Património Mundial

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Património (português europeu) ou Patrimônio (português brasileiro) Mundial ou Património da Humanidade é um local (como uma floresta, montanha, lago, ilha, deserto, monumento, construção, complexo ou cidade) definido pela UNESCO, uma agência das Nações Unidas (ONU), como de importância cultural ou física especial para o mundo.[1] A lista é mantida pelo Programa do Património Mundial, que é administrado pelo Comité do Património Mundial, composto por 21 países-membros eleitos.[2] que assinaram e ratificaram a Convenção do Património Mundial [3] [4]

O programa cataloga, nomeia e conserva locais de excepcional importância cultural ou natural para o património comum da humanidade. Sob certas condições, os lugares listados podem obter fundos do Fundo do Património Mundial. O programa foi fundado pela Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural,[5] que foi adoptada pela Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1972. Desde então, 191 países ratificaram a convenção[2] , tornando-se um dos mais respeitados organismos internacionais. Somente Bahamas, Liechtenstein, Nauru, Somália, Sudão do Sul, Timor-Leste e Tuvalu não ratificaram a convenção.[6]

Em 2015, 1 031 sítios integravam a lista da WHC (Convenção do Patrimônio Mundial), assim distribuídos, conforme sua classificação: 802 culturais, 197 naturais e 32 mistos, localizados em 163 países, e do total, 31 são trans-fronteiriços e 48 estão em perigo. A Itália é o país com o maior número de sítios que integram a Lista do Patrimônio Mundial, com 51, seguida pela China com 48, Espanha com 44, França com 41 e Alemanha com 40. Cada sítio que integra a lista do Patrimônio Mundial da UNESCO tem um número próprio de identificação, mas é recorrente que algumas novas candidaturas de sítios pelos países membros, resultantes de pesquisas históricas e arqueológicas, e após avaliação pelo Comitê do Patrimônio Mundial e homologação e inclusão na lista, englobam, ou são adjacentes, ou contínuos à sítios que já constavam de listas anteriores, sendo estes sítios, listados como integrantes de descrições maiores. Como resultado, os números de identificação excedem 1 300, embora a listagem divulgue menos locais.[7]

História[editar | editar código-fonte]

Sítio #86: Mênfis e sua Necrópole, incluindo as Pirâmides de Gizé (Egipto).
Sítio #307: A Estátua da Liberdade, Nova York, (Estados Unidos).
Sítio #419: Colônia Viking L'Anse aux Meadows (Canadá).
Sítio #438: A Muralha da China (China).
Sítio #445: Brasília, (Brasil).

Pré-convenção[editar | editar código-fonte]

Em 1959, o governo do Egito decidiu construir a Represa de Assuão, um evento que inundaria um vale que contém tesouros da civilização antiga tais como os templos do Abu Simbel. A UNESCO lançou, então, uma campanha mundial de proteção ao lugar contra a construção, apesar das apelações dos governos do Egito e do Sudão. Os templos de Abu Simbel e de Philae foram desmontados e movidos para um posição mais elevada onde foram novamente montados peça a peça.[8]

O custo do projeto era de aproximadamente 80 milhões de dólares, onde cerca de metade da quantia foi arrecadada de 50 países diferentes. O projeto teve sucesso total, e isso incentivou outras campanhas de proteção. Então, a UNESCO iniciou, com o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), uma convenção para proteger o Património Mundial da humanidade.[8]

Convenção e bastidores[editar | editar código-fonte]

Os Estados Unidos criaram a ideia de combinar a conservação da cultura com a conservação da natureza. Uma conferência na Casa Branca, em 1965, pedia por uma "Entidade pelo Património Mundial" para preservar "as áreas cénicas e naturais magníficas e sítios históricos do mundo para o presente e o futuro de toda a humanidade." A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desenvolveu, em 1968, propostas similares, que em 1972, foram apresentadas na conferência da ONU sobre Ambiente Humano em Estocolmo, Suécia.[8]

Um único texto foi aceito por todas as partes envolvidas, e a "Convenção a Respeito da Proteção do Património Cultural e Natural do Mundo" foi adoptada pela Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1972. [9]

Estados signatários[editar | editar código-fonte]

