Paul Ince

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Paul Ince
Paul Ince
Ince em 2006, um ano antes de sua aposentadoria como jogador.
Informações pessoais
Nome completo Paul Emerson Carlyle Ince
Data de nasc. 21 de outubro de 1967 (48 anos)
Local de nasc. Ilford,  Reino Unido
Nacionalidade Inglês
Altura 1,78 m
Destro
Informações profissionais
Equipa atual Sem clube
Posição Treinador (Ex-volante)
Clubes de juventude
1982–1984 Inglaterra West Ham United
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1984–1989
1989–1995
1995–1997
1997–1999
1999–2002
2002–2006
2006
2007
Inglaterra West Ham United
Inglaterra Manchester United
Itália Internazionale
Inglaterra Liverpool
Inglaterra Middlesbrough
Inglaterra Wolverhampton Wanderers
Inglaterra Swindon Town
Inglaterra Macclesfield Town
0072 0000(7)
0206 000(25)
0054 000(10)
0065 000(14)
0093 0000(7)
0115 000(10)
0003 00000(0)
0001 0000(0)
Seleção nacional
1992–2000 Flag of England.svg Inglaterra 0053 0000(2)
Times/Equipas que treinou
2006
2006–2007
2007–2008
2008
2009–2010
2010–2011
2013–2014
Inglaterra Swindon Town (JT)
Inglaterra Macclesfield Town (JT)
Inglaterra MK Dons
Inglaterra Blackburn Rovers
Inglaterra MK Dons
Inglaterra Notts County
Inglaterra Blackpool

Paul Emerson Carlyle Ince (Ilford, 21 de outubro de 1967) é um ex-futebolista e treinador de futebol inglês, com uma passagem de grande destaque pelo Manchester United.

Carreira[editar | editar código-fonte]

West Ham e Manchester United[editar | editar código-fonte]

Paul Ince, em 1991.

Revelado pelo West Ham United, Ince estreou profissionalmente em 1986, contra o Newcastle.

Após cinco temporadas coms os Hammers, o volante é contratado pelo Manchester United por um milhão de libras. Sua temporada de estreia no clube de Old Trafford foi razoável, já que os Devils faturaram a FA Cup (seu primeiro título como profissional). Em meados da década de 90, fez parte de um dos melhores times que o United produziu em sua história, juntamente com Peter Schmeichel, Steve Bruce, Denis Irwin, Andrey Kanchelskis, Brian McClair, Mark Hughes, Éric Cantona, entre outros. Em sete temporadas, Ince conquistou dez títulos com os Devils, onde jogou 206 partidas e marcou 25 gols.

Curta passagem pela Inter[editar | editar código-fonte]

Depois de sete temporadas vestindo a camisa do Manchester United, Ince é contratado pela Internazionale por sete milhões de libras.

Mesmo tendo jogado em praticamente todas as partidas e de ter tido uma ótima participação, Ince e seus companheiros conseguiram apenas classificar a Inter em 7º lugar no Campeonato Italiano. Na temporada seguinte (1996/97), melhorou ainda mais sua performance e ajudou a equipe a conquistar uma boa 3ª posição, além de ser vice-campeão da Copa da Uefa (atual Liga Europa). Porém, Paul tinha planos de regressar ao seu país após 2 anos na Bota. Na Internazionale, foram 54 partidas, com 10 gols marcados.

Volta ao futebol inglês e polêmica com Le Saux[editar | editar código-fonte]

Sem contrato com a Inter, Ince voltou à Inglaterra em 1997 para defender o Liverpool, a pedido de seu filho Thomas. No começo de sua trajetória pelo time da terra dos Beatles, Paul envolveu-se em uma polêmica.

Na autobiografia publicada por Graeme Le Saux - que jogou a Copa de 1998 juntamente com Ince -, o meia teria feito alguns insultos de cunho homofóbico na partida entre os Reds e o Chelsea, time de Le Saux, o que desencadeou uma briga entre ambos, mesmo que o zagueiro não seja homossexual.

Fugindo das polêmicas com Le Saux, Ince fez parte do chamado "Spice Boys" - parte do elenco do Liverpool que tinha, além do volante, o irlandês Jason McAteer e os compatriotas Steve McManaman, Robbie Fowler e Jamie Redknapp - uma homenagem ao grupo feminino Spice Girls. Deixou o Liverpool em 1999, sem conquistar nenhum título.

Middlesbrough[editar | editar código-fonte]

Aos 31 anos, Ince foi contratado pelo Middlesbrough, e mesmo sentindo o peso da idade, ainda mostrava que sabia jogar em alto nível.

Mesmo sem ter conquistado nada relevante, Ince saiu do Boro praticamente como um ídolo da torcida: foram 93 partidas e sete gols marcados até 2002, quando o meia, após a chegada do novo treinador Steve McClaren, foi liberado para atuar por outra equipe.

