Paulo Hartung

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Paulo Hartung
Paulo Hartung
48.° Governador do Espírito Santo
Período 1º de janeiro de 2015
até atualidade
Antecessor(a) Renato Casagrande
46.° Governador do Espírito Santo
Período 1º de janeiro de 2003
até 1º de janeiro de 2011
Antecessor(a) José Ignácio Ferreira
Sucessor(a) Renato Casagrande
Senador pelo Espírito Santo
Período 1º de fevereiro de 1999
até 14 de dezembro de 2002
Antecessor(a) Élcio Álvares
Sucessor(a) João Batista Mota
Prefeito de Vitória BandeiraVitoria.png
Período 1º de janeiro de 1993
até 1º de janeiro de 1997
Antecessor(a) Vitor Buaiz
Sucessor(a) Luiz Paulo Vellozo Lucas
Deputado federal pelo Espírito Santo
Período 1º de fevereiro de 1987
até 1º de fevereiro de 1991
Deputado estadual do Espírito Santo
Período 1º de fevereiro de 1983
até 1º de fevereiro de 1987
Vida
Nascimento 21 de abril de 1957 (59 anos)
Guaçuí, ES
Nacionalidade brasileiro
Dados pessoais
Partido Filiado ao PMDB[1]
PMDB (2005 – -) [2]
PSB (2001 – 2005)[3]
PPS (1999 – 2001)
PSDB (1988 – 1999)
PMDB (1979 – 1988)
Profissão Economista e político
Assinatura Assinatura de Paulo Hartung

Paulo César Hartung Gomes (Guaçuí, 21 de abril de 1957) é um economista e político brasileiro, filiado ao PMDB. Foi governador do estado do Espírito Santo de 1º de janeiro de 2003 até 31 de dezembro de 2010, é o atual governador, tendo sido eleito para um terceiro mandato de quatro anos.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Paulo Hartung é formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Quando era aluno da UFES, Hartung foi eleito o primeiro presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade.[5]

Em 1979, participou ativamente do processo que reestruturou a União Nacional dos Estudantes, tendo atuado como organizador da bancada capixaba e na mobilização dos delegados em todo o país para o congresso de reconstrução da entidade que representa todos os estudantes brasileiros, realizado em Salvador, capital do estado da Bahia.[6]

Paulo Hartung filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro em 1979, e deu assim início à sua trajetória político-partidária. Aos 25 anos de idade, elegeu-se deputado estadual para um mandato de quatro anos (1983 a 1987), destacando-se como o mais novo parlamentar da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.[5]

Expirado o mandato, conseguiu reeleger-se em 1986 para um novo quadriênio (1987 a 1990) e participou da elaboração da Constituição Estadual.[5] Em sua passagem pela Assembléia, preocupou-se com a defesa do funcionalismo público, e tratou de temas fundamentais à sociedade, como meio ambiente, saúde, educação, transporte público, dentre outros.

Em 1990, Paulo Hartung conquistou o mandato de Deputado Federal (1991 a 1995), com a maior votação dentro do Município de Vitória, capital do estado. Sua relevante atuação fez com que assumisse o cargo de vice-líder do Partido da Social Democracia Brasileira na Câmara dos Deputados, cuja liderança era exercida por José Serra, então deputado por São Paulo.[7]

Em 1992, elegeu-se Prefeito de Vitória (1993 a 1997). No início de 1997, passou o cargo ao seu sucessor eleito, Luiz Paulo Vellozo Lucas, também do PSDB, e participou, nos Estados Unidos, a convite da Embaixada daquele país, do programa intensivo sobre Administração Pública e Sistema Políticos nos Estados Unidos.

Após o retorno ao Brasil, em junho de 1997, foi nomeado pelo então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, seu correligionário de sigla partidária, a Diretoria de Desenvolvimento Regional e Social do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).[8] No primeiro ano de gestão, a pasta investiu 1,4 bilhão de reais em projetos sociais.[7]

Em 1998, candidatou-se ao Senado da República e foi eleito com 780 mil votos, a maior votação que um político já recebeu no Espírito Santo.[9]

Em 2002, filiado ao Partido Socialista Brasileiro foi eleito, ainda no primeiro turno, governador do estado. Em 2005, retornou ao PMDB, se reelegendo em 2006 com a maior votação percentual do país. Após deixar o governo, voltou a trabalhar como economista, consultor e palestrante.[10]

Em 2014, Paulo Hartung (PMDB) foi eleito governador pela terceira vez. Disputou o governo com o então governador Renato Casagrande (PSB).[10] Hartung tomou posse como governador do estado do Espírito Santo em 1º de janeiro de 2015.[11]

