Paulo Francis

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Paulo Francis
Marques Rebelo recebe amigos e conhecidos.jpg

Paulo Francis (de terno claro) entre Marques Rebelo (de costas), Adalgisa Nery, Jango, Samuel Wainer, Jorge Amado e Di Cavalcanti, entre outros.
Nome completo Franz Paul Trannin da Matta Heilborn
Nascimento 2 de setembro de 1930
Rio de Janeiro,  Brasil
Morte 4 de fevereiro de 1997 (66 anos)
Nova York,  Estados Unidos
Ocupação Jornalista
Crítico de teatro
Escritor
Diretor
Principais trabalhos Cabeça de Negro 
Trinta Anos Esta Noite 

Paulo Francis, pseudônimo de Franz Paul Trannin da Matta Heilborn (Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1930Nova York, 4 de fevereiro de 1997) foi um jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor brasileiro. Trabalhou em vários jornais, entre eles, Última Hora, O Pasquim, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo.

Crítico teatral e intelectual[editar | editar código-fonte]

Neto de um comerciante luterano alemão de café, Francis cursou o primário em um internato na Ilha de Paquetá e o secundário (atual colegial) no Colégio Santo Inácio, em Botafogo. Participou do Centro Popular de Cultura da UNE[1] e foi ator amador no grupo de estudantes mantido por Paschoal Carlos Magno e, por sugestão do diretor, passou a assinar Paulo Francis.

Em 1952, recebeu o prêmio de ator-revelação pelo seu trabalho em A Mulher de Craig. No início dos anos 1950, frequentou a Faculdade Nacional de Filosofia. Em 1954 e 1955, fez um curso de literatura dramática na Universidade de Columbia, em Nova York onde foi aluno do renomado crítico e autor teatral Eric Bentley.

Depois dos estudos, voltou ao Brasil como diretor. Junto do Teatro Brasileiro de Comédia, dirigiu O Dilema de um Médico de Bernard Shaw,O Telescópio de Jorge Andrade, Pedro Mico de Antônio Callado e Uma Mulher em Três Atos de Millôr Fernandes.[2]

Com sua experiência como diretor, Paulo notabilizou-se, em primeiro lugar, como crítico de teatro do Diário Carioca entre 1957 e 1963, quando intentou realizar uma crítica de teatro que, longe de simplesmente fazer a promoção pessoal das estrelas do momento, buscasse entender os textos teatrais do repertório clássico para realizar montagens que fossem não apenas espetáculos, mas atos culturais – nas suas próprias palavras, "[buscar] em cena um equivalente da unidade e totalidade de expressão que um texto, idealmente, nos dá em leitura […] a unidade e totalidade de expressões literárias". Seu papel como crítico, à época, foi extremamente importante.[3]

Após o Golpe de 1964 e durante toda a ditadura militar, Francis trabalharia sobretudo no semanário O Pasquim. Paralelamente, na Tribuna da Imprensa de Hélio Fernandes, de 1969 a 1976 refinou seu estilo num sentido mais coloquial, tendo sido uma parte importante da resistência cultural, comentando sobre assuntos internacionais e divulgando ideias de como simpatizante trotskista.[carece de fontes?]

Em 1968, passou a editar também a Diners, revista oferecida gratuitamente aos portadores do cartão de crédito e que lançou jornalistas como Ruy Castro. Em dezembro daquele ano, logo após a decretação do AI-5, Paulo Francis foi preso ao desembarcar no aeroporto do Rio de Janeiro. Deixou a prisão em janeiro de 1969. Sem emprego, o jornalista viajou pela Europa fazendo matérias como freelancer. Nessa época, entrevistou o filósofo Bertrand Russell na Inglaterra.