A primeira vez na Segunda Divisão inglesa[editar | editar código-fonte]

Pela primeira vez desde que iniciou a carreira, Ince jogaria em uma divisão inferior, quando foi contratado pelo Wolverhampton, que não disputava a Premier League havia 18 anos.

Aos 35 anos, juntou-se a Denis Irwin, seu ex-companheiro de equipe no Manchester United. Comandados por Dave Jones, que viu em ambos um fator importante de experiência para levar o clube de volta à Primeira Divisão, Ince e Irwin lideraram os Lobos rumo à promoção após 19 anos. Mas o sonho do clube durou apenas uma temporada, sendo relegados novamente à segunda divisão no ano seguinte. Como prêmio de consolação, Ince saiu de campo vitorioso contra seu clube do coração, o Manchester United, derrotado por 1 a 0.

Ince pretendia se aposentar no encerramento da temporada 2004-05, mas ele mudou de ideia e decidiu continuar jogando após a escolha de Glenn Hoddle como novo técnico dos Wolves. Em junho de 2005, renovou seu contrato com o Wolverhampton.

Quando a aposentadoria estava praticamente certa, Ince, aos 38 anos, anunciou que jogaria mais uma temporada pela equioe após uma conversa com seu amigo Teddy Sheringham. Com o fracasso de Hoddle no comando técnico do Wolverhampton, o volante, fora dos planos do novo técnico, Mick McCarthy, deixou o clube após 115 partidas disputadas, com 10 gols marcados.

Final de carreira como jogador e estreia como técnico[editar | editar código-fonte]

Em 2006, faz sua estreia treinador de uma equipe - no caso, o Swindon Town, da Terceira Divisão inglesa - rumores citavam uma possível ida ao Birmingham City ou ao West Bromwich Albion.

Exercendo a função de jogador-treinador, preferiu ficar mais no banco de reservas, orientando o time. Foram apenas três partidas como jogador, sem marcar nenhum gol. Um fator-chave para a vinda de Ince era a amizade de longa data com Dennis Wise, que atuara ao lado dele durante a década de 1990. Após a experiência de ser jogador e treinador ao mesmo tempo, a diretoria do Swindon resolveu rescindir o contrato de Ince por "consenso mútuo".

Em 23 de outubro de 2006, Ince foi confirmado como novo jogador-treinador do Macclesfield Town, em sucessão a Brian Horton. No entanto, ele era inelegível para jogar pelos Silkmen até janeiro, pois o Swindon Town ainda mantinha contrato com ele[1] .

Ao assumir, encontrou o Macclesfield no fundo da tabela da League Two, sete pontos abaixo de seus rivais mais próximos. Com a situação desfavorável aos Silkmen, Paul, escolhido o "treinador do mês de dezembro" da League Two em dezembro de 2007, disputou sua última partida como jogador em maio de 2007, no empate em 1 a 1 com o Notts County, entrando no lugar de Alan Navarro. Depois de uma vitória por 3-0 sobre o Chester City, o Macclesfield conseguiram deixar a parte inferior da tabela. Posteriormente evitou o rebaixamento, embora no último dia da temporada.

Carreira como treinador em tempo integral[editar | editar código-fonte]

Com a carreira de atleta encerrada, Ince resolveu se aventurar apenas como treinador. Sua primeira equipe em "carreira-solo" foi o MK Dons, cujo trabalho desenvolvido em um ano foi o suficiente para ser contratado pelo Blackburn Rovers, entrando para a história como o primeiro negro a comandar um clube da Premier League[2] .

Mas os resultados foram pífios, e Ince foi demitido após apenas seis meses no cargo. Voltou ao MK Dons em 2009, saindo em abril. Hoje, ele é treinador do Notts County, última equipe que enfrentou como jogador. Sua última equipe foi o Blackpool, na temporada 2013/14.

Carreira internacional[editar | editar código-fonte]

As boas prestações de Ince com a camisa do Manchester United renderam sua primeira convocação para a Seleção Inglesa, em 1992, em amistoso contra a Espanha. Esteve também na fracassada tentativa de classificar o English Team para a Copa de 1994.

Em 1993, tornou-se o primeiro negro a vestir a braçadeira de capitão na Seleção Inglesa em partida contra os EUA - David Platt (capitão) e Tony Adams (vice-capitão) estavam machucados[3] .

Fez parte do elenco semifinalista da Eurocopa de 1996. A Inglaterra acabaria perdendo na disputa por pênaltis para a Alemanha (campeão do torneio). Disputou ainda a Copa de 1998, a única em sua carreira. Um dos destaques do meio de campo inglês, ficou marcado pelo pênalti perdido contra a Argentina - foi a segunda derrota consecutiva da Inglaterra em disputas de pênalti.

Em 2000, impressionado com o desempenho de Ince com a camisa do Middlesbrough, Kevin Keegan resolve dar uma nova chance ao experiente meia, que ficou na reserva na Eurocopa de 2000. Ao final da participação inglesa no torneio (caiu na primeira fase), Paul Ince despediu-se do English Team com 53 partidas e 2 gols marcados.

Referências