Greve da Polícia Militar do Espírito Santo[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2017 foi internato no Hospital Sírio Libanês em São Paulo para uma cirurgia de ressecção de tumor de bexiga. Dois dias antes, não tendo passado o cargo de Governador do Estado do Espírito Santo ao seu vice César Colnago, uma greve dos Policiais Militares se instalava, levando a uma grave crise na Segurança Pública do Estado do Espírito Santo, sendo entregue cinco dias depois o comando da Segurança Pública do ES às Forças Armadas, antes nas mãos do Secretário André Garcia.[10][11][12][13] Em 9 de fevereiro de 2017, um panelaço foi feito por moradores de bairros de Vitória durante a entrevista do governador Paulo Hartung à Miriam Leitão, na Globonews.[14] No dia seguinte, em entrevista à Globo News o ex-secretário nacional de segurança José Vicente da Silva Filho disse que a hospitalização de Paulo Hartung sem antes ter passado o cargo ao seu vice facilitou que o movimento se espalhasse por todo o Estado sem um comando do governo estadual para interromper ou desmobilizar a greve da Polícia Militar.[carece de fontes?]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

"As masmorras de Hartung"[editar | editar código-fonte]

Conforme amplamente noticiado pela mídia nacional e internacional, escandalosos presídios foram criados durante a gestão de Paulo Hartung como governador do Estado do ES. Na época, o escândalo ficou conhecido como "As masmorras de Hartung", e teve repercussão até na ONU.[15]

Benefícios fiscais[editar | editar código-fonte]

A decisão do presidente do TJES Pedro Valls Feu Rosa, relaciona Hartung aos benefícios fiscais concedidos nos últimos 10 anos a empresas localizadas no Estado e o valor de eventual dívida da administração em decorrência dos incentivos. Segundo o texto, todas as operações realizadas, num período de 90 dias, resultaram, estimativamente, em um lucro de 50 milhões de reais para os envolvidos. Pedro Valls também pede a apuração de uma operação de compra de terrenos e incentivos fiscais dados à empresa Ferrous em sua instalação em Kennedy.[16]

Reeleição[editar | editar código-fonte]

Na votação realizada no dia 1º de outubro de 2006, Paulo Hartung foi reeleito governador do Espírito Santo tendo alcançado a maior votação percentual do país para o cargo. De acordo com os resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, Hartung foi reeleito com 1.326.175 votos (77,27% dos votos válidos), seguido pelo candidato do PDT, Sérgio Vidigal, que obteve 373.474 votos (21,76% dos votos válidos).[17]

Referências

  1. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome uol_partido
  2. «HARTUNG FORA DO PMDB». Folha do ES 
  3. «Hartung sai do PPS e vai para o PSB». Estadão. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  4. «Paulo Hartung, do PMDB, é eleito governador do Espírito Santo». G1. Globo.com. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  5. a b c «Conheça o perfil de Paulo Hartung, governador eleito do ES». G1. Globo.com. 5 de outubro de 2014 
  6. «ES: veja a trajetória política de Paulo Hartung». Terra. 1 de outubro de 2006. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  7. a b «Leia o perfil de Paulo Hartung, governador eleito do Espírito Santo». Folha Online. 6 de outubro de 2002. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  8. «Paulo Hartung». Governo do Estado do Espírito Santo. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  9. Adriana Vasconcelos (2 de outubro de 2006). «HARTUNG É REELEITO NO ESPÍRITO SANTO COM 77,3%». O Globo. Senado. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  10. «Ministério da Defesa envia mais 550 militares das Forças Armadas para o ES». G1. Globo.com. 8 de fevereiro de 2017. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  11. «Forças Armadas ficarão no ES o 'tempo que for necessário', diz Raul Jungmann». IstoÉ. 11 de fevereiro de 2017. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  12. Rodrigo Rezende (10 de fevereiro de 2017). «ES anuncia mais 500 homens das Forças Armadas, totalizando 3500». G1. Globo.com. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  13. «Forças Armadas ficarão no ES o 'tempo que for necessário', diz Raul Jungmann». Uol. 11 de fevereiro de 2002. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  14. «Panelaço é registrado durante a entrevista de Paulo Hartung». G1. Globo.com. 10 de fevereiro de 2017. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  15. «Masmorras de PH podem penalizar o país». Capixabao. 4 de janeiro de 2011 
  16. «Governo explicará em 15 dias benefícios fiscais de 10 anos». Gazeta Online. Globo.com. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 
  17. «Paulo Hartung é eleito governador do Estado». Gazetaonline. 5 de outubro de 2014. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
José Ignácio Ferreira
Governador do Espírito Santo
2003 — 2011
Sucedido por
Renato Casagrande
Precedido por
Renato Casagrande
Governador do Espírito Santo
2015 — atualidade
Sucedido por
'
Precedido por
Vítor Buaiz
Prefeito de Vitória
1993 — 1997
Sucedido por
Luiz Paulo Vellozo Lucas