Em 1971, foi viver definitivamente em Nova York, subsidiado por uma bolsa da Fundação Ford conseguida por intermédio de Fernando Gasparian. Lá passou a escrever artigos para diversas revistas. Em 1975, casou-se com a jornalista Sônia Nolasco e passou a ser correspondente da Folha de S.Paulo.[2]

O polemista[editar | editar código-fonte]

Francis foi também centro de diversas polêmicas e desavenças. Dizia que a ferocidade que seria a marca registrada de seus textos nasceu na infância. "Aos 7 anos fui arrancado dos braços da minha mãe e atirado às feras de um internato na ilha de Paquetá. Atribuo todo meu sarcasmo e agressividade a essa brutal separação", contou ao jornalista José Castello.[4]

Ficou famoso o ataque – que ele mesmo classificaria mais tarde de "mesquinho, deliberadamente cruel" – à atriz Tônia Carrero[5] que, por havê-lo acusado de "sofrer do fígado" e ser "sexy" – na gíria da época, homossexual – foi por ele acusada de haver-se prostituído e de mercadejar fotos de si mesma despida. Foi por isso agredido fisicamente duas vezes – pelo então marido da atriz, Adolfo Celi, e pelo colega de Tônia no Teatro Brasileiro de Comédia, Paulo Autran.[6]

Em 1963, Francis foi convidado por Samuel Wainer a assumir uma coluna política na Última Hora. Como comentarista, apoiou o esquerdismo trabalhista de Leonel Brizola, a ponto de anunciar publicamente que ter-se-ia incorporado a um dos "grupos de onze" de resistência armada antigolpista, que Brizola organizava na época. Levou a tal ponto este radicalismo que chegou a ser demitido por Wainer, que no entanto recontratou-o, paradoxalmente, após protestos de um grupo de membros da burguesia carioca que tinham em Francis uma espécie de "guru" (como disse Wainer em suas memórias: "vou te recontratar, Francis, porque faço tudo o que meu banqueiro mandar").[carece de fontes?]

Tomou posição contra a intervenção americana no Vietnã e contra a ocupação israelense de territórios disputados na Palestina que afrontaram o consenso pró-americano e israelense da grande imprensa brasileira da época. A presença norte-americana no Vietnã era, por si só, um massacre, diria Francis, que dedicou várias páginas de revistas sobre o tema.[7]

Francis também se notabilizou pelo grande número de citações de autores, livros, filmes e peças teatrais que apresentava, bem como por suas afirmações categóricas – mas também por erros de informação.[carece de fontes?] Em artigo escrito em 1971 para O Pasquim, recentemente republicado numa antologia de artigos do jornal, Francis admitiu, por exemplo, que uma vez havia redigido "de improviso" um artigo sobre Shakespeare, cujos erros factuais lhe teriam sido apontados por sua colega, a crítica teatral Barbara Heliodora, mas que ele teria mantido todos os erros, por não estar interessado na realidade dos fatos, mas numa "análise".[8] Um dos seus erros mais famosos apareceu numa crítica sobre o filme norte-americano Tora! Tora! Tora!, que ele acusava de minimizar o caráter traiçoeiro do ataque japonês a Pearl Harbour. No texto afirmava que o Almirante Yamamoto havia comparecido à première do filme, em 1971, sendo que o militar japonês havia morrido em 1943, quando seu avião foi abatido pelos estadunidenses.[carece de fontes?]

Incursões na literatura[editar | editar código-fonte]

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No final da década de 1970 Paulo Francis lançou-se como romancista, tentando fazer uma crítica geral da sociedade brasileira através dos seus romances Cabeça de Papel (1977) e Cabeça de Negro (1979). Para essa crítica por meio da literatura, Francis aproveitou suas experiências pessoais dentro da elite cultural e social do Brasil e principalmente do Rio de Janeiro.[carece de fontes?]

Os dois romances são uma tentativa de retratar os meios jornalísticos e da boemia carioca dos anos 1960 e 1970, através do uso de um alter ego, que atua como narrador em primeira pessoa, num estilo subjetivo, à maneira já consagrada na ficção moderna por James Joyce e Marcel Proust; por outro lado, esta representação subjetiva, própria da literatura de elite, busca uma concessão ao interesse do leitor médio, ajustando-se (no entender de muitos, como o amigo de Francis, o cartunista Ziraldo) mal a um enredo de thriller de espionagem sofisticado, à maneira de Graham Greene e John Le Carré.[carece de fontes?]

