Paulo César Pereio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Paulo Cesar Pereio)
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde Julho de 2012) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Paulo César Pereio
Nome completo Paulo César de Campos Velho
Nascimento 19 de novembro de 1940 (76 anos)
Alegrete,  Rio Grande do Sul
Nacionalidade brasileiro
IMDb: (inglês)

Paulo César de Campos Velho, mais conhecido como Paulo César Pereio (Alegrete, 19 de outubro de 1940) é um ator brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Alegrete, Peréio veio para Porto Alegre aos 12 anos. Seu pai era militar e a mãe trabalhava na Assembleia Legislativa. Ao lado de nomes como Paulo José e Lilian Lemmertz, o ator fez parte do Teatro de Equipe, um grupo de atores que marcou o teatro gaúcho nos anos 1950.

Seu filme de estreia foi Os Fuzis, de 1964, dirigido por Ruy Guerra. Atuou em quase cem filmes como ator, participando de muitas de suas obras decisivas, passando por suas correntes artísticas importantes como o Cinema Novo, cinema marginal, mas também de pornochanchadas, e imprimindo a seus personagens traços de sua personalidade: a irreverência, a corrosiva ironia, o espírito anárquico, o deboche.

Pereio foi casado três vezes. Primeiro com a atriz Neila Tavares, mãe de Lara; depois, com Cissa Guimarães, com quem teve dois filhos - Tomás e João, que também é ator. Finalmente, de seu casamento com Suzana César de Andrade, que não é do meio artístico, nasceu Gabriel.

Já atuou em mais de 60 filmes e inúmeras peças teatrais. No cinema, foi dirigido por Glauber Rocha, Arnaldo Jabor, Hugo Carvana, Ruy Guerra e Hector Babenco, e enlouquecia os diretores, graças aos seus sumiços e atrasos. Irônico e irreverente, ficou conhecido por marcar o final de cada frase sua com a expressão "porra".[1]

É considerado um dos melhores narradores do país, e uma das vozes preferidas dos publicitários brasileiros. Ironicamente, em seu filme de estreia, o diretor Ruy Guerra chamou Cecil Thiré para dublá-lo. Pode-se também dizer que Paulo Cesar Pereio foi figura importante na Campanha da Legalidade comandada pelo então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, pois juntamente com Lara de Lemos compôs o Hino da Legalidade, além de ter sido um dos locutores da Rádio da Legalidade, cadeia de rádios liderada pela Rádio Guaíba e que garantiu a posse de João Goulart em 1961. Além disso, Pereio também participou da campanha presidencial de Brizola em 1989, como um dos locutores do horário eleitoral do então candidato.

O nome "Pereio", vem de um apelido de infância. "Desde que comecei a dar os primeiros passos, e até hoje, tenho esse andar um pouco jogado pra frente, parecia um preto velho e me apelidaram de "Nego Véio" por causa disso, e aí minha irmã Rosa, que não falava direito, me chamava de Vevéio e meu pai brincava comigo, Vevéio, Pereio, Peio, acabou virando Pereio." [2]

Desde 2004, apresenta o programa de entrevistas Sem Frescura, no Canal Brasil, dirigido por sua filha, Lara Velho.[3]

Em 2011, anunciou que concorria como vereador pelo PSB,[4] no entanto, com 1483 votos não conseguiu chegar a Câmara de Vereadores de São Paulo.[5] Está fazendo um general na série da HBO Magnífica 70.

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Paulo César Pereio criou uma inusitada campanha para a implosão do Cristo Redentor.[4][6] Em entrevista a revista Veja, disse que "aquela estátua é uma interferência indevida na paisagem. O morro onde ela está é lindo. O Cristo só atrapalha o visual do lugar". Ele ainda argumentou que melhor seria se tivesse sido escolhida a estátua do Borba Gato, em Santo Amaro, classificando como um "absurdo" a eleição do Cristo como uma das sete maravilhas do mundo. Classificando-se como ateu e ex-comunista, Paulo afirmou que contratou uma agência de publicidade e está recolhendo assinaturas para a campanha de demolição.[7]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o

Televisão[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Festival de Brasília
  • Recebeu o troféu Candango de melhor ator e Prêmio Saruê pela sua atuação em Harmada, em 2003.
  • Ganhou na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, por sua atuação em Chuvas de verão, em 1978.
Festival de Gramado
  • Ganhou o troféu Kikito na categoria de Melhor Ator, por sua atuação no filme Noite, em 1985.
  • Ganhou o troféu Kikito na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, por sua atuação em As aventuras amorosas de um padeiro, em 1975.

Referências

  1. Peréio. Trip, 11 de dezembro de 2006.
  2. Adoro Cinema Brasileiro
  3. Canal Brasil. Sem frescura.
  4. a b «Pereio quer ser um vereador 'sem frescura'». Estadão.com. 11 de agosto de 2011. Consultado em 11 de março de 2013 
  5. «Veja o desempenho dos famosos nas urnas». O Globo. 9 de março de 2013. Consultado em 11 de março de 2013 
  6. Souza, Leonardo de (28 de abril de 2008). «Ator propõe campanha para implodir estátua do Cristo Redentor». Internet Group. Consultado em 11 de março de 2013. Cópia arquivada em 5 de julho de 2008 
  7. Veja (2058): 48. 30 de abril de 2008 
  8. Cinemateca Brasileira Pedro Diabo Ama Rosa Meia-Noite [em linha]
  9. Jogo das Decapitações no IMDb
  10. Priscila de Martini (22 de maio de 2015). «HBO estreia domingo "Magnífica 70", sua nova série brasileira». Zero Hora. Consultado em 23 de maio de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Paulo César Pereio
Precedido por
Chico Díaz
por Amarelo Manga
Troféu Candango de Melhor Ator
por Harmada

2003
Sucedido por
Leonardo Medeiros
por Cabra-Cega
Precedido por
Lutero Luiz
por Ladrões de Cinema
Troféu Candango de Melhor Ator Coadjuvante
por Chuvas de Verão, Tudo Bem e A Lira do Delírio

1978
Sucedido por
Roberto Bonfim
por O Caso Cláudia