Paulino de Sousa

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Paulino de Sousa
Paulino de Sousa
Dados pessoais
Nascimento 21 de abril de 1834
Itaboraí, Rio de Janeiro
Morte 3 de novembro de 1901 (67 anos)
Rio de Janeiro, Distrito Federal
Cônjuge Maria Amélia da Silva[1]
Partido Partido Conservador
Profissão advogado

Paulino José Soares de Sousa (Itaboraí, 21 de abril de 1834Rio de Janeiro, 3 de novembro de 1901), mais conhecido como Paulino de Sousa, foi um proprietário rural e político brasileiro.

Nascido no município de Itaboraí, na Fazenda de Itapacorá - uma das maiores casa de engenho que existia na época. Era o primeiro filho de Paulino José Soares de Sousa, o visconde do Uruguai.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi matriculado no Imperial Colégio Pedro II, se bacharelando em Ciências e Letras nos idos de 1850. Como prêmio por ter concluído com destaque o curso de advocacia da Faculdade de Direito de São Paulo, o futuro "Conselheiro Paulino" ganhou uma viagem a Paris como segundo secretário da delegação do Visconde do Uruguai, seu pai. Não pretendendo seguir na carreira diplomática, candidatou-se a deputado geral pela Província do Rio de Janeiro, sendo eleito. Foi eleito inúmeras vezes para o mesmo mandato: 1857 a 1860, 1861 a 1863, 1867 a 1868, 1869 a 1872, 1872 a 1875, 1877 a 1877, 1878 a 1881 e 1882 a 1884. Durante seus mandatos apresentou projetos sobre a Reforma eleitoral, Reforma judiciária e Instrução pública.[1]

Paulino José Soares de Sousa.

No ano de 1859 casou-se com Maria Amélia da Silva, filha do Coronel Joaquim José da Silva e dona Maria Fortunata da Silva. Com esta união matrimonial, Paulino José se tornou mais poderoso ainda, como dono de engenho e fazenda, na Baixada e na Serra da então província do Rio de Janeiro. Entre as inúmeras propriedades rurais que possuía, Conselheiro Paulino tornou-se proprietário da Fazenda Val de Palmas, na localidade de Macuco (Rio de Janeiro), à época pertencente ao município de Cantagalo, sua esposa recebeu como herança; sendo a única herdeira da referida fazenda.[1]

Foi um dos chefes do Partido Conservador e Ministro dos Negócios do Império do Brasil de 1868 a 1870. Tornou-se conselheiro do Império do Brasil.Eleito senador, pela província do Rio de Janeiro de 1882 a 1884 e de 1886 a 1889, sendo o último presidente do Senado no Império.[2] Como senador, em 1888, votou contra à Lei Áurea (nº 3.353), que tinha por objetivo a abolição da escravidão no Brasil. [3]

Como benfeitorias de sua vida parlamentar e de administrador realizou à sua época a Reforma do Ensino Público, o projeto de alongamento da Estrada de Ferro Cantagalo (posteriormente Estrada de Ferro Leopoldina) até Macuco, dedicação as causas filantrópicas e colaboração para diminuir os problemas da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.[2]

Após a Proclamação da República, o Conselheiro Paulino não se retirou da vida pública, continuando a fazer política, mas agora nos bastidores, através de seus aliados José Tomás da Porciúncula e Miguel de Carvalho. [4][5]

Seu filho, Paulino José Soares de Sousa Júnior, foi deputado estadual e, posteriormente, deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro por dois períodos: 1894-1908 e 1925-1929.[2]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

No município de Nova Friburgo o distrito de Conselheiro Paulino foi nomeado em sua homenagem, quando em 1889 foi inaugurada a estação ferroviária com a linha que ligava esta parte de Nova Friburgo ao município de Sumidouro. [1]

Referências

  1. a b c d e https://www.myheritage.com.br/person-7003588_45794272_45794272/paulino-jose-soares-de-souza; Myheritage. «Paulino José Soares de Souza». Consultado em 3 de dezembro de 2017 
  2. a b c Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil; Raimundo Helio Lopes. «Dicionário da Elite Política Republicana (1889-1930), verbete: Paulino José Soares de Sousa Júnior» (PDF). Fundação Getulio Vargas. Consultado em 3 de dezembro de 2017 
  3. [www.senado.gov.br/noticias/jornal/arquivos_jornal/arquivosPdf/encarte_abolicao.pdf «Jornal do Senado»] Verifique valor |url= (ajuda) (PDF). Jornal do Senado. 14 de maio de 1888. Consultado em 21 de janeiro de 2018  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  4. FERREIRA, Marieta de Moraes.A República na Velha Província Rio de Janeiro: Oligarquias e crise no estado do Rio de Janeiro (1889 1930). Rio de Janeiro: Editora Rio Fundo, 1989. ISBN 85-85297-04-2
  5. LACOMBE, Lourenço Luiz. Os chefes do Executivo Fluminense. Petrópolis, RJ : Museu Imperial, 1973.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
José Joaquim Fernandes Torres
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1868 — 1870
Sucedido por
João Alfredo Correia de Oliveira
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