Francis engajou-se na literatura de ficção com sua costumeira autossuficiência. Ele declarou, em entrevista ao Jornal do Brasil, que no Brasil só se fariam dois tipos de literatura: o registro de sensações e as reflexões existenciais de uma mulher intelectualizada (e.g. Clarice Lispector) ou as desventuras do povo oprimido pela elite (e.g. o regionalismo de Jorge Amado), e que a ele caberia a tarefa de produzir uma literatura romanesca centrada não nos oprimidos de classe ou gênero, mas nas elites.[carece de fontes?]

Mas Francis, paradoxalmente, não reconhecia a existência de toda uma vertente conservadora na literatura brasileira moderna que havia adotado exatamente este ponto de vista, tal como os romances de Otávio de Faria e Lúcio Cardoso, muito embora certamente conhecesse e respeitasse estes autores (além destes, o pernambucano Hermilo Borba Filho estava na época tentando realizar um projeto literário semelhante).[carece de fontes?]

Os romances de Francis, apesar de conterem os recursos estilísticos habituais (frases telegráficas, coloquialismo, uso de estrangeirismos) que haviam feito a celebridade de Francis como jornalista, não foram apreciados pela crítica literária – a esta altura já concentrada nas universidades – que censuraram-lhe o caráter indeciso de sua ficção entre a literatura de elite e a popular, a ligeireza da discussão de ideias e o recurso frequente ao puramente escandaloso ("retórica da esculhambação"), o grosseiro e o sexual. Seus críticos reconheceram, no entanto que o uso de tais recursos poderia explicar-se, seja pela influência de autores como Nelson Rodrigues e Henry Miller, seja pelo desejo, próprio de todo o modernismo brasileiro, de contrapor-se à retórica pomposa e vazia do senso comum dominante.[carece de fontes?]

Estes romances, apesar de interpretados como fracassos pelo autor, tiveram relativo sucesso de público, tendo sido reimpressos várias vezes durante a década de 1970, muito em função do prestígio de Paulo Francis. O escritor se consolava por seus livros terem sido ao menos discutidos como coisa séria por alguns críticos sérios. As críticas mais pesadas a Francis, na época, foram as de dois notórios intelectuais conservadores: José Guilherme Merquior e Wilson Martins.[carece de fontes?]

A esquerda da época, por sua vez, apesar de expressar sérias reservas, tratou Francis com respeito, tanto é que seu velho amigo, o editor comunista Ênio Silveira, que havia publicado Cabeça de Papel, organizou um número especial de sua Revista da Civilização Brasileira para que a obra de Francis fosse debatida por dois professores universitários, abrindo espaço para que Francis replicasse a cada um individualmente – o que ele fez da costumeira forma ácida e esnobe, chegando a dizer a um dos críticos que, para que ele chegasse a conhecer o que era realmente a "boa sociedade", garantiria pessoalmente sua entrada no então templo da boemia carioca, o restaurante Antonio's.[carece de fontes?]

Seja como for, Francis admitiria logo depois, em seu livro de memórias, O Afeto que se encerra (1980), que contava que o sucesso como escritor lhe garantisse recursos materiais suficientes para abandonar o jornalismo diário, mas vergou-se ao fracasso comercial dos livros, incluindo as duas novelas reunidas no volume Filhas do Segundo Sexo, de 1982, em que havia feito uma tentativa de tematizar a emancipação da mulher de classe média no Brasil da época, através de uma ficção sem muitos recursos formais, semelhante à do cronista José Carlos Oliveira, muito popular na época.[carece de fontes?]

As expectativas infladas de Francis quanto às suas possibilidades de sucesso comercial não só eram ingênuas, dadas as dimensões do mercado editorial brasileiro, como também refletiam o que seria o fator determinante de seu papel subsequente na cena jornalística. Como dizia Isaac Deutscher, biógrafo de Trotsky e uma das grandes influências de Francis, não há como um intelectual original obter sucesso imediato: seu impacto é sempre lento e indireto, dada a necessidade do público de absorver ideias novas.[carece de fontes?]

