil, ed. (3 de novembro de 2003). «Discurso de Beny Parnes» (pdf). Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  3. «RACE Teses». Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  4. PUC-RJ (ed.). «Ex-Alunos de Mestrado Aceitos em Programas de Doutorado no Exterior» (pdf). Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  5. College of Liberal and Professional Studies (ed.). «MAPP 2011» (em inglês). Consultado em 28 de dezembro de 2012. Arquivado do original em 4 de novembro de 2013 
  6. Centro de Convenções Sul América (ed.). «Martin Seligman será o líder da 1ª Conferência Brasileira de Psicologia Positiva, organizada pela APPAL – Associação de Psicologia Positiva da América Latina». Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  7. Instituto Millenium (ed.). «Biografia no Imil». Consultado em 28 de dezembro de 2012. Arquivado do original em 10 de fevereiro de 2014 
  8. Eduardo Viola e Patrícia Carlos de Andrade (14 de outubro de 2008). Universidade de Brasília, ed. «Obama e a despolarização do mundo». Consultado em 28 de dezembro de 2012 [ligação inativa]
  9. CORECON-RJ (ed.). «Resolução n° 17 de 29 de junho de 2006» (PDF). Consultado em 28 de dezembro de 2012. Arquivado do original (pdf) em 4 de novembro de 2013 
  10. Luciana Silveira (22 de julho de 2011). UNICAMP, ed. «Fabricação de Ideias, Produção de Consenso: Estudo de Caso do Instituto Millenium e Casa das Garças (1)» (PDF). 24 páginas. Consultado em 31 de dezembro de 2012. Arquivado do original (pdf) em 2 de novembro de 2012 
  11. a b c Patrícia Carlos de Andrade, Eduardo Viola and Héctor Ricardo Leis (13 de abril de 2005). O Estado de S. Paulo, ed. «Revolucionando a agenda política». Consultado em 28 de dezembro de 2012. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  12. Marta Barcellos (28 de julho de 2006). Valor Econômico, ed. «Idéias para dar e vender». Consultado em 28 de dezembro de 2012. Arquivado do original em 22 de dezembro de 2010 
  13. Portal Comunique-se, ed. (22 de setembro de 2002). «Filósofo elabora manifesto contra "mídia esquerdista"». Consultado em 28 de dezembro de 2012. Arquivado do original em 15 de janeiro de 2013 
  14. «Manifesto contra a ditadura esquerdista na mídia». Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  15. a b Ricardo Allan (1 de junho de 2009). Instituto Millenium, ed. «Conversa com Patrícia». Consultado em 28 de dezembro de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]