Paulo Ferraz

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Paulo Ferraz (Rondonópolis, 1974) é um poeta, tradutor e editor brasileiro.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Viveu em Cuiabá até 1995, quando se transferiu para São Paulo, onde se graduou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, sendo um dos editores das revistas O Onze de Agosto e FNX. Gradou-se também em História e concluiu mestrado em Teoria Literária na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, com dissertação sobre os fontes e os aspectos da poesia brasileira contemporânea.[2]

Obras[editar | editar código-fonte]

Em 1999, publicou seu primeiro livro de poemas, Constatação do óbvio, pelo Selo Sebastião Grifo, fundado por ele, Matias Mariani e Pedro Vieira Abramovay[3]. Com ambos, editou ainda a revista Sebastião (o primeiro número em 2001 e o segundo em 2002), com a qual colaboraram Armando Freitas Filho, Waly Salomão, Paulo Henriques Britto, Nelson Ascher, Régis Bonvicino, Frederico Barbosa, Donizete Galvão, Cláudia Roquette-Pinto, Ademir Assunção, Fabio Weintraub, Eduardo Sterzi, Tarso de Melo, entre outros.

Em 2007, lançou dois novos livros: De novo nada (poema de quase 600 versos)[4][5] e Evidências pedestres, também pelo Selo Sebastião Grifo.[6][7] De novo nada concorreu na categoria "Melhor Livro" no 3º Prêmio Bravo! Prime de Cultura, em seguida foi adaptado para o teatro por Helder Mariani e encenado no projeto Poetas em Cena[8]. Em 2011, com o título de De nuevo nada foi publicado no México por Mantis Editorial e em 2014 no Equador por El Quirófano Ediciones.

Tem poemas publicados em diversas revistas literárias, tais como CULT, Magma, Sibila, Cacto, Jandira, Rattapallax, Poesia Sempre, Estudos Avançados, Metamorfose, Casulo, Celuzlose; nas antologias Paixão por São Paulo, Antologia Comentada da Poesia Brasileira no Século 21, Multilingual Anthology: The Americas Poetry Festival 2015, Qué será de ti / Cómo vai você: Poesía joven de Brasil e Neue Rundschau 2013/3; e nos sites Germina Literatura, Poesia.net, Modos de Usar e Poesia dos Brasis.

Foi organizador da antologia Roteiro da poesia brasileira - anos 90, para a qual selecionou 45 poetas que estrearam em livro na década de 1990.

Coordenou com Mantis Editores traduções de diversos poetas contemporâneos mexicanos, encarregando-se de verter para português poetas como Luis Armenta Malpica, José Javier Villarreal, Luis Aguilar, Jorge Fernández Granados, Abigael Bohorques e Jeremias Marquines, alguns deles vencedores do principal prêmio de poesia do México, o Prêmio Aguascalientes. Traduziu ainda a antologia Versiones Acústicas – muestra de poesía mexicana. Como ensaísta, fez apresentações dos livros Sarabanda, de autoria de Ana Rüsche, e Margeando o caos, de Majela Colares, escreveu ainda para a antologia Poesia (Im)PopularBrasileira ensaio sobre Torquato Neto.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Dick, André (12 de maio de 2008). «Paulo Ferraz». www.ihuonline.unisinos.br. Revista do Instituto Humanitas Unisinos. Consultado em 23 de junho de 2017 
  2. «Paulo Rogério Ferraz | Escavador». Escavador. Consultado em 23 de junho de 2017 
  3. «Entrevista Sebastião – Memorial da América Latina». www.memorial.org.br. Consultado em 23 de junho de 2017 
  4. Weintraub, Fabio (14 de novembro de 2013). «O tiro, o freio, o mendigo e o outdoor: representações do espaço urbano na poesia brasileira pós-1990». Universidade de São Paulo. Consultado em 22 de junho de 2017 
  5. TONETO, DIANA JUNKES (2009). «O POETA, A CIDADE, A PALAVRA: ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE DRUMMOND, HAROLDO DE CAMPOS E PAULO FERRAZ». www.gel.org.br. Consultado em 23 de junho de 2017 
  6. «Folha de S.Paulo - Manuel da Costa Pinto: Constatação do nada - 17/11/2007». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 13 de junho de 2017 
  7. «Evidências do Nada: a poesia de Paulo Ferraz | Jardel Dias Cavalcanti». Digestivo Cultural 
  8. «Poeta em Cena: Paulo Ferraz». Catraca Livre. 10 de novembro de 2008. Consultado em 22 de junho de 2017