Pós-ditadura: mudança ideológica[editar | editar código-fonte]

Para marcar a virada de Francis, a melhor referência é o economista Roberto Campos, seu alvo por dez anos, não faltando sequer insultos. Até que, em fevereiro de 1985, tudo mudou, na coluna “O guerreiro Roberto Campos”. Dizendo que o economista “melhorara horrores, em pessoa”, ele se desculpou: “Escrevi coisas brutais sobre Campos. São erradas. Retiro-as”. E acrescentou: “Cheguei à conclusão de que capitalismo num país rico é opcional. Num país pobre, no tipo de economia inter-relacionada de hoje, a suposta saída que se propõe no Brasil de o Estado assumir e administrar leva à perpetuação do atraso”.[9]

Francis era ainda um ferrenho crítico do que chamava de marxismo cultural bem como do gramscismo. Francis achava estupidificante as comparações com o que chamava de “a turma do samba-e-pandeiro” com Wolfgang Amadeus Mozart. Definia a motivação da esquerda como uma “masturbação ideológica” do populismo para lisonjear as massas, elevando-a à posição de prestígio da chamada alta cultura. Chamava essa nova elite cultural de adeptos ao “comunismo fantasia”, dizendo que para a esquerda brasileira, tudo é sempre relativo.[10]

Francis, como trotskista, não havia sido jamais um admirador do regime político então vigente na União Soviética e nos seus satélites do Leste Europeu, e a queda do Muro de Berlim não o afetava diretamente em suas ideias políticas (Trotsky havia previsto a queda do stalinismo em seu A Revolução Traída). No entanto, no mundo da década de 1960 e no Brasil da ditadura militar, uma postura esquerdista puramente literária e verbal – do tipo que o jornalista americano Tom Wolfe apelidaria radical chic – era muito bem vista em meios literários e jornalísticos. [carece de fontes?]

O fim do regime militar, em 1985, colocou Paulo Francis numa situação similar a outros membros da elite intelectual brasileira que haviam militado na "resistência" à ditadura: se o fim do regime ditatorial atendia às suas aspirações políticas e intelectuais, ao mesmo tempo sentiam-se dominados por um desencanto com o um crescente plebeísmo dos costumes políticos brasileiros, combinado a uma consciência cada vez mais clara da incompetência e a corrupção dos governantes na Nova República. Tal desencanto tomaria a forma de rejeição especialmente com o Partido dos Trabalhadores.[11]

Relação de Francis com os partidos e políticos brasileiros[editar | editar código-fonte]

Essa rejeição suscitaria um de seus artigos atacando o PT que teve grande repercussão e provocou, entre várias reações, uma resposta de Caio Túlio Costa, então ombudsman da Folha de S.Paulo. A tréplica gerou grande polêmica, sendo a possível causa de sua mudança da Folha de S.Paulo para o jornal O Estado de S. Paulo.[12]

Francis foi grande opositor do governo José Sarney e crítico da imprensa brasileira, que para ele tratava Sarney com excessivo e imerecido respeito. Para ele, Sarney era um "símbolo da jequice" brasileira, filha da esperteza dos que mandam e da ignorância dos que obedecem".[13]

Na eleição presidencial de 1994 Francis apoiou a candidatura de Fernando Henrique Cardoso, que tinha como seu amigo pessoal, embora com o tempo tenha passado a repudiá-lo, dizendo não ver nele “uma pessoa séria”.[9]

Leonel Brizola era seu ídolo. Apesar de renegar a esquerda brasileira, manteve sua admiração por Brizola. "Eu acredito na grandeza das amizades", disse sobre o político.[14]

Trabalhos na Televisão[editar | editar código-fonte]

Na televisão, Francis inventou um personagem, misto do panfletarismo erudito-ligeiro dos anos 50 com o deboche do Pasquim dos anos 70 e o marketing da mídia dos anos 80. Celebrizou-se pelas suas aparições histriônicas no ar, onde exagerava na voz arrastada e grave, sua marca registrada, que lhe rendeu inumeráveis imitações.[15]

Em 1981, tornou-se comentarista televisivo das Organizações Globo – uma virada emblemática para quem havia acusado Roberto Marinho em 1971 de ter provocado o seu banimento do país durante uma de suas prisões, em um artigo d’O Pasquim, intitulado "Um homem chamado porcaria", no qual dizia ser “caso de polícia que [seu poder] continue e em expansão”. Estreou em 1981, como comentarista de política internacional. No mesmo ano, também foi o comentarista do Jornal da Globo, falando sobre política e atualidades. De Nova York, Francis também entrava no Jornal Nacional, emitindo opiniões sobre política internacional e cultura. Em 1995, dividiu com Joelmir Beting e Arnaldo Jabor uma coluna de opinião.