Todos os países da CPLP menos Timor-Leste subscreveram a Convenção, tendo São Tomé e Príncipe sido o 183.º signatário, ao depositar oficialmente o seu instrumento de ratificação a 25 de Julho de 2006. A Convenção entrou em vigor neste estado a 25 de Outubro de 2006.[10]

Distribuição dos sítios no mundo[editar | editar código-fonte]

Distribuição (em regiões, de acordo com a UNESCO)[11]

Região Cultural Natural Misto Trans-fronteiriços Total % no total da lista Em Perigo Nº de países listados
África[12] 45 37 4 5 89 9% 16 33
Estados Árabes[13] 73 4 2 79 7% 16 18
Ásia/Pacífico[14] 168 59 11 2 238 22% 4 35
Europa/América do Norte[15] 420 62 10 22 492 48% 5 50
América Latina/Caribe[16] 93 36 5 3 134 14% 7 27
Total[17] 802 197 32 31 1031 100% 48 163

Por país[editar | editar código-fonte]

Países Baixos Suíça Bélgica Peru Coreia do Sul República Checa Polônia Turquia Suécia Portugal Canadá Grécia Japão Irã Brasil Austrália Estados Unidos Rússia Reino Unido Índia México Alemanha França Espanha República Popular da China Itália

Lista de locais de património mundial por regiões[editar | editar código-fonte]

Património mundial em perigo[editar | editar código-fonte]

A conservação do património mundial é um processo contínuo. Se um país não protege os locais inscritos, corre o risco de que esses locais sejam retirados da Lista do Património Mundial. Os países devem informar periodicamente o Comité do Património Mundial sobre o seu estado de conservação. Se o comité do Património Mundial é avisado sobre possíveis perigos para um sítio, ele é incluído na Lista do Património Mundial em Perigo, com o fim de chamar a atenção mundial sobre as condições, naturais ou criadas pelo homem, que ameaçam as características pelas quais inicialmente se inscreveu o sítio na Lista do Património Mundial.[6] [18]

Referências

  1. "World Heritage" (em inglês). 
  2. a b States Parties Ratification Status (em inglês)
  3. The World Heritage Convention (em inglês)
  4. "The World Heritage Committee". UNESCO World Heritage Site. Consult. 14 de outubro de 2006. 
  5. Convention Concerning the Protection of World Cultural and Natural Heritage (em inglês)
  6. a b "Convention concerning the protection of the World Cultural and Natural Heritage" (PDF). UNESCO. p. 6. Consult. 10 de dezembro de 2010. 
  7. "World Heritage List" (em inglês). UNESCO - WHC. Consult. 11 de janeiro de 2016. 
  8. a b c Deutsche Welle, : (12 de fevereiro de 2012). "Convenção da Unesco sobre Patrimônio da Humanidade completa 40 anos". Consult. 30 de dezembro de 2015. 
  9. Texto em português da "Convenção para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural"
  10. Sao Tome and Principe ratifies the World Heritage Convention, UNESCO World Heritage Centre, 21 de Setembro de 2006.
  11. UNESCO (2009) World Heritage List Statistics, "UNESCO" (em inglês). Acessado em 2011-07-01.
  12. "Região África-Lista do Patrimônio da Humanidade". UNESCO - WHC. Consult. 11 de janeiro de 2016. 
  13. "Região Estados Árabes-Lista do Patrimônio da Humanidade". UNESCO - WHC. Consult. 11 de janeiro de 2016. 
  14. "Região Ásia-Pacífico-Lista do Patrimônio da Humanidade". UNESCO - WHC. Consult. 11 de janeiro de 2016. 
  15. "Europa-América do Norte-Lista do Patrimônio da Humanidade". UNESCO - WHC. Consult. 11 de janeiro de 2016. 
  16. "América Latina-Caribe-Lista do P'atrimônio da Humanidade". UNESCO - WHC. Consult. 11 de janeiro de 2016. 
  17. "Lista do Patrimônio da Humanidade". UNESCO - WHC. Consult. 11 de janeiro de 2016. 
  18. "List of World Heritage in Danger". UNESCO. Consult. 10 de dezembro de 2010.  (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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