Paulo Bernardo

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Paulo Bernardo
Foto:Renato Araújo/ABr.
Ministro das Comunicações do Brasil
Período 1 de janeiro de 2011
até 1 de janeiro de 2015
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) José Artur Filardi
Sucessor(a) Ricardo Berzoini
Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil Brasil
Período 22 de março de 2005
até 1 de janeiro de 2011
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Nelson Machado
Sucessor(a) Miriam Belchior
Deputado Federal pelo Paraná Paraná
Período 1 de fevereiro de 1991
até 1 de fevereiro de 1999
(2 mandatos consecutivos)
1 de fevereiro de 2003
até 22 de março de 2005
Vida
Nascimento 10 de março de 1952 (64 anos)
São Paulo, SP, Brasil
Dados pessoais
Esposa Gleisi Hoffmann
Partido PT
Profissão Sindicalista, Bancário, Político

Paulo Bernardo Silva (São Paulo, 10 de março de 1952) é um político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministro das Comunicações no Governo Dilma Rousseff, e ministro do Planejamento no Governo Lula. Funcionário do Banco do Brasil, possui curso superior incompleto em Geologia na Universidade de Brasília. É casado com a senadora Gleisi Hoffmann (PT).[1]. Foi preso em um desdobramento da Operação Lava Jato, na Operação Custo Brasil da Polícia Federal em 23 de junho de 2016, sendo solto uma semana depois, em 29 de junho de 2016, pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli por ter considerado a prisão um 'flagrante constrangimento ilegal'.[2] Bernardo é o principal suspeito de envolvimento em desvios de recursos públicos no Ministério do Planejamento.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Entrou na política pelo sindicalismo como membro da diretoria do Sindicato dos Bancários do Paraná. Foi deputado federal pelo Paraná em três legislaturas (1991–1995, 1995–1999 e 2003-2005).

Neste período também exerceu os cargos de Secretário de Fazenda do Estado do Mato Grosso do Sul entre janeiro de 1999 e dezembro de 2000 e de secretário de Fazenda da prefeitura de Londrina, entre janeiro de 2001 e março de 2002.[3]

Ministro[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março de 2005 licenciou-se de seu mandato de deputado federal para assumir o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, na gestão do então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.[3]

Integrou também o governo Dilma Rousseff desde seu início, como Ministro das Comunicações.[4] Uma das metas de sua gestão foi reforçar o Plano Nacional de Banda Larga.[5] Em janeiro de 2015, na reforma ministerial da transição para o segundo mandato de Dilma, Ricardo Berzoini assumiu o ministério no lugar de Paulo Bernardo.[6]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Lava Jato

Em março de 2016 foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva na Lava Jato.[7][8]

Prisão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Custo Brasil

No dia 23 de junho de 2016, foi preso na Operação Custo Brasil, um desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato.[9] Paulo Bernardo teria, segundo as investigações sido ligado ao pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática pela empresa Consist no valor de R$ 100 milhões, entre de 2010 e 2015, desviados de funcionários públicos federais que fizeram empréstimos consignados.[10]

Em 1º de agosto foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, juntamente com 19 pessoas. Paulo Bernardo é acusado de receber recursos de um esquema de fraudes no contrato para gestão de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento.[11] Em 4 de agosto a Justiça Federal aceitou a denúncia do MPF e Paulo Bernardo tornou-se réu do processo, acusado de fraudar um serviço de gestão de crédito consignado a funcionários públicos.[12][13]

Réu no STF[editar | editar código-fonte]

Em 27 de setembro de 2016, se tornou réu em um outro processo no Supremo Tribunal Federal. A segunda turma do STF por unanimidade, aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Paulo Bernardo e sua esposa Gleisi Hoffmann na Lava Jato.[14][15][16]

Referências

  1. «Gleisi e Paulo Bernardo são recenseados pelo censo 2010». O Globo. 1 de agosto de 2010. Consultado em 4 de janeiro de 2011 
  2. Bela Megale (29 de junho de 2016). «Ministro do STF manda soltar Paulo Berardo, petista preso há 6 dias». Folha de S.Paulo. Consultado em 4 de julho de 2016 
  3. a b «Saiba mais sobre Paulo Bernardo, o novo ministro do Planejamento». Folha de S. Paulo. 22 de março de 2005. Consultado em 1 de janeiro de 2010 
  4. Marina Dias (30 de novembro de 2010). «Paulo Bernardo será o novo ministro das Comunicações». Veja.com. Consultado em 2 de janeiro de 2011 
  5. Terra, 3/1/2011
  6. «De saída das Comunicações, Paulo Bernardo faz discurso político». Valor Econômico. 2 de janeiro de 2015 
  7. «PF indicia Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo por corrupção passiva». R7. 31 de março de 2016. Consultado em 1 de abril de 2016 
  8. Laryssa Borges (31 de março de 2016). «PF indicia Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo por corrupção». VEJA. Consultado em 1 de abril de 2016 
  9. «Ex-ministro Paulo Bernardo é preso pela PF». UOL. Consultado em 23 de junho de 2016 
  10. «Esquema desviou R$ 100 milhões de servidores que fizeram empréstimos». Jornal Nacional. Globo. 23 de junho de 2016. Consultado em 24 de junho de 2016 
  11. «MPF denuncia ex-ministro Paulo Bernardo por corrupção e organização criminosa». Agência Brasil. EBC. Consultado em 1 de agosto de 2016 
  12. «Justiça aceita denúncia e ex-ministro Paulo Bernardo vira réu». G1. Globo.com. 4 de agosto de 2016. Consultado em 5 de agosto de 2016 
  13. «Paulo Bernardo e mais 12 viram réus na Operação Custo Brasil». Uol. 4 de agosto de 2016. Consultado em 5 de agosto de 2016 
  14. Renan Ramalho. «STF aceita denúncia e torna Gleisi e Paulo Bernardo réus na Lava Jato». G1. Globo.com. Consultado em 29 de setembro de 2016 
  15. Andre Richter (27 de setembro de 2016). «Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo viram réus na Lava Jato». Agência Brasil. EBC. Consultado em 29 de setembro de 2016 
  16. Laryssa Borges (27 de setembro de 2016). «Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo viram réus na Lava Jato». VEJA. abril. Consultado em 29 de setembro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Nelson Machado
Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão
2005 — 2011
Sucedido por
Miriam Belchior
Precedido por
José Artur Filardi
Ministro das Comunicações
2011 — 2014
Sucedido por
Ricardo Berzoini


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