A partir de 1993, ao lado de Lucas Mendes, Caio Blinder e Nelson Motta, Francis fez parte do programa Manhattan Connection, então transmitido pelo canal pago GNT. A partir de junho de 1996, passou a trabalhar na Globo News entrevistando personalidades internacionais como o economista John Kenneth Galbraith.[16]

Processo do Presidente da Petrobras e Morte[editar | editar código-fonte]

O Processo de Joel Rennó[editar | editar código-fonte]

Em inícios de 1997, durante o programa Manhattan Connection, Francis propôs a privatização da Petrobras - então presidida por Joel Rennó, e acusou os diretores da estatal de possuírem US$50 milhões em contas na Suíça – acusação pela qual foi processado na justiça norte-americana, sob alegação da Petrobras de que o programa seria transmitido nos Estados Unidos para assinantes brasileiros de TV por assinatura.

Amigos fizeram o possível para livrar o jornalista da guerra judicial. Chegaram a apelar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, que tentou, em vão, convencer os diretores da Petrobras a desistir da ação.[17]

Na época, o comentarista da Globo estaria abalado emocionalmente por ser réu do processo cuja indenização exigida era de 100 milhões de dólares. Segundo seu amigo pessoal, o escritor Elio Gaspari, o processo ocupou um espaço surpreendente na alma de Francis. Tomou o lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres da música e da leitura.[18] Diogo Mainardi, pupilo de Francis, foi mais enfático: sugeriu que a pressão psicológica do processo pode ter contribuído para o futuro infarto fulminante do jornalista.[19]

Morte[editar | editar código-fonte]

Lucas Mendes, que dividia bancada com ele na TV foi um dos primeiros a chegar a seu apartamento e encontrá-lo morto. Francis acabou por morrer de um ataque cardíaco, diagnosticado, em seus primeiros sintomas como uma simples bursite.[20] Era casado com a jornalista e escritora Sonia Nolasco, com quem viveu por mais de vinte anos. Seu corpo embalsamado foi trasladado de Nova Iorque para o Rio de Janeiro e enterrado no jazigo familiar do Cemitério de São João Batista.

Segundo seu companheiro Lucas Mendes, os diretores da Petrobras ainda foram atrás do espólio e da viúva Sonia Nolasco, mas, em parte, por intervenção do então presidente Fernando Henrique Cardoso e do advogado de Francis, desistiram do processo.[21]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Opinião Pessoal (Cultura e Política) (artigos, 1966)
  • Certezas da Dúvida (artigos, 1970)
  • Nixon × McGovern – As Duas Américas (artigos, 1972)
  • Heilborn, Franz Paul ‘Paulo Francis’ Trannin da Mata (1976), Nu e Cru .
  •     (1977), Cabeça de Papel .
  •     (1978), Uma Coletânea de Seus Melhores Textos Já Publicados .
  •     (1979), Cabeça de Negro .
  •     (1980), O Afeto Que Se Encerra .
  •     (1982), Filhas do Segundo Sexo .
  •     (1985), O Brasil no Mundo .
  •     (1994), Trinta Anos Esta Noite – 1964: O Que Vi e Vivi .
  •     (1996), Waaal – O Dicionário da Corte de Paulo Francis .
  •     (2008), Carne Viva .

