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Patrologia

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The Church Fathers, an 11th-century Kievan Rus' miniature from Svyatoslav's Miscellany

Patrologia é uma ciência teológica que estuda, conforme um conceito unitário, os escritores da antiguidade cristã acolhidos pela Igreja Católica entre os testemunhos de sua doutrina, aplicando a este estudo os princípios metódicos da crítica histórica.

Porque estes escritores são comumente chamados de Padres (pais) da Igreja, esta é uma noção é de caráter etimológico que deriva da união das palavras gregas: patér (pai) e lógos (ciencia)[1].

Ainda que o conceito de "pais-testemunhas" seja mais familiar à tradição eclesiástica que à história literária, tal conceito corresponde objetiva e cronologicamente à história da antiguidade cristã.

Este termo foi utilizado pela primeira vez pelo teólogo luterano Johann Gerhard em sua obra póstuma "Patrologia"[2]. A mesma denominação serviu para indicar até o século XIX, ao menos em parte, a História da produção literária esclesiástico-histórica até a Idade Média, e ainda até a Reforma Protestante. Mas quando a difusão do cristianismo no mundo greco-romano começou a considerar-se como uma época independe, pouco a pouco o âmbito da Patrologia foi se restringindo a este período[3].

Seguindo o exemplo de São Jerônimo, esta ciência também acolher em sua investigação as obras de escritores não católicos, não somente porque há uma estreitíssima relação entre os escritos dos Padres e dos hereges no que diz respeito à História, tanto civil como literária, mas principalmente porque os mesmos Padres foram solicitados e até influenciados por seus adversários em sua formulação científica e solução de diversos problemas referentes à História da Teologia e dos Dogmas. Os monumentos escritos impessoais da antiguidade cristã: textos litúrgicos, atas martiriais, atas conciliares, vida dos santos, regras monásticas, símbolos da fé, papiros com caráter literário, etc. Pertencem indiretamente também à patrologia.

A Instrução sobre o estudo dos Padres da Igreja na formação sacerdotal[4], publicada pela Congregação para a Educação Católica em 30/11/1989, distingue três noções muito relacionadas entre si: a patrística, que trata do pensamento teológico dos Padres; a patrologia, cujo objeto é sua vida e escritos; e a Literatura cristã antiga, disciplina não teológica, mas literária, que estuda os aspectos filológicos e estilísticos dos escritores cristãos antigos[5].

Convencionalmente, o âmbito da patrologia se estende até Gregório Magno (†604) ou Isidoro de Sevilha (†636), para os autores latinos, e até João Damasceno (†749), para os gregos[6].

Referências

  1. Ramos-Lisson, Domingos (2005). Patrologia. Pamplona: EUNSA. 35 páginas
  2. «Patrologia, Johann Gerhard». google.books.es. Consultado em 20 de dezembro de 2018
  3. Altaner, Berthold (1945). Patrologia. Madrid: Espasa-Calpe, S.A. pp. 1–2
  4. «Instrucción sobre el estudio de los Padres de la Iglesia en la Formación Sacerdotal». www.clerus.org. Consultado em 13 de março de 2026
  5. ISTRUZIONE SULLO STUDIO DEI PADRI DELLA CHIESA NELLA FORMAZIONE SACERDOTALE. Vaticano: [s.n.] 1989. pp. n. 49
  6. Padovese, Luigi (1996). Introducción a la Teología Patrística. Estella (Navarra): Verbo Divino. p. 21

Ligações externas

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