Paul Broca

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Paul Broca
Nascimento 28 de junho de 1824
Sainte-Foy-la-Grande
Morte 9 de julho de 1880 (56 anos)
Paris
Nacionalidade França Francês
Campo(s) Ciência, medicina, anatomia e antropologia

Pierre Paul Broca (Sainte-Foy-la-Grande, 28 de junho de 1824Paris, 9 de julho de 1880) foi um cientista, médico, anatomista e antropólogo francês.Formado em medicina aos 20 anos, logo se tornou professor de Patologia cirúrgica da Universidade de Paris e um renomado pesquisador médico em diversas áreas..   

Biografia[editar | editar código-fonte]

Paul Pierre Broca foi um cirurgião e antropólogo francês que nasceu em Sant-Foy-la-Grande, em 1824. Entrou na escola de medicina aos 17 anos, formando-se aos 20, quando a maioria de seus contemporâneos ainda estava iniciando seus estudos em medicina. Estudou medicina na Universidade de Paris, onde logo se tornou professor de patologia cirúrgica e um médico pesquisador notável. Especializou-se em muitas áreas como a anatomia e histologia. Aos 24 anos já havia sido premiado com muitas medalhas e posições importantes. Realizou diversos trabalhos científicos sobre a histologia da cartilagem e dos ossos, a patologia do câncer, o tratamento dos aneurismas e a mortalidade infantil. Sendo um excelente neuroanatomista, Broca faz contribuições importante acerca do sistema límbico. Ele funda, em 1848, uma sociedade de livres-pensadores e se simpatiza pela teoria da seleção natural de Darwin. Escreve vários livros e artigos, sendo que 53 destes foram dedicados aos estudos sobre o cérebro. Ele também se dedicou à assistência médica aos pobres e foi uma célebre figura na Assistance Publique. Broca é também um pioneiro em antropologia física. Ele fundou a Sociedade antropológica, em 1859, a Revue d'Anthropologie em 1872, e a Escola de Antropologia, em Paris, em 1876. Outra área em que Broca se dedicou foi a anatomia comparativa dos primatas. Ele descreveu pela primeira vez trepanações que remontam ao Neolítico. Era muito interessado nas relações entre a anatomia do crânio e do cérebro e as habilidades mentais e inteligência. Já no final de sua vida, Broca é eleito membro vitalício do Senado da França, sendo também um membro da Academia Francesa de Ciências. Ele recebeu graus honoríficos de muitas instituições do saber, na França e no exterior. Paul Pierre Broca morre em Paris, em 1880.

Contribuições de Broca para a neurociência e neurociência da linguagem[editar | editar código-fonte]

Apesar de ter sido um renomado cientista e pesquisador, o que confere a Broca o lugar na história da medicina é a sua descoberta do "centro da linguagem" no cérebro, na região do lobo frontal. Esta descoberta é fruto de seus estudos sobre os cérebros dos pacientes com afasia (incapacidade parcial ou total para falar), particularmente o cérebro do seu primeiro paciente no Hospital Bicêtre, Sr. Leborgne, apelidado de "Tan", devido à sua incapacidade de falar claramente qualquer outra expressão além de "tan". Em 1861, através de necrópsia, Broca determinou que Tan tinha uma lesão no hemisfério cerebral esquerdo. Este paciente teria sido acometido por um AVC e não conseguia articular sentenças embora entendesse o que lhe era dito. Esta disfunção passou a ser chamada de Afasia de Broca, e a área lesionada como Área de Broca. Os estudos de Broca demonstraram que danos na terceira circunvolução do lobo frontal esquerdo causavam problemas na produção de linguagem. O Sr. Leborgne possuía preservação da prosódia e compreendia linguagem, no entanto, apresentava deficiência na produção de palavras de classe fechada. A importância histórica de Broca foi grande no século XIX, pois ao relacionar problemas específicos da linguagem a lesões corticais, ele traz à tona uma versão moderna da teoria das localizações cerebrais  em oposição à frenologia de Gall (1758-1828) que estava em descrédito. Outros achados importantes de Broca foram: existe dominância hemisférica esquerda para a linguagem e  existem no cérebro áreas distintas entre compreensão e produção de linguagem

Publicações[editar | editar código-fonte]

1849. De propagação da inflamação - Quelques proposições dites sur les Tumeurs cancéreuses. Tese de doutorado

1856. Traité des anévrismes et leur traitement. Paris: Labé e Asselin

1861. sobre o princípio das localizações cérébrales. Touro. Société d'Anthropologie 2: 190-204

1861. Perte de la parole, ramollissement chronique et partielle destrual antérieur gauche du lóbulo. Boletim da Sociedade de Antropologia 2: 235-38

1861. Nouvelle d'observation aphémie produite par une moitié et troisième des postérieurs gauches circonvolution frente. Touro. Société Anatomique 36: 398-407

1863. Localizações das funções cérébrales. Siège du langage de articulé faculté. Touro. Société d'Anthropologie 4: 200-208

1866. Sul facultado geral do idioma, em suas relações com o idioma articulado ou facultado. Touro. Société d'Anthropologie deuxième série 1: 377-82

1871-1878. Memoires d'Anthropologie, 3 v. Paris: C. Reinwald

Referências[editar | editar código-fonte]

BEAR, M. F.; CONNORS, B. W.; PARADISO, M. A. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. Tradução: Carla Dalmaz. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2008

FRANÇA, Aniela Improta. Teoria fonológica, arquitetura e variação de gramática: Apresentação. Revista Lingüística. Volume 7 Número 2 Dezembro 2011

GAZZANIGA, M. Neurociência Cognitiva: A biologia da mente. tradução Angelica Rosat. 2ª Ed. – Porto Alegre: Artmed, 2006.

GUSMÃO, S;  SILVEIRA, R. L;  FILHO, G. C. Broca e o nascimento da moderna neurocirurgia. Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.58 n.4 São Paulo Dec. 2000 http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2000000600028 

LENT, Roberto. Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociência. São Paulo, Edito MACHADO, Angelo. Neuroanatomia Funcional. 2 ed. – São Paulo: Editora Atheneu, 2004.

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SABBATINI, R. M. E. A História da Psicocirurgia. Cérebro & Mente, junho 1997.

_____________Frenologia: História da Localização Cerebral

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