Referências

  1. Martins, Carlos Estevam (2005), Entrevista, BR: Memória estudantil, http://docs.google.com/gview?a=v&q=cache:-i5Zby5Y8UsJ:www.memoriaestudantil.org.br/services/DocumentManagement/FileDownload.EZTSvc.asp%3FDocumentID%3D%257BF6482965-D339-4254-9923-86B3DB9E37AB%257D%26ServiceInstUID%3D%257B350441AD-EA8E-4CBD-9419-87E1E7F85FCA%257D+%22Carlos+Estevam+Martins%22+livraria&hl=pt-BR&gl=br .
  2. a b «Paulo Francis». Memória Globo. Globo. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  3. "A Arte de Dirigir 1", Diário Carioca, 29/07/1961, cit. por Moura, 1996, pp. 63–64.
  4. «Paulo Francis estava escrevendo romance sobre Getúlio Vargas». personalidade. Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  5. Heilborn, 1996[falta página] cit. por Moura, 1996, p. 78.
  6. «Cuspi com prazer em Paulo Francis, diz Autran». Folha Online. Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  7. «O Massacre de My Lai». Leituras da História. Portal Ciência e Vida. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  8. Jaguar & Augusto 2006 Rp.
  9. a b De Sá, Nelson (2011). Dicionário da Corte Três Estrelas [S.l.] p. 9. ISBN 857164571X. Consultado em 27 july 2016. 
  10. Segundo Caderno, 28 de Julho de 1996, Matutina, Segundo Caderno, página 5
  11. Kucinski, "Paulo Francis", 86.
  12. «Paulo Francis». Acervo Estadão. Estadão. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  13. «Política». Política, edição de 2 de janeiro de 1988, pág 4. Estadão. 
  14. «Paulo Francis estava escrevendo romance sobre Getúlio Vargas». Folha de S.Paulo. 5 de fevereiro de 1997. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  15. Luís Nassif (9 de fevereiro de 1997). «O jornalista e o estilo Francis». Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  16. «PAULO FRANCIS». Memoria Globo. Globo.com. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  17. Cf. Élio Gaspari, "Parabéns, Dr. Joel Rennó, o Sr. matou Paulo Francis" – syndicated column published in Folha de S.Paulo, 5 February 1997. Francis was regarded by the Cardoso government as notoriously unreliable; when Cardoso's Minister of Communications Sergio Motta made a trip to the USA in order to canvass American corporate support for privatization of public enterprises, he was briefed by his team that he should talk personally to Francis "in order to prevent him from saying anything stupid" on broadcast – cf. José Prata, Sergio Motta: O Trator em Ação. São Paulo: Geração Editorial, 1999, ISBN 978-85-86028-83-0, p. 188.
  18. «Doutor Joel Rennó, o senhor ganhou». Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  19. «Na GloboNews, amigos ‘vingam’ Paulo Francis contra Petrobras». Terra. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  20. «TRATE SEU CORAÇÃO COM RESPEITO, SEM SIMPATIAS – por AMÉRICO TÂNGARI JR.». Américo Tângari Jr. médico cardiologista. gtmarketing. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  21. Lucas Mendes. «Francis e o Petrolinho». BBC. Consultado em 1 de agosto de 2016. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FREIRE, Vinícius Torres (4 de fevereiro de 2007), Super-homens nos botecos do Leblon, "Suplemento Mais!", Folha de S.Paulo .
  • GASPARI, Élio (5 de fevereiro de 1997), "Doutor Joel Rennó, o senhor ganhou", Folha de S.Paulo e O Globo, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc050232.htm 
  • KUCISNKI, Bernardo (1998), "Paulo Francis: uma tragédia brasileira", A Síndrome da Antena Parabólica, São Paulo: Fundação Perseu Abramo .
  • MOURA, George (1996), Paulo Francis: O Soldado Fanfarrão, São Paulo: Objetiva  sobre a crítica teatral de Francis.
  • NOGUEIRA, Paulo Eduardo (2010), Paulo Francis polemista profissional, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo .
  • PIZA, Daniel (2004), Paulo Francis: Brasil na cabeça, Rio de Janeiro: Relume Dumará .
  • Jaguar; Augusto, Sérgio (2006), O Melhor d’O Pasquim, 1. 1969-1971, São Paulo: Desiderata, ISBN 978‐85‐99070‐04‐8 .
  • WAINER, Samuel (2006), Minha Razão de Viver, São Paulo: Planeta .

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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